Maus

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Maus
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Representação da suástica nazista presente na capa de Maus
Editora Pantheon Books
Formato de publicação série limitada
Publicação original 1986
Gênero (s) Livro de memórias, autobiografia
Equipe criativa
Argumentista(s) Art Spiegelman
Arte Art Spiegelman
Projecto Banda Desenhada  · Portal da Banda Desenhada

Maus: A Survivor's Tale é um romance gráfico produzido pelo estadunidense Art Spiegelman que narra a luta de seu pai, um judeu polonês, para sobreviver ao Holocausto. O livro também fala do relacionamento complicado do autor com seu pai e de como os efeitos da guerra repercutiram através das gerações de sua família. Em 1992 Spiegelman foi agraciado com um "Prêmio Especial Pulitzer": tal categoria foi proposta pois o comitê de premiação não se decidiu se categorizava Maus como uma obra de ficção ou biografia.[1]

Spiegelman retrata diferentes grupos étnicos através de várias espécies de animais: Os judeus são os ratos (em alemão: maus), os alemães, gatos, os franceses, sapos, os poloneses, porcos, os americanos, cachorros, os suecos, renas, os ciganos, traças, os ingleses, peixes. O uso de antropomorfismo, uma técnica familiar em desenhos animados e em tiras de quadrinhos, foi uma tirada irônica em relação às imagens propagandistas do nazismo, que mostravam os judeus como ratos e os poloneses como porcos. A publicação na Polônia teve de ser adiada devido a este elemento artístico.[2]

Grande parte do livro foi publicado em série na revista RAW, editada por Spiegelman. Foi então publicado em duas partes, antes de finalmente ser integrado em um só volume. Um CD-ROM com a história também existe, embora tenha saído de circulação.

O livro trata do anti-semitismo. O termo usado pela primeira vez por Wilhelm Marr, designa uma aversão irracional, um ódio gratuito e sem a menor razão pelo povo judeu.[3]

Índice

[editar] Contexto

Esta obra descreve detalhadamente todas as atrocidades cometidas pelos nazistas, principalmente no que diz respeito aos Campos de Concentração - Centros de confinamento militar instalado em área de terreno livre e cercada por telas de arame farpado ou algum outro tipo de barreira, cujo perímetro era permanentemente vigiado. Auschiwtz, citado no primeiro livro, converteu-se no centro de um conjunto de quase quarenta campos e sub campos e sede de um extenso complexo agrícola e industrial (minas, petroquímica e fábricas de armas) onde trabalhavam inúmeros prisioneiros — principalmente poloneses e judeus — ao lado de trabalhadores civis. Chamado de "Indústria da Morte", estima-se que Auschiwtz fez de 1,1 a 1,5 milhões de vítimas.O extermínio foi racionalmente organizado, de tal forma, que pudesse eliminar o máximo de pessoas em menos tempo, com os menores custos e a maior eficiência do ponto de vista operativo. A rígida divisão do trabalho e a extrema organização da "indústria da morte", incorporou o conhecimento de geniais arquitetos, administradores, antropólogos, médicos, químicos, biológos, enfim, parte do conhecimento e da tecnologia mais avançada a serviço da destruição de seres humanos. Para Hitler e os principais líderes nazistas, havia, entretanto, mais um ingrediente importante na “indústria da morte”: o uso do terror como arma política. Segundo Hitler, qualquer um que tivesse a intenção de atacar o governo alemão iria rever sua posição ao saber do que o esperava nos campos de extermínio. Até hoje, mais de 6 décadas depois da II Guera Mundial, este lugar permanece como o maior símbolo do Holocausto.

[editar] Perseguição dos judeus

A perseguição dos judeus na Europa se deu quando Hitler já havia dominado os outros países.

Os soldados judeus dos países derrotados eram postos em prisões separadas dos outros, as prisões eram barracas, e os soldados judeus eram mal alimentados. Os alemães passaram a perseguir os judeus de forma mais intensa, obrigando-os a "venderem" (de graça) suas lojas, fábricas.

Os judeus foram restringidos de irem a determinados locais, o desemprego entre eles cresceu de forma assustadora. Todos judeus passaram a ter identificações especiais (que distinguiam a diferença entre eles e os cidadãos alemães e poloneses) que não tinham eram perseguidos e mandados para campos de concentração. Judeus com medo de serem capturados, criaram a polícia judaica, que eram basicamente "dedo duro", ou seja, denunciavam judeus ilegais a fim de obter a afinidade de alemães para não serem capturados.

A solução alemã para a distribuição de alimentos para os judeus era a distribuição de tickets de alimentação, mas estes garantiam pouca comida, apenas o suficiente para sobreviver.

Com o passar da guerra, todos os judeus passaram a ser perseguidos, independentemente se eles tinham ou não autorização para circular nas ruas. Adultos e jovens com capacidade de trabalhar eram mandados para campos de trabalho forçado, os que não tinham condições de trabalhar, eram mandados para campos de extermínio como o de Auschwitz.

[editar] Contexto histórico

O primeiro volume do livro,possui o contexto histórico relacionado basicamente com o início da Segunda Guerra Mundial,ou melhor o início da Segunda Guerra Mundial na Polônia,local onde se passa a história.

A divisão da Polônia durante esse período de conflito,foi o principal fato que levou este país a sofrer graves consequências da querra.A Alemanha Nazista, liderada por Adolf Hitler e a União Soviética por Josef Stalin,inimigas em parte, assinaram um acordo às escondidas através de um protocólogo anexado ao Pacto de Não-Agressão,onde apresentavam a ideia de dividir o território polonês entre esses mesmos dois países.

No fim,após enfrentarem a guerra defensiva dos poloneses, a Alemanha terminou por anexar as grandes áreas da Polônia ocidental,enquanto a União Soviética passou a possuir 52,1% do território polonês.

A forte opressão sofrida pela Polônia e a grande violência utilizada pela Alemanha e pela União Soviética contra a população deste país,sem dúvida alguma,é um fato marcante exposto pelo livro.

As consequêcias sofridas por este país após 1945 se refletem até hoje.Durante a Guerra morreram seis milhões de poloneses,sendo 95% civis.Intelectuais,religiosos e nobres foram transportados para os campos de concentração ou executados imediatamente.Muitos poloneses que moravam no leste do país,foram transfiridos para outros territórios.Varsóvia ficou totalmente despovoada.A Polônia foi o país que mais sofreu com a Segunda Guerra Mundial,não só pela grande destruição do seu território mas também pela elevada quantidade de perdas humanas.[4]

[editar] Auschwitz

No inicio da década de 40, Auschwitz era apenas uma pequena cidade na Alta Silésia alemã, com apenas treze mil habitantes. Porém, com o passar dos meses, revelou-se como um dos maiores campos de concentração da Alemanha, onde morreram cerca de um milhão de judeus. Este campo de extermínio durou cerca de 5 anos, e só foi totalmente extinto em 27 de janeiro de 1945, com a invasão dos soviéticos. Hoje em dia, Auschwitz, o mais sangrento campo de concentração de judeus, é considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO.

[editar] Personagens

  • Art Spiegelman - Filho de Vladek, criador dos quadrinhos.
  • Vladek Spiegelman - Judeu polonês sobrevivente do Holocausto.
  • Anja Spiegelman - Mãe de Artie, também sobrevivente do Holocausto.
  • Richieu Spiegelman - Irmão de Artie, morreu ainda criança, envenenado por Tosha que não queria deixar o Alemães levá-los para as câmaras de gás.
  • Mala Spiegelman - Segunda Mulher de Vladek. Os dois vivem brigando por causa de dinheiro e manias que Vladek adquiriu enquanto estava em poder dos Nazistas.
  • Francoise - Mulher de Artie. Francesa. Converteu-se ao judaísmo.
  • Sr. Zylberberg - Pai de Anja. Se achava rico demais para morrer. Acaba indo para Auschwitz por ser velho demais e morre.
  • Orbach - Amigo de Vladek. Ajuda Vladek dizendo que este era seu primo.
  • Pai do Vladek - pai de Vladek. Pula a cerca procurando a filha (Fela) e acaba ficando no estádio para morrer.
  • Tio Herman - irmão de Anja. Ele e a esposa estavam nos EUA quando começou a guerra, seus filhos ficaram no Holocausto.
  • Tosha - irmã mais velha de Anja. Muda-se com o marido, a filha e o sobrinho (Richieu). Com medo dos Alemães se envenenou e envenenou as crianças também.
  • Sr. Ilzecki - Cliente de Vladek antes da guerra. Participa do mercado negro. Oferece levar Richieu para um lugar seguro, mas Anja recusou.
  • Nahum Cohn - Comerciante. Participou com Vladek no comércio de mercadorias sem cupom (mercado negro). Foi enforcado.
  • Avós da Anja - Moravam com os pais e o resto da família de Anja. São escondidos pela família até serem levados pelos Alemãs. Morreram nas câmaras de gás.
  • Lolek - sobrinho de Vladek, filho de Herman. Abandona Anja e Vladek por não querer mais se esconder. Sobrevive ao Holocausto e torna-se professor universitário.
  • Haskel Spiegelman - primo de Vladek, faz parte da polícia judáica no gueto.
  • Miloch Spiegelman - primo de Vladek. Supervisor na fábrica de calçados, ajuda alguns judeus a se esconderem dos Alemães e depois quando Vladek vai para Hungria ele e sua família se escondem com Motonowa.
  • Pesach Spiegelman - primo de Vladek. Vendeu "bolo de sabão em pó" no gueto.
  • Sr. Lukowski - porteiro da antiga casa de Anja. Ajuda-os a se esconder e indica-os a Casa de Sra. Kawka.
  • Sra. Kawka - Abrigou Vladek e Anja no celeiro de sua casa em Sosnowiec. Apresentou-os aos traficantes que combinaram de levá-los para Hungria.
  • Sra. Motonowa - Polonesa que vendia comida sem cupom. Abrigou Vladek e Anja em Sosnowiec.
  • Mandelbaum - antigo conhecido de Vladek, possuia uma loja de massas antes da guerra. Foi com Vladek para Hungria.
  • Abraham - Sobrinho de Mandelbaum, vai primeiro para a Hungria e promete a Vladek e a seu primo enviar-lhes cartas avisando sobre sua situação.
  • Os Karps - vizinhos de Vladek nos bangalôs de Catskills.
  • Kapo do Vladek - Ajudou Vladek no campo de concentração em troca de aulas de Inglês.
  • Pavel - Judeu sobrevivente do Holocausto. Atualmente psicólogo de Artie.
  • Yidl - Chefe de Vladek na funilaria em Auschwitz. Comunista.
  • Mancie - Namorada de um Kapo que ajuda Anja e Vladek a se encontrarem.
  • O Francês - Amigo de Vladek. Recebia pacotes da Cruz Vermelha com comida e dividia com Vladek, já que este era o único com quem conversava, afinal não sabia falar nem polonês nem alemão.
  • Shivek - Amigo de Vladek de antes da Guerra. Os dois se reencontram quando saem de seus respectivos campos de concentração.
  • A cigana -Fala sobre passado e futuro de Anja, seus filhos e família, e dá esperanças sobre Vladek.

[editar] Personificação

Nos quadrinhos de Spiegelman os animais simbolizam diferentes nacionalidades e etnias:

  • Ratos - Judeus: Podem ser vistos como vítimas fracas e indefesas e simbolizam a ideia nazista dos judeus serem vermes, assim como a incapacidade dos nazistas de acabar com essa raça por causa do seu grande número populacional.
  • Porcos - Poloneses: Os poloneses ficaram ofendidos, mas Spiegelman explica que os porcos têm boa reputação com os americanos por causa de programas de TV como: Miss Piggy e Pork Pig.
  • Gatos - Alemães: Inimigos e perseguidores naturais dos ratos.
  • Sapos - Franceses: Referência direta ao apelido francês e participação dos sapos na culinária francesa.*
  • Cachorros - Estadunidenses: Compara a antipatia do cão ao gato aos estadunidenses e alemães, inimigos na II Guerra Mundial.
  • Renas - Suíços:
  • Ursos - Russos:
  • Peixes - Britânicos:
  • Spiegelman queria dar um ar de sofisticação aos franceses, e em uma conversa com sua esposa ele fala que coelhos seriam muito inocentes para os franceses, e a lembra do anti-semitismo.

[editar] Resumo dos capítulos

Introdução: Um breve quadrinho onde criança e em um dia de verão, Art patinava com seus amigos, então seu patins se desprendeu e seus "amigos" não o ajudaram a levantar e continuaram. Abandonado, foi choramingando até seu pai e explicou o ocorrido. Seu pai disse que para saber quem são seus amigos de verdade basta trancá-los em um quarto sem comida por uma semana.

O Sheik (capítulo 1): Artie encontra seu pai depois de muito tempo em sua casa no Rego Park. Lá ele conhece Mala, atual esposa de seu pai. Após um breve jantar Art e seu pai foram "colocar o papo em dia", e seu pai o perguntou sobre um livro em que Art gostaria de fazer contando a história de seu pai. Seu pai resolveu então lhe contar como e onde ele conheceu sua mãe. Começou contando que antigamente as meninas o achavam parecido com Rodolfo Valentino, "O SHEIK", e que viviam aos seus pés. Contou também que conheceu Anja, mãe de Art, em Sosnowiec, quando foi visitar sua família. Lá ele ficou encantado com Anja e após alguns anos eles ficaram noivos, e que quase não se casaram por causa de Lúcia, uma antiga namorada que não o largava em paz. Finalmente em 14 de Fevereiro de 1937 eles se casaram.

A Lua-de-Mel (capítulo 2): Vladek conta o dia em que descobriu que Anja estava envolvida em conspirações. Anja traduzia cartas Comunistas e passava adiante, a polícia por pouco não descobre o envolvimento e prende uma pobre costureira, inquilina de Anja, que concordou em guardar as cartas para a freguesa. Pouco tempo depois Vladek vira dono de uma fábrica de tecidos "doada" pelo seu sogro, que se preocupava com o futuro de um possível neto. Richieu, o primeiro filho do casal, nasce em outubro 1937. Vladek procura um apartamento em Bielsko, onde ele mora e fica a fábrica, Anja continua em Sosnowiec com a família e o bebê. Vladek tem que voltar para Sosnowiec quando descobre que Anja sofre de uma intensa depressão. Em 1938 - mesmo ano da cobiça alemã pela Sudetas, território Tchecoslováquio - Vladek acompanha a internação de Anja em um sanatório na Tchecoslováquia, no trem ele e os outros judeus ficam em estado de choque quando vêem a suspensão da suástica em pleno centro da cidade. O casal volta depois de 3 meses, quando Anja parecia plenamente recuperada. Vladek descobre que sua fábrica foi saqueada, mas mesmo assim continua o trabalho intenso. Vladek termina o capítulo contando a Art que no dia 24 de Agosto de 1939 recebeu uma carta de recrutamento de guerra para a reserva polonesa.

Prisioneiro de Guerra (capítulo 3): Artie passa a visitar o pai mais vezes para saber sobre seu passado. Vladek conta sobre 1939 quando foi recrutado para a guerra onde permaneceu por duas horas em trincheiras guerreando contra os nazistas onde foi pego e tornado prisioneiro. Levado a um campo de prisioneiros de guerra permaneceu lá durante 6 semanas vivendo a uma casca de pão e sopinha e tomando banho no rio. Se mudou para uma boa casa de madeira onde ganhara pão e sopa ao aceitar um anúncio onde os alemães precisavam de trabalhadores para substituir aqueles que foram para front. Vladek e seus companheiros foram forçados a trabalhar movendo montanhas, mas o trabalho era tão pesada que alguns preferiram congelar e definhar nas barracas. Uma noite Vladek teve um sonho que dizia que ele iria ser livre no dia de parshas truma. Seu sonho se tornara realidade nesse dia todos foram alinhados em fila e enviados para seu destino, porém, Vladek acaba passando de Sosnowiec e descarregado em Lublin. Lá encontra autoridades judaicas onde ajudam-lo a ser solto. Permaneceu na casa de Orbach, um amigo de sua família, onde ficou se recuperando depois pegou um trem onde ficou escondido com a ajuda de um funcionário polonês até retornar a sua casa.

Os Laços se Apertam (capítulo 4): O capítulo começa com uma pequena discussão entre pai e filho. E então Vladek Spiegelman começa a contar como foi sua vida em 1940. Quando voltou para casa, tudo parecia igual. Se reuniu com os 12 parentes que viviam na casa de seu sogro. Conversavam sobre a rigorosa vigilância que os nazistas faziam sobre os judeus. Além disso, falavam sobre a presença dos arianos em seu comércio, no qual eles mandavam em tudo. Com a ajuda de seu sogro, aprendeu como contornar a fiscalização nazista. Um tempo depois as dificuldades apareceram. A família de Vladek Spiegelman queria vender a mobília da casa, mas foram enganados pelos alemães que pegam a mobílias sem pagar. Uma vez enquanto Vladek estava indo ver Ilzecki, presenciou cenas brutais, dos alemães sobre os judeus, em que por pouco seria pego, se não fosse pela ajuda de seu amigo Ilzeki, que o levou para sua casa. No final de 1941, os alemães obrigaram todas as famílias judias a se transferirem de suas casas para morarem em alojamento, e a família de Vladek foi também. Os nazistas começaram a matar os judeus que desobedeciam suas regras, deixando Vladek assustado pois ele também as infligia vendendo tecidos sem cupom. Vieram depois mais novidades alemães, que todas as pessoas com mais de 70 anos teriam que ser transferidas para Theresienstadt, os avós de Anja, sua mulher, tinham 90 anos, logo teriam que ser transferidos. Mas a família fez um esconderijo onde esconderam os avós de Anja.

Buraco de Rato (capítulo 5): Mala ligou para Artie cedo para reclama de seu pai, que innsistia em consertar o cano do telhado, Artie fala com seu pai que o chama para consertar, ele fala que não pode ir então Vladek chama o vizinho que ficou de ajudar no final de semana.

Uma semana depois, Artie fala com seu pai e o sente bastante entristecido, então ele pergunta para Mala o que houve, e ela fala que Vladek leu a historia em quadrinhos que ele tinha feito de sua mae e por isso ele esta triste. Artie le a historia em quadrinhos e fica surpreso pelo seu pai também ter lido. Vladek fala que chorou quando leu a história, Mala sente ciúmes por ele guardar as fotos dela. Artie e Vladek vão ao banco. No caminho Vladek contou um pouco de sua história para Artie. Vladek teve que se mudar para Strodula segundo a ordem de 1943. Eles tiveram que pagar aos poloneses de Strodula para ir morar em suas casas. Vladek e sua família moraram em uma cabana, mas havia gente morando na rua. Parte da família de Vladek foi morar com o tio Wolfe que morava em Zawiece, que era o cabeça do Conselho Judáico. Os alemães eram maldosos, e maltratavam os judeus, Vladek ficava triste e ao mesmo tempo feliz por saber que suas crianças estavam salvas com Persis. Os alemães atacaram o Conselho Judáico e mataram Persis. Com medo de ir para as câmaras de gás as três crianças e Tosha tomaram veneno e morreram. Mataram também o marido de Tosha a tiro. Vladek tinha um esconderijo em um porão, por isso não foi pego. Os nazistas liquidaram completamente o gueto. Vladek e parte de sua família se mudaram para outro esconderijo, la apareceu um cara com uma criança que depois os mostrou para os nazistas. Os nazistas os prenderam, mas Vladek viu um parente (Jakov) e ofereceu dinheiro para os ajudar a fugir. Anja e Vladek conseguiram fugir, mas os pais de Abja não, e morreram nas câmaras de gás. Anja e Vladek foram trabalhar na sapataria. O cara que entregou o esconderijo para os judeus foi morto. No caminho Vladek sofre um ataque do cardíaco, até que Artie o dá uma pírula e ele melhora. Vladek conta que comeu um bolo que comprou de Haskel, mas disse que todo o gueto adoeceu (Haskel sobreviveu da guerra). Todas as quartas-feiras saíam vários caminhões levando as pessoa de Strodula para Auschwitz. Então para se esconderem, Miloch levou Vladek até a sapataria e mostrou um túnel em meio os sapatos que levava a um quarto (esconderijo). Lolek não quis ir para o esconderijo e foi levado para Auschwitz. Então foram para o esconderijo Vladek e Anja com outros judeus. No esconderijo eles passaram fome. Tentaram fugir do esconderijo, mas alguns voltaram. Quando perceberam que todos os guardas já haviam ido embora eles saíram só que não tinham para onde ir. Vladek dá a chave do cofre para Artie, e fala que se alguma coisa acontecer é para ele ir lá e pegar todos os bens, Vladek se arrepende de ter casado com Mala e sente falta de Anja.

A Ratoeira (capítulo 6): Mala, cada vez mais chateada já que seu marido (Vladek), não lhe dá dinheiro para comprar até as coisas mais simples, se econtra angustiada. Art revela que com Anja (sua mãe) sempre fora assim. Artie tenta justificar a atitude do pai, usando o motivo da guerra, mas como Mala também viveu no mesmo cenário, mostra a Art, que nem a guerra é uma justificativa para tal modo de pensar avarento.

Um tempo depois, Vladek conversa com Art. Vladek conta como foi difícil este período. Anja e Vladek tiveram de procurar abrigo na casa de amigos mas são rejeitados pela justificativa do risco que corriam. Por fim, se refugiam na casa dos pais de Vladek, mas os próprios cidadãos o delatam, e a polícia não os leva a sério.

Com medo de serem descobertos, Anja e Vladek procuram refúgio em uma fazenda de uma senhora, em troca de dinheiro.

Um tempo depois, Vladek vai a Dekerta, um ponto de troca, por via de um bonde (dividido entre oficiais nazistas e poloneses) Chegando à Dekerta, Vladek conhece a Sr. Motonowa, esposa de um oficial nazista, que quase não ficava em casa, só vinha periódicamente de dois em dois meses, e ficava durante período de dez dias. A Sr. Motonowa, oferece hospedágem mas a um preço muito caro.

Um certo dia, Motonowa teve seus bens confiscados e volta correndo em casa avizando para que Art e Anja fossem embora.

Com isso, Art e Anja voltam a fazenda onde a dona desta conta-lhes que um dos hóspedes iria para Hungria.

De volta Dekerta Vladek reencontra a Sr. Motonowa que se desculpa pelo ocorrido e lhes oferece abrigo novamente. Vladek vai à casa de um senhor rico onde encontra contrabandistas de transporte de pessoas, que estão fazendo negócios com um homem que quer ir a Holanda. Ele diz a Vladek que se tudo correr bem ele lhe enviaria uma carta.

Valderk tenta convencer Anja a ir mas ela acha muito perigoso. Depois disso Vladek vai visitar seu primo.

Chegando ao lugar onde seu primo morava, o encontra em condições sub-humanas. Nesse momento, Vladerk recebe a carta do homem que foi a Holanda, dizendo que tudo correu bem. Na ida à Holanda, os nazistas encontram-os e capturam-os. Na prisão os nazistas confiscam os bens dos judeus e são colocados em celas.

Um caminhão recolhe os judeus, incluindo Vladek e Anja, e os levam a Auschwitz. Lá, são divididos homens e mulheres, fazendo com que Vladek não visse Anja até depois do fim de Auschwitz. Depois de muito tempo, após o suicídio de Anja, num dia de angustia, Vladek queima todas as recordações de Anja, fazendo isso, provoca grande revolta em Art, levando Art a chamá-lo de assassino.

Referências

  1. Stanley, Alessandra. "'Thousand Acres' Wins Fiction As 21 Pulitzer Prizes Are Given", The New York Times, April 8, 1992. “Art Spiegelman won a special award for his "Maus" chronicles, the history of an Auschwitz survivor told in comic book form. The Pulitzer board members, like book reviewers and book store owners before them, found the cartoonist's depiction of Nazi Germany hard to classify.” (requires login)
  2. Art Spiegelman (http). Witness & Legacy - Contemporary Art about the holocaust:. Página visitada em February 14, 2006.
  3. "Art Spiegelman's MAUS: Working-Through The Trauma of the Holocaust Retrieved May 20, 2010
  4. http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,1473462_ind_1,00.html
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