Filosofia da educação

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A filosofia da educação é um ramo do pensamento que se dedica à reflexão sobre os processos educativos, à análise do(s) sistema(s) educativo(s), sistematização de métodos didáticos, entre diversas outras temáticas relacionadas com a pedagogia. O seu escopo principal é a compreensão das relações entre o fenômeno educativo e o funcionamento da sociedade. O campo tem uma vasta gama de pensadores[1] e uma das grandes questões que o atravessa é a dicotomia entre a educação como transmissão do conhecimento versus a educação crítica, como um incentivo à habilidade questionadora por parte do aluno. Como se conhece e o que significa conhecer também são grandes questionamentos que a Filosofia da Educação tem o propósito de pensar e problematizar.[2]

São várias as teorias educacionais "tradicionais" e "progressistas".

Filosofia da Educação[editar | editar código-fonte]

Idealismo[editar | editar código-fonte]

Platão[editar | editar código-fonte]

Inscribed herm of Plato. (Berlin, Altes Museum).

Data: 424/423 a.C - 348/347 a.C

A filosofia educacional de Platão foi baseada em sua visão da República ideal, onde o indivíduo era melhor servido ao ser subordinado a uma sociedade justa. Ele defende remover as crianças dos cuidados de suas mães e cuidar delas através do Estado, com grande cuidado para diferenciar as crianças adequadas para as várias castas, a maior delas recebendo a melhor educação, para que elas possam agir como guardiões da cidade e cuidar dos menos aptos. A educação seria holística, incluindo fatos, habilidades, disciplinas físicas, e música e arte, que ele considerava a maior forma de esforço.

Platão acreditava que o talento não era distribuído geneticamente e portanto deveria ser encontrado em crianças de qualquer classe social. Ele desenvolveu isso ao insistir que aqueles considerados aptos deveriam ser treinados pelo Estado para que fossem qualificados para assumir o papel de uma classe dominante. Isso estabelece, essencialmente, um sistema de educação pública seletiva baseada na premissa que uma minoria educada da população é, por virtude da sua educação, suficiente para uma governança sadia.

Os escritos de Platão contém algumas das seguintes ideias:

A educação elementar deveria ser confinada para a classe guardiã até a idade de 18 anos, seguido de dois anos de treinamento militar compulsório e depois ensino superior para aqueles que estiverem qualificados. Enquanto que o ensino elementar moldava a alma para responder ao ambiente, o ensino superior ajudava a alma a procurar pela verdade que a ilumina. Tanto os meninos como as meninas recebiam o mesmo tipo de educação. Educação elementar consistia de música e ginástica visando treinar e misturar qualidades gentis e fortes nos indivíduos e criar uma pessoa harmoniosa.

Ao chegar aos 20 anos, é feita uma seleção. Os melhores receberiam um curso avançado em matemática, geometria, astronomia e harmônica. O primeiro curso na área de ensino superior duraria dez anos. Esse curso seria para aqueles que estão mais aptos para a ciência. Aos 30 anos seria feita uma nova seleção; os qualificados estudariam dialética e metafísica, lógica e filosofia pelos próximos cinco anos. Eles estudariam a ideia do bem e os primeiros princípios dos seres. Depois de aceitar uma posição júnior nas forças armadas por quinze anos, a pessoa teria completado sua educação teórica e prática aos cinquenta anos.

Immanuel Kant[editar | editar código-fonte]

Data: 1724 – 1804

Immanuel Kant acreditava que a educação se diferencia do treinamento no sentido de que o último envolve pensamento, no que o primeiro não. Além de ensinar a razão, era de importância central para ele que fosse desenvolvido o caráter e o ensino das máximas morais. Kant era um grande apoiador do ensino público e aprender ao fazer.[3]

Teorias educacionais[editar | editar código-fonte]

  • Tradicional
  • Escola Nova
  • Renovada
  • Não-diretiva
  • Progessista
  • Libertária
  • Libertadora
  • Crítico social dos conteúdos

Alguns filósofos da educação[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Pensadores da Educação. Portal Educar para Crescer. Página visitada em 12/06/2013.
  2. Philosophy of Education. Stanford Encyclopedia od Philosophy (em Inglês). Página visitada em 12/06/2013.
  3. Cahn, Steven M.. Classic and Contemporary Readings in the Philosophy of Education. New York, NY: McGraw Hill, 1997. 197 p. ISBN 0-07-009619-8