Mulher-Gato

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Disambig grey.svg Nota: Se procura a telessérie transmitida no Brasil pelo SBT, conhecida como "Mulher Gato" (com Ashley Scott como Helena Wayne), veja Birds of Prey (série de televisão).
Mulher-Gato
Mulher-gato.jpg
Capa de "Catwoman: Nine Lives of a Feline Fatale (junho de 2004)", mostrando as várias faces da personagem ao longo da história.
Dados da publicação
Publicado por DC Comics
Primeira aparição Batman #1 (1940)
Criado por Bill Finger
Bob Kane
Características do personagem
Alter ego Selina Kyle
Espécie Humana
Terra natal Gotham City
Afiliações Renegados
Aves de Rapina
Sociedade Secreta dos Supervilões
Liga da Injustiça
Sereias de Gotham
Ocupação Criminosa profissional/Vigilante/Caçadora de recompensas/às vezes heroína
Base de operações Gotham City
Parentesco Brian Kyle (pai)
Maria Kyle (mãe)
Maggie Kyle, Irmã Zero (irmã)

Terra-2:
Bruce Wayne, Batman (marido)
Helena Wayne, Caçadora (filha)
Karl Kyle, o Rei dos Felinos (irmão)

Outras versões:
Helena Kyle-Bradley (filha)
Carmine Falcone (pai)

Inimigos Ela tem uma relação complicada de amor e ódio com o Batman, sendo ele seu inimigo/amante/namorado diversas vezes.
Situação presente Ativa
Codinomes conhecidos A Gata
Princesa da Pilantragem
Irena Dubrovna
Habilidades Ginasta e atleta altamente treinada, especialista em combate corporal, habilidosa com chicotes, ladra especialista, altamente furtiva e habilidades felinas(visão,equilíbrio,audição e etc)
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

Mulher-Gato (em inglês, Catwoman) é o alter ego de Selina Kyle, uma personagem fictícia de histórias em quadrinhos publicadas pela editora estadunidense DC Comics, comumente em associação com o Batman. Criada por Bill Finger e Bob Kane, teve sua primeira aparição na edição número 1 de Batman, em 1940.

Selina Kyle é um personagem moralmente ambíguo que tem sido um anti-herói, sua principal caracterização é como femme fatale e ladra de jóias. A aceitação da personagem, com o passar dos anos, levou-a ser membro regula da Bat-Família. Ela também tem sido um membro das Aves de Rapina e Oráculo. Corporação Batman, Fúrias Felinas, Liga da Injustiça, Liga da Justiça do Arkham e Sociedade Secreta dos Supervilões.

Apesar de Selina Kyle ser a original Mulher-Gato, o nome já foi compartilhado por outras personagens da editora DC Comics.

Criação[editar | editar código-fonte]

Estreando na primeira edição de Batman, em 1940, é uma das personagens mais antigas e importante o universo do Homem-Morcego. Com o sucesso na Detective Comics, o personagem ganhou seu próprio título, paralela a série onde estreou. Em sua primeira edição a Batman & Robin, conhecem dois dos personagens mais conhecidos da mitologia do herói, é a estreia dos antagonistas; Coringa e da gatuna "A Gata".

Assim como Batman que foi elaborado de um processo criativo, inspirado em três influências; Aeroplano de Leonardo da Vinci, o personagem Zorro e o filme "The Bat Whispers" [1]; Coringa inspirado na carta de baralho e na feição do ator Conrad Veidt na adaptação cinematográfica do livro de Victor Hugo, O Homem que Ri. A Gata também pode ter sido inspirada com influência cinematográfica. De acordo com especulações, serviram de inspiração para os criadores as atrizes de cinema da década de 30; Hedy Lamarr, considerada a garota mais bonita dos cinemas, e Jean Harlow pioneira no uso do sex appeal em Hollywood; além da própria mulher do Bob Kane, Ruth Steel.[2]

Kane e Finger queriam acrescentar um pouco de “sex appeal” às histórias do Batman, sem ser de forma óbvia e rasa. Buscavam um interesse romântico para o Homem Morcego, mas não uma dama frágil e indefesa a ser salva na última página da história. Assim surgiu a ideia de uma personagem forte, de caráter ambíguo, que representasse um desafio e deixasse no ar um clima de mistério e sedução. O objetivo era conquistar leitores de ambos os sexos e não só pela bela aparência, mas principalmente pelas suas atitudes. O caráter volúvel e traiçoeiro de Selina Kyle constitui uma marca registrada indelével.[3] Ela era chamada de The Cat e não possuía um uniforme especial para se caracterizar como o faz atualmente.

Cquote1.svg Quanto a temática felina, Kane explicou: "Eu sempre senti que mulheres são criaturas felinas e homens são mais como cachorros. Enquanto cachorros são fiéis e amigáveis, gatos são legais, desapegados, e não confiáveis. Eu sempre me senti melhor com cachorros em minha volta - gatos são tão difíceis de entender quanto mulheres.”[4]" Cquote2.svg

História fictícia[editar | editar código-fonte]

Órfã desde menina, Selina Kyle passou algum tempo em um orfanato feminino, do qual eventualmente fugiu. Sua inspiração para se tornar a Mulher-Gato teria se originado ao observar o próprio Batman, personagem com o qual acabou tendo um romance, que não durou. A personagem da Mulher-Gato teve diversas origens diferentes ao longo do tempo: Em Batman#1 de 1940, a Mulher-Gato era conhecida simplesmente como "A Gata" e não vestia uniforme algum. Nessa época ela já era uma ladra de jóias que rivalizava com Batman. No mesmo ano, mais precisamente no outono, em uma outra versão de sua origem, ela sofre um acidente de avião e acaba tendo amnésia e a única coisa que acaba se lembrando é dos gatos que possuía na casa de seu pai. O tempo passou e no ano de 1986 uma outra versão para a origem da Mulher-Gato acaba surgindo pelas mãos de Frank Miller: Nessa versão, Selina é uma prostituta que no passado foi abusada pelo próprio pai e que gosta de gatos e acaba se tornando uma ladra uniformizada ao ver Batman em ação no subúrbio de Gotham onde vivia e trabalhava. Em outra versão, acaba se casando com Bruce Wayne após se arrepender de seus crimes.[5]

Era de Ouro[editar | editar código-fonte]

A Mulher-Gato foi criada no ano de 1940 para ser o interesse amoroso do Batman. Mas diferente de outras personagens que faziam par romântico com algum herói, os criadores queriam uma personagem ambígua, traiçoeira e que pudesse conquistar leitores de ambos os sexos. Ela foi criada originalmente para ser amante e ao mesmo tempo inimiga do Batman, mas seus atos criminosos nunca constaram assassinato como o Coringa. Seu uniforme mais conhecido nessa época é o clássico roxo com saias. Foi nesse período inclusive que surgiu a versão da amnésia da personagem, em que a mesma sofre um acidente de avião e se esquece do seu passado e por se lembrar somente de gatos acaba se tornando a ladra de jóias Mulher-Gato.[6]

Era de Prata[editar | editar código-fonte]

Na Era de Prata iniciado nos anos de 1955 e 1956, a Mulher-Gato acabou esquecida em meio a toda bizarrice sofrida nas HQs com o personagem de Batman. Somente no fim desse período, no ano de 1966 e 1967, que ela volta a ativa rivalizando com a personagem Lois Lane, e mais tarde enfrentando Batman, Robin e Batgirl. Seu uniforme mais lembrado é o verde inspirado na série de Batman protagonizada por Adam West e Burt Ward na época.[6]

Era de Bronze e Terra 2[editar | editar código-fonte]

Essa época abrange parte da era de Prata e Bronze. A Mulher-Gato da Terra 2, diferente da Terra 1 (que continuou com sua vida criminosa), após o episódio da amnésia, passa a trabalhar com Batman e Robin e juntos esse trio passam a combater o crime na cidade de Gotham City. Tempos depois a personagem decide abandonar sua vida de heroína e se casa com Bruce Wayne e tem uma filha chamada Helena Wayne, que já adulta, vira uma vigilante chamada Caçadora. Nessa mesma época, a Mulher-Gato é assassinada pelos capangas de Cernak.[6] Logo depois da sua morte Bruce Wayne pega o seu corpo e leva para a batcaverna e lá a Mulher-Gato ressuscita com algum tipo de maquina especifica do Batman(Bruce Wayne).

Crise nas Infinitas Terras[editar | editar código-fonte]

Em Batman Ano Um, Selina é retratada como uma garota-de-programa que decide abandonar o ofício para se tornar a ladra mais sensual, se tornando assim a Mulher-Gato.

Consecutivamente, foi lançado um especial intitulado Mulher-Gato, que reconta a origem da personagem.

Newell utiliza a caracterização de Miller em Batman Ano Um e elabora uma história paralela estrelada por Selina, cuja mesma era prostituta e após ser abusada por um cafetão e ir parar em um hospital, é treinada pelo Pantera que a ensina a lutar e a se defender. Depois disso, ela parte para o mundo do crime como a temível ladra conhecida como Mulher-Gato.

Após Zero Hora, o passado duvidoso da Mulher-Gato como garota-de-programa foi ignorado completamente.

Na história As Regras, de Catwoman 75, de 1999 (publicado no Brasil em Batman Premium 6 (Editora Abril)), a ladra felina é baleada e relembra mais uma parte do seu passado. Selina rememora o tempo em que passou no circo de Del Halperm. A ainda adolescente Selina é pega em flagrante por Del ao bater carteiras no circo. Ele propõe que ela entre para a trupe, pois ao fazê-lo poderá bater carteiras livrevemente por fazer parte deles. Selina aceita. Lá ela recebe treinamento físico, como contorcionismo e equilibrismo, e Del torna-se uma influência poderosa que ajuda a forjar seu caráter corajoso, aventureiro e trapaceiro.

Revista própria[editar | editar código-fonte]

A Mulher-Gato com o sucesso de sua personagem nas revistas do Batman, ganhou também uma série própria nos quadrinhos, e essa sua nova versão nessa série era muito mais aventureira e bem humorada. No final dos anos 90 o título rendeu seu 2º Volume, que durou até o número 82 nos EUA.

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

Anne Hathaway foi Selina Kyle em The Dark Knight Rises, 2012.
Foto promocional de 1966 com Julie Newmar no papel de Mulher-Gato, da série de TV do Batman da década de 1960
A atriz Michelle Pfeiffer interpretou a personagem no filme Batman: O Retorno, de 1992.
A atriz Halle Berry interpretou a personagem no filme Catwoman, de 2004, dando toda uma nova roupagem para a personagem, e fazendo-a assumir outra identidade, Patience Phillips.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Houve uma enorme moralização nos anos 50 e assim sendo, a personagem acabou ficando "apagada" dos quadrinhos, até que à série de televisão estrelada por Adam West como Batman e Burt Ward como Robin, trouxeram a Mulher-Gato de volta a ativa.

No começo do seriado, a atriz Julie Newmar é quem vestiu o manto da felina. A personagem se mantinha altamente sexy e cômica. Continuava como sendo uma vilã, mas ainda mantinha seu ar sedutor e cativante. Vestia látex como uniforme com orelhas de gato. Com o tremendo sucesso da personagem, a Mulher-Gato passou a ser retratada nos quadrinhos de forma semelhante à personagem do seriado.

Em 1966 a atriz Julie Newmar deu adeus a série na terceira temporada e em seu lugar entrou a cantora negra Eartha Kitt, que fez uma Mulher-Gato extremamente exagerada em comparação com Julie Newmar. Mas o seu "ronronar" sensual causou um certo furor entre os fãs americanos.

Em 2002, no episódio piloto da série de TV Birds of Prey, a Mulher-Gato faz uma participação especial, sendo interpretada por Maggie Baird.

Em 2014, a atriz Camren Bicondova interpreta na série Gotham exibida pela Fox a versão jovem de Selina Kyle.

Cinema[editar | editar código-fonte]

Batman, o Homem-Morcego[editar | editar código-fonte]

O sucesso da série de televisão do Batman durante a década de 1960 foi tão grande, que fizeram um longa metragem baseado na mesma. Nessa nova adaptação, a Mulher Gato foi interpretada por Lee Meriwether, ex-Miss América, que ficou no lugar de Julie Newmar, já que a mesma na época estava com a agenda cheia e não podia comparecer para filmar o longa.

Batman: O Retorno[editar | editar código-fonte]

Em 1992, Tim Burton deu sequência a seu segundo filme do Cavaleiro das Trevas, chamado de Batman: O Retorno. A personagem de Selina Kyle foi interpretada por Michelle Pfeiffer. Ela era secretária de Max Schreck (representado por Christopher Walken) que após descobrir uma de série de ilegalidades suas, foi assassinada bruscamente pelo mesmo. Mas misteriosamente, ela é ressuscitada por gatos, tornando-se uma vilã perversa e sensual que alia-se ao Pinguim (interpretado pelo ator Danny de Vito) para destruirem Batman (vivido por Michael Keaton).

Batman: Eternamente[editar | editar código-fonte]

A Mulher-Gato foi brevemente mencionada no filme Batman Eternamente (1995), o roteiro pelo qual foi originalmente escrito como uma continuação direta do filme anterior.

Mulher-Gato[editar | editar código-fonte]

Em 2004, o filme Catwoman foi lançado, tendo Mulher-Gato sido interpretada pela atriz americana Halle Berry[7]. Nessa adaptação, que não tem relação alguma com o universo de Batman, a personagem ganhou uma nova identidade, Patience Phillips, bem como foi concebida sobre uma inédita mitologia envolvendo o misticismo entorno dos gatos ao longo da história, principalmente no Antigo Egito (uma vez que os egípcios acreditavam que os gatos eram seres mágicos, quase divinos). Além de Halle Berry, Catwoman (ou Mulher-Gato, como foi lançado no Brasil) também teve no elenco Sharon Stone e Frances Conroy. Infelizmente, o longa não foi bem recebido, tanto pela crítica especializada como pelo público, tendo arrecadado apenas cerca de US$80 milhões em todo o mundo (apesar de ter tido o orçamento de mais de US$100 milhões)[8].

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge[editar | editar código-fonte]

Em 2012 a atriz Anne Hathaway deu vida a Mulher-Gato no terceiro filme da mais recente franquia de Batman, intitulado The Dark Knight Rises, dirigido por Christopher Nolan. Nesse filme não há citação do nome "Mulher-Gato", sendo a personagem apenas Selina Kyle, mas ela se veste com roupas e máscara de couro pretas, e as orelhas de gato fazem parte do seu uniforme (que na verdade são seus óculos de visão noturna repousados sobre sua cabeça). Ela é apenas uma ladra de Gotham e em algumas cenas do filme fazem referência a ela como gata, gatuna e etc. Seu visual é inspirado na Mulher-Gato dos anos 60.[9]

Animações.[editar | editar código-fonte]

Foi lançado um desenho animado estrelado pela dupla dinâmica Batman e Robin e tinha grandes participações também

da Mulher-Gato, que na época se vestia com um uniforme verde e era uma vilã perversa cheia de capangas.[quando?] Possuía também um Gatomóvel e um Gatocóptero, ambos com gigantescas orelhas de gato.

Em 1992, no desenho Batman: The Animated Series de Paul Dini e Bruce Timm, a personagem da Mulher-Gato era loira, inspirada no filme Batman - O Retorno. Somente depois de mais algumas temporadas é que a Mulher-Gato passou a ter seu cabelo escuro e clássico de volta. Essa mudança foi explicada apenas na revista em quadrinhos derivada da série de tv Batman: Gotham Adventures nº 04 (setembro de 1998). Nela é mostrado que Selina usava tintura para cabelos para ficar loira, mas deixou de usá-la por causa dos testes com animais.

Ela também aparece na animação de 2004 The Batman.[10]

Na série Batman Beyond, que mostra uma Gotham futurística com Bruce Wayne sendo mentor do novo Batman Terry McGinnis. Num episódio, Terry se envolve com uma integrante de um grupo criminoso, Mel Walker / Ten e no final para consola-lo após Mel ser presa, Bruce diz que irá contar sobre Selina Kyle.

Batman Arkham City[editar | editar código-fonte]

No jogo Batman: Arkham City, o jogador, em alguns momentos, joga como a Mulher-Gato. Nessa versão, ela possui um uniforme provocante e seu famoso chicote, além de algumas outras armas usadas para atordoar inimigos.

Referências

  1. «Batman surgió como una mezcla del Zorro, Da Vinci y un villano de cine de misterio». Consultado em 2016-07-08. 
  2. «Batman: the history of Catwoman». Consultado em 2016-07-08. 
  3. «Dossiê: Mulher Gato». 2011-08-06. Consultado em 2016-07-08. 
  4. [1]
  5. «Batman - Personagem - Mulher-Gato - Parte 1». www.tvsinopse.kinghost.net. Consultado em 2015-11-23. 
  6. a b c «Dossiê: Mulher Gato». Pipoca e Nanquim. Consultado em 2015-11-23. 
  7. «Halle Berry confirma Mulher-Gato». Omelete. plus.google.com/115416604494251056860. Consultado em 2015-11-23. 
  8. «Catwoman (2004) - Box Office Mojo». www.boxofficemojo.com. Consultado em 2015-11-23. 
  9. «G1 - Anne Hathaway vai interpretar Mulher-gato em novo 'Batman' - notícias em Pop & Arte». g1.globo.com. Consultado em 2015-11-23. 
  10. «Batman - O Cavaleiro de Gotham n° 2/Opera Graphica | Guia dos Quadrinhos». www.guiadosquadrinhos.com. Consultado em 2015-11-23. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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