Chiquititas (1997)

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Chiquititas
Argentina Chiquititas
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Infanto-Juvenil
Duração 45 min
Criador(es) Cris Morena
Gustavo Barrios
Patricia Maldonado
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Herman Abrahamsohn
Celina Amadeo
Produtor(es) Telefe
Apresentador(es) Teaser's do SBT
Elenco Flávia Monteiro
Alex Benn
Nelson Freitas
Marcos Pasquim
Carmo Dalla Vecchia
Débora Olivieri
Magali Biff
Bianca Rinaldi
Larissa Bracher
Fernanda Souza
Gisele Frade
Paulo Nigro
Jiddu Pinheiro
Carla Diaz
Bruno Bezerra
Jonatas Faro
Débora Falabella
André Cursino
ver mais
Tema de abertura "Remexe" (1997)
"Mexe Lá" (1998)
"Mexe Já" (1999.1)
"Me Dá Um CH" (1999.2)
"Sempre Chiquititas" (2000-2001)
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil SBT
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 28 de julho de 1997 - 31 de julho de 1998 (1ª temporada)
3 de agosto - 25 de dezembro de 1998 (2ª temporada)
5 de abril - 31 de julho de 1999 (3ª temporada)
12 de julho de 1999 - 31 de dezembro de 1999 (4ª temporada)
17 de abril de 2000 - 19 de janeiro de 2001 (5ª temporada)
N.º de temporadas 5
N.º de episódios 807 (410, 1ª temporada)

255 (Reprise)

Cronologia
Último
Último
Os Ossos do Barão
Fascinação
Próximo
Próximo
Programas relacionados Chiquititas (1995)
Chiquititas (1998)
Chiquititas (2000)
Chiquititas (2006)
Chiquititas (2007)
Chiquititas (2013)

Chiquititas é uma telenovela brasileira produzida pelo canal argentino Telefé, escrita pela autora Argentina Cris Morena com a ajuda de autores brasileiros. Foi uma adaptação da original Argentina, tendo cinco temporadas e ficando no lugar da mexicana Maria do Bairro, a partir de 28 de julho de 1997.[1]

Baseada na versão original de mesmo nome criada e produzida por Cris Morena, a Novela narra a história de um grupo de órfãos que vivem em uma mansão, conhecida como Raio de Luz, cujas vidas são tocadas e alteradas por Carol. Suas experiências, tais como descobrir o primeiro amor, decepções, solidão e amizade, bem como aventuras de fantasia, são retratadas ao longo da Trama. A narrativa é reforçada por temas musicais e videoclipes.[2] A novela brasileira foi transmitida por cinco temporadas, até que o contrato do SBT com a Telefé terminou em 2001.

Em 19 de setembro de 2012, o SBT anunciou a compra dos direitos da telenovela pela sua proprietária, a rede de televisão da argentina Telefe. O remake escrito por Íris Abravanel estreou em 15 de julho de 2013, sucedendo a novela Carrossel.[3] [4] Ao contrário da primeira versão, a nova produção de Chiquititas é totalmente feita no Brasil, sem envolvimento da Argentina.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Primeira temporada (1997-1998)[editar | editar código-fonte]

  • Primeira Fase

Exibição Original: 28 de julho de 1997 até 2 de janeiro de 1998
Tema de abertura: Remexe

  • Segunda Fase

Exibição Original: 3 de janeiro de 1998 até 1 de agosto de 1998
Tema de abertura: Mexe Lá

Jiddu Pinheiro foi o malandro Beto.

A primeira temporada foi exibida de 28 de julho de 1997 a 2 de janeiro de 1998, e conta a história de quando Gabriela (Cláudia Santos) dá a luz e seu pai José Ricardo Almeida Campos ((Rogério Márcico)) sequestra a sua pequena neta, porque não pode permitir que sua filha seja mãe solteira. Deste modo, cria o orfanato "Raio de Luz" para que a pequena Milena viva como órfã. Assim, durante anos, crianças da rua chegaram à casa formando uma grande família. Nesta casa cheia de sonhos e esperanças, cada uma das meninas, guiadas por Milena (Mili, como a chamam suas companheiras), viveram milhares de aventuras e desventuras, cheias de amor, amizade e diversão. Inicialmente o orfanato é composto por 6 meninas (Milli, Bia, Cris, Vivi, Tati e Ana), porém já nos capítulos iniciais temos a entrada de Pata na história; a mesma demonstra que não quer amizade com as demais, mas com o tempo acaba por se tornar uma grande amiga.

O toque mágico da história chega com Carolina, uma jovem que trabalha em uma das fábricas dos Almeida Campos para pagar seus estudos. Emília deixa a direção do orfanato, que passa a ser controlado por Cinthia, que disputa o poder sobre as crianças com a malvado Ricardo. As crianças enfrentam também a rigorosa e linha-dura, porém bondosa Ernestina, que quer controlar a vida das crianças. Destaque também para as maldades de Bia contra Ana, a amizade das meninas Mili, Tati, Vivi, Cris e Pata, e o segredo que Pata esconde de todos: ter um irmão escondido no orfanato, um menino de rua conhecido como Mosca, que depois de descoberto passa a fazer parte da turma e o drama de Dani, a sobrinha de Carol, sendo assim fechando um "time"de 8 meninas no orfanato.

Do decorrer dos capítulos, Ernestina e Chico acabam caindo em uma armação das crianças, que posteriormente acaba fazendo com que a zeladora malvada vá embora do orfanato. Aproveitando da situação, Cinthia descobre que a mesma tinha uma irmã gêmea, chamada Matilde, ela propõe a mesma que se passe pela irmã e maltrate as crianças; ela então começa a faze-lo, com o auxilio de uma aranha que ela chama de Brunilda. Com a inserção dos meninos, acabam surgindo os primeiros interesses amorosos. Destaque para o triangulo amoroso composto por Cris, Vivi e Mosca. Após ir para o orfanato, Dani acaba caindo da sacada do orfanato e ficando paraplégica.

No fim da temporada Junior vai embora com Gabi para a Europa e José Ricardo acaba morrendo com Valentina em um acidente de carro, na tentativa de revelar para Gabi que Mili é sua filha.

Segunda Temporada (1998)[editar | editar código-fonte]

Exibição Original: 3 de agosto de 1998 até 25 de dezembro de 1998
Quantidade de Caps: 105
Tema de abertura: Mexe Lá (2ª versão de elenco)

Com a morte de José Ricardo Almeida Campos, todos os bens da família Almeida Campos ficam nas mãos de Carmen. Deste modo e abusando de sua autoridade, seu único objetivo será fechar o orfanato Raio de Luz e manter oculto o segredo que seu irmão guardou durante anos: a verdadeira identidade de Mili. Carolina e as crianças são obrigadas a procurar outro lugar para viver. Enquanto Carmen trata de todos os meios de cumprir com o seu objetivo com a ajuda do misterioso Pedro Vega, que na verdade é Felipe, o pai de Maria, começa uma nova vida para Carolina logo da partida de Júnior até Londres. Ela não só é nomeada a nova diretora do Raio de Luz, como também começará uma relação de amor com Fernando, o médico da casa. Quando tudo parece encaminhar-se, a chegada de Andréia, a ex-mulher de Fernando, e seu pequeno filho Diego ao orfanato botam em perigo o casamento de Carolina, já que ela deverá decidir por um de seus dois pretendentes: Fernando ou Felipe.

Terceira temporada (1999)[editar | editar código-fonte]

Exibição Original: 5 de abril de 1999 até 9 de julho de 1999
Quantidade de Caps: 70
Tema de abertura: Mexe Já

* Antes da 3ª fase de 'Chiquititas' entrar no ar, o SBT exibiu a novela infantil Luz Clarita entre janeiro e abril de 1999.

A terceira temporada ficou marcada pela briga da custódia de Maria entre Carolina e Felipe, que são obrigados a dividirem a guarda da garotinha e em meio a tantas brigas, aos poucos os dois acabam se apaixonando.A chegada do Zeca (Jander Veeck) que conhece os meninos na regata, Carmem também volta à direção do “Raio de Luz”, com o apoio de Helena. Com a saída de Mili, que depois de finalmente descobrir que Gabriela era sua verdadeira mãe e recuperar a visão, se mudam para os EUA, a vaga de protagonista jovem foi dividida entre Pata, Tati e Fran, que se apaixonam respectivamente por André, Tatu e Samuca. Nesta nova fase, começam a aflorar mais claramente as questões da adolescência. O primeiro amor é um dos temas abordados. Entre os apaixonados está Mosca (Pierre Bittencourt). Ele se interessará por Paula, personagem que será vivida por Bárbara Frank. Carmem (Débora Olivieri) reaparecerá. A megera, que todos julgavam ter morrido afogada, contará mais tarde que foi salva por Pedro Vega, com quem se casou. Mas, explicará, logo ficou viúva - e rica. Carmem e seu secretário, Zigfrido (Fernando Neves), se instalarão no orfanato e construirão o que dirão ser um mausoléu. Na verdade, será um sótão em que eles esconderão um segredo. Samuca (Jonathas Faro) e Fran (Elisa Veck) desvendarão o mistério. Outra que voltará à trama será Teresa (Valéria Sândalo), a mãe de Janjão (Nicolas Maciel), que se tornará cozinheira do orfanato. Ela ajudará os órfãos a se livrar das confusões que o filho e seus amigos criam. Marian (Mariane Oliva), que também reaparecerá, será uma das aliadas de Janjão.

Quarta temporada (1999)[editar | editar código-fonte]

Exibição Original: 12 de julho de 1999 até 31 de dezembro de 1999
Quantidade de Caps: 125
Tema de abertura: Me Dá um Ch

Sinopse:

A quarta fase começa com a volta de Helena. Bem rica, ela informa que é a nova dona do orfanato, logo ela compra e amplia os limites do mesmo, construindo um salão de jogos para as crianças. A mesma também finge que mudou, se passando por boazinha, mas, na verdade, é tudo um plano para expulsar as crianças do lugar. Para ajudá-la nas maldades contra as crianças, a megera resolve adotar Simão (Thiago Santana) e Hannelore (Stefany Britto), dois amigos que viviam num obscuro orfanato e os leva para o "Raio de Luz". Lila e Mosca, agora como um casal, terão que enfrentar o descontentamento da mãe da menina, que é contra o relacionamento dos dois. Tati se perde na selva, sendo ajudada, mais tarde, por um menino chamado Yago. Eles se tornam amigos e a chiquitita decide levar o menino para morar no orfanato. Nessa temporada também entram mais crianças, como a tímida Cecília (Maiara Otero), o valente Bernardo (Vanderson Paulino), que irá disputar o amor de Bel com Zeca, o pequeno Bento (Rafael Perez Dutra) e Guido (Cauã Bernard Souza), que decide se instalar no orfanato para investigar se Neco é seu irmão biológico. No decorrer da temporada Matilde retorna com a memória perdida, dizendo que se chama Martirio, até que com ajuda de Helena, recupera a memória e jura se vingar de todos do orfanato. No fim da temporada Helena foge do orfanato e Ernestina volta para tentar ajudar Matilde, porém a mesma é sequestrada pela irmã que se passa por ela novamente e assim toma a direção do orfanato e expulsa Carolina de lá. Após ela ser desmascarada as crianças pensam que finalmente terão paz, porém com a fuga de Helena todos os seus bens vão a leilão, inclusive o Raio de Luz, fazendo que assim as crianças tenha que fugir de lá, juntos com Estrela, que é afilhada de Matilde.

Quinta temporada (2000-2001)[editar | editar código-fonte]

''Exibição Original: 17/04/2000 até 19/01/2001
Quantidade de Caps: 205
Tema de abertura: Sempre Chiquititas

Houve uma segunda etapa de 'férias' para a novela. Entre janeiro e abril de 2000, foi exibida a telenovela infantil O Diário de Daniela, que se tornou um imenso sucesso na época.

Débora Fallabela interpretou a protagonista da quinta temporada, Estrela.

Depois da demolição do orfanato e diante da terrível possibilidade de serem separados e enviados para distintas instituições, os meninos fogem de São Paulo guiados por Estrela e Alfredo até que, finalmente, chegam em São Dionísio - pequeno povoado rural onde vive Tunico, o avô de Estrela, num antigo e pitoresco celeiro.

Tudo parece bem. Os meninos se sentem livres e felizes com a possibilidade de continuarem juntos. Mas nem tudo são flores naquele bueólico recanto: quando chegam, o lugar está abandonado e Tunico desapareceu; o celeiro está a ponto de ser demolido, pois encontra-se no meio de um bosque que será explorado comercialmente por uma poderosa empresa madeireira; os vizinhos ricos da casa em frente se mostram hostis, principalmente com Estrela, por antigos e pendentes problemas familiares. Precisam se esconder, pois surgem inúmeras pessoas interessadas em revelar que eles chegaram no lugarejo fugidos de São Paulo. E como se não bastasse, Rian, filho de Tunico, volta dos Estados Unidos depois de uma longa temporada, trazendo Cora, a namorada e uma desagradável surpresa : os dois são os principais impulsores do projeto de desmatamento.

Estrela cresceu no bosque e o ama tanto quanto o velho Tunico, que a criou. Sente que precisa fazer alguma coisa para evitar sua destruição. Os meninos resolvem ajudá-la e acabam por descobrir que os inimigos são muitos e alguns deles lobos em pele de cordeiro (como no caso de Cora, à princípio amável e compreensiva). Mas nossos meninos também descobrem que, nos momentos mais inesperados, é possível encontrar um amigo, alguém que os ajude a lutar pelo sonho de encontrar um lugar no mundo.

Dentro do celeiro há uma árvore que cresceu com Estrela e que é parte de sua própria história. Uma árvore generosa dentro da qual os meninos descobrirão a entrada para um mundo fantástico. Embaixo de suas raízes há um formigueiro aparentemente abandonado, com caminhos que levam a lugares insólitos.

Primeiro descobrem que um desses caminhos leva até à casa em frente. Logo depois chegam muito mais longe : outros dois caminhos subterrâneos levam a um Bosque Encantado e a um lugar tenebroso, que os meninos batizam de Bosque do Terror - onde aparecerão incríveis personagens. Flores que falam e produzem milagres, formigas boas e más, pássaros estranhos com misteriosos poderes, fontes mágicas e outras surpresas inimagináveis. Os meninos menores descobrem esse mundo fascinante e logo passam a perceber que tudo é tão encantador quanto perigoso.

Enquanto isso, os mais velhos vão se relacionar com outros jovens do povoado e daí nascem romances e desencontros. A história desse ano está repleta de aventuras românticas, mas igualmente recheada de momentos onde aflora a solidariedade e o respeito pela sabedoria daqueles que já viveram muito e sabem passar adiante suas experiências.

Solidariedade que é comprovada em momentos limites, quando uma das órfãs do orfanato necessita de um transplante de rins ou quando vô Tunico fica cego e precisa contar com a inestimável ajuda de todos. Histórias de profunda comoção que pretendem retratar a importância da doação de órgãos, como meio de preservar e estender a vida, e a questão da valorização do idoso - fonte de experiência e aprendizagem diante da ainda frágil e muitas vezes equivocada visão da juventude. Lições duras de aprender, mas extremamente úteis para as crianças do Raio de Luz.

Um dia, porém, recebem um notícia inesperada: o avião que trazia Carolina de volta para o Brasil acabou caindo. Todos acreditam que é o fim. Mas sempre há uma gotinha de esperança naquelas que levam sua "criança" dentro do coração ...

É um ano de grandes sonhos e pequenos triunfos, que vão ajudar as crianças a entender melhor o mundo dos adultos. Uma vez mais, aprenderão que tudo o que buscamos na vida, está sempre dentro de nós. E o segredo para encontrar o que tanto perseguimos é deixar falar a, criança que, por vezes, dorme em nosso coração.

Uniformes principais[editar | editar código-fonte]

Os uniformes são usados pelos protagonistas mirins da novela. É trocada a cada ano ou semestre nas temporadas de Chiquititas. ei-las:

  • 1ª Temporada:

No primeiro semestre, o uniforme da primeira fase em que entrava apenas as meninas, era de vestido bebê da cor verde com blusa branca (algumas vezes, aparecem de manga comprida e outras vezes, de manga curta pelo uso dos aventais) e usava tênis e meia branca. Às vezes, usam aventais com listras verticais.

No segundo semestre e com a chegada dos meninos, o uniforme foi alternado. As meninas usavam uma blusa xadrez roxa, vestido cinza com contorno preto, calçava a meia vermelha e sapatilha preta. Os meninos usavam blusas abotoadas e calça cinza (ambos da mesma concepção das meninas) e tênis azul. Este traje foi usado novamente pela apresentadora e ex-Vivi Renata Del Bianco para homenagear a novela que trabalhou e também da nova versão.

  • 2ª Temporada:

No primeiro semestre, usavam colete vermelho, blusa branca e um short saia jeans escura (algumas de macacão), os meninos usam o mesmo modelo do colete, mas a blusa tem contorno e calça comprida e todos usam meia branca com tênis vermelho americano.

Voltou a ser usada a partir do fim da temporada e no primeiro semestre da 3ª temporada.

Na segunda metade, o colete vermelho foi substituído por uma blusa xadrez de manga comprida (para elas), já para eles, voltaram a usar o colete, desta vez em cima deste mesmo modelo.

  • 4ª Temporada:

O novo uniforme estreou no segundo semestre daquele ano, eles usam nova blusa xadrez de manga comprida com sapato marrom. As meninas usam o vestido xadrez com avental azul marinho e os meninos usam uma camiseta cinza e calça jeans.

  • 5ª Temporada:

Eles usam blusa branca e botas de borracha, as meninas usam um vestido cinza que mostra a calça e os meninos usavam uma calça cinza, feitas com as cortinas da casa grande.

Produção[editar | editar código-fonte]

Silvio Santos, dono do SBT, desejava inicialmente que a novela fosse chamada de Pequeninas, já que é a tradução literal de "Chiquititas" para português do Brasil.[5] A atriz Flávia Monteiro fez a protagonista adulta desta versão, interpretada por Romina Yan na série original, e tomou aulas de canto para cantar seus temas musicais por si mesma, sem a necessidade de dublá-los.[6] [7]

Em 1998 (segunda temporada), produzida por Roberto Monteiro, foi contratado o roteirista Caio de Andrade para traduzir e adaptar a Novela argentina. Andrade trabalhou no roteiro até última temporada de Chiquititas, em 2000.

As músicas foram traduzidas e adaptadas para o português brasileiro por Caion Gadia[nota 1] ,[8] e de forma diferente da versão original, a maioria dos atores dublaram as vozes de cantores profissionais em seus temas. As exceções foram Flávia Monteiro, Gésio Amadeu, Omar Calicchio, Magali Biff e Débora Olivieri, do elenco adulto.

A novela brasileira começou em 1997, quando a versão argentina estava em sua terceira temporada, e foi filmada em Buenos Aires, nos mesmos estúdios Telefe e locais utilizados para a série original, com Buenos Aires sendo aparecendo como São Paulo no enredo. Com exceção de "Até 10" e "Sinais", todos os videoclipes foram filmados no Brasil, utilizando locais como o parque do Museu Paulista, a Avenida Paulista, o Theatro Municipal de São Paulo e o Memorial da América Latina, entre outros por todo o país. Os clipes "Passarinho", "Liberdade", "Estrela", "Não Pode Ser" e "No Começo" da 5ª temporada, foram filmados em Fernando de Noronha.[9]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Flávia Monteiro interpretou Carolina Correia, funcionária da Fabrica Pureza, que foi fundado por José Ricardo (Rogério Márcico), também dono do orfanato Raio de Luz. Mili (Fernanda Souza) foi a primeira a chegar ao orfanato, que contêm a travessa Bia (Gisele Frade), seguido dos órfãos Ana (Beatriz Botelho), Binho (Luan Ferreira), Cris (Francis Helena), Dani (Giselle Medeiros), Fábio (Fábio Brucci Wu), Janu (Karen Roca), Lúcia (Marina Belluzzo), Maria (Carla Díaz), Marian (Mariane Oliva), Mosca (Pierre Bittencourt), Pata (Aretha Oliveira), Rafa (Filipe Chamas), Samuca (Jonatas Faro), Tati (Ana Olivia Seripieri), Thiago (Thiago Oliveira) e Vivi (Renata Del Bianco), da boneca Laura (Laura Feliciano), da zeladora Ernestina/Matilde (Magali Biff), do cozinheiro Chico (Gésio Amadeu), da diretora Emilia (Maria Estela) e Polyana (Polyana Lopez) que é afilhada de Chico e vai morar no orfanato após seu pai morrer.

Junior Almeida Campos (Alex Benn) é irmão de Gabriela (Cláudia Santos), uma jovem inválida que está sob cuidados de sua tia malvada Carmen (Débora Olivieri) e da governanta Valentina (Neusa Maria Faro). Tobias (Carlos Weigle) é o noivo de María Cecília (Carmela Medeiros), filha de Fernanda Veiga Lopes (Bibi Vogel) a suposta dona da fábrica Pureza. Beto (Jiddu Pinheiro) é um jovem malandro e preguiçoso, mora junto com sua irmã Carolina, Clarita (Luciana Vicente) e Letícia (Cecília Arellano), a mãe de Dani.

Mateus Carrieri atua como Miguel, ex-namorado de Gabriela. Rico e vaidoso, Júlio (Paulo Nigro) é um parente distante da família dos Almeida Campos, filho da prima de Carmen. Juca (Luiz Fernando Petzhold) fugiu do reformatório em que morava. Ele se unirá a Carmen para fazer várias maldades. Mathias (Bruno de Andrade) é um garoto rico que mora com seus pais. Namora Vivi por um tempo, sem saber que ela é órfã. Cinthia (Fabiana Uria) é uma modelo bonita e elegante que precisa interromper sua carreira devido à idade. Usa seu charme para conquistar o empresário Dr. José Ricardo. Ambiciosa e manipuladora, tem o objetivo de conseguir a posse da casa onde funciona o orfanato Raio de Luz, que era propriedade de seus pais, enquanto Fábio Aste interpreta Armando, vilão e braço direito de José Ricardo.

A versão brasileira teve participações de atores argentinos como Alex Benn (Júnior). Pollyana López, que interpretou Poliana, participara do original como Mora.

Música[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os álbuns gravados com a trilha sonora da novela tiveram grande sucesso de público. As canções eram, em sua maioria, gravadas por cantores profissionais adultos, jovens e crianças, e dubladas pelos atores da novela em videoclipes e shows. Quase todas as músicas da trilha sonora originaram videoclipes, que eram exibidos durante os capítulos da trama ou ao final, enquanto apareciam os créditos da novela. A atriz Flávia Monteiro expressou um grande talento também como cantora, quando deixou de dublar as canções para gravá-las com sua própria voz. A atriz Fernanda Souza afirmou no seu twitter, que a voz nas músicas da sua personagem (Mili) que interpretou não era dela. Nota-se que a mesma intérprete tem gravado a música "Estrela" do último álbum da novela. Somente no ano 2000, se lançou na carreira solo com sua própria voz, que inclui um medley de Chiquititas e algumas canções que foram recentemente regravadas para a novela Carrossel.

As coreografias foram todas inspiradas nos antigos musicais estadunidenses e nos passos de Gene Kelly, Donald O'Connor e Fred Astaire. As coreografias eram mais femininas para as garotas e mais acrobáticas para os garotos.[2]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Logo após sua estreia, a telenovela tornou-se extremamente popular atraindo centenas de merchandising e vendendo mais de 3 milhões de álbuns. Ser parte do elenco se tornou um sonho entre muitas crianças brasileiras. E, em 1999, mais de 15.000 pessoas em São Paulo, 10.000 no Rio de Janeiro e 6000 em Recife participaram das audições para a terceira temporada da série, um recorde de maior seleção de elenco.[10] [11] Após as produções musicais lançadas na Argentina, a versão brasileira também teve apresentações musicais ao vivo em seu país, com todo o elenco principal, em 1998, quando a telenovela foi a terceira temporada. O elenco e a equipe deveriam estar em turnê por todo Recife, Fortaleza e Brasília, mas devido a questões orçamentais, a turnê foi cancelada e o grupo se apresentou apenas no Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2000, quando Chiquititas Brasil estava em seu quinto ano, o videoclipe "Adolescente" chegou a ser exibido na antiga MTV Brasil.

Legado[editar | editar código-fonte]

Chiquititas foi uma das telenovelas mais longas da teledramaturgia brasileira, com seus 807 capítulos,[12] seria considerada a telenovela brasileira com mais capítulos exceto pelo fato do SBT interromper a telenovela a partir do final da 2ª temporada em 1998.[13] Neste período de férias de Chiquititas em 1999 e 2000, o SBT apresentava uma produção da Televisa, em 1999 foi Luz Clarita,[14] [15] em 2000 foi O Diário de Daniela[14] Após o encerramento de Chiquititas no final da 5ª temporada em 19 de janeiro de 2001, foi substituída por Gotinha de Amor[16] .

Em termos de Ibope, na 1ª temporada oscilava entre 12 pontos,[17] 17 pontos,[18] com médias acima dos 18 pontos.[13] A 1ª temporada fechou com média de 17 pontos. Sucessivamente, a audiência ia caindo. Já na 3ª temporada obteve 13 pontos de média, chegando a 9 pontos Na 5ª temporada, contra 43 de Uga-Uga da Rede Globo, no mesmo horário,[13] a 5ª temporada teve 10 pontos de média. Além disso, as mexicanas Luz Clarita e O Diário de Daniela registraram maior audiência que Chiquititas, 14 e 12, respectivamente e juntamente com o fim de contrato com a Telefé levaram o SBT à encerrar a telenovela.[13]

O SBT reprisou a primeira temporada de Chiquititas entre 22 de novembro de 2004 à 9 de abril de 2005, substituindo os desenhos animados Scooby-Doo e Os Flintstones, em 126 capítulos, às 18h00 e logo depois às 18h30. A reprise mostrou as histórias das órfãs do orfanato desde o começo. Meses depois, o SBT retirou a novela do ar e fora substituída pelo Programa do Ratinho. A Reprise teve 9 Pontos de média. Na reta final da reprise, os cortes estavam profundos nas cenas, os capítulos estavam sendo emendados uns aos outros e Chiquititas infelizmente foi tirada do ar com apenas um mini-resumo explicando os acontecimentos seguintes a partir dali.

Em 2007 o SBT exibiu Chiquititas 2000, a sexta temporada da versão original. A 7ª temporada não foi exibida pelo fato da temporada só poder ser exibida na Argentina e Israel. No ano seguinte, 2008, o SBT exibiu uma nova temporada, Chiquititas 2006, que recebeu o título de Chiquititas 2008.

Após deixar "Chiquititas" na primeira metade, Paulo Nigro, Renata Del Bianco, Gisele Frade, Beatriz Botelho, Gisele Medeiros, Luan Ferreira e Poliana Lopez montaram o grupo "As Crianças Mais Amadas do Brasil", o elenco realizou diversos shows e lançou um CD com o mesmo nome da banda.[19]

De todo o elenco de Chiquititas que passou na novela de 1997 até 2001, um grande número teve êxito em produções fora do SBT: Fernanda Souza, Débora Falabella, Bruno Gagliasso, os irmãos Sthefany e Kayky Brito, Jonatas Faro, Carla Diaz, Nelson Freitas, Marcos Pasquim, Carmo Dalla Vecchia, Bianca Rinaldi, Elisa Veeck, Ana Olívia Seripieri, Débora Olivieri, Magali Biff, Gésio Amadeu, Bruno Gagliasso, Gustavo Haddad, Imara Reis, Paulo Nigro, Neusa Maria Faro, Rogério Márcico, Thiago Oliveira, Jiddu Pinheiro, Caio Romei, André Cursino, Ângela Correa, Ariel Moshe, Bruna Guasco, Cristina Sano, Fernando Neves, Gerson Steves, Giovanni Delgado, Greta Antoine, Karine Carvalho, Larissa Bracher, Lavínia Pannunzio, Manuela Assunção, Maria Estela, Mateus Carrieri, Nelson Baskerville, Roberto Arduim, Sebastião Campos, Thiago Farias e Thiago Pinheiro.

Diferenças entre a versão brasileira e argentina[editar | editar código-fonte]

  • A personagem Dani (Gisele Medeiros) inicialmente ficaria até a 4ª temporada, assim como sua personagem na Argentina, Sol (Daniella Mastricchio), porém de acordo com uma entrevista que atriz deu, sua teve de voltar para o Brasil antes, sendo assim sua personagem saiu da trama mais cedo. Sendo assim a personagem Maria (Carla Diaz) que iria desenvolver a personagem Nádia, da Argentina (Nadia Di Cello), acabou assumindo ambas as personagens, incluindo a famosa música "Coração com Buraquinhos". Com a entrada de Nádia (Vitória Rocha), aparentemente a situação se normalizou, porém a mesma era a versão brasileira de Mora; sendo assim Nadia acabou sendo dividida entre Maria e Nádia e na quinta temporada as funções da personagem passaram para Bruna.
  • Cris (Francis Helena) também iria permanecer na novela até a 4ª fase, como sua personagem na versão original Georgi (Georgina Mollo); de acordo com a atriz ela acabou crescendo demais, forçando assim o fim antecipado na personagem. Como Tati (Ana Olívia Seripieri), Maru(Marianela Pedano) na versão Argentina, deveria sair na 2ª temporada, mas devido ao grande sucesso da personagem, a mesma foi mantida e assim acabou com a personalidade de romântica da personagem, incluindo a música "Apaixonada por Todos".
  • A personagem Mili (Fernanda Souza) deveria sair no decorrer da 3ª temporada, de acordo com o original, porém devido ao grande número de capítulos das 2 primeiras temporadas a mesma acabou saindo mais cedo da novela, se ausentando de clipes importantes como "Um cantinho de luz", "A nossa idade" e "Chiquititas".
  • Na 1ª temporada, que cai da sacada do orfanato é Jimena (María Jimena Píccolo), a Pata(Aretha Oliveira) da versão original; na versão de 1997 quem cai da sacada e consequentemente fica paralitica é Dani.
  • As personagens Ernestina e Matilde foram muito mais aproveitadas na versão do Brasil do que na Argentina. No original, Ernestina (Gladys Florimonti) aparece somente na 1ª temporada em 1995, e Matilde (Suzana Ortiz) somente na 2ª temporada em 1996, sendo que ambas era pessoas distintas sem ligação alguma. Na versão brasileira ambas as personagens são interpretadas por Magali Biff, sendo irmãs gemêas; a partir da 2ª temporada Matilde se passa por Ernestina até ser desmascarada no fim de 1998. A mudança volta a ocorrer na 4ª temporada; devido a saída de Imara Reis, que interpretava Helena, antecipadamente. Não foi possível conseguir uma atriz para interpretar Martirio, que na versão argetina seria uma nova e cruel diretora do orfanato, sendo assim, colocaram Matilde que até então estava com memória perdida, pensando ser Martírio, na mesma temporada Ernestina volta e acaba sendo sequestrada pela irmã, que se passa por ela novamente.
  • Nota-se também que Ernestina tinha menos destaque na versão original, não sendo considera tanto vilã; tanto que no clipe "Bruxas Malvadas" da Argentina ("Malissima"), só aparece a personagem Carmen.
  • Há uma série de contradições em relação a divisão das 3 primeiras temporadas no Brasil. Na Argentina a primeira temporada se encerra quando José Almeida Campos morre; a segunda temporada gira em torno das mudanças do orfanato e no fim a sua venda; na terceira há a mudança do orfanato e no decorrer da temporada a saída de Mili. No Brasil, quando José morre, no fim de 1997, o SBT não anunciou o início de uma nova temporada e apenas mudou a abertura, algo que o público não encarou como uma nova temporada. Quando ouve a mudança de orfanato, ao invés de inserirem a música Mexe Já, apenas alteraram Mexe Lá. Isso acabou fazendo parecer que terceira fase da novela fosse extremamente pequena, sendo que se seguir a divisão argentina, a temporada tem cerca de 150 capítulos.
  • O final da 4ª fase e o início da 5ª sofreram grandes mudanças. Na primeira versão, o "ciclo" de Belén é encerrado nessa temporada: Temos praticamente um fim da novela, onde Belén Fraga (Romina Yan) adota as crianças, é mostrado o futuro de algumas na "Janela da Esperança". No início da temporada seguinte, apesar da repetição de alguns atores, todos os personagens são "novos", sendo que a única ligação com os personagens anteriores seria o "Livro da Vida". No lugar de Belen entra Ana Pizarro (Grecia Colmenares) que cuida das crianças no celeiro. No remake brasileiro, não houve o fim de ciclo: ao fim da 4ª temporada os bens de Helena, incluindo o orfanato vão a leilão, forçando a todos fugirem de lá. Logo as crianças, com ajuda de Estrela (Débora Falabella), fogem para o celeiro do avô dela, dando continuidade a história. Carolina (Flávia Monteiro) também está presente nesta temporada.
  • Talvez a maior mudança seja em torno do final da novela. No Brasil se encerra na 5ª temporada, a do Celeiro, deixando algumas pontas soltas assim. O que aconteceu foi que no decorrer da 6ª temporada Argentina, uma crise assolou o país, fazendo com que os custos da novela fosse cortados. Os desentendimentos com a autora foram tão grandes que, a 7ª temporada que encerraria a trama foi duramente encurtada tendo apenas 10 capítulos. A essa altura o Brasil que iniciava as gravações da 6ª temporada teve de "voltar" e refazer o final da 5ª para concluir de uma forma que tivesse sentido. Se o remake continuasse por mais 2 anos, o final da 5ª temporada seria mais trágico, se seguisse a linha argentina: Carolina e Ryan morreriam em um acidente de avião, Cora colocaria fogo no celeiro e mandariam os órfãos para um reformatório (ficou conhecido como Orfanato Negro no original). Após conseguirem fugir de lá voltam para o antigo orfanato "Raio de Luz", até se deparem com Luz, que seria uma substituta para Carol. Já no final da trama, Mili e alguns do ex-órfãos voltariam para ajudar a crianças saírem das garras de uma nova diretora tirana; algo que seria curioso pois os personagens já se conheceriam.

Remake[editar | editar código-fonte]

Anunciada em 19 de agosto de 2012, no ano em que Chiquititas Brasil completou 15 anos de sua exibição original, a nova versão foi realizada para substituir Carrossel, que estava no ar desde 15 de Julho de 2013. A trama é readaptada pela autora Iris Abravanel. As atrizes Fernanda Pontes, Lissah Martins (ex-integrante do grupo Rouge) e Tammy di Calafiori participaram dos testes para ser a nova protagonista adulta da novela, interpretada por Flávia Monteiro na versão brasileira anterior, e imortalizada por Romina Yan no original argentino.[20] Lissah, Fernanda e Tammy acabaram indisponíveis devido à agenda de shows da primeira com o retorno do Rouge, a permanência da segunda na Rede Globo para a novela Flor do Caribe, e a opção da última por se dedicar ao teatro.[21]

Após meses de rumores, o SBT confirmou a atriz Manuela do Monte no papel da garçonete do café botique, futura diretora do lar e figura materna dos órfãos.[22] [23]

A inesquecível Mili, anteriormente interpretada por Agustina Cherri e por Fernanda Souza, é vivida por Giovanna Grigio, que já apresentou o Band Kids, infantil da Rede Bandeirantes.[24]

João Acaiabe interpreta Chico, o adorável cozinheiro do orfanato, que é padrinho de Carolina e querido pelas chiquititas. O papel foi interpretado anteriormente por Gésio Amadeu, adaptado do personagem originalmente vivido por Alberto Fernández de Rosa. Acaiabe foi indicado pelo próprio Gésio, que chegou a ser convidado pelo SBT para reprisar o papel, mas o ator já estava escalado para Flor do Caribe, da Rede Globo.[25]

Lisandra Parede, que interpretou Débora em Rebelde, versão brasileira da Rede Record para a história original igualmente criada e produzida por Cris Morena, e Pedro Lemos também integram o elenco adulto. Lisandra é a secretária Maria Cecília, vivida por Carmela Medeiros em 1997, e por Guadalupe Uria no original. Pedro interpreta seu namorado Tobias, vivido anteriormente por Carlos Weigle em Chiquititas Brasil, e por Octavio Borro em Chiquititas. Também de Rebelde, o ator Paulo Leal assume o papel do carismático fisioterapeuta Fernando Brausen, anteriormente vivido por Fernán Mirás na novela argentina, e por Nelson Freitas em Chiquititas Brasil.

O mascarado Miguel, um personagem original de Chiquititas Brasil vivido por Mateus Carrieri, é interpretado por Daniel Andrade.[26]

Giovanna Gold vive a vilã Carmem Almeida Campos, irmã de José Ricardo, que após sua morte busca de todas as formas impedir que sua sobrinha Gabi e a chiquitita Mili descubram que são mãe e filha. A personagem foi vivida originalmente por Hilda Bernard, e por Débora Olivieri na versão brasileira. Sandra Pêra é a governanta dos Almeida Campos, Valentina, anteriormente interpretada por Mabel Landó, e por Neusa Maria Faro. João Gabriel Vasconcellos é Armando, vivido por Fabio Aste em Chiquititas Brasil, e por Hugo Consiansi em Chiquititas.

O ator Guilherme Boury é Junior, namorado de Carolina na primeira temporada da novela. O filho de José Ricardo, o proprietário do orfanato que não aceita o namoro dos dois, foi interpretado por Alex Benn em Chiquititas Brasil, e por Gabriel Corrado na novela argentina.[27]

O ator Roberto Frota interpreta José Ricardo Almeida Campos, vivido por Rogério Márcico na versão anterior, e por Jorge Rivera López na versão original.[28]

Os últimos apresentadores da TV Globinho, Emílio Eric Surita e Letícia Navas, interpretam Beto e Clara, respectivamente.[29] Clara era amiga de Carolina, professora de dança das chiquititas em 1997, foi vivida por Luciana Vicente, e por Trinidad Alcorta na história original. Jiddu Pinheiro interpretou Beto, o irmão atrapalhado de Carolina, vivido originalmente por Guido Kaczka.

A ex-integrante do Trem da Alegria, Amanda Acosta, é Letícia, amiga de Carolina e mãe da chiquitita Dani.[30]

Os atores da novela Carrossel, Jean Paulo Campos (Cirilo) e Larissa Manoela (Maria Joaquina) foram os primeiros membros do elenco infantil oficialmente confirmados no projeto.[31] Mas em sua fase pós-produção do elenco, os atores de Carrossel foram descartados do remake.[32]

Anna Livya Padilha, intérprete da assustadora menina-fantasma da famosa pegadinha do elevador no Programa Silvio Santos, foi a primeira integrante do elenco infantil oficialmente confirmada após os anúncios de Larissa Manoela e Jean Paulo Campos. Anna Livya interpretará a mimada Janu, vizinha do orfanato Raio de Luz, vivida por Karen Roca na terceira temporada de Chiquititas Brasil e por Valeria Díaz no original. Ao contrário da versão anterior, todas as crianças interpretarão os temas da novela, que também conta com composições inéditas.[33]

Notas

  1. Caion Gadia faleceu em 29 de agosto de 2007, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Referências

  1. Mariana Scalzo (27 de julho de 1997). 'Chiquititas' é 'Carrossel' reciclado Folha de São Paulo. Visitado em 21 de abril de 2015.
  2. a b Guia do orfanato - Revista Veja (10/12/1997)
  3. Remake de "Chiquititas" substituirá "Carrossel"; estreia está prevista para junho de 2013 UOL (19 de setembro de 2012). Visitado em 20 de setembro de 2012.
  4. SBT fará remake de "Chiquititas" para substituir "Carrossel" em 2013 UOL NaTelinha (19 de setembro de 2012). Visitado em 20 de setembro de 2012.
  5. Chiquititas: Veja as meninas da novela 15 anos após a estreia QUEM (27/07/2012).
  6. As mordomias da chiquitita ZAZ - ISTOÉ GENTE.
  7. Musa infanto-juvenil A Notícia.
  8. Morre diretor musical do SBT Caion Gadia Folha de S. Paulo.
  9. Destaque para a natureza A Notícia.
  10. Sonho de gatinha Revista Veja (15/04/1998).
  11. Chiquititas: um fenômeno DP (5 de Julho de 1998).
  12. Nilson Xavier. Chiquititas Teledramaturgia. Visitado em 29 de janeiro de 2014.
  13. a b c d Nilson Xavier. Chiquititas Teledramaturgia. Visitado em 29 de janeiro de 2014.
  14. a b Francisco Martins da Costa (22 de novembro de 1999). "Luz Clarita" substitui "Chiquititas" de novo Folha de São Paulo UOL. Visitado em 29 de janeiro de 2014.
  15. SBT põe no ar 'Chiquititas mexicanas' Folha de São Paulo UOL (3 de janeiro de 1999). Visitado em 29 de janeiro de 2014.
  16. Daniel Castro (11 de janeiro de 2001). Com "Éramos Seis", SBT ensaia volta de novelas Folha de São Paulo UOL. Visitado em 29 de janeiro de 2014.
  17. Daniel Castro (28 de dezembro de 1997). O SBT CONTRA-ATACA Folha de São Paulo UOL. Visitado em 29 de janeiro de 2014.
  18. Mariana Scalvo (7 de dezembro de 1997). 'Chiquititas' inaugura nova fase Folha de São Paulo UOL. Visitado em 29 de janeiro de 2014.
  19. Domingo é dia de ver Chiquititas JC OnLine (5 de julho de 1998).
  20. Flávio Ricco (10/11/2012). Atriz Fernanda Pontes faz teste para "Chiquititas" Televisão UOL. Visitado em 2 de Julho de 2014.
  21. Gustavo Vidal (14 de novembro de 2012). Ex-Rouge, Lissah Martins, pode ser protagonista da nova versão de Chiquititas Blog TV Tudo. Visitado em 2 de Julho de 2014.
  22. Manuela do Monte, ex-Globo, deve ser protagonista de 'Chiquititas' no SBT Pure People (10 janeiro 2013). Visitado em 2 de Julho de 2014.
  23. Beatriz Bourroul (29/01/2013). Chiquititas: Manuela do Monte será a nova Carolina Revista Quem Acontece. Visitado em 2 de Julho de 2014.
  24. SBT divulga nomes do elenco de ‘Chiquititas’ CARAS Online (7 de Fevereiro de 2013). Visitado em 2 de Julho de 2014.
  25. Renan Botelho (26 de Fevereiro de 2013). Gésio Amadeu, o Chefe Chico de 'Chiquititas', trocou remake por novela global CARAS Online. Visitado em 2 de Julho de 2014.
  26. Renan Botelho (23 de Abril de 2013). Vejam quem são os atores do remake de Chiquititas Folha de S. Paulo. Visitado em 2 de Julho de 2014.
  27. Guilherme Boury já estuda capítulos de 'Chiquititas': 'O Youtube salva', brinca CARAS Online (9 de Janeiro de 2013). Visitado em 2 de Julho de 2014.
  28. Flávio Ricco e Colaboração José Carlos Nery (9 de Janeiro de 2013). SBT repete atores de “Carrossel” no elenco de “Chiquititas” Bem Paraná. Visitado em 2 de Julho de 2014.
  29. SBT contrata apresentadores da "TV Globinho" para a novela "Chiquititas" natelinha (13 de Janeiro de 2013). Visitado em 2 de Julho de 2014.
  30. Carol Gregnanin (17 de Janeiro de 2013). Exclusivo: SBT contrata filho de Emilio Surita, Letícia Navas e Amanda Acosta para o elenco de 'Chiquititas' IG Colunistas. Visitado em 2 de Julho de 2014.
  31. Atores que interpretam Cirilo e Maria Joaquina estarão em "Chiquititas" natelinha (19 de Outubro de 2012). Visitado em 2 de Julho de 2014.
  32. Francisco Almeida (24 de Abril de 2012). [tvfoco.pop.com.br/audiencia/larissa-manoela-e-jean-paulo-campos-nao-vao-participar-de-chiquititas/ Larissa Manoela e Jean Paulo Campos não vão participar de “Chiquititas”] TV Foco. Visitado em 2 de Julho de 2014.
  33. Elenco infantil cantará músicas de Chiquititas Folha Online (12/02/2013). Visitado em 2 de Julho de 2014.