João da Nova
-
Nota: Para a ilha homónima, veja Ilha de João da Nova.
João da Nova (Maceda, c. 1460 - Cochim, 1509) foi um explorador galego, ao serviço do rei de Portugal. Deu o seu nome a uma pequena ilha no Canal de Moçambique, a ilha de João da Nova, hoje administrada pela França e dependente de Reunião.
Natural da Galiza, este fidalgo nasceu em data incerta.
Manuel I de Portugal deu-lhe o cargo de alcaide de Lisboa e, em 1501, o mesmo monarca atribuiu-lhe o comando de uma armada composta por cinco naus, enviada à Índia. Um dos navios, de um mercador de Florença, seguia na sequência da sugestão feita pelo Rei a mercadores para comerciarem com aquelas terras. Esta frota, a caminho da Índia, descobriu, a 13 de Maio de 1501, na latitude de 8º S, uma ilha que denominou como Ilha da Conceição, atual Ilha de Ascensão[1].
Na costa da Índia, este fidalgo arrasou a frota do samorim de Calecute, que pretendia barrar a sua passagem, nessa batalha foi utilizada pela primeira vez a formatura naval em coluna de um modo sistemático e consciente, táctica que duraria até à Segunda Guerra Mundial e fundou uma nova feitoria portuguesa, em Cananor. Voltou ao Reino e, em 1505, empreendeu uma nova viagem à Índia, na companhia de Francisco de Almeida. Retornou no entanto a Portugal, uma vez que o Vice-Rei não lhe reconheceu o posto de Capitão-mor.
Em 1506 capitaneou a nau Frol de la mar, integrante da esquadra de Tristão da Cunha, que rumava a Socotorá. Nesta viagem, Afonso de Albuquerque, que comandava seis naus da esquadra, teve de prender João da Nova, porque pretendia rumar à Índia, contrariamente aos desejos de Albuquerque, que queria ir à Arábia para recolher mantimentos que lhe permitissem conquistar Ormuz. Foi no entanto perdoado, devido à valentia demonstrada no ataque a Mascate (Omã).
Faleceu em 1509, em Cochim, valendo-lhe os méritos e a coragem, apesar da fogosidade excessiva, reconhecimento inquestionável.
Notas
- ↑ Duarte Leite. O mais antigo mapa do Brasil. In: Carlos Malheiros Dias (Coord.). História da Colonização Portuguesa do Brasil. p. 252-253 e il. à p. 249.