Amazonia 1

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Amazônia 1
Amazonia 1 PMM with Payload Module.jpg
Renderização do Amazônia 1 acoplado ao Módulo de Carga Útil.
Descrição
Nomes alternativos SSR-1
Satélite de Sensoriamento Remoto-1
Tipo Satélite
Missão Sensoriamento remoto
Operador(es) Brasil INPE
Identificação NSSDC 2021-015A
Identificação SATCAT 47699
Website Missão Amazonia
Duração da missão 3 meses e 21 dias (decorridos)
4 anos (planejada)
Propriedades
Plataforma PMM
Fabricante Brasil INPE
Massa 637 kg (0,637 t)
Missão
Contratante(s) Índia NewSpace India Limited
Data de lançamento 28 de fevereiro de 2021, 04:54 UTC
Veículo de lançamento Índia PSLV-DL
Local de lançamento Índia Centro Espacial de Satish Dhawan, Sriharikota, Andhra Pradesh
Destino Órbita terrestre baixa
Especificações orbitais
Referência orbital Geocêntrica
Regime orbital Heliossíncrona
Longitude 113.95°
Semi-eixo maior 7 133 000 m (7 130 km)
Excentricidade orbital 0.011083
Periastro 751 830 m (752 km)
Apoastro 758 590 m (759 km)
Inclinação orbital 98.51°
Período orbital 99,8 min (1,66 h)
Longitude do nó ascendente 135.07°
Argumento de periastro 200.11°
Anomalia média 159.73°
Movimento médio 14.40 rev/d
Velocidade orbital 7 470 m/s (7.470 km/s)
Época 16 de março de 2021, 02:40 UTC[1]
Insígnia da missão
Amazônia-1 patch.jpg
Planet - The Noun Project.svg Portal Astronomia


Amazonia 1 (denominação técnica SSR-1) é um satélite de observação da Terra brasileiro que foi lançado em 28 de fevereiro de 2021 na missão PSLV-C51, às 01:54.[2][3] O lançamento durou aproximadamente 18 minutos e ocorreu na Índia. O satélite tem como principais funções a observação do território nacional, o combate ao desmatamento ilegal, o monitoramento beira-mar, entre outras.

Apesar de não ser o primeiro satélite brasileiro, é o primeiro projetado, produzido e testado inteiramente no país.[4] Será o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto em operação junto ao CBERS-4 e ao CBERS-4A, ambos produzidos em parceria com a China.[5]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 80, o projeto dos satélites SSR, precursor do Amazonia 1, foi revisado e os técnicos do INPE propuseram a substituição da órbita polar por uma órbita equatorial, e essa proposta foi aceita. Isso fazia sentido naquele período visto que o Brasil já tinha cobertura por órbita polar com os satélites do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite ou Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).

O início projeto do SSR-1 sofreu vários atrasos, quer por falta de recursos, quer por entraves nas disputas das licitações. O início efetivo, só ocorreu em 2001 quando foi assinado o contrato para o desenvolvimento da Plataforma Multimissão especificamente (na época) para esse fim.

Ainda em 2001, foi publicado um estudo conjunto entre o INPE e o DLR, concluiu que a maioria dos requisitos do SSR-1 podem ser atendidos por dois sensores: uma câmara VIS/NIR e outra MIR.[6] No entanto, com a publicação da revisão do PNAE em 2005, o SSR-1 deixou de ser prioridade.[7]

Atualização[editar | editar código-fonte]

Entre setembro e outubro de 2012, um modelo estrutural do satélite Amazonia 1 foi submetido a uma série de testes de vibração.[8]

Na revisão mais recente do PNAE, publicada em janeiro de 2013, o Amazônia 1 reapareceu com este nome, tendo inclusive sucessores planejados (Amazônia-1B em 2017 e Amazônia-2 em 2018), no entanto, permanece a intenção de uso em órbita polar e as datas de lançamento desses satélites não poderão ser mantidas. Um atraso de 2 anos, no mínimo, já existe no cronograma do Amazônia 1.[9]

Pós lançamento[editar | editar código-fonte]

No dia 2 de março de 2021, o jornalista Salvador Nogueira relatou que de acordo com rastreadores nos Estados Unidos, o satélite pode estar tombando em sua órbita, mas que a situação não era irreversível.[10] Isso ocorreu após o satélite ser colocado em "modo de missão", que acionou um programa de segurança onde o satélite ficou numa atitude que garantia seus painéis solares fossem expostos ao Sol.[11] Posteriormente o jornalista publicou no Twitter que a situação pode se dever devido a liberação do satélite e que já havia sido resolvido, mas aguardava notícias do INPE.[12] Posteriormente Clezio di Nardin, diretor do INPE, confirmou que o satélite opera normalmente e que está passando pela fase de qualificação, que durará até 15 de março.[13] A posição de Clezio di Nardin e do Marcos Pontes, Ministro da Ciência, foi de que nada anormal havia acontecido.[11]

Características[editar | editar código-fonte]

As características atuais do projeto são as seguintes:[2]

  • Órbita: órbita polar
  • Período de geração de imagens do Planeta: 5 dias
  • Imageador óptico de visada larga (câmera com 3 bandas no VIS e 1 banda no NIR)
  • Faixa de observação: 850 km com 60 metros de resolução.
  • Plataforma: Plataforma Multimissão (PMM)
  • Massa: 637,0 kg

Galeria[editar | editar código-fonte]

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Amazonia 1 com MLI instalado. 
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Lançamento. 
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Amazonia 1 em órbita e com seus painéis solares liberados. 
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Composição em cores da Reserva Ambiental Manuripi-Heath na Amazônia. 
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Imagem em cores reais da região metropolitana de São Paulo e seus arredores. 
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Imagens em cores reais do reservatório de Sobradinho, Rio Dão Francisco e seus arredores. 
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Imagem em cores reais de Ibotirama, BA, Rio São Francisco e seus arredores. 
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Composição em cores mostrando a região metropolitana do Rio de Janeiro e seus arredores. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «AMAZONIA 1 Satellite details 2021-015A NORAD 47699». web.archive.org. 16 de março de 2021. Consultado em 16 de março de 2021 
  2. a b «Amazônia-1». Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Consultado em 20 de dezembro de 2014 
  3. «Primeiro satélite totalmente brasileiro, Amazônia 1 é lançado neste domingo na Índia». G1. Grupo Globo. 27 de fevereiro de 2021. Consultado em 28 de fevereiro de 2021 
  4. «Amazonia-1, o 1º satélite 100% brasileiro, é lançado com sucesso de base indiana». CNN Brasil. Consultado em 28 de fevereiro de 2021 
  5. «Satélite Amazonia-1 já está a caminho de Sriharikota, na Índia». www.inpe.br. Consultado em 1 de março de 2021 
  6. Rudorff, Bernardo (10 de abril de 2003). «O SATÉLITE DE SENSORIAMENTO REMOTO SSR-1 PARA MONITORAMENTO DA AMAZÔNIA» (PDF). INPE. Consultado em 27 de julho de 2013 
  7. «SATÉLITE EQUATORIAL PARA MONITORAMENTO DA AMAZÔNIA É DISCUTIDO DURANTE A SBPC». AEB. 14 de julho de 2009. Consultado em 27 de julho de 2013 [ligação inativa]
  8. «INPE testing Amazônia-1 structural model». INPE. 9 de outubro de 2012. Consultado em 27 de julho de 2013 
  9. «PROGRAMA NACIONAL DE ATIVIDADES ESPACIAIS 2012 - 2021» (PDF). AEB. 22 de janeiro de 2013. Consultado em 27 de julho de 2013 
  10. «Satélite Brasileiro Amazônia-1 pode estar fora de controle, afirmam especialistas». 3 de março de 2021. Consultado em 3 de março de 2021. Cópia arquivada em 3 de março de 2021 
  11. a b «Depois de apuros em modo de 'sobrevivência', Amazônia-1 já faz imagens do Brasil». 7 de março de 2021. Consultado em 8 de março de 2021. Cópia arquivada em 8 de março de 2021 
  12. @salnog (3 de março de 2021). «UPDATE na história do Amazonia-1. PARECE que o caso da rotação anômala veio na liberação e agora já está estabilizado/recuperado. Mas seguimos aguardando manifestação oficial do Inpe.» (Tweet) – via Twitter 
  13. Salvador Nogueira (3 de março de 2021). «Inpe diz que operação do Amazônia-1 está normal». Consultado em 3 de março de 2021. Cópia arquivada em 3 de março de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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