Sibá Machado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Sibá Machado
Deputado Federal Sibá Machado
Deputado Federal pelo Acre
Período 1 de fevereiro de 2011
a 31 de janeiro de 2019
Senador pelo Acre
Período 4 de fevereiro de 2003
a 14 de maio de 2008
Secretário de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar do Acre
Período 1997 - 1999
Dados pessoais
Nome completo Sebastião Machado Oliveira
Nascimento 24 de janeiro de 1958 (63 anos)
União, PI
Alma mater Universidade Federal do Acre
Cônjuge Rosali Scalabrin
Partido PT (1986-presente)

Sebastião Machado Oliveira, mais conhecido como Sibá Machado, (União, 24 de janeiro de 1958)[1] é um geógrafo e político brasileiro natural do estado do Piauí e residente há anos no Acre, onde fez carreira política. Exerceu o mandato de senador até 15 de junho de 2008, voltando a ser suplente com o retorno da titular Marina Silva. Em 2015, foi líder do PT na Câmara dos Deputados,[2] sendo substituído por Afonso Florence em 2016.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Mudou-se para o estado de São Paulo aos 20 anos e lá trabalhou como cobrador de ônibus. Transferiu-se para o Pará, onde trabalhou como agricultor e, paralelamente, iniciou sua atuação sindical em 1983, como delegado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Prainha, tendo antes frequentado o grupo de jovens da Igreja Católica. Em 1986 fixou residência no Acre e se filiou ao PT. Trabalhou junto à Comissão Pastoral da Terra, sendo eleito presidente da seccional da Central Única dos Trabalhadores em 1991 e reeleito em 1994. É bacharel em Geografia pela Universidade Federal do Acre.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1994 foi o candidato a deputado federal mais votado pelo PT, contudo faltaram 14 votos para que se atingisse o quociente eleitoral necessário para a obtenção de uma vaga no Congresso. Assim, não foi declarado eleito. Foi derrotado novamente em 1996, na disputa pela prefeitura de Plácido de Castro, e em 1998, quando foi eleito primeiro suplente de deputado estadual.[carece de fontes?]

Com a posse de Jorge Viana no governo do estado do Acre em 1999, foi nomeado Secretário de Extensão Rural e Garantia de Produção. Em 2001 foi eleito presidente do diretório estadual do PT e, em 2002, foi eleito primeiro suplente da senadora Marina Silva. Como esta se manteve como Ministra do Meio Ambiente no segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Sibá foi chamado a exercer o mandato.[carece de fontes?]

No Senado Federal, foi eleito presidente do Conselho de Ética em junho de 2007,[4] renunciando ao cargo poucos dias depois em face das disputas internas acerca de qual procedimento adotar na análise do caso Renan Calheiros, acusado de quebra do decoro parlamentar.

Em 2010 Sibá Machado elegeu-se deputado federal, sendo o mais votado de seu partido.[5] Foi reeleito em 2014, com 18,395 votos.[6] Nas eleições de 2018, foi novamente candidato a deputado federal pelo PT, mas não conseguiu ser reeleito.[7]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Participação da CIA nas manifestações[editar | editar código-fonte]

Em 15 de março de 2015, Sibá Machado sugeriu que a CIA, a agência de inteligência americana, esteve por trás das manifestações realizadas em 15 de março de 2015 contrárias ao governo e a favor do impeachment da presidente Dilma. A declaração de Sibá se tornou piada na internet entre anônimos, artistas e políticos. "A CIA já destribuiu panelas pra vocês? O panelaço é daqui a pouco", ironizou o senador Ronaldo Caiado.[8]

Crítica à Operação Pixuleco[editar | editar código-fonte]

Em 3 de agosto de 2015, Sibá Machado, classificou a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, na 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Pixuleco, de “aberração” e tentativa de “golpe”. Para o petista, o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, “persegue o PT” e quer colocar o “povo na rua” para derrubar o partido.[9]

Ofensas à manifestantes contra o governo[editar | editar código-fonte]

Em 27 de outubro de 2015, um grupo de manifestantes ligados ao MBL, que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff, fez um protesto na galeria do plenário da Câmara dos Deputados durante a sessão de votação. Sibá Machado reagiu e, do microfone do plenário, chamou os manifestantes de "vagabundos".[10]

Foto em manifestação[editar | editar código-fonte]

Em 18 de março de 2016, dia em que foi realizado uma manifestação pró-governo, Sibá Machado usou uma foto antiga, feita na Coreia do Sul, durante uma comemoração esportiva.[11]

Na legenda da foto Sibá escreveu: Esta imagem é em Curitiba: Precisa explicar ao Moro? Não vai ter golpe. A foto mostra a imagem noturna de uma praça cheia de pessoas usando, majoritariamente, roupas vermelhas.[11]

Os poucos prédios que aparecem na imagem não são suficientes para identificar qual é a cidade, mas internautas fizeram a checagem e descobriram que se tratava de uma foto retirada do Google. O blogueiro Hícaro Teixeira, de Brasília, revelou a fraude no dia seguinte e o deputado excluiu a publicação.[11]

Pesquisa de opinião[editar | editar código-fonte]

Em 6 de junho de 2016, Sibá Machado publicou uma pesquisa de opinião, sem indicar o instituto de pesquisa, sobre a avaliação do governo de Michel Temer, que indicava 90% de rejeição. A soma dos resultados, porém, era de 101%.[12] [13][14]

Referências

  1. «Sibá Machado». Senado. Consultado em 20 de março de 2016 
  2. «PT fecha acordo para Sibá Machado ser líder da bancada na Câmara». G1. 13 de janeiro de 2015. Consultado em 21 de março de 2016 
  3. Nathalia Passarinho e Fernanda Calgaro. «Sibá Machado é substituido por Florence na liderança do PT na Câmara». Jornal Tribuna. Consultado em 21 de março de 2016 
  4. Luciana Vasconcelos (30 de maio de 2007). «Sibá Machado é o novo presidente do Conselho de Ética do Senado». EBC. Consultado em 20 de março de 2016 
  5. «Apuração dos votos: Acre - Eleições 2010». Terra. Consultado em 20 de março de 2016 
  6. «Sibá Machado». Eleições 2014. Consultado em 20 de março de 2016 
  7. «Senadores e deputados federais/estaduais eleitos: Apuração e resultado das Eleições 2018 AC - UOL Eleições 2018». UOL Eleições 2018. Consultado em 27 de outubro de 2018 
  8. Daniel Carvalho. «Líder do PT sugere que CIA esteve envolvida nas manifestações de domingo». Estadão. Consultado em 21 de março de 2016 
  9. Nathalia Passarinho (3 de agosto de 2015). «Líder do PT diz que prisão de Dirceu mostra tentativa de 'golpe' ao partido». G1. Consultado em 21 de março de 2016 
  10. Fernanda Calgaro (27 de outubro de 2015). «Manifestantes fazem ato contra Dilma; líder do PT diz que são 'vagabundos'». G1. Consultado em 21 de março de 2016 
  11. a b c «Deputado do PT publica foto da Coreia e escreve que é protesto pró-governo no Brasil. Fraude foi descoberta». R7. 19 de março de 2016. Consultado em 20 de março de 2016 
  12. «Facebook de Sibá Machado. Avaliação de Michel Temer.». 6 de junho de 2016. Consultado em 10 de julho de 2016 
  13. «Deputado petista publica pesquisa falsa sobre temer e derrapa na matemática: '101%'». Blasting News. 6 de junho de 2016. Consultado em 10 de julho de 2016 
  14. «Deputado petista posta pesquisa duvidosa e vira piada». R7. 6 de junho de 2016. Consultado em 10 de julho de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um político brasileiro é um esboço relacionado ao Projeto Biografias de Políticos. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.