Superman

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Super-Homem
Super-Homem.jpg

Dados da publicação
Publicado por DC Comics
Primeira aparição Action Comics #1 (Junho de 1938)
Criado por Jerry Siegel
Joe Shuster
Características do personagem
Alter ego Kal-El, adotado como Clark Joseph Kent
Espécie Kryptoniano
Terra natal Krypton
Afiliações Planeta Diário
Liga da Justiça
Legião dos Super-Heróis
Guilda Militar Kryptoniana
Ocupação Repórter
Parceria Mulher Maravilha
Batman
Lois Lane
Jimmy Olsen
Base de operações Metrópolis
Parentesco Jor-El (pai biológico)
Lara (mãe biológica)
Jonathan Kent (pai adotivo)
Martha Kent (mãe adotiva)
Supergirl (prima biológica)
Situação presente Ativo
Habilidades ver Poderes e habilidades de Superman
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

Superman (comumente traduzido como Super-Homem em países lusófonos) é um personagem, cujas histórias em banda desenhada/quadrinhos são publicadas pela editora estadunidense DC Comics, uma empresa subsidiária do grupo Time Warner. Superman, entretanto, já foi adaptado para diversos outros meios desde os anos 1930, como cinema, rádio, televisão, literatura e Video game. Superman é um super-herói criado pela dupla de autores de quadrinhos Joe Shuster e Jerry Siegel. Sua primeira aparição foi apresentada na revista Action Comics #1 em 1938, nos Estados Unidos. O personagem nasceu no fictício planeta Krypton e foi chamado pelos seus pais de Kal-El (que significaria Filho das Estrelas no idioma kryptoniano). Foi mandado à Terra por seu pai, Jor-El, um cientista, momentos antes do planeta explodir. O foguete aterrissou na Terra na cidade de Smallville (por alguns anos, foi traduzida no Brasil como Pequenópolis), onde o jovem Kal-El foi descoberto pelo casal de fazendeiros Jonathan e Martha Kent. Conforme foi crescendo, ele descobriu que tinha habilidades diferentes dos humanos. Quando não está atuando com o tradicional uniforme azul e vermelho, ele vive como Clark Kent, repórter do Planeta Diário (Estrela Diária em Portugal).

Clark trabalha com Lois Lane, com quem hoje é casado. É um dos mais importantes personagens da cultura pop ocidental, sendo o primeiro herói dos quadrinhos a ter uma revista intitulada com seu nome: Superman #1, publicada no verão de 1939. Além disso, Superman foi licenciado e adaptado para diversas mídias, desde rádio até televisão e cinema. O filme Superman Returns foi lançado em 2006, com uma aceitação dos fãs abaixo das expectativas, entretanto recebeu avaliações positivas da critica especializada, apesar de ter tido um desempenho considerado fraco em sua bilheteria, tendo custado cerca de USD250 milhões e arrecadado quase USD400 milhões em nível global[1] . Em 2013, depois de sete anos afastados das telas, foi lançado mundialmente um novo filme do personagem. Ao contrário do anterior e assim como o primeiro longa da franquia com Christopher Reeve nos anos 1970, conta a origem do mesmo, sendo o primeiro filme do Superman depois da reformulação sofrida pela DC Comics em 2011, intitulada Os Novos 52[2] , que acarretou algumas alterações no personagem e em seu universo e que foram incorporadas pela produção[3] . Chamado simplesmente de Man of Steel (em português, Homem de Aço)[4] . Contou com a direção de Zack Snyder e com a produção de Christopher Nolan (este último notório por ter sido o diretor da aclamada trilogia de filmes The Dark Knight, do também super-herói oda DC Batman)[5] . Tem o ator britânico Henry Cavill como Superman/Clark Kent[6] , e a atriz americana Amy Adams como Lois Lane[7] . Mais bem recebido pela crítica e pelo público em geral, o longa teve um orçamento estimado em USD225 milhões[8] e obteve algo em torno de USD700 milhões de bilheteria mundialmente[9] . Uma sequência mais abrangente, intitulada Batman vs Superman: A Origem da Justiça, que deve apresentar a interação entre Superman e Batman, que com um orçamento superior a USD350 milhões, será lançado mundialmente em 2016[10] .

A origem e poderes do personagem foram sendo expandidos e alterados gradativamente ao longo dos anos para acompanhar a evolução do público. A história do Superman foi alterada para permitir as aventuras do Superboy e outros sobreviventes o Supermoça e Krypto, o supercão. O personagem foi revisado e atualizado mais recentemente em 1986. John Byrne recriou o personagem, reduzindo os poderes do Superman e apagando diversas personagens da versão oficial das histórias, o que atraiu a atenção dos meios de comunicação. A cobertura da imprensa foi novamente recebida na década de 1990, com A Morte do Superman, uma história na qual o personagem era dada como morto (Superman na verdade não morre, ele so tinha ficado inconsciente/em coma temporário).

A propriedade sobre o personagem foi objeto de disputa, com Siegel e Shuster reclamando o retorno de sua propriedade legal. Os direitos autorais são novamente objeto de disputa, com a mudança das leis de direitos autorais permitindo à esposa e à filha de Siegel reclamar uma parte dos direitos autorais, levando a uma disputa com a companhia Warner Bros.[11] E é até hoje um dos três super-heróis mais populares do mundo, os outros são Batman (também da DC) e o Homem-Aranha (da Marvel Comics).

História e publicação do personagem[editar | editar código-fonte]

Criação e concepção[editar | editar código-fonte]

Capa da história The Superman, de 1933, uma das versões preliminares do personagem.

Jerry Siegel e Joe Shuster se conheceram no início da década de 1930 em Cleveland, cidade onde ambos estudavam. Colegas na Glenville High School, a dupla trabalhava no jornal estudantil local, o "Glenville Torch", e consumia histórias de ficção científica. O editor Hugo Gernsback, à época, já permitia que na revista Amazing Stories os leitores divulgassem seus endereços, para trocar correspondências. O termo "fanzine" sequer havia sido inventado quando Siegel e Shuster começaram a produzir em 1932 aquela que seria definida posteriormente como uma das primeiras publicações do gênero: Science Fiction: The Advance Guard of Future Civilization.[12] [13] .

No ano seguinte veio a surgir a primeira versão do personagem, então concebido como um vilão cujos poderes psíquicos foram usados para manipular outras pessoas e dominar a humanidade[13] . Com o término da revista, Siegel e Shuster passariam a se dedicar a outras atividades. Em 1933, as revistas em quadrinhos dos Estados Unidos ainda não eram tão populares, e seu conteúdo era baseado nas tiras de jornal então publicadas. Siegel reescreveu "Superman" como um herói, distinto do vilão criado no ano anterior. Intitula The Superman, a primeira história desse novo personagem foi oferecida a "Consolidated Books Publishing", mas a editora decidiu deixar de publicar histórias em quadrinhos pouco após receber a proposta. Frustrado, Shuster ateou fogo sobre o material produzido. Dessa história resta apenas uma única página, a capa[12] .

Nos anos seguintes o personagem passaria por uma série de reformulações nas mãos dos dois autores, que passariam a oferecê-lo a diversas empresas, sempre com resultados negativos[14] , até que em 1938 a "National Periodical Publications" — com quem os dois já haviam trabalhado anteriormente, tendo sido os responsáveis por uma das história publicadas na primeira edição de Detective Comics, criando o detetive Slam Bradley — os convidou para contribuir com um novo personagem para a mais recente publicação da National. Mostraram Superman para apreciação, e uma vez aprovado, passaram a recortar e colar as tiras de jornal da amostra que tinha preparado no formato de páginas de uma revista em quadrinho.[15] [16] [12]

1938-1955: Publicação inicial e popularidade[editar | editar código-fonte]

A primeira aparição do Superman foi em Action Comics #1, em 1938. Já naquele momento, as histórias do personagem se mostraram um sucesso, com a tiragem de 200 mil exemplares[17] da revista esgotando-se rapidamente[18] . A partir de sua quarta edição, Action já começaria a apresentar um significativo aumento em suas vendas, em comparação com os demais títulos da editora: entre 1938 e 1939, já possuía uma tiragem de mais de 500 mil exemplares. O sucesso levou, em 1939, a criação de uma segunda revista dedicada às histórias do personagem, a homônima Superman[19] . A primeira edição consistiu principalmente de aventuras já publicadas em Action Comics, mas apesar disso a revista atingiu grande vendagem. 1939 também foi publicado na especial New York World's Fair Comics, que no verão de 1942 virou World's Finest Comics. Com a edição de All Star Comics, Superman fez sua primeira de um número infrequente de aparições, nesta ocasião aparecendo brevemente para estabelecer-se como membro honorário da Sociedade de Justiça da América.

Inicialmente Jerry Siegel e Joe Shuster queriam ser responsáveis por toda história e arte de todas as tiras publicadas. Entretando, a visão de Shuster começou a deteriorar-se, e o aumento das aparições da personagem implicou numa sobrecarga de trabalho. Isso fez com que Shuster estabelecesse um estúdio para ajudar na produção da arte embora ele insistisse em desenhar o rosto de todo Superman que o estúdio produzia. Fora do estúdio, Jack Burnley começou fazendo capas e histórias em 1940. Wayne Boring, inicialmente empregado no estúdio de Shuster, começou trabalhando para DC em 1942 fazendo páginas para Superman e Action Comics.

1956-1970: Expansão da mitologia na "Era de Prata"[editar | editar código-fonte]

A publicação de Action Comics #1 marcou o início da "Era de Ouro" das histórias em quadrinhos americanas[20] . A "Era de Ouro" compreenderia o material produzido entre o final da década de 1930 e o final da década seguinte, aproximadamente. Alguns dos mais conhecidos super-heróis foram criados nesse período — além de Superman, Batman, Mulher Maravilha, Capitão Marvel e Capitão América. Posteriormente, as revistas tornaram-se um divertimento barato, quase descartável, que se tornaria bastante popular entre a população, particularmente com as tropas durante a Segunda Guerra Mundial[21] .

Na 123ª edição da revista The Flash foi publicada a emblemática história "Flash of Two Worlds", onde Barry Allen e Jay Garrick, os dois heróis que até então já haviam adotado a alcunha de "Flash", se encontraram. As histórias de Garrick haviam sido publicadas na década de 1940, mas com o declínio da popularidade dos quadrinhos, diversas revistas, incluindo a Flash Comics protagonizada pelo herói, acabariam canceladas. Somente a partir de 1956 que o gênero retomo sua popularidade, a partir da publicação de Showcase #4, onde uma versão modernizada do Flash surgiria[22] [23] [24] .

Flash of Two Worlds juntou os dois personagens, estabelecendo o "Multiverso DC", uma representação ficcional da interpretação da mecânica quântica que propõe a existência de universos paralelos. Se o surgimento do Flash havia dado início à "Era de Prata dos quadrinhos", a história de 1961 estabeleceria que os personagens surgidos durante a "Era de Ouro" (entre 1938 e 1950), bem como as histórias por eles protagonizadas, pertenceriam a um universo paralelo denominado Terra 2, distinto daquele em que ocorriam as histórias publicadas pela editora durante a década de 1960[23] [24] .

Superman era um dos três únicos heróis cujas histórias vinham sendo publicadas ininterruptamente desde a Era de Ouro[25] , e era preciso esclarecer quais histórias pertenceriam ao cânone estabelecido. Em 1969, ficou decidido que o personagem surgido em Action Comics #1 era Kal-L, o Superman da Terra 2, um personagem distinto, que coexistia com o "Superman da Terra 1", personagem que protagonizava as histórias publicadas durante a década de 1960. Enquanto o "Superman da Terra 1" fazia parte da Liga da Justiça, sua contraparte da Terra 2 fazia parte da Sociedade da Justiça, uma equipe formada por outros heróis da Era de Ouro[26] .

1970-1988: Amadurecimento e revisionismo[editar | editar código-fonte]

É comumente aceito que a "Era de Prata" das histórias em quadrinhos americanas foi sucedida pela "Era de Bronze"[27] . O marco de transição entre um período e o outro, entretanto, não é claro, e existem diversas possibilidades tanto para o término de uma quanto para o início da outra[28] . O pesquisador Arnold T. Blumberg acredita que a transição entre os dois períodos foi gradual, se estendendo desde o final da década de 1960 até 1973, quando foi publicada pela Marvel Comics a história The Night Gwen Stacy Died - o ápice de um ideal que vários profissionais vinham defendendo naquele período de transição: abordar temas mais maduros, ainda que estes estivessem sendo "filtrados" pela "lente simplista dos super-heróis"[29] . Nessa transição, um evento da história de Superman é citado como um possível marco para o início da "Era de Bronze": a aposentadoria de Mort Weisinger[28] . Weisinger fora o editor das revistas do personagem por anos, durante a "Era de Prata"[30] e seria eventualmente substituído por Julius Schwartz[31] . Para Levi Trindade, "a Era de Bronze manteve muitas das convenções comumente associadas à Era de Prata, com super-heróis trajando uniformes extremamente coloridos (...) porém, roteiros contendo elementos mais sombrios e narrativas maduras (...) começaram a surgir", e Must There Be a Superman?, uma história de 1972, seria um exemplo desse amadurecimento[32] .

Após a aposentadoria de Weisinger, o publisher da editora, Carmine Infantino convidaria Julius Schwartz para substituí-lo como editor da revista Superman, mas este recusaria o convite, por acreditar que não havia como contribuir significativamente para a história do personagem, que já havia se estabilizado criativamente. Infantino, então, convidou Schwartz a identificar os pontos em que o personagem havia "estagnado" e mudá-los, e ele apontou sua vontade de alterar desde o visual do personagem, fazendo com que os futuros desenhistas incluíssem roupas diferentes do paletó usualmente utilizado por Clark Kent, até caractéristicas significativas, como a própria profissão de Kent, que Schwartz acreditava deveria um ser telejornalista[30] .

Após a editora ter autorizado as mudanças, Schwartz começou a trabalhar na reformulação que pretendia executar, reunindo aqueles que acreditava ser os melhores profissionais do mercado: o renomado escritor Denny O'Neil seria o roteirista, Neal Adams seria o artista responsável pelas capas da revista e Murphy Anderson trabalharia como arte-finalista dos desenhos de Curt Swan, que continuaria como o artista principal da revista[33] . Cerca de um ano após ter tomado à frente dos roteiros de Superman, e insatisfeito com a o que via como a sua "incapacidade de fazer jus" ao personagem em seus roteiros, Denny O'Neil decidiria se desligar da revista[33] . Schwartz, então, começaria a trabalhar com alguns escritores que, embora menos experientes, não foram menos inventivos de O'Neil. Dentre os sucessores do popular escritor estão Cary Bates, Elliot S! Maggin e Martin Pasko[34] . Bates contribuiria em uma série de histórias, substituindo O'Neil a partir de Superman #243, ignorando as alterações anteriormente realizadas[35] e, entre Action Comics 480 e 483 escreveria uma série de confrontos entre Superman e o vilão Amazo[36] . Suas histórias são vistas como a representação do personagem na "Era de Bronze": um herói experiente, mas que não age como "escoteiro"[37] . Maggin, por sua vez, contribuiria com uma das mais significativas histórias do personagem: Must There Be a Superman?, publicada em Superman #247, se tornou conhecida por sua dramaticidade, ao colocar o personagem se questionando se suas ações tinham um efeito positivo sobre a humanidade, ou se ele já estava intervindo de tal forma que as pessoas estavam começando a se tornar dependentes de sua ajuda[34] .

Na década de 1980, o "multiverso" estabelecido na "Era de Prata" acabaria se revelando um conceito excessivamente confuso: inúmeros universos paralelos além dos dois iniciais foram surgindo nos anos seguintes, confundindo e afastando leitores. Frente esta situação, a DC Comics decidiu que era preciso "unificar" todas as suas publicações sob um único universo coeso e compartilhado. Mas, para poder renovar os personagens, era preciso encerrar tudo que vinha sendo publicado. Aproveitando que 1985 marcaria o 50º aniversário da editora, decidiu-se pelo lançamento de "Crise nas Infinitas Terras", uma minissérie em 12 edições que causaria a destruição de todas as "terras paralelas", encerrando a continuidade e estabelecendo uma nova, revitalizada história ao mesmo tempo em relançava todo o universo de personagens da DC Comics. É a partir desse ponto que começou o trabalho de John Byrne com o personagem, escrevendo e ilustrando quase uma centena de histórias entre 1986 e 1988[38] [39] .

1989-1999: Morte, Retorno, casamento e a influência de John Byrne[editar | editar código-fonte]

O trabalho desenvolvido por Byrne e pelos profissionais que o acompanharam influenciaram as histórias do personagem por mais de uma década[40] [41]

Devido à queda das vendas da revista do Super-Homem, foi levada a cabo uma ideia para a sua recuperação e decidiu-se mostrar ao mundo como ele seria sem o Super-Homem. A partir dessa premissa, foi lançado em 1992 a história A Morte do Super-Homem, onde Super-Homem enfrenta Apocalypse, uma criatura virtualmente indestrutível. A batalha final decorreu nas ruas de Metrópolis em que como desfecho final, Apocalypse morre e Superman é declarado como morto.Retornando em Superman o Retorno , onde a população inteira vê que ele não morreu.

1999-2010: Retorno aos valores e à mitologia da "Era de Prata"[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1990, quando Eddie Berganza assumiu as funções de editor responsável pelas histórias de Superman, as quatro revistas então protagonizadas pelo personagem - Action Comics, Superman, Adventures of Superman e Superman: The Man of Steel - vinham passando por baixas vendas, e suas histórias tinham pouca repercussão junto ao público[42] .

2011: Relançamento[editar | editar código-fonte]

Publicações relacionadas[editar | editar código-fonte]

Action Comics: De membro do elenco à principal personagem[editar | editar código-fonte]

Superman: 1ª revista dedicada a um super-herói[editar | editar código-fonte]

World's Finest Comics e outras parcerias com Batman[editar | editar código-fonte]

Adventure Comics e Superboy[editar | editar código-fonte]

Lois Lane, Jimmy Olsen e outras revistas do elenco de apoio[editar | editar código-fonte]

Adventures of Superman e outras revistas derivadas[editar | editar código-fonte]

Biografia ficcional[editar | editar código-fonte]

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Superman, dada a natureza seriada da publicação em quadrinhos e a extensão da existência da personagem, evoluiu como uma personagem conforme suas aventuras se incrementaram.

Os detalhes da origem do Superman, relacionamentos e habilidades mudaram significativamente no decorrer da publicação da personagem, do que é considerada a Era de Ouro dos Quadrinhos até a Era Moderna. Os poderes e vilões foram desenvolvidos na década de 1940, com o Superman desenvolvendo a habilidade de voar em 1941.[43] O personagem descobriu a origem de Krypton em 1949. O conceito foi originalmente estabelecido para o leitor em 1939, nas tiras diárias do Superman[44] Os anos 1960 viram a introdução de um segundo Superman, o Kal-L. A DC estabeleceu um multiverso dentro do universo fictício que suas personagens habitavam. Isto permitiu que personagens publicadas em 1940 existissem ao mesmo tempo que suas contrapartes atualizadas publicadas na década de 1960. Isto foi explicado para o leitor através da noção de que dois grupos de personagens habitavam terras paralelas. O Superman da Terra 2 foi introduzido para explicar ao leitor como o Superman era membro tanto do grupo de super-heróis da década de 1940 Sociedade da Justiça da América quanto do grupo da década de 1960 Liga da Justiça da América..[45]

Os anos 1980 viram radicais revisões da personagem. DC Comics decidiu remover o multiverso de modo a simplificar sua linha de quadrinhos. Isso levou a toda história das personagens DC ser reescrita, incluindo Superman, em sequência ao primeiro grande evento (crossover) da história dos quadrinhos, chamado de Crise nas Infinitas Terras. Após esta maxissérie em 12 partes, John Byrne reescreveu Superman, removendo várias convenções estabelecidas e personagens da continuidade, incluindo Superboy e Supergirl. Byrne também restabeleceu os pais adotivos do Superman como personagens[46] Na continuidade anterior, as personagens haviam morrido cedo na vida do Superman (na época em que Clark Kent era um estudante colegial).

Os anos 1990 viram Superman ser assassinado por um vilão, Apocalypse, [47] mesmo que a personagem tenha sido posteriormente ressuscitada.[48] Superman também casou com Lois Lane, no ano de 1996. Teve seus poderes transformados em pura energia elétrica após a saga Noite Final, onde esta fase ficou conhecida como Superman Azul e Vermelho. Na década de 2000, Superman virou vegetariano, e sua origem foi novamente revisitada em 2004.[49] Em 2006, Superman perde seus poderes,[50] mas eles foram restabelecidos em um ano fictício[51] Atualmente Superman teve toda a família de Krypton trazida de volta (saga "Nova Krypton") e seu pai (Jonathan Kent) morto (após a saga "Brainiac"). Além de que o escritor Geoff Johns está reescrevendo a origem do Superman, onde ele fará amarras de todo tipo de origens já publicada, conceitos do passado, etc (igualmente feito com a personagem Lanterna Verde).

Mitologia e caracterização[editar | editar código-fonte]


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História de origem[editar | editar código-fonte]

Temas[editar | editar código-fonte]

Disputa pelos direitos do personagem[editar | editar código-fonte]

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Impacto cultural[editar | editar código-fonte]

Superman no Brasil[editar | editar código-fonte]

Superman apareceu no Brasil pela primeira vez em Dezembro de 1938, no suplemento chamado A Gazetinha #445[52] , do jornal A Gazeta de propriedade do jornalista Cásper Líbero.[53] Com os direitos adquiridos por Adolfo Aizen, as aventuras do Homem de Aço passam para a lendária revista "O Lobinho".[54]

Com a criação da editora EBAL em 1945, o editor Aizen lança as histórias da personagem em uma revista em quadrinhos chamada Superman. A revista foi publicada por 35 anos, de 1947 até 1983, um recorde do gênero. Não conseguindo manter mais os direitos, a EBAL repassou a personagem para a Editora Abril, que seguiu com as publicações até a virada do milênio.[55]


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Referências

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  34. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas lesdaniels135
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  53. Gonçalo Júnior. In: Editora Companhia das Letras. A guerra dos gibis: a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-1964. [S.l.: s.n.]. 48 p. ISBN 8535905820, 9788535905823
  54. ALMANAQUE NOSTALGIA - A PRIMEIRA APARIÇÃO DO SUPER-HOMEM (Ebal) Universo HQ. Visitado em 20/05/2010.
  55. Ebal 60 anos: uma celebração (em português) Universo HQ (31/03/05). Visitado em 18/03/2010.

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