Malcolm X

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Malcolm X
Nome completo Al-Hajj Malik El-Shabazz
Nascimento 19 de Maio de 1925
Omaha, Nebraska
 Estados Unidos
Morte 21 de fevereiro de 1965 (39 anos)
Nova Iorque, NY
 Estados Unidos
Nacionalidade Povo dos Estados Unidos norte-americano
Ocupação Ativista político
Defensor dos Direitos dos Negros
Ideias notáveis Analogia dos dois escravos
Assinatura
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Al Hajj Malik Al-Shabazz, mais conhecido como Malcolm X (originalmente registrado Malcolm Little; Omaha, 19 de maio de 1925Nova Iorque, 21 de fevereiro de 1965), foi um dos maiores defensores do Nacionalismo Negro nos Estados Unidos. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração Separatista. Ele era um defensor dos direitos dos afro-americanos, um homem que conseguiu mobilizar os brancos americanos sobre seus crimes cometidos contra os negros. Em 1998, Paul Gray, da influente revista Time, colocou a Autobiografia de Malcolm X entre os 10 livros de não ficção mais importantes do século XX[1] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Malcolm X nasceu em Omaha, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos. Com apenas seis anos, o seu pai, Earl Little, um dedicado trabalhador para UNIA (Associação Universal para o Progresso Negro) foi violentamente assassinado. Após um brutal espancamento, foi atirado para a linha de comboio. Apesar do seu corpo ter sido quase dividido em dois, não morreu de imediato, e morreu em agonia umas horas mais tarde.

Louise Little, mãe de Malcolm, aos 34 anos assumiu o sustento dos seus oito filhos. Por ter sido concebida do estupro de uma mulher negra por um homem branco, ela possuía pele clara e encontrava empregos domésticos. Os empregos duravam até descobrirem que ela era de origem negra. Louise também passou a receber dois cheques, um pensão de viúva, outro da assistência social. Este dinheiro não era suficiente, e com seu desemprego frequente a família tornou-se praticamente indigente. As assistentes sociais do governo tentavam convencer Louise a encaminhar seus filhos para lares adoptivos, ao que ela se opunha. Posteriormente passaram a questionar sua sanidade mental. Louise passou por intensas pressões que a levaram a um colapso nervoso e foi internada em um hospital para doentes mentais. Nessa altura, Malcolm já havia sido adotado e, em 1937, viu sua família ser separada.

Os dois irmãos mais velhos, Wilfred e Hilda foram deixados à própria sorte: Philbert foi levado para casa da família em Lansing; Reginald e Wesley foram viver com a família Williams; Yvone e Robert com a família McGuire.

Universidade das ruas[editar | editar código-fonte]

Na escola, Malcolm era o que se considerava um bom aluno e geralmente tirava notas altas. E assim foi até o dia em que disse a um professor que desejava ser advogado. Este lhe disse ser absurdo a ideia de um negro ser advogado e que o máximo que ele poderia chegar era carpinteiro. Esta declaração mudou seu comportamento fazendo com que se transformasse de um "bom aluno" em um "garoto problema". Quando terminou a oitava série, Malcolm foi morar em Boston na casa de sua meia-irmã Ella. Fez amizade com Shorty e por influencia deste e de outros boêmios de Boston ele esticou os cabelos, passou a beber, fumar, usar roupas extravagantes, jogar cartas, jogo dos números e aprendeu a dançar muito bem. Um efeito colateral do produto que Malcolm e outros usavam para esticar o cabelo era o de deixa lo vermelho. Sua melhor parceira era Laura, uma jovem negra que morava com a avó e sonhava formar-se na universidade. Ele a conheceu na sorveteria onde ela trabalhava e a namorou, levou-a aos bailes. Numa destas festas, a deixou por uma mulher branca chamada Sophia. Laura, no futuro próximo, cairia na prostituição. Malcolm confessou: “Umas das vergonhas que tenho carregado é o destino de Laura..., tê-la tratado da maneira como tratei por causa de uma mulher branca foi um golpe forte demais”. Malcolm entre outros empregos, a exemplo de engraxate, trabalhou na ferrovia. Nesse emprego ele conheceu vários lugares, entre eles o Harlem, lugar que ele passou a visitar sempre que podia. Nas noites do Harlem ele conheceu muita gente, entre os quais varios musicos (muito deles famosos) e criminosos. Ali, suas roupas de cores fortes e o cabelo esticado e vermelho chamavam a atenção naqueles ambientes mais sobrios e ele logo passou a ser conhecido por "Red". Apaixonado pelo Harlem ele resolve se mudar para lá. Alugou um apartamento onde várias das inquilinas eram prostitutas. Sophia ia de Boston para o Harlem visitá-lo. Algum tempo depois, Sophia casou com outra pessoa e manteve Malcolm como amante. No Harlem, Malcolm também morou na casa de Sammy, um amigo cafetão, e entrou para a “vida do crime”, tornou-se traficante. Aproveitou o bilhete que ganhou, quando trabalhou na ferrovia, e foi traficar nos trens. Estava cada dia mais difícil vender nas ruas, a polícia estava “fechando o cerco”, os artistas que conhecia – seus clientes – adoraram a ideia. Naquele tempo, temia três coisas: cadeia, emprego e o exército. Fingiu-se de louco para se livrar do serviço militar.

Depois do término das viagens traficando, perdeu a conta dos golpes que deu no Harlem. Não podia mais vender maconha, a polícia já o conhecia. Passou a praticar seus primeiros assaltos, e se preparava para esses trabalhos com drogas mais fortes. Era viciado no jogo dos números, quando ganhava, convidava Sophia para passar alguns dias em Nova York. Sua vida marginal levou-o a se meter em tantas encrencas no Harlem que acabou ficando num “beco sem saída”, estava “jurado de morte”. Sammy ligou para seu velho amigo Shorty vir buscá-lo, levá-lo de volta para Boston. Em Boston, foi morar com Shorty em seu apartamento. Quase todos os dias assim que o amigo saia para trabalhar, como saxofonista, Sophia encontrava-se com Malcolm, e ele arrancava-lhe todo o dinheiro. O marido de Sophia havia arrumado emprego de vendedor, e viajava constantemente.

Para sair da inatividade Malcolm propôs a Shorty que assaltassem casas. Formaram um grupo com a participação de Rudy, amigo de Shorty, Sophia e sua irmã. Sophia havia apresentado sua irmã para Shorty e os dois passaram a namorar. O primeiro trabalho foi um sucesso, e depois vieram outros e outros. “Todo ladrão espera o dia em que será apanhado”. Chegou o dia inevitável de Malcolm, Shorty e Sophia e sua irmã, somente Rudy conseguiu escapar. As duas mulheres tiveram penas reduzidas, pegaram de um a cinco anos. Malcolm disse: “Apesar de serem ladras eram brancas”. Quanto aos dois negros, seu próprio advogado de defesa confessou: “Vocês não deviam ter se metido com mulheres brancas”. Shorty pegou de oito a dez anos, e Malcolm onze anos.

Em sua auto biografia Malcolm revela que, nesse período da sua vida, nunca chegou a matar ninguém e que poderia tê-lo feito para escapar da policia.

A importância da leitura[editar | editar código-fonte]

Malcolm X em 1964

Na prisão por causa de sua atitude rebelde e antirreligiosa, Malcolm ficou conhecido como Satã. Philbert escreveu-lhe uma carta dizendo que descobrira a verdadeira religião do homem negro. Ele pertencia a Nação do Islã, Malcolm respondeu a carta com palavrões. Dias depois recebeu outra carta, desta vez escrita por seu irmão mais novo, Reginald: “Não coma carne de porco e pare de fumar que eu lhe mostrarei como sair da prisão”. Estas palavras ficaram em sua cabeça. Reginald sabia como funcionava a mente marginal do irmão, havia passado uma temporada com ele no Harlem. Quando foi visitá-lo Malcolm estava ansioso para saber como não comendo carne de porco livrar-se-ia da prisão. Afinal qual golpe havia tramado, e passou a ouvir Reginald falar sobre Elijah Muhammad. Seu irmão contou que: Alá viera para a América e se apresentou a um homem chamado Elijah – um homem negro – afirmando que o homem branco é o demônio.

A mente de Malcolm, involuntariamente, recordou todos os homens brancos que conheceu. Ao ir embora Reginald deixou seu irmão pensando, com seus primeiros pensamentos sérios. Malcolm pensou nos brancos que tinham internado sua mãe, os que tinham matado seu pai, os brancos que haviam destruído sua família, em seu professor branco que assegurou que: “é absurda a ideia um negro pensar em ser advogado”. Apesar de suas notas altas, Malcolm deveria ambicionar ser carpinteiro.

Quando Reginald voltou, viu o efeito que suas palavras haviam provocado em seu irmão, e falou mais sobre o demônio que é o homem branco. Seus outros irmãos também passaram a escrever, a falar sobre o honrado Elijah Muhammad. Todos recomendaram seus ensinamentos que classificavam como o verdadeiro conhecimento do homem negro. Malcolm titubeou, no entanto, acabou se convertendo ao islã, tornou-se muçulmano negro.

Graças aos esforços de Ella, Malcolm conseguiu ser transferido para uma prisão colônia de Norfolk que era de reabilitação profissional, muito melhor do que as outras por onde havia passado, e a biblioteca era um de seus elementos principais. Para responder as cartas, e se corresponder com Elijah Muhammad começou a ler muitos livros, tornou-se um leitor voraz, em seus anos de prisão, leu desde os clássicos aos mais populares.

Sobre os filósofos fez o seguinte comentário: “Conheço todos, não respeito nenhum”, disse também: “A prisão depois da universidade é o melhor lugar para uma pessoa ir, se ela estiver motivada, pode mudar sua vida”; “as pessoas não compreendem como toda a vida de um homem pode ser mudada por um único livro”. Além da leitura, copiou um dicionário inteiro para compreender melhor os livros.

Em 1952, Malcolm foi libertado e saiu em caravana para visitar o Templo Número Dois, como eram chamadas as mesquitas. Ele finalmente ia ouvir Elijah Muhammad que ao final de sua fala chamou Malcolm, pediu que ficasse em pé, e diante dos olhares de cerca de duzentos muçulmanos, contou uma parábola a seu respeito.

A partir de então, Malcolm passou a colaborar com Templo Número Um, ele participava da “pescaria” que era atrair os jovens, e se saia muito bem, afinal, conhecia a “linguagem dos guetos”. Recrutava nos bares, nos salões de bilhar e esquinas dos guetos, o Templo Número Um, de Detroit, em três meses triplicou o número de fiéis. Malcolm já havia recebido da Nação do Islã o seu “X” que significava seu verdadeiro nome de família africana que Deus lhe revelaria. Para ele o “X” substituía o Little, o pequeno, herança escravocrata.

No verão de 1953, Malcolm X foi nomeado ministro assistente do Templo Número Um e passou a frequentar a casa de Elijah Muhammad, onde era tratado como filho. Malcolm devido à sua fidelidade, inteligência, oratória, cultura, personalidade, obteve um desempenho extraordinário na Nação do Islã que resultou em uma ascensão meteórica. Em curto intervalo de tempo tornou-se o principal ministro de Muhammad, levando-o a ser transferido para o templo de Nova York – o mais importante.

Em meio a sua vida agitada, Malcolm passou a reparar em uma moça chamada Betty, o interesse era recíproco. Consultou Muhammad e casou em janeiro de 1958. Mal se casou, e Malcolm estava, em toda parte, trabalhando pelo crescimento da Nação do Islã. Em suas polêmicas diárias o que mais o irritava, eram certos líderes negros os quais acusava que: “suas organizações tinham corpo negro com cabeça branca”.

Elogio e traição[editar | editar código-fonte]

Malcolm fundou um jornal chamado “Muhammad Fala” que levou revistas mensais a darem reportagens de capa sobre os muçulmanos negros. Não demorou muito para que Malcolm fosse convidado para participar de mesas redondas de rádio, televisão e universidades, entre elas Harvard, para defender a Nação do Islã, enfrentando intelectuais negros e brancos.

Elijah Muhammad disse para Malcolm: “Quero que você se torne muito conhecido, pois você se tornando conhecido, também me tornará conhecido”. Malcolm tornou-se realmente conhecido, tornou-se uma personalidade americana que muitas vezes chamou a atenção do cenário mundial, mais do que Martin Luther King e o presidente John F. Kennedy.

O seu destaque gerou ciúmes no próprio Elijah que não possuía a coragem e perspicácia de Malcolm para discutir, por exemplo, com professores universitários. A intensa exposição e repercussão da figura de Malcolm X contribuíram para alimentar entre os enciumados muçulmanos negros o boato que ele tentaria tomar o controle da Nação do Islã.

Duas antigas secretárias de Muhammad entraram com processo de paternidade. Malcolm ao conversar com elas descobriu que enquanto Elijah Muhammad o elogiava pela frente, tentava destruí-lo pelas costas, e aguardava o momento oportuno para afastá-lo. A morte de John Kennedy e a declaração polêmica de Malcolm a respeito foi o ensejo. Perguntado sobre a morte de Kennedy, ele respondeu com ironia: “As galinhas voltam para dormir em casa”, um ditado americano cujo significado se parece com o do nosso “Aqui se faz, aqui se paga”. Ou seja, Malcolm insinuou que Kennedy morreu por conseqüência de seus próprios atos, porque falhou ao combater a violência nos Estados Unidos. A declaração foi mal recebida, inclusive pela população negra, que se voltou contra a Nação do Islã. Irritado, Elijah ordenou que Malcolm se calasse por 90 dias.

Ele que tanto se dedicou e com certeza foi uns dos principais (senão o principal responsável) pelo crescimento da Nação do Islã, foi afastado. Malcolm em seu trabalho árduo, praticamente, não adquiriu bens materiais. Bens que poderiam gerar algum conforto à sua família, no caso de sua falta, porém sempre acreditou que se alguma fatalidade lhe ocorresse, os muçulmanos negros cuidariam de sua família.

Malcolm ficou sabendo do seu banimento através da imprensa. Sofreu humilhações públicas com manchetes como: “Malcolm silenciado”. Os muçulmanos negros também conspiraram para que ele fosse considerado traidor, a punição para a traição é o ostracismo e a morte.

Viagem a Meca[editar | editar código-fonte]

Patrocinado pela sua meia-irmã Ella, Malcolm viajou para Meca com o objetivo de conhecer melhor o Islã. Agora admitia que Elijah Muhammad havia deturpado esta religião nos Estados Unidos. Ao voltar de sua viagem, estava para iniciar uma nova fase em sua vida. Em uma entrevista coletiva, perguntaram-lhe: “Você ainda acredita que os brancos são demônios?” E ele respondeu: “Os brancos são seres humanos na medida em que isto for confirmado em suas atitudes em relação aos negros”.

Movido por suas novas ideias, Malcolm fundou a Organização da Unidade Afro-Americana: grupo não religioso e não sectário – criado para unir os afro-americanos –, contudo, em 21 de fevereiro de 1965, na sede de sua organização, Malcolm recebeu 16 tiros de balas de calibre 38 e 45, com a maioria deles a atingi-lo no coração. Malcolm foi assassinado – com apenas 39 anos – em frente de sua esposa Betty, que estava grávida, e de suas quatro filhas, por três membros da Nação do Islão. Escreveu MS Handler: “Balas fatais acabaram com a carreira de Malcolm X antes que ele tivesse tempo para desenvolver suas novas idéias”.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Ideias defendidas[editar | editar código-fonte]

Malcolm X numa Conferência em 1964.

Dentre as preleções proferidas por Malcolm X, a mensageem a Grass Roots, proferida em 10 de novembro de 1963 durante a Northern Negro Grass Roots Leadership Conference, na Igreja Batista Rei Salomão de Detroit, Michigan[2] , foi ranqueada em 91º lugar dentre os 100 maiores discursos estadunidenses do século XX, numa pesquisa feita entre 137 estudiosos do país.[3]

Nesta fala, Malcolm descreve a diferença entre a "revolução Black" e a "revolução do Negro", acentuando o contraste entre o "negro da casa" e o "negro do campo" durante a escravidão africana e nos tempos contemporâneos, criticando a Marcha sobre Washington daquele ano.

Importância histórica de Malcolm X[editar | editar código-fonte]

Malcolm X com o outro importante ativista americano Martin Luther King Jr..

Malcolm X conduziu uma parte do movimento negro nas décadas de 50 e 60, defendendo três pontos fundamentais:

  • O islamismo;
  • A violência como método para auto-defesa e;
  • O socialismo

Apesar da religião ter sido a porta de entrada para Malcolm X perceber todos os problemas sociais enfrentados pelos negros, pouco a pouco, ele percebeu a questão do negro não era uma questão apenas de carácter teológico, mas sim, uma questão política, econômica e civil. Foi a partir daí que os meios de comunicação exploraram suas declarações mais ácidas. Malcolm percebeu que a violência não era uma forma de barbárie, mas um meio legítimo de conquistas, pois todas as mudanças históricas se deram de maneira violenta. A violência proposta era, portanto, uma metodologia de transformação e não uma barbárie gratuita.

O socialismo de Malcolm foi consequência da evolução de seu pensamento, após ser traído por membros da Mesquita Templo Número Dois, gradativamente ele percebeu que a questão do negro passava pela estrutura do capitalismo. Desta nova forma de pensar surgiu a Organização da Unidade Afro-Americana, um grupo não religioso e não sectário, focada nos problemas sociais das minorias sociais na sociedade capitalista americana. A sua opção pela violência e pelo socialismo foi de vital importância para os rumos que os movimentos negros tomaram ao fim da década de 60, tal como os "Panteras Negras", também partidários da violência enquanto método e do socialismo enquanto ideologia política.

Malcolm X Boulevard no Harlem batizada assim em homenagem ao ativista americano.

Literatura em inglês[editar | editar código-fonte]

  • Autobiography of Malcolm X (co-autor Alex Haley) ISBN 0-8124-1953-7
  • Acuna, Rodolfo. Occupied America: A History of Chicanos. New York: Harper & Row, 1981.
  • Alkalimat, Abdul. Malcolm X for Beginners. New York: Writers and Readers, 1990.
  • Asante, Molefi K. Malcolm X as Cultural Hero: and Other Afrocentric Essays. Trenton, N.J.: África World Press, 1993.
  • Baldwin, James. One Day, When I Was Lost: A Scenario Based On Alex Haley's "The Autobiography Of Malcolm X". New York: Dell, 1992.
  • Breitman, George, ed. Malcolm X Speaks. New York: Merit, 1965.
  • Breitman, George. The Last Year of Malcolm X: The Evolution of a Revolutionary. New York: Pathfinder, 1967.
  • Breitman, George and Herman Porter. The Assassination of Malcolm X. New York: Pathfinder, 1976.
  • Brisbane, Robert. Black Activism. Valley Forge, Pennsylvania: Judson Press, 1974.
  • Carson, Claybourne. Malcolm X: The FBI File. New York: Carroll & Graf, 1991.
  • Carson, Claybourne, et al. The Eyes on the Prize Civil Rights Reader. New York: Penguin, 1991.
  • Clarke, John Henrik, ed. Malcolm X; the Man and His Times. New York: Macmillan, 1969.
  • Cleage, Albert B. and George Breitman. Myths About Malcolm X: Two Views. New York: Merit, 1968.
  • Collins, Rodney P. The Seventh Child. New York: Dafina; London: Turnaround, 2002.
  • Cone, James H. Martin & Malcolm & America: A Dream or A Nightmare. Maryknoll, N.Y.: Orbis Books, 1991.
  • Davis, Thulani. Malcolm X: The Great Photographs. New York: Stewart, Tabon and Chang, 1992.
  • Decaro, Louis A. On The Side of My People: A Religious Life of Malcolm X. New York: New York University, 1996.
  • Doctor, Bernard Aquina. Malcolm X for Beginners. New York: Writers and Readers, 1992.
  • Dyson, Michael Eric. Making Malcolm: The Myth and Meaning of Malcolm X. New York: Oxford University Press, 1996.
  • Essien-Udom, E. U. Black Nationalism. Chicago: University of Chicago Press, 1962.
  • Evanzz, Karl. The Judas Factor: The Plot to Kill Malcolm X. New York: Thunder's Mouth Press, 1992.
  • Franklin, Robert Michael. Liberating Visions: Human Fulfillment And Social Justice In African-American Thought. Minneapolis, MN : Fortress Press, 1990.
  • Friedly, Michael. The Assassination of Malcolm X. New York: Carroll & Graf, 1992.
  • Gallen, David, ed. Malcolm A to Z: The Man and His Ideas. New York: Carroll and Graf, 1992.
  • Garrow, David. Bearing the Cross: Martin Luther King, Jr. and the Southern Christian Leadership Conference. New York: Vintage, 1988.
  • Goldman, Peter. The Death and Life of Malcolm X. Urbana: University of Illinois Press, 1979.
  • Hampton, Henry and Steve Fayer. Voices of Freedom: Oral Histories from the Civil Rights Movement from the 1950s Through the 1980s. New York: Bantam, 1990.
  • Harding, Vincent, Robin D. G. Kelley and Earl Lewis. We Changed the World: African Americans, 1945-1970. The Young Oxford History of African Americans, v. 9. New York: Oxford University Press, 1997.
  • Hill, Robert A. Marcus Garvey: Life and Lessons. Los Angeles: University of California Press, 1987.
  • Jamal, Hakim A. From The Dead Level: Malcolm X and Me. New York: Random House, 1500.
  • Jenkins, Robert L. The Malcolm X Encyclopedia. Westport, Conn.: Greenwood Press, 2007.
  • Karim, Benjamin with Peter Skutches and David Gallen. Remembering Malcolm. New York: Carroll & Graf, eu nasci ou ou oou ou.
  • Kly, Yussuf Naim, ed. The Black Book: The True Political Philosophy of Malcolm X (El Hajj Malik El Shabazz). Atlanta: Clarity Press, 1986.
  • Leader, Edward Roland. Understanding Malcolm X: The Controversial Changes in His Political Philosophy. New York: Vantage Press, 1993.
  • Lee, Spike with Ralph Wiley. By Any Means Necessary: The Trials and Tribulations of The Making Of Malcolm X. New York, N.Y.: Hyperion, 1992.
  • Lincoln, C. Eric. The Black Muslims in America. Boston, Beacon. 1961.
  • Lomax, Louis. When the Word is Given. Cleveland: World, 1963.
  • Maglangbayan, Shawna. Garvey, Lumumba, and Malcolm: National-Separatists. Chicago, Third World Press 1972.
  • Marable, Manning. On Malcolm X: His Message & Meaning. Westfield, N.J.: Open Media, 1992.
  • Martin, Tony. Race First. Westport, Connecticut: Greenwood, 1976.
  • Perry, Bruce. Malcolm: The Life of A Man Who Changed Black America. New York: Station Hill, 1991.
  • Randall, Dudley and Margaret G. Burroughs, ed. For Malcolm; Poems on The Life and The Death of Malcolm X. Preface and Eulogy By Ossie Davis. Detroit: Broadside Press, 1967.
  • Sales, William W. From Civil Rights To Black Liberation: Malcolm X And The Organization Of Afro-American Unity. Boston, MA: South End Press, 1994.
  • Shabazz, Ilyasah. Growing Up X. New York: One World, 2002.
  • Strickland, William, et al. Malcolm X: Make It Plain. Penquin Books, 1994.
  • T'Shaka, Oba. The Political Legacy of Malcolm X. Richmond, Calif.: Pan Afrikan Publications, 1983.
  • Tuttle, William. Race Riot: Chicago, The Red Summer of 1919. New York: Atheneum, 1970.
  • Vincent, Theodore. Black Power and the Garvey Movement. San Francisco: Ramparts, 1972.
  • Wood, Joe, ed. Malcolm X: In Our Own Image. New York: St. Martin's Press, 1992.
  • Woodward, C. Vann. Origins of the New South. Baton Rouge: Louisiana State University Krisly Burnt.

Filmes[editar | editar código-fonte]

  • Malcolm X - A Morte do Profeta (1981)[5]
    • Diretor : Woody King Jr.
    • Elenco : Morgan Freeman como Malcolm X, Yolanda King, Mansoor Najee-Ullah, Sam Singleton, Ossie Davis, Tommie Hicks, Yusef Iman, Sonny Jim Gaines, Kirk Kirksey, Charles Griffin, James Dejongh, Salaelo Maredi

Livro[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Time Magazine., GRAY, Paul. Required Reading: Nonfiction Books. Time Magazine, June 08, 1998. Acesso em 24 fev. 2014.
  2. George Breitman , Grove Weidenfeld, Malcolm X Speaks, Nova Iorque: 1990. ISBN 0-8021-3213-8
  3. University of Wisconsin–Madison (15 de dezembro de 1999). Top 100 American speeches of the 20th century. Visitado em 05/05/2010.
  4. Internet Movie Database. Malcolm X (1992) - Full Cast and Crew. Disponível em: IMDb Acesso em 9 de maio de 2014
  5. Internet Movie Database. Death of a Prophet (1981 TV Movie) - Full Cast and Crew. Disponível em: IMDb Acesso em 9 de maio de 2014

Ver também[editar | editar código-fonte]

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