Império Gaznévida

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Império Gaznévida

Dinastia Gaznévida • Império Ghaznávida • غزنویان

Império

9771187 
Ghaznavid Empire 975 - 1187 (AD).PNG
Império Gaznévida na sua maior extensão, c. 1030
Coordenadas de Gázni 33° 33' N 68° 25' E
Continente Ásia
Capitais Gázni (até 1163)
Laore
Países atuais  Afeganistão
Cazaquistão
 Índia
 Irão
Paquistão
 Quirguistão
Tajiquistão
Turquemenistão
 Uzbequistão

Línguas oficiais turco (dinastia e militar)
árabe (oficial e literária)
persa (literária; temporariamente oficial)
Religião Islão sunita

Forma de governo monarquia
Emirsultão
•  977–997   Sabucteguim
•  998–1030   Mamude
•  1160–1187   Cosroes Malique

Período histórico Idade Média
•  962 ou 963   Alp Tigin torna-se o governador semi-independente de Gázni
•  977   Fundação
•  1002   Mamude, até então formalmente emir, declara-se sultão
•  1187   Dissolução

Área
 • 1029   3 400 000 km²
Estados antecessores e sucessores
Moeda de Maçude I de Gázni (r. 1030–1040) com seu nome em árabe

O Império Gaznévida[1] (também dito Ghaznávida[2]) foi um Estado muçulmano sunita[3][4] localizado no antigo território do Coração[5] — o que hoje compreenderia os territórios do Afeganistão, Irã, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão. Fundado por uma dinastia de origem turco-mameluca[3], o Império Gaznévida existiu de 977 a 1187. Gázni, hoje uma cidade do Afeganistão, foi o centro do império, que controlou grande parte da Pérsia, Transoxiana e parte norte do subcontinente indiano. Devido à influência política e cultural dos seus antecessores — a dinastia persa samânida — os originariamente turco-gaznévidas tornaram-se persas por completo.[3][5][6].[7][8][9][10][11]

A dinastia foi fundada por Sebuque Tigim após suceder seu sogro Alp Tigim — ex-general dos sultões samânidas[12] — no controle dos territórios centrados ao redor da cidade de Gázni. O filho de Sabucteguim, Mamude, expandiu o império na região que vai desde o rio Oxo até o vale do rio Indo e oceano Índico; ao oeste, alcançou as cidades de Rei e Hamadã.

Sob o reinado de Maçude I, o império sofreu grandes perdas territoriais. Seus territórios ocidentais foram perdidos para os Seljúcidas na batalha de Dandanacã, o que resultou na restrição do controle sobre as regiões do Afeganistão, Baluchistão e Panjabe.

Em 1151, o sultão e Baram perdeu a cidade de Gázni para o gurida Aladim Huceine, o que fez com que Baram transferisse a capital para Laore, até sua subsequente captura pelos guridas em 1186.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Atlas Histórico da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira|Índice. [S.l.]: Editorial Enciclopédia. 1992. ISBN 927-625-009-9 Verifique |isbn= (ajuda) 
  2. «"Ásia"»  Enciclopédia Barsa, vol. 2, pág. 259. Encyclopaedia Britannica Editôres, 1967.
  3. a b c C.E. Bosworth: The Ghaznavids. Edinburgh, 1963
  4. C.E. Bosworth, "Ghaznavids", em Encyclopaedia Iranica, Edição Online 2006, (LINK)
  5. a b C.E. Bosworth, "Ghaznavids", em Encyclopaedia of Islam, Edição Online; Brill, Leiden; 2006/2007
  6. M.A. Amir-Moezzi, "Shahrbanu", Encyclopaedia Iranica, Edição Online, (LINK): "... here one might bear in mind that non-Persian dynasties such as the Ghaznavids, Saljuqs and Ilkhanids were rapidly to adopt the Persian language and have their origins traced back to the ancient kings of Persia rather than to Turkish heroes or Muslim saints ..."
  7. Encyclopaedia Iranica, Iran: Islamic Period - Ghaznavids, E. Yarshater
  8. B. Spuler, "The Disintegration of the Caliphate in the East", in the Cambridge History of Islam, Vol. IA: The Central islamic Lands from Pre-Islamic Times to the First World War, ed. by P.M. Holt, Ann K.S. Lambton, and Bernard Lewis (Cambridge: Cambridge University Press, 1970). pg 147: One of the effects of the renaissance of the Persian spirit evoked by this work was that the Ghaznavids were also Persianized and thereby became a Persian dynasty.
  9. Anatoly M Khazanov, André Wink, "Nomads in the Sedentary World", Routledge, 2001. pg 12: "The Persianized Ghaznavids and some later dynasties, just like their mamluk-type elite troops, were of Turkic origin"
  10. David Christian, "A History of Russia, Central Asia and Mongolia", Blackwell Publishing, 1998. pg 370: "Though Turkic in origin and, apparently in speech, Alp Tegin, Sebuk Tegin and Mahmud were all thoroughly Persianized"
  11. Robert L. Canfield, Turko-Persia in historical perspective, Cambridge University Press, 1991. pg 8: "The Ghaznavids (989-1149) were essentially Persianized Turks who in manner of the pre-Islamic Persians encouraged the development of high culture"
  12. Encyclopedia Britannica, Ghaznavid Dynasty, Online Edition 2007 (LINK)
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