Lídia Jorge

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Lídia Jorge
Data de nascimento 18 de junho de 1946 (69 anos)
Local de nascimento Loulé, Boliqueime
Nacionalidade Portugal portuguesa
Ocupação Escritora
Magnum opus Os Memoráveis
Página oficial www.lidiajorge.com
www.arquivolidiajorge.blogspot.com

Lídia Jorge GCIH (Loulé, Boliqueime, 18 de junho de 1946) é uma escritora portuguesa. Tem uma biblioteca com o seu nome em Albufeira.

Biografia e obra[editar | editar código-fonte]

Lídia Jorge nasceu no Algarve, licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido professora do Ensino Secundário[1] [2] . Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da guerra colonial, mas a maior parte da ssua carreira docente foi em Portugal. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social e integra o Conselho Geral da Universidade do Algarve.

A publicação do seu primeiro romance, O Dia dos Prodígios (1980) constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da literatura portuguesa. Seguiram-se os romances O Cais das Merendas (1982) e Notícia da Cidade Silvestre (1984), ambos distinguidos com o Prémio Literário Município de Lisboa. Mas foi com A Costa dos Murmúrios (1988), livro que reflecte a experiência colonial passada em África colonial, que a autora confirmou o seu destacado lugar no panorama das letras portuguesas. Depois dos romances A Última Dona (1992) e O Jardim sem Limites (1995), seguiu-se O Vale da Paixão (1998) galardoado com o Prémio Dom Dinis da Fundação Casa de Mateus, o Prémio Bordalo de Literatura da Casa da Imprensa, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio de Ficção do P.E.N. Clube, e em 2000, o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia (Escritor Europeu do Ano).

Lídia Jorge publicou O Vento Assobiando nas Gruas (2002), romance que mereceu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Correntes d'Escritas. Combateremos a Sombra, publicado em Portugal em 2007, recebeu em França o Prémio Michel Brisset 2008, atribuído pela Associação dos Psiquiatras Franceses. Com chancela da Editora Sextante, publicou em 2009, o livro de ensaios Contrato Sentimental, reflexão crítica sobre o futuro de Portugal. Seguiu-se-lhe o romance A Noite das Mulheres Cantoras (2011) e, em Março de 2014, Os Memoráveis.

Lídia Jorge publicou antologias de contos, Marido e Outros Contos (1997), O Belo Adormecido (2003), e Praça de Londres (2008), para além das edições separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador (1992). A sua peça de teatro A Maçon foi levada à cena no Teatro Nacional Dona Maria II, em 1997, com encenação de Carlos Avilez. Também uma adaptação teatral de O Dia dos Prodígios foi realizada e encenada por Cucha Carvalheiro no Teatro da Trindade, em Lisboa. O romance A Costa dos Murmúrios foi adaptado (2004) ao cinema por Margarida Cardoso.

Os romances de Lídia Jorge encontram-se traduzidos em diversas línguas. A agência literária que a representa tem sede em Frankfurt, Literarische Agentur Dr. Ray-Güde Mertin, Inh. Nicole Witt. Obras suas, além de edições no Brasil, estão traduzidas em mais de vinte línguas, designadamente nas línguas inglesa, francesa, alemã, holandesa, espanhola, sueca, hebraica, italiana e grega, e constituem objecto de estudo nos meios universitários portugueses e estrangeiros, tendo-lhes sido dedicadas várias obras de carácter ensaístico.

Em Portugal, o Presidente da República, Jorge Sampaio, a 9 de março de 2005, condecorou-a com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.[3] O Presidente da República Francesa, Jacques Chirac, a 13 de abril de 2005, condecorou-a como Dama da Ordem das Artes e das Letras de França, sendo posteriormente elevada ao grau de Oficial. Em 2006, a autora foi distinguida na Alemanha, com a primeira edição do Prêmio de Literatura Albatros da Fundação Günter Grass, atribuído pelo conjunto da sua obra. A Universidade do Algarve, a 15 de dezembro de 2010, atribuiu-lhe o doutoramento Honoris Causa, em sessão solene no Grande Auditório do Campus de Gambelas. A União Latina, a 5 de maio de 2011, atribuiu-lhe o Prémio da Latinidade, João Neves da Fontoura. A Associación de Escritores en Lingua Gallega atribuiu-lhe em Maio de 2013 o título de Escritora Galega Universal.

A assinalar o 30.º aniversário da publicação de O Dia dos Prodígios, a Câmara Municipal de Loulé promoveu a exposição bio-bibliográfica Trinta Anos de Escrita Publicada, entre novembro de 2010 e março de 2011, no Convento de Santo António dos Olivais.

Em Portugal, à exceção do livro de ensaios Contrato Sentimental, todos os seus livros têm a chancela das Publicações Dom Quixote.

Condecorações[3] [editar | editar código-fonte]

Obras[editar | editar código-fonte]

Romances:

  • O Dia dos Prodígios - 1980
  • O Cais das Merendas - 1982
  • Notícia da Cidade Silvestre - 1984
  • A Costa dos Murmúrios - 1988
  • A Última Dona - 1992
  • O Jardim Sem Limites - 1995
  • O Vale da Paixão - 1998
  • O Vento Assobiando nas Gruas - 2002
  • Combateremos a Sombra - 2007
  • A Noite das Mulheres Cantoras - 2011
  • Os Memoráveis - 2014

Contos:

  • A Instrumentalina - 1992
  • O Conto do Nadador - 1992
  • Marido e outros Contos - 1997
  • O Belo Adormecido - 2004
  • O organista - 2014

Literatura Infantil:

  • O Grande Voo do Pardal, ilustrado por Inês de Oliveira - (2007)
  • Romance do Grande Gatão, ilustrado por Danuta Wojciechowska - (2010)

Ensaio:

  • Contrato Sentimental - 2009

Teatro:

  • A Maçon - 1997

Prémios literários[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Referências

  1. Página Oficial de Lídia Jorge
  2. Blogue autorizado
  3. a b Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas Presidência da República Portuguesa. Visitado em 2015-02-12. "Resultado da busca de "Lídia Guerreiro Jorge"."