Volkswagen Brasil

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A história da Volkswagen do Brasil começou em 23 de março de 1953, em um armazém na Rua do Manifesto, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. De lá, saíram as primeiras unidades do Fusca, montadas com peças importadas da Alemanha e apenas 12 empregados. De 1953 a 1957, foram montados nesse galpão 2.820 veículos (2.268 Volkswagen Sedan e 552 Kombi).

Com o sucesso nas vendas, a marca anunciou o projeto de construir uma fábrica no Brasil, que não se limitaria somente à montagem de veículos, mas sim a fazer do País uma base de exportação para toda a América do Sul.

A produção com peças nacionais foi iniciada em 2 de setembro de 1957, quando saiu da linha de montagem da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) o primeiro modelo da marca fabricado em território nacional: a Kombi, com 50% de suas peças e componentes produzidos no País.

O primeiro Fusca (Sedan) montado no Brasil foi lançado em 3 de janeiro de 1959. Nesse mesmo ano, foram vendidas 8.406 unidades do modelo que, rapidamente, se tornaria um estrondoso sucesso de mercado, em uma época dominada pelos automóveis importados de grande porte. Até 1986, o Brasil produziu 3,1 milhões de unidades do lendário Fusca.

A inauguração oficial da fábrica ocorreria somente em 18 de novembro de 1959, quando circulou - a bordo de um Fusca conversível - o então Presidente da República, Juscelino Kubistcheck. Ele estava acompanhado pelo Governador de São Paulo, Carvalho Pinto, e os presidentes da Volkswagen da Alemanha, Heinrich Nordhoff, e do Brasil, Friedrich Schultz-Wenk. A imagem dos quatro dentro do Fusca conversível se tornou uma das fotos mais marcantes na história da montadora.

Em 1962, a marca já trazia ao mercado brasileiro um veículo ousado para a época: o Karmann-Ghia, lançado em parceria com a empresa alemã de mesmo nome. A Volkswagen foi também a primeira montadora brasileira a inaugurar, em 1965, um centro de desenvolvimento, pesquisa e design.

A marca atingiu o primeiro milhão de veículos produzidos em julho de 1970 e em março de 1972, o Fusca alcançava o número histórico de um milhão de unidades vendidas no País.

Em 1972, chegariam às concessionárias dois modelos que iriam revolucionar o mercado brasileiro: o SP1 e o SP2, que traziam design esportivo e ousado, sem abrir mão da funcionalidade. Eram modelos esportivos e com detalhes exclusivos para a época, como instrumentos integrados ao painel e bancos esportivos forrados com couro. Até hoje, o SP1 (motor 1.6l) e o SP2 (motor 1.7l) são reconhecidos por antigomobilistas como alguns dos modelos mais belos da história da Volkswagen.

Em 1973, a Volkswagen antecipa tendências de mercado mais uma vez: lança a Brasília. O modelo era genuinamente brasileiro e apresentava aos consumidores o moderno conceito de carroceria hatchback. Hoje, esse tipo de carroceria de dois volumes é o mais comercializado no mercado brasileiro.

Com o lançamento do Passat, em 1974, a Volkswagen deu outro salto tecnológico ao apresentar um veículo com motor frontal refrigerado a água e suspensão com molas helicoidais.

Em 1980, a chegada do Gol Geração I, com motor 1.3l, inaugurou uma nova fase na indústria automobilística brasileira. Nascia uma nova família de veículos, com o lançamento – nos anos seguintes – dos modelos Voyage (1981), Parati (1982) e Saveiro (1982). O sucesso foi tão grande que, já em 1987 o Gol assumiu a liderança de vendas no mercado nacional onde permaneceu por 27 anos consecutivos.

O Gol GTI 2.0 faz parte desta revolução na década de 80, ao inaugurar a tecnologia da injeção eletrônica em um carro nacional, trazendo melhorias em desempenho e redução de consumo de combustível e de emissões.

Já posicionada no segmento dos veículos compactos, a Volkswagen passa a atuar também no segmento de luxo, com o lançamento do Santana (1984) e da Quantum (1985). Projetada e desenvolvida por engenheiros e desenhistas brasileiros, a segunda geração do Santana, lançada em 1991, foi o primeiro veículo nacional a oferecer freios ABS.

Outra novidade tecnológica significativa do Novo Santana quatro portas - e que está equipando toda a linha 1992 da Volkswagen - é a aplicação dos catalisadores, tanto para carros com motores a álcool como para os a gasolina, antecipando a determinação do Conselho Nacional do Meio Ambiente.

A Volkswagen também foi pioneira ao lançar, em 2003, a tecnologia Total Flex, motor flexível em combustível, que permite o uso de etanol, gasolina ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção. A tecnologia marcou uma mudança de paradigma na indústria com essa tecnologia. O Gol foi o primeiro carro a receber o motor Total Flex, presente hoje em toda a linha nacional da Volkswagen.


Expansão ao longo de seis décadas no País

A fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, foi a primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha. É considerada um complexo industrial por abrigar atividades como Estamparia, Armação da carroceria, Pintura, Montagem Final e centro de pesquisa, planejamento e desenvolvimento de novos produtos. Atualmente, a fábrica Anchieta produz os modelos Polo, Virtus e Saveiro.

Em 1976, a Volkswagen iniciou as atividades da sua segunda fábrica no País, na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo. Com investimentos de R$ 1,2 bilhão em tecnologias de processo produtivo inovadoras com o foco em proteção ambiental, além de qualificação profissional dos empregados, a fábrica inaugurou, em 2014, sua nova linha de produção do Volkswagen up!.

A fábrica de motores da Volkswagen do Brasil, em São Carlos, também no interior de São Paulo, iniciou suas atividades em outubro de 1996. É responsável pela fabricação dos propulsores da família EA211 nas versões 1.0l MPI, 1.0l TSI, 1.4l TSI e 1.6l MSI, e o consagrado EA111 1.6l, tendo superado em 2018 a marca histórica de 11 milhões de motores produzidos desde o início de suas atividades.

Em janeiro de 1999, foi inaugurada a unidade de São José dos Pinhais, no Paraná, uma das mais modernas fábricas do Grupo Volkswagen, reconhecida como uma das maiores indústrias empregadoras do Estado e referência em qualidade para o setor automotivo. Com mais de 2,5 milhões de veículos produzidos é responsável hoje pela fabricação dos modelos Golf e Fox. Em 2019 começará a ser fabricando o T‑Cross, primeiro SUV da Volkswagen produzido no Brasil, que consumiu R$ 2 bilhões em seu desenvolvimento e modernização da fábrica paranaense. O T‑Cross é parte fundamental da ofensiva de SUVs, o segmento que mais cresce no Brasil, com o lançamento de cinco modelos Volkswagen completamente novos.

Volkswagen Brasil
Razão social Volkswagen do Brasil Indústria de Veículos Automotores LTDA.
Empresa de capital fechado
Slogan Inspirada na sua vida
Atividade Automobilística
Gênero Subsidiária
Fundação 1953 (67 anos)
Sede São Bernardo do Campo,  São Paulo,  Brasil
Área(s) servida(s) Em todo o Brasil.
Locais São Bernardo do Campo (SP), São Carlos (SP), Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR)
Proprietário(s) Grupo Volkswagen (Volkswagen AG)
Presidente Pablo Di Si
Empregados 15.000 (2018)
Produtos automóveis
Subsidiárias Audi
Website oficial www.vw.com.br
Quarta geração do Golf (modelo City Golf) destinado ao mercado canadense


Presidentes[editar | editar código-fonte]

  • Friedrich Schultz-Wenk foi o primeiro presidente da marca no país, e presidiu à Volkswagen de 1953 à 1969, foi responsável pela implantação da marca no país, desde o galpão alugado do bairro do Ipiranga, e os primeiros veículos montados com peças importadas, onde sua meta era alcançar uma produção diária de 150 veículos, até assistir à produção de 800 carros por dia, em 1969. Sob seu comando a Volkswagen fabricou 850 mil veículos.
  • Rudolph Leiding foi presidente da VWB de 1969 a 1973, e responsável pelo aval na criação de diversos lançamentos como a Brasília em 1973, do SP1 e SP2 em 1972.
  • Wolfgang Sauer foi presidente da VWB de 1973 a 1987, e responsável por trazer ao país diversos lançamentos como o Passat em 21/06/1974, e responsável pelo aval na criação do Gol, entre outros.
  • Noel Philips, 1986 a 1992.
  • Pierre Alain de Smedt, 1992 a 1997.
  • Herbert Humel Demel, 1997 a 2002.
  • Paul Fleming, 43 anos, presidiu 14 meses (2002 a 2004). Na estrutura mundial da companhia, respondeu a Peter Hartz, diretor mundial de Recursos Humanos e responsável pela região que abrange África do Sul e América do Sul.
  • Hans-Christian Maergner, 58 anos, foi diretor executivo da montadora na África do Sul, presidiu do início de 2004 a 2006 aposentando-se. Trabalhou na Volkswagen desde 1969, inicialmente na fábrica de Kassel e posteriormente na sede mundial em Wolfsburg. Em 1998, assumiu o cargo de Diretor Executivo da companhia na África do Sul em meio a prejuízos. Em 2000, já comemorava a volta dos resultados positivos e a posição de maior exportadora de veículos daquele país. Na sua gestão, a montadora dobrou a produção na fábrica local de Uitenhage.
  • Thomas Schmall, 47 anos, foi presidente e estava no cargo desde 2006 a 2014, foi presidente do conselho de administração da VW Eslováquia, dirigiu a fábrica de São José dos Pinhais (Paraná) de 2000 a 2003.
  • David Powells, de 2015 a setembro de 2017.
  • Pablo Di Si, desde outubro de 2017.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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