Cleópatra Berenice (filha de Ptolemeu IX Sóter II)

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Berenice III
Governo
Vida
Nascimento 120 a.C.
Morte 80 a.C. (40 anos)

Cleópatra ou Berenice (120 a.C.80 a.C.), filha de Ptolemeu IX Sóter II, foi uma rainha do Egipto ptolemaico entre 81 e 80 a.C..[1] [Nota 1] Alguns historiadores antigos (por exemplo, Eusébio de Cesareia)[2] a chamam de Cleópatra, e outros (por exemplo, Pausânias)[3] a chamam de Berenice; historiadores modernos (por exemplo, William Smith}[4] costumam chamá-la de Cleópatra Berenice.

Família[editar | editar código-fonte]

Era filha de Ptolemeu IX Sóter II [2] e de Cleópatra IV ou de Cleópatra Selene I. Era a única filha legítima de Ptolemeu IX Sóter II.[3] A dinastia ptolemaica vinha de várias disputas fratricidas: seu avô Ptolemeu VIII Evérgeta II fora casado com Cleópatra III, e teve dois filhos, Ptolemeu IX Sóter II e Ptolemeu X Alexandre I, que disputaram o reino.[5]

Rainha do Egito[editar | editar código-fonte]

Casou com o seu tio Ptolemeu X Alexandre I.[2] Foi incorporada no culto da dinastia como Deusa Irmã Amante Qea Filadelfo. Com a expulsão por Ptolemeu X, fugiu de Alexandria com o marido, se exilando com ele com a filha de ambos em Myra, uma cidade da Lícia.[5] Teve uma filha, Cleópatra V.

Em 87 a.C., morreu seu tio e marido; ela retornou ao Egito antes de 81, tornando-se co-regente com seu pai Ptolomeu IX. Sucedeu a este como rainha, única regente, governando sozinha por seis meses [5] e sendo incorporada na dinastia como Deusa Filha Amante Qea Filopator.

Após a morte de Ptolemeu IX Sóter II, por falta de homens em idade militar no Egito, Ptolemeu XI Alexandre II, filho de Ptolemeu X Alexandre I, que vivia em Roma, foi chamado para reinar.[2] Tornou-se co-regente com Ptolemeu XI Alexandre II,[5] e foi morta pelo marido dezenove dias depois do casamento.[2] Ptolemeu XI Alexandre II foi em seguida assassinado por um grupo de soldados, sendo sucedido por Ptolemeu XII Neos Dionisos, irmão da recém assassinada Cleópatra.[2]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Na Atenas do século II d.C., havia estátuas em honra a seu pai, Ptolemeu IX Sóter II com sua filha; os atenienses eram gratos a seu pai que os beneficiou de várias formas.[3]

Notas e referências

Notas

  1. O Cânone de Ptolomeu lista o ano da ascensão do seu irmão, Ptolemeu XII Neos Dionisos.

Referências

  1. Cláudio Ptolomeu (compilador), Cânone de Ptolomeu, Os reis dos macedônios [em linha]
  2. a b c d e f Eusébio de Cesareia, Crônica, 60, Sobre os que governaram o Egito e a cidade de Alexandria após Alexandre da Macedônia. Dos escritos de Porfírio
  3. a b c Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.9.3
  4. William Smith, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology [em linha]
  5. a b c d Eusébio de Cesareia, Crônica, 59, Sobre os que governaram o Egito e a cidade de Alexandria após Alexandre da Macedônia. Dos escritos de Porfírio

Árvore genealógica (incompleta) baseada em Eusébio:

 
 
 
Ptolemeu VIII Evérgeta II
 
 
 
 
Cleópatra III
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ptolemeu IX Sóter II
 
 
 
 
Ptolemeu X Alexandre I
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ptolemeu XII Neos Dionisos
 
 
 
Cleópatra Berenice
 
Ptolemeu XI Alexandre II


Caixa de sucessão baseada em Eusébio:

Precedido por
Ptolemeu IX Sóter II
Governante do Egito
sozinha, por seis meses
com Ptolemeu XI Alexandre II, por 19 dias

81 a.C.
Sucedido por
Ptolemeu XI Alexandre II,
seguido de Ptolemeu XII Neos Dionisos