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O FC Spartak Moskva, normalmente em português Spartak Moscou (português brasileiro) ou Spartak de Moscovo (português europeu) é um clube de futebol russo, um dos mais populares do país. 12 vezes campeão da URSS, 9 vezes campeão da Rússia, 10 vezes vencedor da copa da URSS, 3 vezes vencedor da copa da Rússia, semifinalista das três mais importantes competições da UEFA — Liga Europa, Liga dos Campeões e Taça dos Clubes Vencedores de Taças. A equipe participa da primeira divisão do Campeonato Russo.
A equipe Spartak também é conhecida nos torneios de Hóquei no Gelo, e se utiliza de um emblema semelhante à equipe de futebol, já que eram antes associadas, mas atualmente ambas não tem qualquer vínculo oficial.
[editar] Fundação e Início (1922-1969)
Foi fundado em 1922, tendo o seu nome sido inspirado em Espártaco, líder de uma revolta de escravos contra o Império Romano.
O Spartak foi desde logo considerado o clube do povo, em contraste com o CSKA de Moscovo, ligado ao Exército Vermelho, e ao Dínamo de Moscovo, próximo da polícia secreta, chamada na época NKVD.
Em 1936 o clube ganhou pela primeira vez o campeonato da União Soviética, facto que lhe valeu no ano seguinte a distinção com a Ordem de Lenin, a mais alta condecoração do país. Antes da Segunda Guerra Mundial o Spartak ainda ganhou os campeonatos de 1938 e 1939.
Depois do conflito mundial, o Spartak, presidido por Nikolay Starostin, regressou em força na década de 1950, durante a qual ganhou quatro campeonatos soviéticos. A equipa forneceu ainda dez jogadores à Seleção Soviética que se sagrou campeã olímpica em 1956, em Melbourne. O Spartak contava com atletas como o goleador Nikita Simonyan e Igor Netto, um dos melhores jogadores do futebol na época.
[editar] Queda e Reinício (1970-1988)
O clube entrou num período de alguma decadência e depois dos títulos nacionais em 1962 e 1969 atravessou uma fase negra, que culminou com a queda à segunda divisão em 1976. Sem nenhum tipo de apoio do regime soviético, o Spartak tornou-se ainda mais popular entre o povo. O ídolo da equipa na altura era Vasiliy Kalinov.
O Spartak permaneceu por um ano na segunda divisão, já que sob a orientação do treinador Konstantin Beskov, que esteve no clube entre 1977 e 1988, rapidamente garantiu o regresso. Logo na temporada de 1978-1979, o Spartak voltou a vencer o campeonato soviético, contando com o contributo de Fyodor Cherenkov, que esteve no clube entre 1977 e 1994. Ao todo representou o clube em 494 jogos, o recorde no Spartak. Na equipa que reconquistou o título em 1979 também alinhava Oleg Romantsev, que representou o clube como jogador entre 1976 e 1983, assim como o guarda-redes Rinat Dasayev, titular entre 1978 e 1988.
[editar] O Imprevisto de Kiev (1976)
Campeonato Soviético de 1976, última rodada, o FC Torpedo liderava a tabela, mesmo após uma derrota por 1 a 0 contra o FC Arat. Ao mesmo tempo, o Dínamo de Kiev, em segundo lugar, após uma vitória contra o Spartak, ameaçava tomar a primeira posição, caso ganhasse novamente da equipe. No segundo jogo, o Torpedo empatou, e bastava ao Dínamo que repetisse a vitória contra o Spartak para que se tornasse o campeão daquele ano. Por outro lado, a situação do Spartak era complicada, precisaria da vitória para escapar do rebaixamento, portanto perder aquele jogo seria terrível para ambas as equipes.
A partida, realizada na capital ucraniana, Kiev, terminou empatada, tirando tanto o título de campeão do Dínamo como também a permanência do Spartak na divisão principal. Raivosos pela perda do título, os torcedores de Kiev, que lotaram todo o estádio para ver o time tornar-se campeão, invadiram o setor da torcida do Spartak, composta pela minoria russa que habita a Ucrânia, e que naquele dia era minúscula, com menos de 500 pessoas, medida que a polícia soviética tomou para evitar tumultos, já considerando a vitória da equipe da casa. Durante o imprevisto, a polícia e torcedores pacíficos de ambas as equipes formaram um escudo, para tentar evacuar os torcedores mais sensatos do estádio. Apesar da evacuação ter sido bem sucedida, três torcedores do Spartak morreram e centenas de presentes ficaram feridos enquanto tentavam sair. O alto número de torcedores do Dínamo foi um fator positivo, já que a grande maioria deles não era composta de fanáticos, e colaboraram com a evacuação, enquanto que se apenas fanáticos estivessem no estádio naquele dia, o ocorrido poderia ter sido muito pior.
[editar] A Tragédia no Luzhniki (1982)
Na tarde de 20 de Outubro de 1982, o Spartak Moscovo jogava em casa contra e extinta equipe do HFC Haarlem, em uma partida válida pela Copa da UEFA de 1982-83, tanto a equipe quanto o clima não eram atraentes, e os espectadores do jogo não eram numerosos, ocupando apenas a tribuna Leste do estádio Luzhniki, por isso, os organizadores preferiram manter aberto apenas um dos portões desse setor.
Quando a partida estava a poucos minutos de terminar, os torcedores do Spartak deixavam o estádio, desanimados pelo placar baixo contra uma equipe tão fraca, quando, já nos acréscimos, o zagueiro Serguei Shvetsov marca o segundo gol da equipe de Moscou.
Quando o gol foi marcado, alguns torcedores, que já haviam saído, resolveram voltar ao estádio, chocando-se com aqueles que saíam, para piorar, os oficiais da Milítsia soviética, tentando evitar uma catástrofe, empurravam os torcedores para a saída, criando mais euforia dentro do estádio.
O resultado disso foi uma tragédia que tomou a vida de 67 pessoas. Mais tarde, após o término da partida, Shvetsov lamentou o ocorrido e declarou que seria melhor se não tivesse feito aquele gol.
Memorial aos torcedores do Spartak.
[editar] Glória e Declínio (1989-2001)
Romantsev regressou ao Spartak como treinador durante a temporada 1988-1989 e desta vez conquistou o campeonato soviético, igualando a marca do Dínamo Kiev. O time da R.S.S. da Ucrânia havia ultrapassado o próprio Spartak após grande ascensão no futebol soviético nos anos 70 e 80. O Dínamo venceria o campeonato seguinte e acabaria como o maior campeão da Liga Soviética, extinta naquela temporada.
Quando a União Soviética se desmembrou, o Spartak passou a integrar o campeonato russo. Sob o comando de Romantsev a equipa ganhou nove campeonatos russos entre 1992 e 2001, além de muita fama e respeito entre importantes clubes europeus, se tornando um dos mais fortes times da Europa, alcançando bons resultados na Liga dos Campeões da UEFA de 2000-2001, temporada na qual goleou por 4 a 1 a equipe inglesa Arsenal e venceu o então imbatível Real Madrid. Em 1996, Romantsev assumiu também a presidência do clube.
[editar] Atualidade (2001)
A partir do ano de 2001, com a saída de Romantsev e vários jogadores conhecidos, logo após o tempo de glórias, o clube entrou em um período de decadência, escasseando a conquista de títulos. A rapidez com que o declínio se deu e a proximidade de tantos títulos fez com que a crise parecesse ainda maior.
Em 2008, com campanha considerada insatisfatória, o clube, orientado pelo ex-goleiro da seleção soviética, de origem osseta Stanislav Chertchesov, negociou Yegor Titov, considerado o jogador símbolo do Spartak pós-URSS - estava há 24 anos na equipe desde suas categorias de base, estreando profissionalmente em 1992. Também transferiram o ucraniano Maksym Kalynychenko, que estava no Spartak desde 2000. Acabou sobrando para Chertchesov, que caiu logo depois, após a perda da vaga na Liga dos Campeões da UEFA para o antigo rival Dínamo Kiev. Seu ex-companheiro de seleção, Igor Ledyakhov, assumiu provisoriamente o cargo, ficando por pouquíssimo tempo. O ex-futebolista dinamarquês Michael Laudrup foi contratado como seu substituto, mas não prosseguiu. A partir de 2009, o Spartak teve outro ex-jogador do clube como treinador, o estoniano Valeriy Karpin, então diretor-técnico da equipe, que por ter tido uma boa atuação como interino atualmente treina o time, que novamente se destaca na elite do futebol russo.
Torcida do Spartak Moscovo.
[editar] Os Torcedores
Seus torcedores mais fanáticos são conhecidos por defenderem o pan-eslavismo e a aproximação entre os povos ortodoxos, como os gregos, sérvios e croatas, e por formarem uma resistência contra a interferência da NATO na região.
Recentemente, o time ingressou na associação de torcedores das equipes ortodoxas e alvirrubras, para que sua torcida se aproxime daquelas das equipes Olympiakos, de Piraeus (Grécia) e Estrela Vermelha, de Belgrado (Sérvia) — já que cultuam a mesma fé e têm as mesmas cores.
[editar] Famosos torcedores do Spartak
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O presidente Brezhnev, torcedor do Spartak.
O time tem várias alcunhas, a mais conhecida delas, e utilizada inclusive pelos torcedores, é "Myaso", palavra russa para carne, cuja origem é de quando o time era patrocinado pelas indústrias do setor alimentício de Moscou, logo no início de sua história, deste nome, surgiu a alcunha depreciativa de "Svini", palavra russa para porcos, utilizada pelos adversários, já que os açogues da cidade eram também um dos primeiros patrocinadores do clube.
Outra alcunha conhecida é a de Time do Povo, por dois motivos, o primeiro é que o Spartak foi a única equipe grande de Moscou, até então, a ser fundada pelos trabalhadores, além de uma das equipes mais populares da Rússia, uma equipe de massa, sendo portanto, a equipe do povo.
Uma alcunha muito utilizada pelos torcedores é a de "Alvirrubros", ou "Vermelho-brancos", que são as duas cores da equipe, em contraste ao "Vermelho-azuis" do CSKA, "Azul-brancos" do Dínamo, "Verde-vermelhos" do Lokomotiv e "Azul-branco-turquesas" do Zenit. A sigla «ОуКБ», para o termo "Отсоси у Красно-Белых", em português "Danem-se perante os Vermelho-Brancos" é utilizada pelos torcedores, principalmente na internet, para provocar as outras equipes após as vitórias do time.
O emblema da equipe consiste em um losango vermelho, cortado por uma faixa branca na vertical, partindo da direita, no centro, a letra cirílica С, inicial do nome em russo da equipe — Спартак — com uma bola de futebol na parte de dentro, além de uma estrela no topo do losango, representando a conquista de cinco campeonatos russos. A equipe, que possui nove campeonatos, poderá adicionar mais uma estrela ao emblema quando conquistar o décimo campeonato, como fez o Dínamo de Kiev após a conquista do décimo título ucraniano.
A equipe se considera a principal representante de Moscou no país, por isso, utilizam o hino da cidade, Minha Moscou, como a canção de seus torcedores.
A equipe não tem tradição com mascotes, diferentemente do rival CSKA, que adotou o Cavalo, mesmo assim, o Javali, que satiriza com o termo de porcos dado pelos torcedores rivais, é um dos mascotes da equipe. O Gladiador, referência ao escravo romano Espártaco, que dá nome ao time, é outro símbolo reverenciado pelos torcedores da equipe.
A sigla FCSM, de Football Club Spartak-Moscow, adquirida na Europa para se referir ao time em inglês, tornou-se também um símbolo da equipe, inscrito em diversas bandeiras e inclusive nos agasalhos dos jogadores em eventos até mesmo dentro da Rússia. A variante russa ФКСМ também é muito utilizada.
[editar] Rivalidades
O primeiro grande rival do Spartak foi o time da capital ucraniana, Dínamo de Kiev, quando ambos jogavam pelo campeonato soviético, desta rivalidade, o Dínamo saiu com mais títulos no campeonato, um total de 13 contra 12 do time russo, mas o Spartak teve mais vitórias sobre o rival, quando se trata de confrontos diretos. A rivalidade acabou quando os times passaram a disputar campeonatos diferentes, mas mesmo assim, nos campeonatos europeus, a rivalidade ressurge quando as duas equipes precisam se enfrentar.
Spartak x
CSKA — considerada a maior rivalidade do futebol russo.
Com a desintegração da URSS e o fim da rivalidade Kiev-Moscou, o time vizinho, CSKA, que se igualava em força aos vermelhos nos anos 1990, passou a ser o principal rival do Spartak, em confrontos conhecidos como Os Cavalos (CSKA) contra a Carne (Spartak).
Atualmente, com o Zenit como clube mais forte da Rússia e o rancor que o time de Leningrado tem contra o Spartak da época soviética, os times criaram uma grande rivalidade, mas muito mais perceptível do lado do Zenit do que do Spartak, que assumem o CSKA como o principal rival.
Dos times de futebol russos, o Spartak é evidentemente o menos querido pelas torcidas adversárias, entre os clubes dos países que formavam a União Soviética, esse "ódio" é compartilhado com o Dínamo de Kiev, que assim como o Spartak é também o time mais intimidado em seu país.
Na Europa, o grande rival do Spartak é o holandês Ajax, que também assume o ódio pelos adversários russos, que confrontaram os holandeses em diversos campeonatos europeus, o inglês Arsenal e o espanhol Real Madrid também são adversários estrangeiros clássicos da equipe russa.
Ao mesmo tempo, o time é muito ligado ao grego Olympiakos e ao sérvio Estrela Vermelha, o que fez com que os rivais dos respectivos times também se tornassem rivais do Spartak, como Panathinaikos, PAOK, Dínamo Zagreb e Partizan.
[editar] Uniformes dos jogadores
- 1º Uniforme (2011) - Camisa vermelha com faixa branca, calção branco e meias vermelhas;
- 2º Uniforme (2011) - Camisa branca com faixa vermelha, calção vermelho e meias brancas;
- 3º Uniforme (2011) - Camisa preta, calção e meias pretas.
O jogador
brasileiro Alex, que ficou por dois anos no clube, também é um ídolo moderno do time.
[editar] Uniformes dos guarda-redes
- Camisa cinza com detalhes pretos;
- Camisa verde com detalhes pretos;
- Camisa preta com detalhes cinzas;
- Camisa amarela com detalhes pretos.
[editar] Uniformes de treino
- Camisa vermelha, calção e meias vermelhas.
- Camisa amarela, calção e meias amarelas.
- Camisa preta, calção e meias pretas.
[editar] Uniformes anteriores
[editar] Elenco atual
Atualizado em 13 de agosto de 2010, de acordo com o Site oficial da primeira divisão do futebol Russo.
- (1992, 1993, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001)
Copa da Rússia: 3
- (1994, 1998, 2003)
- (1936, 1938, 1939, 1952, 1953, 1956, 1958, 1962, 1969, 1979,1987, 1989)
Copa da URSS: 10
- (1939, 1946, 1947, 1950, 1958, 1963, 1965, 1971, 1992)
Copa da Federação Soviética: 1
- (1987)
Se considerarmos os campeonatos soviético e russo como uma só competição, a equipe teria 21 títulos. No caso das copas, a equipe teria 13 títulos.
[editar] Ligações externas