Filémon (Bíblia)

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Filémon era um cristão associado com a igreja ou congregação em Colossos, a quem o apóstolo Paulo escreveu uma carta particular e que hoje faz parte do Novo Testamento da Bíblia.

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

Filémon ou Filêmon (consoante a grafia escolhida por tradutores tanto portugueses como brasileiros), era cristão e amo ou dono de escravos. A sua casa situava-se em Colossos, cidade da parte sudoeste da Ásia Menor, e servia de local de reunião para a congregação de cristãos naquela região. Pela fraseologia empregue por Paulo, Filémon mostrava ser uma fonte de encorajamento para outros cristãos, sendo um exemplo de fé e de amor. Paulo considerava-o como colaborador amado. O desejo de Paulo, de poder vir a visitar e a permanecer algum tempo com Filémon, reflecte favoravelmente sobre a hospitalidade deste homem.

Áfia e Arquipo parecem ter sido membros da família de Filémon, visto que Paulo também se dirige a eles na sua carta particular. Áfia talvez fosse a esposa de Filêmon, e Arquipo pode ter sido filho dele. Depreende-se do conteúdo da carta que Filêmon poderá ter sido convertido ao cristianismo através dos esforços de Paulo. No entanto, visto que Paulo refere que não teria visitado pessoalmente a cidade, segundo o que entende das palavras da carta ou epístola aos Colossenses, (Colossenses 2:1), é provável que Filémon talvez tivesse vindo a conhecer o cristianismo em resultado da actividade de Paulo em Éfeso, onde permaneceu por dois anos, quando "todos os que habitavam no distrito da Ásia (que abrangia Colossos), ouviram a palavra do Senhor", segundo Actos 19:10.

Objectivo da carta[editar | editar código-fonte]

Algum tempo antes de Filémon receber a carta de Paulo, o escravo dele, de nome Onésimo, havia fugido. Presume-se que este escravo fugitivo talvez até tenha furtado dinheiro de Filémon para financiar a viagem a Roma, onde mais tarde conheceu Paulo e se tornou cristão.

A carta foi escrita pelo próprio punho de Paulo e dirigida principalmente a Filémon. Deve ter sido escrita algum tempo depois do início do primeiro encarceramento de Paulo em Roma, provavelmente por volta de 60 ou 61 EC, porque o apóstolo ainda tinha a esperança de ser "posto em liberdade". O objectivo ao escrever esta carta era animar Filémon a aceitar de volta o seu escravo fugitivo. Em vez de Paulo usar sua autoridade como apóstolo para lhe ordenar isso, ele apelou à base do amor e da amizade pessoal. (Flm 8, 9, 17) Conhecendo Filémon como homem de fé e amor, Paulo estava confiante de que receberia novamente o seu escravo que se havia tornado cristão. Paulo até mesmo pediu que Onésimo fosse recebido tal como se Filémon o estivesse a receber a ele mesmo, o que ilustra a beleza da benignidade, do perdão e da misericórdia que deveria existir entre cristãos.