Arquidiocese de Porto Alegre

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Arquidiocese de Porto Alegre
Archidiœcesis Portalegrensis in Brasilia
Catedral Metropolitana Nossa Senhora Mãe de Deus
Localização
País Brasil
Dioceses Sufragâneas Caxias do Sul
Novo Hamburgo
Montenegro
Osório
Estatísticas
Área 13,530 km²
Informação
Rito Romano
Criação da Diocese 17 de maio de 1848
Elevação a Arquidiocese 15 de agosto de 1910
Padroeiro Nossa Senhora Mãe de Deus
Governo da Arquidiocese
Arcebispo Jaime Spengler
Jurisdição Arquidiocese Metropolitana
(Sul 3)
Contatos
Endereço Rua Espírito Santo, 95
Página Oficial www.arquidiocesepoa.org.br
E-mail mitra.poa@terra.com.br

A Arquidiocese de Porto Alegre (Archidioecesis Portalegrensis in Brasília) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no estado do Rio Grande do Sul. Pertence ao Conselho Episcopal Regional Sul III da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A sede arquiepiscopal está na cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Diocese de São Pedro do Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

O Evangelho de Cristo, pela voz da Igreja Católica, faz morada nestas terras desde o ano de 1626, quando jesuítas espanhóis, vindos do Paraguai, fundaram em solo gaúcho, sete importantes Reduções (Missões) para reunir os índios em aldeias e, assim, cristianizá-los e defendê-los da exploração e escravidão dos colonizadores. A primeira Redução foi aberta em São Nicolau do Piratini, a 3 de maio de 1626, pelos padres Roque Gonzáles e Miguel de Ampuero.

Em visita pastoral realizada em fins de 1845 e início de 1846, o bispo do Rio de Janeiro, Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, acompanhando a comitiva de D. Pedro II e Dona Teresa Cristina, constatou a precariedade da Igreja em solo gaúcho. Precariedade decorrida da Revolução Farroupilha (1835-1845) e do cisma religioso, que esta acarretou com a proclamação da República Rio-Grandense, por Bento Gonçalves, que nomeou em 22 de junho de 1838, um vigário apostólico, sendo o Padre Francisco das Chagas Martins Ávila e Sousa, (Padre Chagas).

Tendo chegado os tempos de paz e vendo o estado desolador da Igreja no Rio Grande do Sul, surgia a necessidade urgente da criação de uma diocese nova.

Em agosto de 1847, o Senado do Império aprovava a criação de um bispado, na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Era o primeiro passo, indispensável para iniciar, em Roma, um processo de criação de um novo bispado.

A Diocese de São Pedro do Rio Grande do Sul, desmembrada da Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, foi criada em 7 de maio de 1848 pela Bula Ad Oves Dominicas rite Pascendas, do Beato Pio IX. Ela se tornou sufragânea da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, até o dia 27 de abril de 1892, quando a diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro foi elevada à categoria de arquidiocese, tendo a do Rio Grande do Sul como sufragânea. O primeiro bispo do Rio Grande do Sul foi Dom Feliciano José Rodrigues de Araújo Prates, nomeado pelo Beato Pio IX, a 26 de setembro de 1852 para assumir a Diocese criada em 1848, com nome de São Pedro do Rio Grande do Sul.

Arquidiocese de Porto Alegre[editar | editar código-fonte]

Em 15 de agosto de 1910, pela Bula Praedecessorum Nostrorum, do Papa São Pio X, a diocese foi dividida em quatro circunscrições eclesiásticas, sendo criadas as dioceses de Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana, e Porto Alegre elevada à categoria de Arquidiocese. E assim constituindo a Província Eclesiástica de Porto Alegre, formada por todas as dioceses do Rio Grande do Sul e até 1927 ainda contava com a Diocese de Florianópolis[1] .

Em 2008, o Rio Grande do Sul era formado por dezessete dioceses, mais a arquidiocese: Porto Alegre, em 1848; Pelotas, em 1910; Uruguaiana, em 1910; Santa Maria, em 1910; Caxias do Sul, em 1934; Vacaria, em 1957; Passo Fundo, em 1951; Santa Cruz do Sul, em 1959; Bagé, em 1960; Frederico Westphalen, em 1962; Santo Ângelo, em 1961; Erechim, em 1971; Cruz Alta, em 1971; Rio Grande, em 1971; Novo Hamburgo, em 1980; Cachoeira do Sul, em 1991; Osório, em 1999 e Montenegro, em 2008.

No dia 17 de agosto de 2010 a Arquidiocese foi homenageada pela Câmara de Vereadores da cidade de Porto Alegre pelo seu centenário.

Aos 13 de abril de 2011 o Papa Bento XVI criou três novas Arquidioceses no Rio Grande do Sul, redefinindo o mapa católico no sul do Brasil. Foram criadas: Arquidiocese de Pelotas, Arquidiocese de Passo Fundo e a Arquidiocese de Santa Maria. Com a elevação das novas Arquidioceses foram criadas três novas Províncias Eclesiásticas no estado do Rio Grande do Sul. A Província Eclesiástica de Porto Alegre, que até o momento era uma das maiores do mundo em extensão, agora agrupa as dioceses: Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Osório e Montenegro[2] .

Padroeira[editar | editar código-fonte]

A Arquidiocese de Porto Alegre tem como padroeira, Nossa Senhora Mãe de Deus, esta também é padroeira da cidade de Porto Alegre, desde o dia 18 de janeiro de 1773, quando a então chamada Freguesia de São Francisco das Chagas, padroeiro do Porto dos Casais (que daria origem futuramente a cidade de Porto Alegre), foi mudada para Freguesia da Madre de Deus (freguesia desmembrada de Viamão), por Dom Frei Antônio do Desterro Malheiros, OSB; (conhecido por Dom Antônio do Desterro) Bispo de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Demografia e paróquias[editar | editar código-fonte]

Em 2010, a arquidiocese contava com uma população aproximada de 3.161.391 habitantes (sendo que destes 2.353.399 se professam católicos), que abrange 29 municípios. O território da Arquidiocese é de 13.529,811 km², organizado em 156 paróquias (das quais 82, na cidade de Porto Alegre), sendo 32 de religiosos. Tem 4 vicariatos territoriais e 1 temático ou ambiental: Porto Alegre, Guaíba (em processo para tornar-se diocese), Gravataí e Canoas e o vicariato da Cultura. Possui 738 comunidades, 16 diaconias, 199 sacerdotes, 59 diáconos permanentes, 2.561 catequistas e 2.784 Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.

Vicariatos[editar | editar código-fonte]

A Arquidiocese de Porto Alegre está organizada em regiões episcopais, chamadas de Vicariatos (podendo ser territoriais ou ambientais). Criados em 6 de abril de 2001, sob a inspiração do arcebispo Dom Dadeus Grings, que visava um melhor trabalho pastoral na Arquidiocese.

Cada vicariato tem em sua liderança um vigário episcopal, que responde diretamente ao arcebispo, e um coordenador de pastoral; a partir destes é colocado em prática no vicariato o Plano de Ação Evangelizadora da Arquidiocese, com conselho de pastoral, padres (alguns escolhidos como referenciais das pastorais permanentes) e lideranças leigas que motivam a caminhada da Igreja em seus vicariatos.

Além dos 4 vicariatos territoriais a Arquidiocese tem um vicariato temático: Vicariato da Cultura. Este vicariato também possui um vigário episcopal e um coordenador de pastoral; ao contrário dos demais não possui jurisdição sob um território, mas sob organismos de pastorais.

Vicariato de Porto Alegre[editar | editar código-fonte]

O Vicariato de Porto Alegre foi criado no dia 8 de março de 2001. Tem uma área de 496.827 km²; sua população é de 1.409.939 hab, sendo que 73,15% se professam católicos.

Contém 82 paróquias, das quais 22 são de religiosos e tem 188 comunidades. É dividida em 12 áreas pastorais. Desde a sua criação, o vicariato teve como vigários episcopais: Mons. Máximo Benvegnú: (2001 - 2005); Dom Remídio José Bohn: (2005 - 2010); Dom Dadeus Grings: (2011 - atual).

Vicariato de Canoas[editar | editar código-fonte]

O Vicariato de Canoas foi criado no dia 8 de março de 2001. Tem uma área de 435.152 km², que abrange 4 municípios: Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e Nova Santa Rita. Sua população é de 431.462 hab, sendo que 77,27% se professam católicos.

Contém 25 paróquias, das quais 4 são de religiosos e tem 112 comunidades. É dividida em 5 áreas pastorais. Desde a sua criação, o vicariato tem como vigário episcopal: Côn. Bonifácio Schmidt: (2001 - 2010); Dom Agenor Girardi: (2011 - atual).

Vicariato de Gravataí[editar | editar código-fonte]

O Vicariato de Gravataí foi criado no dia 8 de março de 2001. Tem uma área de 2.396.239 km², que abrange 5 municípios: Gravataí, Glorinha, Alvorada, Cachoeirinha e Viamão. Sua população é de 605.141 hab, sendo que 74,17% se professam católicos.

Contém 28 paróquias, das quais 6 são de religiosos e tem 166 comunidades. É dividida em 4 áreas pastorais. Desde a sua criação, o vicariato teve como vigários episcopais: Mons. Aloísio Irineo Flach: (2001 - 2006); Dom Alessandro Carmelo Ruffinoni, CS: (2006 - 2010); Mons. Aloísio Irineo Flach: (2010 - 2011); Dom Jaime Spengler, OFM: (2011 - 2013).

Vicariato de Guaíba[editar | editar código-fonte]

O Vicariato de Guaíba foi criado no dia 8 de março de 2001. Inicialmente chamava-se Vicariato Guaíba-Camaquã, pois tinha sua sede na cidade de Camaquã, depois com a presença do vigário episcopal sendo bispo, passou sua sede para Guaíba. Está em processo para tornar-se diocese. Tem uma área de 10.201.593 km², que abrange 19 municípios: Guaíba, Arambaré, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Barra do Ribeiro, Butiá, Camaquã, Cerro Grande do Sul, Charqueadas, Chuvisca, Cristal, Eldorado do Sul, General Câmara, Mariana Pimentel, Minas do Leão, São Jerônimo, Sentinela do Sul, Sertão Santana e Tapes. Sua população é de 285.426 hab, sendo que 75,67% se professam católicos.

Contém 21 paróquias e tem 272 comunidades. É dividida em 3 áreas pastorais. Desde a sua criação, o vicariato teve como vigários episcopais: Dom Liro Vendelino Meurer (hoje Bispo da Diocese de Santo Ângelo): (2001 - 2004); Dom Jacinto Inácio Flach (atual bispo da Diocese de Criciúma): (2004 - 2009); Dom Remídio José Bohn (hoje bispo da Diocese de Cachoeira do Sul): (2010 - 2012); Padre Léo Hastenteufel: (2012 - atual).

Vicariato da Cultura[editar | editar código-fonte]

O Vicariato da Cultura foi criado no dia 8 de março de 2001. Lida com o mundo da cultura e a fé católica. Tem em seus organismos órgãos ligados a comunicação e a atividade dos leigos.

Desde a sua criação, o vicariato teve como vigários episcopais: Dom Antônio do Carmo Cheuiche, OCD: (2001 - 2002); Pe. Ademar Agostinho Sauthier: (2002 - 2007); Pe. Roberto Francisco Ferrería Paz (hoje bispo da Diocese de Campos): (2007); Mons. Urbano Zilles: (2007 - atual).

Diaconias[editar | editar código-fonte]

As Diaconias foram criadas no episcopado de Dom Dadeus Grings, em 2001 e algumas nos anos seguintes, para estarem a frente da dimensão da caridade. Atuam diretamente junto as pastorais sociais da Arquidiocese.

Cada diaconia tem em sua liderança um diácono, que coordena uma equipe e procura traçar ações de Promoção Humana. A Arquidiocese de Porto Alegre tem 16 diaconias, que são as seguintes: Diaconia Bom Samaritano, Diaconia Dom Vicente Scherer, Diaconia João Paulo II, Diaconia Madre Teresa de Calcutá, Diaconia Nossa Senhora dos Anjos, Diaconia Nossa Senhora do Rosário, Diaconia Santa Isabel, Diaconia Santo Antônio, Diaconia Santo Efrém, Diaconia Santo Estevão, Diaconia São Francisco de Assis, Diaconia São José, Diaconia São Lourenço, Diaconia da Esperança e Diaconia Santa Teresinha.

Eventos Sediados[editar | editar código-fonte]

A Arquidiocese de Porto Alegre sediou alguns importantes eventos em sua história. Em 1948 sediou o Quinto Congresso Eucarístico Nacional; em 1981 a visita do Papa João Paulo II; em 2007 o Primeiro Fórum da Igreja Católica no Rio Grande do Sul; em 2010, o Sexto Mutirão Brasileiro de Comunicação e a primeira beatificação em Porto Alegre da Beata Bárbara Maix.

Bispos e Arcebispos[editar | editar código-fonte]

Nome Período Notas
Arcebispos
Dom Frei Jaime Spengler, OFM 2013- Arcebispo Metropolitano
Dom Dadeus Grings 2001-2013 Arcebispo Emérito
Dom Altamiro Rossato, CSsR 1991-2001 Arcebispo Emérito
Dom João Cláudio Colling 1981-1991
Dom Alfredo Vicente Cardeal Scherer 1946-1981
Dom João Batista Becker 1912-1946
Dom Cláudio José Gonçalves Ponce de Leão, CM 1890-1912
Bispos
Dom Agenor Girardi, MSC 2010- Bispo auxiliar atual
Dom Frei Jaime Spengler, OFM 2010-2013 Bispo auxiliar
Dom Remídio José Bohn 2006-2011 Bispo auxiliar
Dom Alessandro Carmelo Ruffinoni, CS 2006-2010 Bispo auxiliar
Dom Jacinto Inácio Flach 2004-2009 Bispo auxiliar
Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues 1998-2001 Bispo auxiliar
Dom José Clemente Weber 1994-2004 Bispo auxiliar
Dom Osvino José Both 1990-1995 Bispo auxiliar
Dom Thadeu Gomes Canellas 1984-1999 Bispo auxiliar
Dom José Mário Stroeher 1983-1985 Bispo auxiliar
Dom Urbano José Allgayer 1974-1982 Bispo auxiliar
Dom Frei Antônio do Carmo Cheuiche, OCD 1971-2001 Bispo auxiliar
Dom José Ivo Lorscheiter 1966-1974 Bispo auxiliar
Dom Edmundo Luís Kunz 1955-1988 Bispo auxiliar
Dom João Antônio Pimenta 1906-1911 Bispo coadjutor
Dom Sebastião Dias Laranjeira, CM 1861-1888
Dom Feliciano José Rodrigues de Araújo Prates 1853-1858

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Segundo o Anuário Pontifício, a Arquidiocese de Porto Alegre, ao término de 2004 com uma população de 3.306.657 habitantes, contava com 2.475.398 de batizados, correspondente a 74,9% do total da população.

Ano Católicos Total da população Percentual de católicos Padres diocesanos Padres religiosos Total de padres Católicos por padres Diáconos permanentes Religiosos Religiosas Paróquias
1950 950.000 1.210.000 78,5% 179 232 411 2,311 869 1.499 137
1965 1.260.000 1.562.490 80,6% 233 251 484 2,603 874 2.539 157
1970 1.850.000 2.309.730 80,1% 238 286 524 3,530 6 721 2.548 174
1976 1.980.000 2.381.230 83,2% 216 266 482 4,107 11 796 2.700 182
1980 2.202.000 2.648.000 83,2% 224 281 505 4,360 19 735 2.303 186
1990 2.423.000 3.034.473 79,8% 196 170 366 6,620 30 589 1.870 167
1999 2.608.707 3.265.577 79,9% 224 263 487 5,356 21 534 1.650 160
2000 2.608.707 3.265.577 79,9% 219 263 482 5,412 24 687 1.650 160
2001 2.972.749 3.304.054 90% 247 280 527 5,640 21 720 1.828 167
2002 2.990.500 3.304.054 90,5% 236 212 448 6,675 16 662 1.900 176
2003 2.475.398 3.306.657 74,9% 234 194 428 5,783 22 570 1.317 179
2004 2.475.398 3.306.657 74,9% 226 174 400 6,188 33 514 1.521 177
2008 2.475.398 3.509.301 74,9% 224 186 434 6,188 41 225 1.449 183
2009 2.401.782 3.227.700 74,4% 190 165 385 6,238 47 190 1.312 155
2010 2.353.999 3.161.391 74,44% 199 179 378 6.227 59 213 1213 156

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Apostolicae Sedis Commentarium Officiale. Annus II, Vol. II (em latim). Cidade do Vaticano: Typis Polyglottis Vaticanis, 1910. 1046 p. p. 681-682.
  2. [1], Rinunce e Nomine, 13.04.2011


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