Gamaliel

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Gamaliel, o Ancião (gəmā'lēəl), ou rabino Gamaliel I (segunda metade do Século I a.C. — cerca de 50 d.C.), , foi o neto do grande educador judeu Hillel, o Ancião. Líder dentre as autoridades do Sanhedrin ou Sinédrio no meio do século I, reconhecido mestre e Doutor da Lei (Torah). Morreu vinte anos antes da destruição do Segundo Templo em Jerusalém.[carece de fontes?]

Existiu também um conhecido gnóstico chamado Gamaliel, com o nome de Barnabé, segundo os Evangelhos Gnósticos - vide Nag Hammadi (manuscritos).

Como Rabban [editar]

No Talmud, Gamaliel tem o título de "Rabban", um título dado ao rabino superior (presidente) do Sinédrio, da qual ele é o primeiro dos sete nomeados líderes da escola de Hillel, que tiveram este título.

Na Mishna ele é considerado como o autor de alguns decretos legais que afetam o bem-estar da comunidade, e que regulam certas questões relativas a direitos conjugais. Gamaliel ("recompensa de Deus") era fariseu e mestre da lei naquela época, tendo muitos discípulos, inclusive Saulo, que mais tarde se converteu e conhecemos como o apóstolo Paulo (cap. 22:3). Ele era um dos membros do Sinédrio, assim como José de Arimatéia (Marcos 15:43) e provavelmente Nicodemos (João 3:1).

No cristianismo [editar]

Gamaliel é citado no discurso do apóstolo Paulo, em Atos dos Apóstolos 22:3, como sendo o seu mestre.

Lucas, autor do Atos dos Apóstolos, em 5:34-39, refere-se a Gamaliel como um estudioso da Lei de Moisés. No episódio quando defende os apóstolos, a sua autoridade no Sinédrio foi tão grande que eles aceitaram o seu conselho. Nesta ocasião, quando Pedro e os outros apóstolos foram trazidos perante o Sinédrio, Gamaliel ilustrou a sabedoria de não se interferir na obra dos apóstolos, e então acrescentou: “Se este desígnio ou esta obra for de homens, será derrubada; mas, se for de Deus, não podereis derrubá-los... podereis talvez ser realmente achados como lutadores contra Deus.” — Atos 5:34-39.

A "Epístola aos Hebreus", cuja autoria é desconhecida, por alguns teólogos atribuída a Paulo, acredita-se que teria semelhanças com os discursos proferidos por Gamaliel. [carece de fontes?]

Não há qualquer confirmação histórica que Gamaliel se tornou um cristão. No entanto, a tradição da Igreja Católica admite que supostamente Gamaliel abraçou a fé cristã, e que permaneceu secretamente por um tempo como membro do Sinédrio com a finalidade de ajudar seus companheiros-cristãos (Clemente I.65, 66). Aparentemente, esta suposição foi baseada na atitude tolerante de Gamaliel na defesa dos primeiros cristãos. De acordo com Photius, ele foi batizado por Pedro e João, juntamente com seu filho e com Nicodemos. Seu corpo foi dito ser conservado em Pisa, Itália. Ele era antigamente enumerado como santo da Igreja Católica, entretanto foi excluido recentemente devido à falta de provas e improbabilidade de seu batismo. Registros judaicos o mantém como membro do Sinédrio o que seria altamente improvável, se ele tivesse sido um convertido ao cristianismo.

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