Amor Prohibido (álbum)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Amor Prohibido.
Amor prohibido
Álbum de estúdio de Selena
Lançamento 13 de março de 1994 (1994-03-13)
Gravação Fevereiro de 1994
Gênero(s) Tejano  · cumbia
Duração 35:27
Formato(s) CD  · download digital  · vinil  · cassete
Gravadora(s) EMI Latin
Produção A. B. Quintanilla
Cronologia de Selena
Entre A Mi Mundo
(1992)
Dreaming of You
(1995)
Singles de Amor Prohibido
  1. "Amor Prohibido"
    Lançamento: 13 de abril de 1994 (1994-04-13)
  2. "Bidi Bidi Bom Bom"
    Lançamento: Julho de 1994
  3. "No Me Queda Mas"
    Lançamento: Outubro de 1994
  4. "Fotos y Recuerdos"
    Lançamento: Janeiro de 1995

Amor prohibido é o quarto álbum de estúdio da cantora americana Selena, lançado pela gravadora EMI Latin em 13 de março de 1994. Após a artista ter alcançado uma base de fãs com seu último disco, Entre A Mi Mundo (1992), sua gravadora teve como objetivo ampliar ainda mais seu apelo em seu próximo lançamento de estúdio. Achando difícil conseguir obter um outro hit após o grande sucesso conquistado com "Como la Flor" (1992), o irmão de Selena, A. B. Quintanilla, solicitou a ajuda dos membros da banda da cantora, Ricky Vela e Pete Astudillo, para escrever canções para o novo material dela. O álbum resultante tem uma sonoridade mais madura quando comparado aos anteriores, com características experimentais e uma produção que mistura diversos gêneros musicais, da ranchera ao hip-hop. Amor Prohibido é um álbum de tejano e cumbia modernizado com uma instrumentação rica em sintetizadores usando um estilo minimalista que era quintessencial na música tejano produzida do início dos anos 1990.

As canções do álbum abordam relacionamentos disfuncionais e voláteis; suas letras exploram o amor não correspondido, a infidelidade e a divisão social. Com relativamente poucas baladas, Amor Prohibido narra as lutas e triunfos de uma mulher após relacionamentos amorosos malsucedidos com homens que resistem aos compromissos. O trabalho deu continuidade à sequência de singles da cantora que alcançaram a liderança na parada de canções latinas da revista Billboard dos Estados Unidos graças a faixa-título "Amor Prohibido", que se tornou o single latino de maior sucesso em 1994, feito este que ela repetiu no ano seguinte com "No Me Queda Mas". Junto com este último, "Bidi Bidi Bom Bom" e "Fotos y Recuerdos" — que também lideraram as paradas latinas dos Estados Unidos — são consideradas as canções mais bem sucedidas de Selena.

Quando a turnê do álbum quebrou recordes de público durante um concerto realizado no Astrodome de Houston e atraiu uma multidão recorde no Festival Calle Ocho de Miami, ela passou a ser reconhecida como uma das maiores digressões latinas nos Estados Unidos na época. Amor Prohibido se tornou o primeiro disco de tejano a atingir o primeiro lugar na parada de álbuns latinos da Billboard, permanecendo entre os cinco primeiros postos por 98 semanas consecutivas. O disco detém o recorde de maior quantidade de semanas na liderança da tabela de álbuns mexicanos, da mesma publicação, com 97 semanas não consecutivas, bem como o recorde de ter atingido o ápice em quatro anos civis diferentes. Amor Prohibido recebeu aclamação da crítica especializada em música contemporânea, é considerado o melhor trabalho de sua intérprete e a "maior conquista" de sua banda. A sonoridade da obra também recebeu aclamação e foi notado pelos críticos por ter mantido seu espírito inovador até o século XXI. Amor Prohibido é creditado por catapultar a música tejano para o sucesso mainstream, atraindo o interesse em ouvintes não familiarizados com o gênero. O trabalho recebeu uma indicação não vitoriosa ao 37.º prêmio Grammy na categoria Melhor Álbum Mexicano-Americano. O álbum recebeu honras de Álbum do Ano no Prêmio da Música Tejana de 1995 e o Prêmio Lo Nuestro de Melhor Álbum Regional Mexicano.

Em 31 de março de 1995, Selena foi assassinada por Yolanda Saldívar, sua amiga e ex-gerente de suas butiques Selena Etc.. O disco entrou novamente na parada da Billboard 200, chegando ao número 29 e sendo certificado com ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA). Em três semanas, a empresa emitiu uma certificação de platina e o recertificou com outros 36 discos de platina (latina), denotando mais de dois milhões de exemplares vendidos em solo americano. Amor Prohibido é o segundo disco latino mais certificado nos Estados Unidos, atrás apenas do álbum póstumo da mesma intérprete, Dreaming of You (1995), o quarto álbum latino mais vendido nos Estados Unidos, a gravação tejano dos anos 1990 que mais vendeu, e continua sendo a gravação mais vendida de todos os tempos desse gênero. A obra foi classificada entre as gravações latinas mais essenciais dos últimos 50 anos pela Billboard, enquanto a revista Rolling Stone o nomeou um dos 500 melhores álbuns de todos os tempos. A NPR classificou-o em 19.º lugar em sua lista dos 150 melhores álbuns feitos por mulheres; foi o disco com a melhor classificação de uma artista latina e a nona gravação com a melhor classificação por uma mulher de cor.

Produção e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento do terceiro álbum de estúdio de Selena, Entre a Mi Mundo e o lançamento de sua butique de roupas em 1993,[1] a cantora e sua banda começaram a trabalhar em seu próximo disco de inéditas.[2] Tendo alcançado o sucesso e a base de fãs que Jose Behar, presidente da EMI Latin, almejava, ele teve como objetivo capitalizar com o amplo apelo de Selena no próximo lançamento de estúdio dela.[3] A gravadora fez questão de recrutar um produtor ganhador do Grammy em vez do irmão da cantora, AB Quintanilla.[4] AB conhecia os gostos musicais e o alcance vocal de Selena,[5] embora ele tenha descoberto que precisava se superar para permanecer como seu principal produtor musical.[4] AB achou difícil atender às expectativas após o sucesso comercial de Entre a Mi Mundo e de seu single de maior destaque, "Como la Flor".[2][6][7] Quando ele se reuniu com executivos de gravadoras em Nova Iorque e Nashville, eles o pressionaram a criar outra música que fizesse sucesso.[8] Ele sentiu que era importante que as canções que ele produzisse para Selena permanecessem frescas.[2] AB enfatizou que escrever uma outra música de sucesso depois de "Como la Flor" era inviável, dizendo à revista Billboard, "você não tenta superar um hit, você apenas [tenta] escreve[r] outro hit".[8] Como nos álbuns anteriores da cantora, AB recrutou Pete Astudillo e Ricky Vela, membros da banda Selena y Los Dinos, para ajudar no processo de composição.[2] O resultado trouxe uma sonoridade mais madura para a musicalidade de Selena com uma gravação e produção mais experimental que seus trabalhos anteriores.[2][9][10] Foi o último álbum com produção e composição de Astudillo, que posteriormente se separou de Los Dinos para seguir carreira solo.[2][9]

Gravação[editar | editar código-fonte]

"[AB] deixou o estúdio confiando em mim para montar um solo que funcionasse [em "Bidi Bidi Bom Bom"]. Lembro-me de ter pensado, "essa música vai ser enorme" porque eu senti da mesma forma que AB fez. "Bidi Bidi Bom Bom" é a orgulhosa celebração do amor de uma mulher. Eu queria criar um solo radical de guitarra que realmente misturasse um som de hard rock com uma cumbia tejano, da mesma forma que Selena e eu crescemos em famílias tradicionais para nos tornarmos um casal contemporâneo. Eu queria, mais do que tudo, apoiar o som rico e otimista no canto de Selena com meu violão. A música funcionou em todos os níveis e, em pouco tempo, "Bidi Bidi Bom Bom" ganhou vida própria, tornando-se um dos sucessos mais amados e duradouros de Selena."

—Chris Pérez em seu livro To Selena, with Love[11]

Amor Prohibido foi gravado no estúdio de Manny Guerra em San Antonio, Texas, e foi projetado por Brian "Red" Moore.[12] A produção do disco durou seis meses, começando em 17 de setembro de 1993.[n 1] O cronograma de gravação foi espremido em torno de compromissos de turnê e a inauguração das butiques de Selena, como o seu guitarrista Chris Pérez lembrou: "Eu nem sei como conseguimos encontrar tempo para fazer o próximo álbum."[11] De acordo com Vela, os trabalhos pararam e a banda teve que se apressar para terminar a produção devido ao prazo de lançamento estar se aproximando.[2] Em seguida, levaram duas semanas para concluir a pós-produção.[2] Vela disse que era comum a banda ensaiar todas as músicas antes das sessões de gravação, já que a sequência de produção da banda permaneceu inalterada em Amor Prohibido.[2] Selena e os músicos gravaram suas partes no estúdio depois de aperfeiçoá-las pela primeira vez durante a pré-produção.[15] AB então ficou a cargo de organiza-las e mixa-las,[15] utilizando uma ferramenta de manipulação de áudio AKAI MPC60 II para sincronismo e ritmo antes de instrumentos de mixagem serem usados.[16] Demorou duas semanas para Selena colocar voz nas dez faixas do álbum.[2]

Pérez forneceu um relato evocativo de como trabalhou com Selena durante as sessões de Amor Prohibido.[15] Ele escreveu que a cantora nunca reclamou no estúdio, acrescentando que ela nunca foi recalcitrante em relação às mudanças. Selena costumava chegar ao estúdio durante a produção do álbum, "cantarolando um pouco a sua parte", e então seguia para o shopping informando a banda para não se preocupar porque ela "saberia o que fazer quando [eles] estivessem prontos para gravar."[15] No entanto, Pérez explicou que a banda nunca teve que abordar Selena sobre mudanças no estúdio, já que ela se disciplinou e rastreou seus vocais enquanto solicitava uma segunda tomada para "adicionar pequenas harmonias que ela criaria" durante a gravação.[15] A.B. descreveu seu próprio processo criativo durante as sessões em uma entrevista de 1994 com KMOL.[5] Ele usava um gravador para cantarolar uma melodia antes de criar o título e o conceito de uma música.[16] Se ele se pegasse cantarolando uma canção no dia seguinte, "então [ela] era cativante" e, do contrário, "não a usaria".[5] A.B. também solicitou material de Rena Dearman, ex-tecladista do grupo, que forneceu várias músicas.[17] A.B. preferia "I'll Be Alright" e queria que Selena gravasse a música para Amor Prohibido.[18] Após ser rejeitada pela EMI Latin por soar incoerente com a proposta do disco, A.B. sugeriu que a faixa poderia ser incluída na próxima gravação de Selena em tejano.[18]

Pérez tocando contrabaixo
Chris Pérez (fotografado em 2012) assumiu o controle criativo em "Ya No"; adicionando riffs de guitarra elétrica e outros estilos musicais na gravação.[2]

Uma música — "Bidi Bidi Bom Bom" — foi improvisada durante um ensaio começando como uma música com poucas letras, ou nenhuma.[15] A baterista da banda e irmã de Selena, Suzette Quintanilla, disse "estávamos brincando" e insistiu que depois de A.B. começar a tocar um groove em seu violão,[19] Selena começou a cantar, criando letras "conforme as ideias surgiam".[20] Começando com letras sobre um peixe alegre nadando livremente no oceano, que Astudillo comparou a uma cantiga de roda,[21] organizada em torno de um riff' de guitarra wah-wah usando um crybaby improvisado por Pérez.[2] A faixa, então chamada de "Itty Bitty Bubbles",[22] tornou-se uma jam session durante os shows da banda para evitar que os contratantes reduzissem seu pagamento por tocarem por um tempo menor do que o prometido.[4] Selena cantou a música no concerto La Feria em Nuevo León em setembro de 1993, um dia antes de a cantora e Astudillo começarem a "[colocar] a letra e a melodia juntas".[13] A.B. viu potencial na melodia e "preencheu o que Selena [já havia feito]".[21] Ele se juntou como co-compositor, escrevendo os solos de guitarra para Pérez, bem como os arranjos para a música.[23] A.B. chamou de "um pouco assustador" achar o projeto o primeiro de seu tipo.[2] No dia anterior, a banda estava programada para gravar o álbum, até que A.B. aproximou-se de Pérez e perguntou se ele estaria interessado em trabalhar com Vela em uma música que ele tinha escrito, "Ya No".[2] Pérez trabalhou com Vela durante toda a noite improvisando os sons de bateria e programação, adicionando riffs de guitarra elétrica e complementando-a com seu próprio estilo musical.[2] Pérez ficou pasmo porque, apesar da ajuda de A.B., ele recebeu o controle criativo sobre a faixa.[2]

A ideia para a faixa-título do álbum foi da própria Selena,[2] embora Astudillo tivesse aspirado a escrever uma canção para uma telenovela intitulada "Amor Prohibido".[21] Junto com AB e Astudillo, Selena começou a escrever e gravar uma faixa baseada em uma história sobre seus bisavós.[24] A cantora foi inspirada por cartas de amor escritas por sua bisavó, que escreveu sobre suas experiências como empregada doméstica que se apaixonou pelo filho da família Calderon, uma rica família que que imigrou da Espanha e vivia em Nueva Rosita, no México.[24][25] Sua bisavó foi proibida de se relacionar com ele por causa de sua classe social e descreveu isso como "amor proibido".[26] Astudillo temia que o pai da cantora rejeitasse a canção por causa do conteúdo lírico de desobedecer os pais para buscar o amor verdadeiro, como a própria Selena fez quando fugiu com Pérez em 1992.[21] Abraham ouviu "Amor Prohibido" depois que Selena gravou a faixa e gostou, ele descobriu que a letra abordava o que "muitas famílias já passaram".[24] Enquanto gravava a música, a cantora havia improvisado o ad libitum "oh uau, baby". Seu irmão acreditava que a gravação não teria sido a mesma se ela não tivesse adicionado essa parte.[27] "Amor Prohibido" fez uso de campana em sua instrumentação, o que foi planejado por A.B., como forma de atrair o interesse de pessoas de diferentes etnias para a música de Selena.[28] A atenção da mídia após a morte da cantora levou a família Calderon a Selena e à música "Amor Prohibido", eles visitaram a família pela primeira vez e viajaram para Corpus Christi.[24] Depois de se apaixonar por Suzette e descobrir sobre seu casamento em setembro de 1993, Vela escreveu que sentiu que ele manteve privado dela.[29] A canção resultante foi intitulada "No Me Queda Más" e foi dada a Selena para grava-la no álbum.[29] De acordo com Abraham, a cantora proporcionou uma entrega emocional durante a gravação da faixa e foi vista soluçando no estúdio de gravação porque "ela sabia como [Vela] se sentia" sobre Suzette.[30]

Durante as sessões de gravação de "Techno Cumbia", AB encorajou Selena a fazer um rap com um sotaque de Nova Iorque, semelhante a Rosie Perez.[16] Durante uma viagem a cidade supracitada, AB ouviu no rádio o single "Back on the Chain Gang" dos Pretenders, de 1983.[2] Preocupado com a falta de material que a banda teve que gravar para o disco, e cativado pela ideia de retrabalhar a faixa como uma canção de cumbia em espanhol, AB pediu a Vela para escrever uma tradução da letra.[2] Depois de descobrir que Selena havia sampleado sua música, a vocalista do Pretenders, Chrissie Hynde impediu a banda de lançar Amor Prohibido e exigiu de Vela uma tradução para o inglês antes que ela aprovasse um acordo de direitos autorais.[2] No momento da recusa de Hynde, a banda tinha 475 mil dólares[n 2] de cópias em pré-venda em um depósito que incluía "Fotos y Recuerdos".[4] Percebendo que era a mais curta faixa de Amor Prohibido, o musicólogo James Perone sentiu que a canção havia "retirado algumas das pontes [sic] da composição de Hynde, mas manteve a premissa básica de ["Back on the Chain Gang"]".[31] Perone complementou o arranjo de A.B. como "um exemplo de [sua] abordagem latina universal".[31]

Composição[editar | editar código-fonte]

Amostra de 15 segundos de "Amor Prohibido" em que se ouve a letra do amor proibido entre duas pessoas de diferentes classes sociais; os críticos consideraram suas letras ambíguas e a população LGBT interpretou que se tratava do amor proibido entre casais do mesmo gênero.[32][33]

"Bidi Bidi Bom Bom" baseia-se na música caribenha, apresenta arranjos mais exuberantes e menos intensos, sintetizadores agudos do que as quatro primeiras canções de Amor Prohibido.[34] Desde então, tornou-se uma de suas gravações mais reconhecidas.[10]

Problemas para escutar estes arquivos? Veja a ajuda.

Amor Prohibido exibe uma coleção de estilos musicais mais diversificada do que os trabalhos anteriores de Selena, variando de ranchera ao hip-hop.[35][36] Os críticos de música acreditam que é um álbum de vários gêneros acessíveis aos fãs de música latina tradicional e contemporânea.[37][38] O musicólogo Matt Doeden descobriu que o álbum apresentava "uma sonoridade nova", cujo objetivo era atrair um público mais amplo.[39] Perone notou que a mistura de composições no projeto variava do rock a música dance,[34] e de acordo com Frank Hoffman, autor do livro Encyclopedia of Recorded Sound, o álbum era composto por uma ampla gama de estilos da banda.[40] Em um artigo publicado pela revista Newsweek apontava que a variedade sonora em Amor Prohibido abrangia a música house, cumbia, rock, dancehall e new wave que foi modernizada em uma forma caleidoscópica que personificava o turbilhão pós-moderno de meados dos anos 90.[10] Amor Prohibido divergiu do "som Tex-Mex contemporâneo [já] padronizado por Selena."[41] Em um artigo publicado no periódico The Dallas Morning News, Mario Tarradell, no entanto, acreditava que a faixa-título e "Bidi Bidi Bom Bom" continham a personalidade alegre e entusiástica de sua intérprete que prevalecia em suas gravações anteriores.[42] O disco como um todo apresenta influências musicais de salsa, funk, R&B,[39] bubblegum pop,[43] teen pop,[41] techno,[9] e funsões de reggae e dancehall,[44] rock, polca,[45] flamenco, mariachi,[46] corridos.[9] No entanto, tejano e cumbia são os gêneros musicais predominantes em Amor Prohibido. O autor Ed Morales notou sua representação do "som de cumbia" já estabelecido pela banda de tejano La Mafia,[47] embora Donald Clarke tenha considerado que a sonoridade apresentada por Selena nesse trabalho era mais rica em sintetizadores modernizados.[48] Enquanto profissionais especializados notaram que Amor Prohibido representava uma fusão musical transcultural,[9] continuava a ser uma autêntica gravação tejano,[47][49][50] mas que explorava um estilo minimalista que era quintessencial em produções desse gênero do início de 1990.[47]

Selena chamou as gravações de Amor Prohibido de "canções de amor [ou canções sobre] deixar seu coração partido".[16] Liricamente, a faixa-título "Amor Prohibido" encapsula a divisão social entre a protagonista pobre e a pessoa de posição economicamente inalcançável por quem ela se apaixonou.[51] As letras foram analisadas por autores, musicólogos e críticos, que as consideraram relevantes para as questões enfrentadas pela população LGBT.[32][33] Eles são ambíguos e foram interpretados para retratar o romance proibido entre casais do mesmo gênero,[33][52] as visões da sociedade moderna sobre relacionamentos românticos,[47][53] e também Romeu e Julieta.[54] Uma crítica no The Monitor sentiu que a letra retratava o amor proibido que Selena e Pérez esconderam de seu pai autoritário.[55] Musicalmente, a obra titular é "uma balada emocional de tempo acelerado" que apresenta o "lado apaixonado" de sua intérprete.[41] Em "Cobarde", a protagonista chama seu parceiro de "covarde" ao saber de sua incapacidade de enfrentá-la depois de se sentir reticente sobre seu caso.[34] Duas outras faixas, "Ya No" e "Si Una Vez", mergulham no coração de um protagonista que vive um relacionamento fracassado ​​como o da música anterior, que se recusou furiosamente a aceitar um parceiro infiel.[34] Suzette gostou particularmente de "Si Una Vez" porque Selena deu "aquela atitude" a música.[30]

"Tus Desprecios" tem um enredo típico de gravações de mariachi, sobre relacionamentos disfuncionais e voláteis.[36] A faixa usa o estilo tradicional de tejano conjunto e inclui sons emitidos por um acordeão vibrante.[12] Perone escreveu que a canção mostrava a facilidade de Selena com estilos variados como o pop, latino e tejano.[36] Outra faixa, "No Me Queda Más", usa o mesmo estilo de canções ranchera, com a cantora angustiada pelo fim de um relacionamento.[56][57] As letras exploram um amor não correspondido em que uma mulher deseja o melhor para seu ex-namorado, apesar de sua própria agonia.[51][57] Jose Feliciano expressou a sua opinião sobre a música, notando uma sensação de tristeza nas letras, ao mesmo tempo que encontrava paralelos cognitivos com a vida de Selena, e percebia uma comparação de composições tipicamente gravadas por Pedro Infante.[58] A voz da cantora foi admirada por ser poderosa e emotiva, enquanto seus vocais foram considerados moderados e solenes, cantados de uma forma desesperada e emocional.[51][57][59] A revista Hispanic elogiou as interpretações vocais de Selena em "No Me Queda Más", citando a habilidade da cantora de tocar uma música reservada para músicos consagrados com o dobro de sua idade.[41]

Avaliando "Fotos y Recuerdos", Joe Nick Patoski, do The New York Times, reconheceu que a melodia da canção era proviniente da sonoridade new wave dos Pretenders,[60] que tocava em um groove de rock latino rodeado de órgãos e percussões que "transcendem a tradicional sonoridade tejana."[61] Ele também notou que o solo de guitarra executado por Pérez emulava o estilo de James Honeyman-Scott dos Pretenders.[60] A Newsweek elogiou os solos de guitarra de Pérez e a letra de "Fotos y Recuerdos", que explorou o romance proibido,[10] com a intérprete "guardando memórias de um relacionamento".".[61] John LaFollette, do The Monitor, sentiu que os apelos simultâneos de Selena ao multiculturalismo e ao comércio na canção soavam "tão americanos quanto a torta de maçã".[55] A faixa é complementada por ritmos de rock e house tendo sua instrumentação composta por cordas dirigidas por sintetizadores e camadas de percussão,[40] incluindo tambores de aço sob uma batida de cumbia.[31][57][62] Perone sentiu inspirações na música produzida na Jamaica, Cuba e Trinidad e Tobago.[31] "Techno Cumbia" apresentava Selena fazendo rap sob uma batida de cumbia complementada com congas, hi-hats, samples de techno,[16] e EBM.[10] Patoski aclamou a nova abordagem da banda sobre o ritmo da cumbia, samples vocais atualizados, bateria inspirada em Nova Orleães e buzinas retiradas de soca caribenho.[12] "Techno Cumbia" foi elogiado como o primeiro caso de sucesso de um protótipo de cumbia-rap na indústria.[41] "Bidi Bidi Bom Bom", que também se baseia na música caribenha, apresenta arranjos mais exuberantes e menos intensos, sintetizadores agudos do que as primeiras quatro canções de Amor Prohibido.[34] Infundido cumbia com reggae,[63] seu título onomatopaico e sua letra sem sentido sugerem o som do coração de Selena palpitando sempre que ela pensava em seu marido.[n 3] Os críticos elogiaram a cativação da música e notaram uma sensação de convívio na faixa.[65][66][67] "Bidi Bidi Bom Bom" é musicalmente semelhante a "El Chico Del Apartamento 512"; Perone observou um tema recorrente de atração por um jovem.[34] O gancho da última canção é mais acessível para ouvintes com espanhol limitado do que "Bidi Bidi Bom Bom".[34] Em "El Chico del Apartamento 512", chamado de "hino pop ensolarado",[41] a protagonista é atacada por vários homens por quem ela não tem interesse, exceto pelo "menino do apartamento 512" da canção. Ela encontra coragem suficiente para bater em sua porta e encontra a resposta de uma mulher que pergunta se ela está procurando por seu irmão.[34] Para Perone, a leveza da música representa um alívio do desgosto e desespero em outras partes do álbum.[34]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 5 de 5 estrelas.[68]
Spin 5 de 10 estrelas.[69]
Entertainment Weekly B[70]
The Monitor A[55]
San Antonio Express-News A[71]

Amor Prohibido foi recebido com opiniões positivas por critícos especializados em música contemporânea. Os profissionais do jornal The New York Times elogiaram o álbum de forma esmagadora: Peter Watrous sentiu que permaneceu honesto com seu "país, constituido pela classe trabalhadora"[72] e Greg Kot elogiou sua "fórmula contemporânea",[73] enquanto Joe Nick Patoski o saudou como um "divisor de águas" de um supergrupo no topo de seu sucesso.[12] Outros, como Stephen Thomas Erlewine, do banco de dados AllMusic, e James Perone, negativaram o trabalho inicialmente antes de o apreciarem positivamente. Perone sentiu que o álbum parecia datado, apesar de deixar impresso a ampla evidência do apelo da cantora, enquanto Erlewine caracterizou Amor Prohibido como "ligeiramente irregular" e elogiou o sucesso de Selena em gravar um material mais fraco. Erlewine mais tarde descreveria a obra como o mais forte de sua intérprete e uma introdução eficaz a seu trabalho que destacou de forma bem-sucedida sua interpretação da sonoridade tejana.[74]

A musicalidade do álbum recebeu críticas positivas. Descrita pelo autor Ed Morales como uma "evolução sutil",[47] e pela publicação The Dallas Morning News como "deliciosamente contagiante, melodiosa [e] ultramonível para o rádio",[43] as faixas foram resumidas e elogiadas pelo The Monitor como sendo "românticas, charmosas e entusiasmantes."[55] A Billboard caracteriza o som do álbum como transparentes para aqueles não familiarizados com a sua diversidade musical,[46] enquanto o periódico Houston Chronicle prezou Amor Prohibido pela sua capacidade em reter uma sonoridade inovadora para o século 21;[75] um som que estava "anos-luz à frente" dos contemporâneos da cantora.[76] O "alto sedutor" de Selena foi descrito como no auge de sua expressão.[55] O diário San Antonio Express-News elogiou coletivamente a banda por estar em seu "auge criativo", enquanto a produção de AB foi destacada pela revista musical Rolling Stone, que o rotulou como o "som de Selena" que teria feito da cantora uma força dominante no paradas musicais se não fosse por sua morte.[44] Amor Prohibido sugeriu um "potencial [de Selena para o] pop",[77] uma opinião ecoada pelo autor Matt Doeden, que sentiu que a gravação exibia o potencial de Selena para se tornar o primeiro músico pop do gênero tejano.[39]

Muitos críticos consideraram Amor Prohibido o melhor trabalho de Selena,[10][47][78][79] chamando-o de a "maior conquista" de sua banda.[77] Outras análises chamaram o trabalho de "álbum blockbuster" da cantora,[80][81] seu álbum de assinatura,[82] um lançamento "definidor de carreira",[83] seu registro "mais interessante" e "mais elegante",[69][70] um "álbum de ilha deserta" para os fãs,[84] um "entalhe" em sua carreira,[85] um "marco",[86] uma gravação de "vitória"[87] "um "hino regional abafado"[88] e uma "sensação noturna".[89]

Impacto e legado[editar | editar código-fonte]

Na época de seu lançamento, Amor Prohibido foi considerado muito popular nas comunidades hispânicas,[34] embora fosse um exemplo de uma divisão geracional no mercado de tejano na época.[12] Músicos acharam o tejano contemporâneo mais sofisticado e perceberam que era desnecessário explorar suas raízes para ter gravações de sucesso.[12] A produção musical de fusão de AB e a combinação de composições musicais urbanas em Amor Prohibido, revolucionou a música tejano.[24][90] Com Amor Prohibido, Selena levou a música tejano a níveis sem precedentes de sucesso comercial.[43][46][91][92] O álbum foi considerado uma das primeiras gravações latinas a serem apreciadas nos Estados Unidos durante a explosão latina dos anos 1990,[10] um período conhecido como a era de ouro da música em espanhol, que foi alimentada pela morte da cantora em 1995.[93] Amor Prohibido popularizou a música tejano entre um público mais jovem e mais amplo do que em qualquer outro momento da história do gênero.[9][94][95] O álbum foi crucial na popularização da música tejano e foi creditado por "[colocar] a música tejano no mapa."[9] Amor Prohibido foi considerado o primeiro disco que muitas jovens hispânicas compraram "com letras no idioma em que [seu] sangue está enraizado".[96] Com este trabalho, Selena deu voz e exibiu as experiências de latinos nos Estados Unidos.[9] Na época de seu lançamento, o material tinha como objetivo superar as limitações na indústria da música, tornando-se, em última instância, "um símbolo cultural eterno".[9]

Após o lançamento do álbum, Selena foi considerada "maior que o própria tejano", e foi creditada por derrubar barreiras no mercado de música latina.[9][92] Amor Prohibido a estabeleceu como uma figura da música pop americana.[10] Os críticos sentiram que a gravação elevou Selena entre as mulheres líderes no setor de música latina e a estabeleceu como uma cantora líder entre os jovens cantores com apelo popular.[97][98] Mario Tarradell do The Dallas Morning News acreditava que Selena tinha "conquistado a paisagem pop latina",[99] enquanto Herón Márquez a chamou de um "sucesso histórico".[100] Em novembro de 1994 a Billboard citou Amor Prohibido, entre outras gravações em espanhol, como um exemplo para mostrar que os latinos eram capazes de vender álbuns em mercados anglófonos como os Estados Unidos, que historicamente ignoravam suas manifestações de arte.[97] De acordo com Gisela Orozco do jornal Chicago Tribune, Selena se tornou a mais bem-sucedida musicista tejano após o lançamento do disco.[101] Amor Prohibido foi tocado em sua totalidade no 25.º aniversário do Festival DC Latino em julho de 1995, que se seguiu à sua morte em março daquele ano.[102]

O disco apareceu na lista de Tom Moon dos 1001 álbuns que você deve ouvir antes de morrer (2008).[103] Em uma lista do Seattle Post-Intelligencer a gravação aparece inclusa entre os melhores álbuns produzidos em 1994,[104] enquanto o Houston Press o colocou em sua lista dos melhores álbuns texanos dos últimos 30 anos.[105] Amor Prohibido foi classificado em nono entre dez na lista do crítico de música latina Mario Tarradell dos melhores álbuns latinos da década de 1990.[106] O portal BuzzFeed classificou Amor Prohibido em 22.º lugar em sua lista dos "35 álbuns latinos da velha guarda que você provavelmente esqueceu".[107] A revista Billboard classificou o disco entre as gravações latinas mais essenciais dos últimos 50 anos,[46] e incluiu-o em sua lista dos 100 melhores álbuns de todos os tempos.[108] Em 2017, a NPR classificou Amor Prohibido em 19.º lugar em sua lista dos 150 melhores álbuns feitos por mulheres, o álbum mais bem classificado por uma artista latina feminina, e o nono disco mais bem classificado por uma mulher de cor.[9] Veículos de música e mídia, BuzzFeed e Billboard comemoraram o 25.º aniversário do álbum em março de 2019.[109][90] Ambos também entrevistaram cantoras latinas como Jennifer Lopez, Ally Brooke, Ángela Aguilar, Anitta e Becky G sobre suas opiniões a cerca de Amor Prohibido e o impacto da cantora em suas carreiras.[110][109] Em uma entrevista à Billboard, a cantora mexicana Danna Paola revelou que este foi o primeiro disco que ela comprou.[111] O cantor americano de soul Kam Franklin chamou o projeto de "um dos melhores álbuns de todos os tempos".[76] Na edição atualizada da lista dos 500 melhores álbuns de sempre da revista Rolling Stone, o material foi classificado no número 479.[112]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Selena dominou o Prêmio da Música Tejana de 1995, vencendo todas as categorias em que era elegível.[113] Amor Prohibido ganhou os prêmios de Álbum do Ano,[113] enquanto a faixa-título ganhou Disco do Ano e Single do Ano.[114] "Bidi Bidi Bom Bom" venceu como Canção do Ano, enquanto "Techno Cumbia" recebeu o prêmio de Melhor Canção crossover.[114] Amor Prohibido recebeu uma indicação frustrada ao 37.º Prêmio Grammy como Melhor Álbum Mexicano-Americano.[113] O crítico musical Chuck Philips, acreditava que Selena era "a candidata politicamente correta" para levar o troféu, "com toda a cobertura da mídia pesada que ela [tinha] recebido nos últimos dois anos [1992-94]".[115] No Prêmio Lo Nuestro 1995, o trabalho ganhou como Melhor Álbum Regional do México e seu single titular ganhou a Canção Regional Mexicana do Ano.[116] No segundo Prêmio Billboard de Música Latina em 1995, o projeto ganhou como o Álbum Regional Mexicano do Ano, Feminino e sua canção homônima ganhou como Canção Regional Mexicana do Ano, enquanto "No Me Queda Más" recebeu o prêmio de Videoclipe do Ano.[35] Amor Prohibido foi indicada para Álbum do Ano no Prêmio Desi de Entretenimento de 1995, enquanto a faixa-título foi indicada para Canção do Ano em Espanhol.[117] No Prêmio Pura Vida de Música Hispânica de 1995, profissionais da indústria da música votaram para Melhor Álbum daquele ano, pelo qual eles concederam a Amor Prohibido junto com "Bidi Bidi Bom Bom", que levou as honras de Vídeo Musical do Ano e Canção do Ano.[118]

Lançamento e promoção[editar | editar código-fonte]

Amor Prohibido foi lançado nos Estados Unidos em 13 de março de 1994.[n 4] A liberação seguiu um contrato de gravação estipulado com a divisão pop da EMI Latin, que visava transicionar Selena para o mercado comercial de música pop em inglês, em novembro de 1993.[123] Depois que essa notícia chegou à Billboard, Amor Prohibido começou a ganhar destaque nas críticas da revista, que considerou seu lançamento uma continuação de sua "veia tórrida".[45] Enquanto Mark Holston da revista Hispanic escreveu que o lançamento do disco reforçou sua reputação como uma das principais cantoras hispânicas da década de 1990.[41] Com o presidente da EMI Latin, Jose Behar, solicitando melhorias em seu apelo comercial,[124] a banda então deu ao arranjador argentino Bebu Silvetti a música "No Me Queda Más" para ser retrabalhada em uma faixa de estilo pop para ser lançada como single em outubro de 1994.[29] O disco foi posteriormente relançado com um adesivo vermelho indicando que incluía uma "nova versão" da canção.[125] Em uma entrevista à Billboard, Behar disse que "No Me Queda Más" foi "internalizado" sem afetar a originalidade de sua gravação.[124] Durante a celebração de vinte anos do lançamento da música, Amor Prohibido foi relançado e disponibilizado para venda física e digital a partir de 22 de setembro de 2002.[125] A versão de edição limitada incluiu o dueto de Selena com o Barrio Boyzz em seu single de 1994, "Donde Quiera Que Estés", e os videoclipes de "Amor Prohibido" e "No Me Queda Más", também como encarte falado contendo comentários e lembranças de cada faixa fornecida pela família da cantora, amigos e sua banda.[125]

Depois de participar de "Donde Quiera Que Estés", Selena fez uma mini turnê com o Barrio Boyzz que lhe permitiu visitar Nova Iorque, Argentina, Porto Rico, República Dominicana e América Central, onde não era muito conhecida.[126][127] Em setembro de 1994, Selena vendeu os 10 mil lugares do D.C. Armory em Washington, D.C, com a maioria do público formado por centro-americanos.[128] Daniel Bueno, que organizou o evento, disse ao The Washington Post que a maior parte dos centro-americanos detestavam a música tejano e pensaram que a adição de reggae e música tropical em seu repertório a ajudou a atraí-los ao seu trabalho.[128] Nelly Carrion, uma jornalista do Washington Hispanic, expressou como o público ressoou emocionalmente com a performance de Selena e enfatizou como eles estavam desesperados para tocar na cantora, forçando a apresentação a ser suspensa.[128] Selena fez várias aparições na televisão e em shows ao vivo para promover Amor Prohibido. Mais notavelmente, sua performance no Astrodome de Houston em 26 de fevereiro de 1995, foi considerada uma de suas melhores.[91] O evento foi elogiado pela crítica por quebrar recordes de público estabelecidos pelos artistas country Vince Gill, Reba McEntire e George Strait.[129][130] Sua atuação no Astrodome foi imitada por Jennifer Lopez em sua interpretação como a cantora no filme biográfico de 1997.[131] Selena apareceu no Festival Calle Ocho, em Miami, com uma audiência estimada em 100 mil pessoas, quebrando recordes de públicos anteriores.[129][132] Sua performance em um episódio de novembro de 1994 do Sábado Gigante foi classificada entre os momentos mais memoráveis ​​nos 53 anos de história da atração.[133] Selena cantou "Bidi Bidi Bom Bom", "No Me Queda Más", "El Chico del Apartamento 512" e "Si Una Vez" no programa Johnny Canales, que mais tarde foi lançado em DVD como parte das "canções favoritas" do apresentador.[134] A performance da cantora de "Bidi Bidi Bom Bom" em 31 de julho de 1994, no parque de diversões Six Flags AstroWorld foi o assunto de um vídeo lançado pelo periódico Houston Chronicle para seu segmento "Nesse Dia Esquecido".[n 5][135] Ramiro Burr, da Billboard, chamou a digressão da cantora para seu álbum de "turnê da força".[136] Os concertos estabeleceram Selena como um dos artistas contemporâneos de maior sucesso da música latina.[137]

Singles[editar | editar código-fonte]

As faixas lançadas do álbum continuaram a sequência de singles número um da cantora nos Estados Unidos. A faixa-título, "Amor Prohibido", foi o primeiro single liberado do disco, em 13 de abril de 1994.[138] A canção alcançou a posição número um na parada de faixas latinas da Billboard na semana que terminou em 11 de junho — seu primeiro número um como artista solo — e permaneceu no topo das paradas por nove semanas consecutivas, tornando-se o single latino de maior sucesso em 1994.[139][140] "Amor Prohibido" foi certificado com platina sétupla pela Recording Industry Association of America (RIAA), denotando vendas de 420 mil unidades digitais.[141] Seguiu-se "Bidi Bidi Bom Bom" em julho, alcançando o topo da parada latina em sua décima primeira semana, em 29 de outubro, permanecendo nessa posição por quatro semanas consecutivas,[142] e foi certificado com nove discos de platina pela RIAA por vendas de 540 mil cópias digitais.[141] "No Me Queda Más" foi liberada em novembro atingindo o cume por sete semanas não consecutivas.[143] O single se saíram melhor em 1995, permanecendo enraizada entre os dez primeiros na parada supracitada por doze semanas consecutivas,[144] ganhando o título de single latino mais bem sucedido naquele ano pela Billboard.[139] A faixa foi certificada como platina quádrupla pela RIAA por vendas digitais de 240 mil exemplares.[141] A última música de trabalho do álbum foi "Fotos y Recuerdos", lançada em janeiro de 1995, alcançando o pódio após a morte de Selena em 31 de março de 1995.[145] No momento de seu falecimento, a canção estava em quarto lugar.[146] "Fotos y Recuerdos" atingiu o cume e permaneceu no topo da parada latina por sete semanas,[147] terminando o ano como a segunda faixa em espanhol mais tocada nos Estados Unidos.[139] A canção foi disco de platina pela RIAA por vendas digitais de 60,000 cópias.[141] Embora não tenham sido lançadas como singles de Amor Prohibido, "Techno Cumbia" foi certificada de platina pela RIAA pelas vendas de 60 mil unidades digitais, "El Chico Del Apartamento 512" foi certificado com platina dupla pela venda de 120,000 cópias, enquanto "Si Una Vez" recebeu um certificado de platina tripla pela comercialização de 180 mil exemplares.[141]

Mario Tarradell, para o The Dallas Morning News, escreveu que os singles do disco elevaram Selena ao sucesso nas rádios latinas, cujos promotores não haviam levado a cantora a sério.[148] "Bidi Bidi Bom Bom" foi classificada no número 54 na lista das melhores canções texanas de todos os tempos pelo portal Dallas Observer.[149] A obra foi listada como uma menção honrosa na lista das dez melhores canções de tejano de todos os tempos pela Billboard, enquanto "No Me Queda Más" ficou em nono.[150] Lisa Leal do canal virtual KVTV disse que "No Me Queda Más" e "Bidi Bidi Bom Bom", continuam a ser populares entre seus fãs e é o equivalente em espanhol a "Yesterday", para eles.[151] A autora Kristine Burns também considerou que os dois singles mencionados ajudaram a ampliar a base de fãs da cantora.[152] "Bidi Bidi Bom Bom" foi a música mais tocada de Amor Prohibido nas rádios mexicanas,[56] e continua sendo um padrão dentro do pop latino e do pop americano.[61] "Fotos y Recuerdos" foi reconhecida como uma das "faixas dançantes mais conhecidas" da cantora,[61] enquanto "Amor Prohibido" foi popular nas rádios de países de língua espanhola.[153] "Techno Cumbia", tendo sua execução considerada uma regra na década de 1990 durante reuniões familiares no sul do Texas,[61] é considerada pelos musicólogos como tendo liderado um novo estilo de música.[n 6] Após o 16.º aniversário do lançamento do álbum, uma pesquisa de leitores no The Monitor mostrou os participantes escolherem "No Me Queda Más" e "Fotos y Recuerdos" como suas preferidas, alegando que "amaram o sentimento e a musicalidade daquelas duas canções."[26] Três faixas de Amor Prohibido foram classificadas entre as melhores músicas latinas de todos os tempos pela Billboard em 2016, incluindo "No Me Queda Más" no número 13, "Fotos y Recuerdos" no número 29, e "Amor Prohibido" em 46.º lugar.[157] A maioria das gravações encontradas no projeto foram nomeadas canções de assinatura de Selena, incluindo a faixa-título,[158] "Bidi Bidi Bom Bom",[51] "Fotos y Recuerdos",[159] e "Si Una Vez".[158]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Amor Prohibido – Edição Padrão
TítuloCompositor(es)Produtor(es) Duração
1. "Amor Prohibido"  A.B. Quintanilla  · Pete Astudillo  · Selena[160]A.B.  · Jorge Alberto Pino  · Bebu Silvetti  · Gregg Vickers 2:49
2. "No Me Queda Más"  Ricky Vela
  • A.B.
  • Silvetti
3:17
3. "Cobarde"  José Luis BorregoBorrego 2:50
4. "Fotos y Recuerdos"  Chrissie Hynde  · VelaA.B. 2:33
5. "El Chico Del Apartamento 512"  A.B.  · VelaA.B. 3:28
6. "Bidi Bidi Bom Bom"  Selena  · Astudillo  · A.B.A.B. 3:25
7. "Techno Cumbia"  A.B.  · AstudilloA.B. 3:43
8. "Tus Desprecios"  A.B.  · VelaA.B. 3:24
9. "Si Una Vez"  A.B.  · AstudilloA.B. 2:42
10. "Ya No"  A.B.  · VelaA.B. 3:56
Duração total:
35:27

Créditos e pessoal[editar | editar código-fonte]

Créditos adaptados do encarte de Amor Prohibido.[2]

Instrumentos
Créditos técnicos e de produção
  • A.B. – composição, produção, programação, mixagem, arranjador
  • Jorge A. Pino – produção executiva
  • Brian "Red" Moore – engenharia, mixagem
  • Nir Seroussi – edição
  • Guillermo J. Page – reedição de produção
  • Bebu Silvetti – arranjo, produção

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Histórico nas paradas[editar | editar código-fonte]

Ao conquistar o cume da parada de álbuns latinos da Billboard, Amor Prohibido deslocou Mi Tierra da cantora cubana Gloria Estefan (imagem) dessa posição.

Amor Prohibido estreou em número três na parada de álbuns latinos da Billboard dos Estados Unidos na semana que terminou em 9 de abril de 1994.[161] Na semana seguinte, ele subiu para o número dois e recebeu o maior salto nas vendas daquela semana.[161] Em uma entrevista à Billboard, AB estava frustrado que o álbum ainda não havia alcançado o número um. Ele explicou que eles eram limitados em suas capacidades com a música tejano e falou sobre sua empolgação quando Amor Prohibido finalmente chegou ao topo das paradas, dizendo que o evento "foi uma grande coisa [para nós]".[8] O disco alcançou a primeira posição em sua décima semana, tornando-se o segundo álbum a ficar em primeiro lugar na recém-criada parada de álbuns latinos, tirando o disco Mi Tierra da cantora cubana Gloria Estefan dessa posição.[162] As vendas foram tão vigorosas que o projeto quase entrou na tabela Billboard 200 do mesmo país e se tornou o primeiro disco de tejano a culminar na parada de álbuns latinos.[163] O evento tornou Selena a "artista mais quente do mercado latino".[163] Na semana seguinte, o material entrou na Billboard 200 na posição 183, tornando-se o primeiro álbum por um ato não crossover a conseguir esse feito desde Aries (1993) do cantor mexicano Luis Miguel.[164] O disco também se tornou a primeira gravação de um cantor de tejano a chegar às paradas da Billboard 200.[165] Mario Tarradell do The Dallas Morning News chamou o evento de "inovador" e nomeou Amor Prohibido como uma das gravações latinas mais populares de 1994.[43] Amor Prohibido e Mi Tierra alternaram entre a primeira e a segunda posições na parada de álbuns latinos por cinco semanas consecutivas.[166]

Em 16 de julho, o material estreou em 18.º lugar na parada de álbuns Heatseekers da Billboard e em 1.º lugar na região Centro-Sul dos Estados Unidos.[167] Em maio de 1994, Amor Prohibido superou outros discos concorrentes de tejano e liderou a lista dos discos mais vendidos do gênero em 1994.[168] A obra se tornou o terceiro álbum da cantora a superar os homens no mercado tejano que historicamente não era dominado por mulheres.[169] Dentro de 19 semanas de seu lançamento, o trabalho superou as vendas das gravações anteriores da artista.[170] Conseguindo vender 2,000 unidades por semana no México,[171] enquanto no Canadá a intérprete estava começando a ganhar popularidade após o lançamento de Amor Prohibido.[172] Em novembro de 1994, um relatório divulgado pela Billboard mostrou que Selena era um dos artistas mais vendidos no México naquele momento.[97] O trabalho terminou 1994 como o quarto álbum latino mais vendido e o álbum regional mexicano mais comprado do ano.[142] Depois de 48 semanas em primeiro lugar na tabela de discos regionais mexicanos, Amor Prohibido foi deslocado da posição por Rompiendo Barreras de Bronco.[173] A gravação se tornou o segundo álbum de tejano a atingir vendas superiores a 500 mil cópias até o final do ano, um feito que antes só havia sido realizado por La Mafia.[116] Apesar disso, a Nielsen Soundscan informou que a gravação havia vendido somente 184 mil unidades até abril de 1995.[174][n 7] De acordo com Behar, os números de vendas que à Soundscan fornece não incluem as realizadas em pequenas lojas especializadas em música latina.[175][176] Antes de Selena ser assassinada em março de 1995, o material permaneceu entre os cinco primeiros lugares na parada de álbuns latinos por 53 semanas consecutivas.[174] As vendas do disco nas quatro semanas anteriores à sua morte foram ligeiramente acima de 2 mil unidades por semana.[177] Na semana imediatamente antes de sua morte, Amor Prohibido comercializou 1,700 unidades.[178] No México, foram comprados 400 mil exemplares do produto até abril de 1995,[145] e posteriormente recebeu um certificado de ouro emitido pela Asociación Mexicana de Productores de Fonogramas y Videogramas (AMPROFON).[179]

Desempenho comercial póstumo[editar | editar código-fonte]

A atenção da mídia ajudou a aumentar as vendas de Amor Prohibido, bem como de seu catálogo anterior.[174] Como resultado, a EMI Latin aumentou a produção dos discos da cantora em suas fábricas em Los Angeles, Califórnia, e Greensboro, Carolina do Norte.[180] Imediatamente após sua morte, o produto tornou-se o mais solicitado por pessoas nas lojas de música à procura de seu trabalho.[181] Um varejista de música em Austin, Texas, expressou que o material havia vendido mais unidades no primeiro mês após sua morte "do que durante todo o ano em que foi lançado".[182] Em McAllen, Texas, lojas de discos relataram que as pessoas compravam mais as outras obras anteriores da cantora do que Amor Prohibido, citando que "a maioria dos fãs já tem seu [álbum] mais recente".[183] Lojas de música em Washington, D.C., supostamente esgotaram seu estoque de unidades do trabalho dias após o assassinato da intérprete.[128] O álbum alcançou o número um pela quinta vez em 15 de abril de 1995, com vendas de 12,040 unidades — um aumento de 580% em relação à semana anterior.[174] O registro posteriormente reentrou na Billboard 200 no número 92 e em número um na parada de álbuns regionais mexicanos.[174] O material vendeu mais de 28 mil cópias adicionais (um aumento de 136%) e subiu para a posição 36 na Billboard 200.[177] Ele alcançou a posição 29 durante sua quinta semana na tabela.[184] O evento foi "uma façanha rara" para um álbum não anglo nos Estados Unidos.[185] Amor Prohibido saltou do número 20 para o número seis na lista dos álbuns mais vendidos no sul da Califórnia na semana seguinte à morte de Selena.[186] A gravação acabou ficando em segundo lugar em sua lista dos discos mais comprados no estado.[187] Em um relatório publicado em junho de 1995, o projeto constava como o segundo álbum mais comprado em Porto Rico.[188] A comercialização da obra e de Entre a Mi Mundo (1992), aumentaram 1,250% nas oito semanas após seu assassinato.[189] O disco ajudou a aumentar o lucro nas lojas de discos locais do Texas, que estavam "vendendo mais do que quando [Selena] estava viva".[190] Ele permaneceu em primeiro lugar na parada de álbuns latinos por 16 semanas após sua morte, até que o seu lançamento seguinte, Dreaming of You, o substituiu em 5 de agosto.[191] O projeto permaneceu atrás do supracitado por sete semanas.[192] No final de 1995, Amor Prohibido ficou em segundo lugar, depois de Dreaming of You, como o álbum latino mais vendido naquele ano,[193] e permaneceu como a gravação regional mexicana mais comprada por três anos consecutivos.[194]

Após 98 semanas, a gravação saiu do top cinco na parada de álbuns latinos,[195] embora tenha permanecido entre os dez primeiros por 12 semanas adicionais.[196] Amor Prohibido detém o recorde de maior quantidade de semanas no número um na tabela de discos regionais mexicanos com 97 semanas,[197][198] e é o único álbum a alcançar o número um em quatro anos civis diferentes.[199] Ele se tornou o nono disco latino mais vendido em 1996,[194] e classificado como o segundo mais vendido de 1997,[200] enquanto em 1998 ficou em terceiro.[201] Os critérios da Billboard foram revisados e ​​tornaram-no inelegível para a parada de álbuns latinos e regionais mexicanos a partir de 18 de janeiro de 1997. O trabalho foi removido da lista e começou a figurar na recém-formada parada de catálogos de álbuns latinos, posicionando-se em segundo lugar.[202] Em maio de 1995, a Recording Industry Association of America (RIAA) certificou o projeto com ouro, pela distribuição de 500 mil exemplares em solo americano.[203] Dentro de três semanas, foi certificado com platina após ter chegado a marca de um milhão de unidades.[204] Amor Prohibido se tornou o primeiro disco de tejano a receber uma certificação de platina.[178] O jornal Sydney Morning Herald chamou o evento de "uma conquista" para um álbum em espanhol que não era "a língua dominante da indústria musical".[88] Em junho de 1995, o produto já havia vendido 1,5 milhões de unidades nos Estados Unidos,[n 8] das quais cem mil foram provenientes apenas de Porto Rico.[188] Em novembro de 2017, o material foi certificado com trinta e seis certificados de platina (latino),[n 9] denotando 2,14 milhões de unidades equivalentes ao álbum vendidas.[141] Amor Prohibido é o segundo disco latino mais certificado nos Estados Unidos, atrás apenas de Dreaming of You (1995).[212] Ele também é o quarto álbum latino mais vendido nos Estados Unidos, com mais de um milhão e duzentas mil réplicas comercializadas até outubro de 2017.[213] Mundialmente, é estimado que tenham sido distribuídas mais de 2,5 milhões de cópias.[214] A obra foi classificada como o disco de tejano que mais vendeu da década de 1990,[78] e o mais vendido de todos os tempos desse gênero.[89][178][215]

Tabelas semanais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas de rodapé

  1. De acordo com a AB, toda a produção de Amor Prohibido levou seis meses para ser concluída antes de ser lançado em março de 1994, o que se traduz em setembro de 1993.[2] De acordo com Chris Pérez, a banda executou a versão original em inglês de "Bidi Bidi Bom Bom" em seu show em Nuevo León em setembro de 1993. Ele disse explicitamente que não se lembrava da data exata em que a banda começou a produção do disco. Embora ele tenha expressado que no dia seguinte ao show em Nuevo León, a banda começou a produção de Amor Prohibido com os toques finais de "Bidi Bidi Bom Bom" em uma canção em espanhol de cumbia e tejano.[13] O biógrafo Joe Nick Patoski escreveu que a data do concerto de Nuevo León foi 16 de setembro de 1993.[14]
  2. Valor de 1994
  3. Os autores Prampolini e Pinazzi (2013) e Patoski (2020) escreveram sua interpretação de "Bidi Bidi Bom Bom" como o som de um coração palpitando quando uma pessoa deseja ser o objeto de afeto do protagonista. Eles chamaram o título de "onomatopaico" e sua letra de "sem sentido".[64][61] No entanto, em uma entrevista ao Sábado Gigante, Selena disse que as palpitações eram próprias sempre que pensava em seu marido Chris Pérez.[22]
  4. De acordo com o critíco musical do AllMusic, Amor Prohibido foi lançado em 13 de março de 1994,[74] embora Ramiro Burr do San Antonio Express-News tenha escrito que o álbum foi lançado em 14 de março de 1994,[119] no entanto, isso contradiz o encarte relançado em 2002, onde o álbum foi dito ter sido lançado em 27 de março de 1994.[2] Jornais na época de seu lançamento, colocam a sua liberação como abril de 1994,[120][121] o primeiro anúncio promocional do álbum foi em 15 de abril de 1994 no The Galveston Daily News.[122]
  5. No original: "On This Forgotten Day".
  6. De acordo com o correspondente de música latina do San Antonio Express-News e da Billboard, Ramiro Burr descobriu que Selena "estabeleceu um dos primeiros modelos para fusões pop-cumbia-rap [na indústria]".[154] Ed Morales descobriu que "Techno Cumbia" marcou o "trabalho de Selena com um sotaque diferente".[155] Matt Doeden descobriu que a canção era um "novo estilo" de música,[39] enquanto Herón Márquez escreveu que "sinalizava um novo estilo de música tejano."[156]
  7. A Nielsen Soundscan relatou anteriormente que Amor Prohibido já havia vendido 200.000 unidades nos Estados Unidos até novembro de 1994.[97]
  8. Segundo Patoski, Amor Prohibido vendeu 1,5 milhões de exemplares até junho de 1995, fonte que obteve na revista Time.[205] De acordo com a Nielsen SoundScan, Amor Prohibido vendeu 1.246 millhões de cópias até outubro de 2017. A empresa, em determinado momento da década de 1990, não incluiu as vendas de gigantes do varejo como o Wal-Mart.[206] De acordo com Leila Cobo, "muitas" lojas especializadas em música latina não são reportadas à Nielsen.[207] Além disso, à SoundScan não inclui vendas de shoppings, CDs com desconto ou com preços de venda abaixo de 50% do sugerido, compras a granel por um único indivíduo,[208] pequenos varejistas sem caixa registradora,[175] eletrônicas e pontos de venda não tradicionais, como mercado de pulgas e drogarias, não são relatados à SoundScan.[209]
  9. O número de vendas necessárias para um álbum latino se qualificar para os prêmios ouro e platina era maior antes de 1º de janeiro de 2008.[210] Os limites eram 100.000 unidades (ouro) e 200.000 unidades (platina). Todos os álbuns em espanhol certificados antes de 2008 foram atualizados para corresponder à certificação atual na época.[210][211]

Referências

  1. Patoski 1996, p. 120.
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w Quintanilla 1994.
  3. Arrarás 1997, p. 49–50.
  4. a b c d Flores 2015.
  5. a b c Beamer 1995.
  6. Malone 2003, p. 158.
  7. Tarradell 1997.
  8. a b c Ramirez 2015.
  9. a b c d e f g h i j k Diaz-Hurtado 2017.
  10. a b c d e f g h Anon. 2018, p. 40.
  11. a b Pérez 2012, p. 238.
  12. a b c d e f Patoski 1996, p. 125.
  13. a b Pérez 2012, pp. 226-228.
  14. Patoski 1996, p. 103.
  15. a b c d e f Pérez 2012, p. 232.
  16. a b c d e James 1994.
  17. Patoski 1996, p. 105.
  18. a b Patoski 1996, p. 106.
  19. Anon. 2008 (a).
  20. Arrarás 1997, p. 50.
  21. a b c d Guerra 2017.
  22. a b Malone 2021.
  23. Pérez 2012, p. 228.
  24. a b c d e Cobo 2021.
  25. Wimer 1996.
  26. a b Quaintance 2010.
  27. Anon. 2008 (b).
  28. Lopetegui 2013.
  29. a b c Ramirez 2011 (a), p. 21.
  30. a b Fletcher 1999.
  31. a b c d Perone 2012, p. 84–85.
  32. a b Parédez 2009, p. 163.
  33. a b c Perez 1999, p. 159.
  34. a b c d e f g h i j Perone 2012.
  35. a b Lannert 1995 (c), p. 54, 62.
  36. a b c Perone 2012, p. 86.
  37. Blanco-Cano & Urquijo-Ruiz 2011.
  38. Jones 2000, p. 30.
  39. a b c d Doeden 2012, p. 38.
  40. a b Hoffman 2004, p. 1933.
  41. a b c d e f g Holston 1994, p. 90.
  42. Tarradell 1995 (b), p. 23.
  43. a b c d Tarradell 1994, p. 4.
  44. a b McLane 1997, p. 408.
  45. a b Verna 1995, p. 52.
  46. a b c d Anon. 2015.
  47. a b c d e f Morales 2009, p. 267.
  48. Clarke 1998, p. 1170.
  49. Burr 1994 (d), p. 98.
  50. Broughton & Ellingham 2000, p. 614.
  51. a b c d Blumenthal 1997, p. 150.
  52. Molina 2015.
  53. Velez n.d.
  54. Hernández 2009, p. 95–97.
  55. a b c d e LaFollette 2016.
  56. a b Perone 2012, p. 84.
  57. a b c d Rodriguez 2008, p. 126.
  58. Burr 2007, p. 85.
  59. Burr 2005 (b).
  60. a b Patoski 1996, p. 151.
  61. a b c d e f Patoski 2020.
  62. Shaw 2007, p. 11.
  63. Anon. 2005, p. 388–390.
  64. Prampolini & Pinazzi 2013, p. 188.
  65. Pressley 1995.
  66. Catlin 1995.
  67. Mitchell 2015.
  68. Bogdanov 2001, p. 933.
  69. a b Anon. 1995 (g), p. 96.
  70. a b Browne 1995.
  71. Jakle 1995.
  72. Watrous 1994.
  73. Kot 1994.
  74. a b Erlewine n.d. (a).
  75. Guerra 2018.
  76. a b Guerra 2019.
  77. a b Burr 1999, p. 189.
  78. a b Stavans & Augenbraum 2005, p. 91.
  79. Burr & Smith 1996, p. 1E.
  80. Verna 1996, p. 82.
  81. Liner 1995.
  82. Bruns 2008, p. 465.
  83. Guerra 2005.
  84. Steib 2015, p. 46.
  85. Jackson 2014, p. 19.
  86. Peralta 2005, p. 7.
  87. Robb 2000, p. 82.
  88. a b McCarthy 1995, p. 95.
  89. a b Novas 1995, p. 63.
  90. a b Roiz 2019.
  91. a b Clark 2005.
  92. a b Schone 1995.
  93. Bisantz & Bisantz 2018, p. 39.
  94. Miguel 2002, p. 110.
  95. Anon. 1995 (i).
  96. Parédez 2009, p. 101.
  97. a b c d Lannert & Burr 1994, p. 66.
  98. Burns 2002, p. 465.
  99. Tarradell 2005.
  100. Márquez 2001, p. 88.
  101. Orozco 2015.
  102. Constable 1995 (b).
  103. Moon 2008, p. 990.
  104. McNerthney 2013.
  105. Torres 2012.
  106. Tarradell 2000, p. 4.
  107. Briceño 2014.
  108. Roiz 2015 (b).
  109. a b Barron 2019.
  110. Fernandez 2020.
  111. Roiz 2021.
  112. Anon. 2020.
  113. a b c Burr 1995 (a), p. 39.
  114. a b Anon. n.d. (b).
  115. Philips 1995, p. 47.
  116. a b Patoski 1996, p. 152.
  117. Snow 1995, p. 60.
  118. Burr 1995 (c).
  119. Burr 1994 (c), p. 1F.
  120. Barrios 1994, p. 377.
  121. Burr 1994 (b), p. 2H.
  122. Anon. 1994 (e), p. 25.
  123. Jasinski 2012.
  124. a b Anon. 2000, p. 116.
  125. a b c Erlewine n.d. (b).
  126. Patoski 1996, p. 123.
  127. Jones 2013, p. 14.
  128. a b c d Constable 1995.
  129. a b Jackson 2014, p. 20.
  130. Colloff 2010.
  131. Anon. 1997 (b).
  132. Patoski 1996, p. 154.
  133. Roiz 2015 (a).
  134. Alford 2015.
  135. Gonzales 2015.
  136. Burr 2003, p. 72.
  137. Harrington 1995.
  138. Ruiz 2015.
  139. a b c Anon. 1998 (a), p. LMQ3.
  140. Rivas 2011.
  141. a b c d e f Anon. n.d. (a).
  142. a b c d Anon. 1994 (d), p. 37, 51, 57, 60.
  143. Anon. 1995 (a), p. 25.
  144. Anon. 1995 (f), p. 37.
  145. a b c Verhovek 1995, p. 1.
  146. Anon. 1995 (c), p. 49.
  147. Anon. 1995 (e), p. 47.
  148. Tarradell 1995.
  149. Doing 2012.
  150. Burr 1999, p. 229.
  151. Leal 2016.
  152. Burns 2002, p. 289.
  153. Jacobs 1995.
  154. Burr 2003, p. 23.
  155. Morales 2009, p. 266.
  156. Márquez 2001, p. 23.
  157. Anon. 2016.
  158. a b Cobo 2002, p. 20.
  159. McLeese 1995.
  160. Arrarás 1997.
  161. a b Anon. 1994 (a), p. 43.
  162. Anon. 1994 (b), p. 32.
  163. a b Lannert 1994 (a), p. 34, 103.
  164. Lannert 1994 (b), p. 66.
  165. Burr 1994, p. 2E.
  166. Lannert 1994 (c), p. 40.
  167. Anon. 1994 (c), p. 19.
  168. Richmond 1995, p. 60.
  169. Cohen 1997, p. 16.
  170. Lannert 1994 (d), p. 29.
  171. Wheeler 1995, p. 22.
  172. Untiedt 2013, p. 127.
  173. Anon. 1995 (b), p. 41.
  174. a b c d e Lannert, Bronson & Mayfield 1995, p. 72, 80, 82.
  175. a b Riemenschneider 1995.
  176. Burr 1995 (b).
  177. a b Lannert 1995 (a), p. 8, 100.
  178. a b c Richmond 1995, p. 48.
  179. México 1995, p. 37
  180. Mejias-Rentas 1995, p. 31.
  181. Anon. 1995 (k).
  182. Ayres 1995, p. 13.
  183. Rodriguez 1995, p. 2A.
  184. Anon. 1995 (d), p. 116.
  185. Caputo 1995, p. 57.
  186. Anon. 1995 (l), p. 365.
  187. Anon. 1995 (m), p. 118.
  188. a b Anon. 1995 (n), p. 25.
  189. Peoples 2010.
  190. Arrillaga 1996, p. 30.
  191. Lannert 1995 (d), p. 1, 33.
  192. Anon. 1995 (h), p. 37.
  193. a b c d Anon. 1995 (j), p. YE-64, YE-66.
  194. a b c d Anon. 1996 (c), p. 38, 41.
  195. Anon. 1996 (a), p. 47.
  196. Anon. 1996 (b), p. 36.
  197. Ramirez 2011 (b), p. 66.
  198. Bustios 2018 (c).
  199. Burr 2005 (a), p. 55.
  200. a b Anon. 1997 (c), p. YE-70.
  201. a b Anon. 1998 (b), p. YE-83.
  202. Lannert 1997, p. 39, 86.
  203. Morris 1995, p. 123.
  204. Lannert 1995 (b), p. 47.
  205. Patoski 1996, p. 194.
  206. Collins 1995, p. 66.
  207. Cobo 2003, p. 70.
  208. Anon. n.d. (c).
  209. Vales-Rodriguez 1999.
  210. a b Lamy, Jonathon (14 de fevereiro de 2008). «Country Takes The Crop» (em inglês). RIAA. Consultado em 2 de março de 2020. Arquivado do original em 5 de Setembro de 2007 
  211. «RIAA Launches 'Los Premios de Oro y De Platino' to Recognize Top Latin Artists» (em inglês). RIAA. 25 de janeiro de 2000. Arquivado do original em 5 de Setembro de 2007 
  212. Anon. n.d. (d).
  213. a b Estevez 2017.
  214. a b Arrarás 1997, p. 34.
  215. Carlos 2016.
  216. «Selena – Amor Prohibido (Billboard 200)» (em inglês). Billboard 200. Billboard. Consultado em 15 de maio de 2020 
  217. «Selena – Amor Prohibido (Billboard Regional Mexican Albums)» (em inglês). Regional Mexican Albums. Billboard. Consultado em 15 de maio de 2020 
  218. «Selena – Amor Prohibido (Billboard Top Latin Albums)» (em inglês). Billboard Top Latin Albums. Billboard. Consultado em 15 de maio de 2020 
  219. Anon. 2012.
  220. Anon. 2013.
  221. Anon. 2014.
  222. Anon. 2015 (b).
  223. Anon. 2016 (b).
  224. «Certificações (Estados Unidos) (álbum) – Selena – Amor Prohibido» (em inglês). Se necessário, clique em Advanced, depois clique em Format, depois selecione Album, depois clique em SEARCH. Recording Industry Association of America. Consultado em 22 de junho de 2020 
  225. México 1995, p. 37

Trabalhos citados[editar | editar código-fonte]

  • «1997: The Year in Music». Billboard (em inglês). 109 (52). 17 de dezembro de 1997. ISSN 0006-2510. Consultado em 4 de novembro de 2017 
  • «Topping The Charts Year By Year». Billboard (em inglês). 110 (48). 28 de novembro de 1998. p. LMQ3. Consultado em 4 de novembro de 2017 
  • «1998: The Year in Music». Billboard (em inglês). 110 (52). 26 de dezembro de 1998. p. 31. ISSN 0006-2510. Consultado em 4 de novembro de 2017 
  • «The Chart Toppers». Billboard (em inglês). 112 (2). 8 de janeiro de 2000. p. 116. ISSN 0006-2510. Consultado em 4 de novembro de 2017 
  • «Diez Anos sin Selena». Milenio (em espanhol) (389–396). 31 de março de 2005. p. 388–390 
  • Anon. (26 de novembro de 2008). Selena: Biography. Biography (Série Biográfica) (em inglês). A&E 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Portal.svg A Wikipédia possui o
Portal Música