Ananias e Safira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A morte de Ananias, por Rafael

Ananias (em hebraico: חנניה) e sua esposa Safira (em herbaico: שפירא) eram, de acordo com Atos dos Apóstolos, os membros da igreja cristã primitiva em Jerusalém.

A história[editar | editar código-fonte]

O capítulo 4 de atos encerra afirmando que os primeiros seguidores de Jesus não consideravam suas posses como sendo suas, mas eles tinham tudo em comum para usar o que tinham em benefício daqueles que precisavam. Barnabé, um levita de Chipre, vendeu um terreno e doou o lucro para os apóstolos.

No capítulo 5, Ananias e Safira também venderam suas terras, mas retiveram uma parte das vendas, tendo decidido que não iriam dar tudo para a bolsa comum. Ananias apresentou a sua doação para Pedro dizendo que era o valor total. Pedro respondeu: "Por que é que Satanás encheu seu coração a ponto de você mentir ao Espírito Santo?". Pedro salientou que Ananias estava no controle do dinheiro e poderia dar ou usá-lo como bem entendesse, mas que ele tinha retido de Pedro e mentiu sobre isso, e afirmou que Ananias não só mentiu para Pedro, mas também para Deus. Ananias morreu no mesmo instante, e como resultado, todos os que viram e ouviram o acontecido ficaram com medo. Três horas mais tarde, sua esposa disse a mesma mentira e sofreu o mesmo destino.

Interpretação[editar | editar código-fonte]

Alguns estudiosos dizem que pode ser uma releitura da história de Acã em Josué 7.[1] Também foi argumentado que a história subjacente é de um julgamento em que o casal foi acusado, dada uma chance para explicar-se, considerado culpado e depois condenado à morte. Isto seria coerente com paralelos entre a organização dos judeus de Nazaré, e que dos essênios, que exigiram semelhantes punições severas para infrações de suas regras. O arcebispo João Crisóstomo do quarto século alude em seguida descarta a ideia de que Pedro poderia assim ser responsabilizado pela morte do casal.

Referências

  1. Wickstrom Mark (2008)"The Gospel of Grace". Beaver's Pond Press. pp 49-50