Tigres tâmeis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

  Este artigo é um esboço sobre Movimentos políticos. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
  Este artigo é um esboço sobre Política do Sri Lanka. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

.

Pelotão de ciclistas do LTTE, no norte de Kilinochchi, 2004
Pelotão de ciclistas do LTTE, no norte de Kilinochchi, 2004

Os Tigres da Libertação do Tamil Eelam ou Tigres tâmeis - em inglês Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE) - constituem uma organização política armada que pretende a autodeterminação do povo tâmil mediante a criação, no nordeste da ilha, de um Estado denominado Tamil Eelam - independente do Sri Lanka, .

Fundado no ano de 1976, trata-se do principal grupo separatista ligado à minoria tâmil. Seu principal líder é Velupillai Prabakharan, também conhecido como Prabaharan ou Thambi, que atualmente é procurado pela Interpol por terrorismo, assassinato, crime organizado e conspiração terrorista. [1] Embora Prabakharan tenha declarado, durante uma entrevista coletiva[2], que o LTTE ainda não está pronto para reivindicar um estado independente,considera que a independência seja uma possibilidade, a partir do reconhecimento político de uma pátria tâmil, de uma nacionalidade tâmil e do direito do povo tâmil à autodeterminação .

O LTTE foi considerado como organização terrorista por 33 países, entre eles o Canadá, Estados Unidos, Índia (desde o assassinato do Primeiro Ministro Rajiv Gandhi, no qual Prabakharan estaria envolvido), Austrália, Malásia e União Européia. A ONU, entretanto, não emitiu nenhuma condenação formal.

A inclusão da organização na lista de grupos terroristas, pela UE, provocou a expulsão dos membros europeus da Missão de Supervisão no Sri Lanka (SLMM), em 2002.

[editar] História

Após várias tentativas de fazer reconhecer os direitos da minoria tâmil pelo governo cingalês, os ativistas tâmeis passaram à luta armada, em 1972, e se utilizaram de atentados suicidas como meio de ação. O conflito já fez mais de 60000 mortos desde então.

Depois de vários anos de guerra civil e embargo econômico à na parte norte da ilha (região de Jaffna, a segunda cidade mais importante do Sri Lanka), houve uma trégua e a LTTE decidiu adotar uma atitude mais moderada em relação às suas exigências, passando a defender uma autonomia econômica e política no âmbito do Estado cingalês. No entanto, no final de 2005 a trégua foi rompida, o que resultou na morte de 1400 pessoas, entre dezembro daquele ano e agosto de 2006.

O LTTE opõe-se a outros movimentos tâmeis, como PLOTE, TELO, E(R)PLF, EPDP[3], e a antigos chefes do próprio LTTE como Vinayagamoorthy Muralitharan, conhecido como coronel Karuna ou Karuna Amman.

[editar] Notas

Ferramentas pessoais