João Vaz Corte Real

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João Vaz Corte-Real (explorador português do Canada e EUA) século XV
Estátua de João Vaz Corte Real que se encontra no Museu de Angra do Heroísmo, Convento de São Francisco, Ilha Terceira, Açores

João Vaz Corte-Real (c. 1420 em Faro1496 em Angra do Heroísmo) era um navegador português do século XV ligado ao descobrimento da Terra Nova. Foi enviado em 1473 do rei Afonso de Portugal a Dinamarca, para participar numa expedição, encabeçada do navegador alemão Didrik Pining, para estabelecer e renovar antigas ligações da Dinamarca com Gronelândia. Corte-Real organizou ainda outras viagens que o terão levado até à costa da América do Norte, explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço até ao Canadá e Península do Labrador.

Se for verdade, Corte-Real teria desembarcado cerca de dezanove anos antes de Colombo nas costas da América do Norte.

Em 1474 foi nomeado capitão-donatário de Angra e a partir de 1483, também da Ilha de S. Jorge. Os seus três filhos, todos navegadores audaciosos, Gaspar Corte-Real, Miguel Corte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram o espírito de aventura de seu pai tendo os dois primeiros desaparecido depois de expedições marítimas, em 1501 e 1502 respectivamente. Vasco Anes quis ir em busca de seus irmãos mas o Rei não lhe concedeu autorização, tendo sucedido a seu pai como Capitão-Donatário.

O segredo na época dos descobrimentos[editar | editar código-fonte]

À volta de 1418 o Infante D. Henrique deu vida e alento ao grande desejo dos Portugueses de procurarem fama e fortuna, descobrindo terras novas num mundo que era então vastamente desconhecido.

As outras nações, que mais tarde competiram com os portugueses na colonização, encontravam-se por essa altura ocupadas com graves problemas internos. Tomando vantagem dessa distracção, e em grande segredo, um enorme esforço foi desenvolvido que resultou na descoberta da maioria das terras do mundo pelos navegadores portugueses.

Por causa desse grande segredo necessário nessa altura, hoje a História tem lacunas, que muitos pesquisadores procuram diligentemente preencher. Umas destas é: Quem foi o primeiro Navegador a descobrir o Canadá? E a América?

Hoje aceita-se que João Vaz Corte-Real possa ser considerado como um dos primeiros europeus que chegou à costa Americana, pelo menos, mais de dezanove anos antes de Cristóvão Colombo.

Os filhos e a pedra Dighton[editar | editar código-fonte]

Seu filho mais novo, Gaspar, em 1500 fez a sua primeira viagem à Terra Nova (New Found Land) então chamada "Terra dos Corte-Reais". Partiu em 1501 numa segunda expedição ao Continente Americano e nunca mais voltou. O outro filho Miguel, partiu em 1502 em busca de seu irmão e também nunca mais foi visto.

Em 1918 Edmund Delabarre, da Brown University, escreveu (em inglês): "Eu vi, clara e indubitavelmente, a data 1511. Ninguém até à data a viu, ou detectou, na pedra ou em fotografia, mas uma vez vista, a sua presença genuína não pode ser negada".

Um médico Luso-Americano, Manuel Luciano da Silva, que como Historiador e Pesquisador amador, viu e reconheceu em Fall River, Massachusetts, prova vastamente ignorada de que Miguel Corte-Real ali esteve em 1511. Essa prova é constituída por uma grande pedra, conhecida pela Dighton Rock, em que se podem ver vários escudos em V com cruzes idênticas às usadas nas velas das Naus e Caravelas Portuguesas:

  • MIGUEL CORTEREAL
  • V. DEI HIC DUX IND.
  • 1511.

Depois de gravada, a pedra de Dighton esteve 500 anos ao "sabor dos ventos e das marés". A erosão é tremenda, estando a pedra muito maltratada. Sempre que maré subia, a tapava quase totalmente, e sempre que descia e a destapava os ventos arrastavam areias que a desgastavam. No Inverno os gelos, no Verão o Sol, sempre as ondas, e ainda, humanos, que lá escrevinharam coisas. O pior foi o vandalismo humano até 1974 quando a pedra foi colocada dentro de um pavilhão fechado.

Manuel Luciano da Silva compreendeu a importância desta descoberta e tornou-se o seu Moderno Paladino, dedicou muitos anos da sua vida, a sua considerável influência e muito do seu dinheiro, para que a pedra Dighton fosse reconhecida como testemunha de facto histórico significante e salva do seu ambiente destrutivo. Em 1973, a sua instância, um pavilhão octogonal foi construído para abrigar a pedra, e hoje existe o Museu da Pedra Dighton, no que se tornou um Parque Estatal. Da Silva escreveu dois livros e muitos artigos, e tem feito centenas de palestras para disseminar esta informação.

Relações Familiares[editar | editar código-fonte]

Foi filho de Vasco Anes Corte-Real e de Maria da Barca. Casou com Maria Abarca de quem teve 7 filhos.

  • Joana Vaz Côrte-Real nascida em 1465, casou duas vezes, a primeira com Rui Dias Pacheco e a segunda com Guilherme Moniz Barreto.
  • Iria Côrte-Real nascida em 1440 casou com Pedro Goes da Silva.
  • Lourenço Vaz Corte-Real casado com Barbara Pereira.
  • Isabel Corte-Real casou com Jacob de Utra

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]