Xou da Xuxa

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Xou da Xuxa
Xou da Xuxa (BR)
Logotipo do programa
Informação geral
Formato Programa de auditório
Duração 5h (extensão máxima) - 08:00 as 12:00 (1986-1992)
10:00 as 12:30 (1992)
País de origem  Brasil
Idioma original português
Produção
Elenco Xuxa
Turma da Xuxa
Tema de abertura "Doce Mel": Xuxa (1986-88)
"Doce Mel" versão 2: Xuxa (1988-90)
"Doce Mel" versão 3: Instrumental (1990-92)
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Transmissão original 30 de junho de 198631 de dezembro de 1992

Reprise (pós-Fim do programa)
janeiro a abril de 1993
N.º de temporadas 7
N.º de episódios 2000

Xou da Xuxa foi um programa infantil de variedades apresentado por Xuxa Meneghel na Rede Globo entre 30 de junho de 1986 a 31 de dezembro de 1992, com 2000 edições concluídas. O Xou substituiu o programa do Balão Mágico. Mais tarde, foi reprisado de Janeiro a Abril de 1993, na transição das mudanças de programação da emissora. Substituído pela TV Colosso, enquanto a apresentadora preparava seu programa exibido aos Domingos.

Ocupando as manhãs de segunda-feira a sábado, o programa apresentava quadros de auditório (principalmente competições e números musicais) intercalados com desenhos animados. Apesar das sistemáticas reações negativas dos intelectuais e da crítica especializada, em pouco tempo o Xou da Xuxa se tornou o programa infantil de maior sucesso da história da televisão brasileira, transformando sua apresentadora em um fenômeno durante as décadas de 80 e 90.[1]

Histórico do Programa[editar | editar código-fonte]

Escalado para substituir Balão Mágico, Xou da Xuxa herdou deste o horário, a fatia de público e o acervo de desenhos. Mas a estrutura básica do Xou da Xuxa veio do Clube da Criança, programa do fim de tarde da Rede Manchete que revelou Xuxa como apresentadora. Mas na nova emissora o programa ganhou melhores cenários, o tratamento do padrão Globo de qualidade e uma marcante mudança de órbita --- todos os elementos passaram a girar em torno da personalidade de Xuxa, o que, no limite, despertava nas crianças uma reverência praticamente religiosa.

O programa misturava brincadeiras, atrações musicais, números circenses, exibição de desenhos animados e quadros especiais, e contava com a participação de em média de 200 crianças em cada gravação. O programa era dividido em nove blocos de segunda a sexta-feira, e em sete blocos aos sábados.

Para comandar a atração, Xuxa contava com o auxílio de personagens que logo se tornariam marcas de seus programas, como as auxiliares Andréa Veiga e Andréa Faria, a “Sorvetão”, que evoluíram para o nome de Paquitas, o Dengue (Roberto Berttin) e o Praga (Armando Moraes). Eles ajudavam a apresentadora na organização e na animação do auditório. As Paquitas vestiam-se com roupas inspiradas em soldadinhos de chumbo, equilibradas sobre botas brancas, enquanto o Dengue, um enorme mosquito cheio de braços, vestia-se de amarelo e vermelho dos pés à cabeça, e o baixinho Praga, usava uma fantasia de tartaruga.

A principal preocupação da equipe do programa era deixar as crianças livres, como se estivessem num parque de diversões. Para garantir o clima de descontração, o infantil era feito com o mínimo de edição possível, transmitindo a ideia de um programa ao vivo. Outra característica marcante do Xou da Xuxa eram as coreografias diferentes encenadas pela apresentadora em cada número musical do "Xou", todas criadas pelo bailarino uruguaio Oswald Berry.

O programa tornou-se líder de audiência em pouco tempo no seu horário e fez da apresentadora o maior ídolo infantil do país. Xuxa referia-se às crianças como “baixinhos” e, por isso, passou a ser chamada de “Rainha dos baixinhos”. Seu bordão “beijinho, beijinho e tchau, tchau” também virou febre e é uma das marcas mais fortes da apresentadora. Foram lançados diversos produtos com a marca de Xuxa, como bonecas, roupas e acessórios, e as crianças de diferentes níveis sociais começaram a se vestir igual à Xuxa. As botas de couro brancas e as “xuxinhas” para prender os cabelos viraram febre entre crianças e adolescentes.

Ao longo dos anos, o Xou passou a investir em quadros, diversificando as atrações do programa.

Vários personagens interpretados por Xuxa permaneceram no ar ao longo da existência do programa. Entre os de maior repercussão estavam Vovuxa, uma simpática velhinha que adorava contar histórias e piadas; Madame Caxuxá, uma astróloga que transmitia mensagens sobre higiene e alimentação como se estivesse lendo o horóscopo do dia; Dra. Boluxa, médica que dava conselhos para as crianças de como agir no dia-a-dia em caso de resfriados e machucados; e Xoxum, sábio chinês que ensinava a transformar jornais e revistas em brinquedos.

O Xuxerife também se juntava à turma do Xou da Xuxa para investigar denúncias feitas pelas crianças através de cartas.

O programa era inteiramente gravado no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro.

O figurino da apresentadora, criado por Sandra Bandeira e sua equipe, era uma atração à parte: em cada programa, Xuxa aparecia com um modelo diferente. Em novembro de 1988, cerca de dois anos e meio depois da estreia, Xuxa já havia se vestido de 759 maneiras diferentes. Apesar de estar sempre mudando o visual, a marca registrada de Xuxa eram as minissaias, as xuquinhas, as botas e as ombreiras.

A direção geral continuava com Marlene Mattos, e a coordenação de produção era de Nilton Gouveia.

Atrações musicais[editar | editar código-fonte]

Além de receber artistas convidados, Xuxa sempre cantava músicas de seu repertório. Dentre os convidados mais frequentes estavam Trem da Alegria, que gravou várias músicas com a apresentadora, Beto Barbosa, Cid Guerreiro (compositor de várias músicas de sucesso da Xuxa), Rosanah, Patrícia Marx, José Augusto, Dr. Silvana & Cia., Angel, Roupa Nova, João Penca & Seus Miquinhos Amestrados e Sérgio Mallandro

Desenhos animados[editar | editar código-fonte]

Os desenhos ocupavam a maior parte do tempo do programa. Eis alguns títulos regularmente exibidos no Xou da Xuxa:

.

1ª Temporada[editar | editar código-fonte]

Em 30 de junho de 1986, estreava o primeiro Xou da Xuxa.

A primeira abertura que era exibido entre 1986 a 88, abordava o universo infantil unindo animação e elementos reais. Xuxa aparecia com uma cartola, de onde saíam diversos brinquedos e objetos, como aviões, pastas de dente, pirulitos e bonecas, que ganhavam vida e se misturavam com as crianças, ao som da música "Doce mel", cantada pela apresentadora (da primeira versão para o álbum Xou da Xuxa vol. 1).

O primeiro cenário foi elaborado pelo desenhista Maurício de Sousa – criador da Turma da Mônica – e pelo cenógrafo Reinaldo Waisman. Ele foi concebido de modo que as crianças pudessem brincar livremente por todo o espaço. Assim, cada canto do cenário contava com alguma atração: a cauda de um imenso dragão se transformava em escorregador, a copa de uma árvore servia de telhado para um carrossel e o colo de um mestre cuca funcionava como apoio da gangorra. A ideia era que tudo que estava presente no palco pudesse ser usado pelas crianças durante as brincadeiras. Havia, inclusive, um câmera que, vestido de palhaço, circulava entre as crianças com um equipamento portátil, registrando todos os detalhes e a espontaneidade das brincadeiras.

O modelo da nave (que viria ser a marca registrada da apresentadora) era rosa clara em formato médio, tinham janelas redondas e não tinham portas no centro. Ela descia ao som de “Amiguinha Xuxa” (1986 – “Xou Da Xuxa”) (Messias Correa/ Rogério Endé). O microfone tinha um enfeite verde de rostinho bem mal feito desenhado a mão. Era colocada na cabeça do microfone na época. Algum tempo depois, as carinhas verdes foram refeitas e sem os pompons amarelos.

As brincadeiras e gincanas com as crianças e os números musicais apresentados por Xuxa tomavam a maior parte do programa nos primeiros anos. Era formado por oito blocos, somando aproximadamente 80 minutos. Um sol que balançava o bigode e uma boca no centro do palco eram as grandes atrações cenográficas. Diariamente, a apresentadora dava parabéns aos aniversariantes do dia com a música "Parabéns da Xuxa" (Xuxa/ Mauricio Vidal) e fornecia dicas de alimentação saudável para as crianças enquanto tomava seu café da manhã ao som de "Quem quer pão" (Tuza/ J. Corrêa).

2ª Temporada[editar | editar código-fonte]

Em março de 1987, o cenário ainda sob responsabilidade de Maurício de Sousa e Reinaldo Waisman, sofreu sua primeira modificação. Os personagens que faziam parte das histórias contadas por Xuxa, como o cãozinho Xuxo, transformaram-se em escorregadores e balanços. A nave espacial que transportava a apresentadora na abertura e no encerramento do programa também foi modificada, além de ficar maior,a cor rosa foi realçada. Foram colocadas as bocas vermelhas que piscavam. Assim como no ano anterior, ela descia também ao som de “Amiguinha Xuxa”, mas tendo uma adição da coreografia da mesma, e subia ao som da versão instrumental de "Doce Mel" que viria ser tocada nos anos seguintes.

Na época, houve a troca do sistema de som da Rede Globo, o que ocasionou várias trocas de microfone. A Xuxa aderiu o uso até a metade de 1990.

3ª Temporada[editar | editar código-fonte]

A abertura foi trocada pela primeira vez em 1988. Surgem várias crianças de rosto pintado enquanto Xuxa passava pela tela a todo momento, sendo apenas focada da cintura para baixo. No fim, Xuxa se sentava, mandava um beijo e surgia o então novo logotipo do programa. A música "Doce Mel" teve uma segunda versão exclusivamente para abertura dessa e da abertura seguinte.

A nave que aparecia na parte direita do cenário na fase anterior, passou a ser parte central, e perto do fim daquele ano, a nave foi novamente reformulada: ficou maior, as bocas passaram a ter luzes no contorno. A chegada triunfal da apresentadora era mantida, quanto a subida da nave. Xuxa usava um adesivo com uma marca do beijo era colado no microfone.

Em seu segundo aniversário, a gravação foi feita ao vivo, direto do Teatro Fênix. Nessa edição, cantou "Ilariê" (Versão Demo) no lado de fora em frente aos seus fãs e seu público.

Naquele momento, junho de 1988, o Xou da Xuxa tinha oito blocos, somando aproximadamente 80 minutos. A partir daquele ano, foi criado o quadro "Paradão dos Baixinhos", que ia ao ar nos programas de sábado, com a participação dos artistas que mais se destacavam na música nacional naquela época.

4ª Temporada[editar | editar código-fonte]

A abertura foi trocada novamente a cada ano. Xuxa aparecia se divertindo ao lado de várias crianças em um parque de diversões feito em animação gráfica. O logotipo teve pequenas alterações e passou a ser colorido, como também foi usada na abertura seguinte.

Na parte interior da nave, o letreiro com o número 89 foi substítuido por um enorme X repleto de luzes que piscavam o tempo todo. A chegada triunfal da apresentadora continua mantida, mas com som das palminhas, tanto quanto a subida da nave. O microfone usada por Xuxa, ganhou uma carinha amerela mais bem feita, com cabelinho alaranjado e que tinha algumas variações.

Em Junho de 1989, um quadro marcante foi lançado: o Bobeou Dançou, que consistia em uma gincana dirigida aos adolescentes. Exibido no programa de sábado, tinha 20 minutos de duração. Cerca de um mês depois, o quadro passou a ser apresentado como um programa independente, aos Domingos, mantendo o nome "Bobeou dançou".

O Xou da Xuxa atingiu a marca de mil programas no dia 8 de setembro de 1989. Para comemorar a data, foi produzido mais um programa especial. A equipe de produção e criação decidiu convidar para dividir o palco com Xuxa pessoas que tiveram alguma relação com o número mil, como, por exemplo Pelé, que, em 19 de novembro daquele ano, comemorava os 20 anos de seu milésimo gol. Nessa época, o programa era dividido em nove blocos, com cerca de 30 minutos cada – quando eram exibidas brincadeiras, atrações e apresentados os convidados.

5ª Temporada[editar | editar código-fonte]

A nova fase estreia com uma abertura totalmente animada. Xuxa sai com sua nave de um planeta em forma de coração e viaja por diversos lugares do mundo: Onde ela manda beijos e se transformando em índia e chinesa. A seguir, foi mostrado a nave chegando ao RJ e a empolgação das crianças avistando o disco voador no céu, até Xuxa aterrisar em uma multidão de crianças, no meio da cidade, com vários balões e pombas. A música "Doce Mel" ganhou uma versão instrumental bem infantilizada e diferente da versão original, ou seja, adequada para esta abertura.

A chegada triunfal da apresentadora era mantida, mas ao som da nova versão de “Amiguinha Xuxa” por conta também da mudança de coreografia.

O microfone ganhou um X (substituindo o rostinho) do enfeite, passando a usar novamente o modelo do ano anterior, mudando apenas o formato do microfone por conta da mudança do padrão da emissora. Usou um headset no final daquele ano em apenas uma vez e por fim, um de uso exclusivo para apresentadora. Como também usava a cor dourada e prata nos anos seguintes.

Nessa fase, o personagem Praga se afastou do programa por problemas de meningite. Em 1991, Sérgio Mallandro apresentou no lugar da Xuxa, enquanto ela estava de férias até o dia do seu aniversário em 27 de março daquele ano, ainda na presença de convidados musicais.

6ª Temporada[editar | editar código-fonte]

Em 1991, o cenário foi redesenhado por João Cardoso, e mostrava alguns dos mais conhecidos símbolos turísticos do mundo, como o Big Ben, a Torre de Pisa, um moinho holandês ou mesmo o templo do Taj Mahal. Novos brinquedos também passaram a integrar o espaço, e a nave que trazia e levava Xuxa passou a ter estilo futurista. Na platéia, onde ficavam os responsáveis pelas crianças que participavam do programa, o cenário representava as áreas geladas do mundo, com desenhos de esquimós e pinguins. A chegada triunfal da apresentadora mudou, passou a cantar “Novo Planeta” (1991 – “Xou da Xuxa Seis”).

O personagem Praga retornou depois de um ano, para a surpresa de todos.

Em 22 de abril de 1991, ganhou novos quadros e dois repórteres-mirins, Raquel Batista e Caíque Benigno. Entre os quadros de destaque desse período estavam o Nossa Gente Brasileira, com breves entrevistas com famosos e anônimos que se destacam por suas atitudes, e Papo Sério, em que Xuxa entrevistava autoridades e especialistas em diversas áreas. Rosane Collor de Mello e Alceni Guerra foram alguns dos convidados do quadro. Os dois novos repórteres entrevistavam personalidades do meio artístico e esportivo, que eram exibidas ao longo do programa. Além disso, estavam à frente do quadro Xuxa Cidade, em que crianças faziam denúncias sobre problemas de suas ruas e bairros. As reclamações eram feitas através de cartas enviadas à produção do programa.

Quando o programa completou cinco anos, a preocupação maior foi transmitir mensagens de conscientização ambiental. Entre as participações especiais estavam o cantor e compositor Tom Jobim, as atrizes Marília Pêra, Malu Mader e Cássia Kiss e o escritor Jorge Amado. Todos deram depoimento sobre a apresentadora Xuxa e seu programa.

Em 12 de outubro naquele ano, quando foi comemorado o dia das crianças, Xuxa voltou a cantar "Amiguinha Xuxa" (que só repetiria no último programa) na abertura desta edição que contava com as participações musicais das Paquitas, além das apresentadoras Angélica e Mara Maravilha. No fim do programa especial, Xuxa dizia que iria parar o Xou e anunciava novidades que aconteceriam em 92 até o fim daquele ano.

7ª Temporada[editar | editar código-fonte]

Em 27 de março de 1992, Xuxa começou a apresentar sozinha a sua edição de aniversário, apresentando imagens do seu show na argentina que ocorreu no final de 1991.

O Xou da Xuxa voltou em abril de 1992, os cenários foram novamente modificados pelo cenógrafo João Cardoso: a nave passou a ter um visual próximo ao universo do videogame, ou seja, ela passou a ser branca, e as bocas foram substituídas por Xs e as luzes que piscam estão em torno da nave. O cenário inclui robôs, túneis, carrinhos e paredes laterais com movimento passando a compor o palco.

A chegada triunfal da apresentadora mudou novamente, cantando a primeira parte de “Xuxa Park” (1992 – “Xou da Xuxa Sete”). Xuxa passou um microfone das cores Branca e Preta. Foi usada posteriormente nos programas seguintes da apresentadora até a metade de 1997.

Foram preparadas 40 novas brincadeiras, novos quadros e novos desenhos. Entre os quadros, destaque para Famoso por dois minutos, Histórias de uma infância e O X do problema. O público adolescente também ganhou um espaço maior no programa, por meio das Competições da Xuxa, para crianças a partir de 12 anos, com disputas entre grupos de escolas, condomínios e comunidades. A gravação dessas provas era mensal, contando com 300 pessoas, e eram realizadas no campo do Museu Aeroespacial, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.

Andréa Veiga, a primeira Paquita da Xuxa, era a apresentadora da nova atração.

Em 30 de junho daquele ano, o programa completava 6 anos. Essa edição começava com a apresentação das Paquitas, acompanhada com balé coreografado por Oswald Berry ao som do medley dos sucessos da apresentadora.

Aos sábados, o "Xou da Xuxa" abria um espaço para o programa Paradão da Xuxa, com destaques para a música popular, sertaneja, novos cantores e os melhores do mês, com o mesmo cenário utilizado posteriormente no "Paradão da Xuxa" especial exibido no ano anterior.

Nesses últimos meses, apresentadora anunciava que o fim do programa estava próximo e durante este período,o anúncio era feito com uma imagem da apresentadora com o cantor Michael Jackson.

O "Xou da Xuxa" terminou em 31 de dezembro de 1992, com a apresentação do programa número 2000. Para o encerramento preparou-se uma superprodução, que – além do cenário especial criado por João Cardoso – contou com a presença de diversos convidados que marcaram a vida pessoal e profissional da apresentadora. Entre eles, os grupos Trem da Alegria e Paquitos (que caracterizaram a extinção no mesmo dia), ex-Paquitas, J. Silvestre e o compostor de vários sucessos de Xuxa, Cid Guerreiro. Nesta última edição, mostrava os bastidores da primeira edição do programa em 1986.

O clímax da gravação do último programa aconteceu, quando ela reencontrou seu pai, Luís Meneghel, com quem não falava havia cinco anos.

A partir de Janeiro de 1993, foram apresentados apenas os melhores momentos do programa e desenhos animados, de Segunda a sexta, às 8h30, e aos Sábados, às 9h30.

Audiência[editar | editar código-fonte]

Audiência na Região Metropolitana de São Paulo
de acordo com o IBOPE
Ano
Audiência
Share
1986 27 pontos
1989 35 pontos
1990 28 pontos
1991 29 pontos
1992 26 pontos
Média Parcial 23 pontos
  • O sucesso do Xou da Xuxa levou a um esforço para conquista de mercados internacionais, com resultados variados. A versão da Argentina foi um fenômeno, atingindo 44 pontos de audiência média (mais que os 35 pontos que alcançava no Brasil). O programa tornou Xuxa uma celebridade em vários países da América Latina e na Espanha e serviu como ponto de apoio para a divulgação dos discos de Xuxa em espanhol. A versão dos Estados Unidos, em inglês, demorou a ser lançada e, por causa da dificuldade da apresentadora com a língua inglesa e principalmente questões culturais e ao contrário das outras versões foi um fracasso.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Desde seus primeiros dias, o Xou da Xuxa sofreu um intenso questionamento de intelectuais, políticos e jornalistas, no qual geralmente se confundiam as críticas ao programa e à apresentadora:

  • Era tido como indutor de alienação infantil, remetendo as crianças a um mundo distante das agruras da realidade brasileira, sendo este fato inclusive motivo de crítica por parte do documentário britânico Muito Além do Cidadão Kane;[2]
  • Estimulava a competição e o consumismo entre as crianças;[3]
  • Entrava como substituto dos cuidados dos pais, alimentando a indiferença e o desrespeito dentro de casa;
  • Despertava a sexualidade infantil precoce, já que Xuxa e as Paquitas usavam roupas sensuais e maquiagem pesada;[4] [5] [6]
  • Exaltava modelos de beleza estranhos à maioria da população brasileira, de origem parda e negra;
  • Chamar crianças de "baixinhos" era constrangimento politicamente incorreto;
  • Xuxa e suas assistentes lidavam com crianças sem apoio pedagógico.

A turma da Xuxa[editar | editar código-fonte]

Xou da Xuxa tinha um elenco de personagens. Alguns deles:

  • Paquitas
  • Paquitos
  • Moderninho
  • Dengue (Roberto Bertinni)
  • Praga (Armando de Lima Morais)
  • Tomy
  • Xuxo
  • Frentinha
  • Vóvuxa
  • Madame Caxuxá
  • Robuxo
  • Irmãs Metralha

O fim[editar | editar código-fonte]

O programa saiu do ar em 31 de dezembro de 1992. No último programa, Xuxa recebeu todas as ex-Paquitas, exceto Louise Wischermann, que na época estava morando na Alemanha. J. Silvestre surpreendeu a apresentadora com um Esta é a Sua Vida que culminou com a entrada de seu pai, com quem não falava há cinco anos, e não o encarou. O programa foi substituído momentaneamente por reapresentações de alguns programas de Xuxa na Globo até abril de 1993, sendo então substituído em seu horário pela TV Colosso. O Programa Xuxa foi considerado por muitos o sucessor não-oficial do Xou da Xuxa, mas em razão do fracasso do programa, durou somente cinco meses. Em junho de 1994 era o ano em que Xuxa estrearia seu novo infantil, o Xuxa Park.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Além da televisão, Xuxa também tem atuação no cinema, e seus filmes já foram assistidos por mais de 30 milhões de pessoas. O campeão de bilheteria é Lua de Cristal, de 1990, visto por 5 milhões de espectadores.
  • Nos meses que antecederam a estreia do programa de Xuxa na TV Globo, a equipe responsável pela criação pesquisou mais de 50 brincadeiras e criou outras para serem realizadas. Todas deviam ser facilmente reproduzidas pelas crianças em casa.
  • No Natal de 1986, a apresentadora recebeu seu oitavo disco de platina, prêmio concedido a cada 250 mil cópias vendidas. O LP Xou da Xuxa, da gravadora Som Livre, já havia vendido até então mais de dois milhões de cópias, batendo o recorde sul-americano de vendagem de um só disco. Xuxa vendeu mais do que Roberto Carlos naquele ano. Nos anos seguintes, a apresentadora ainda lançou mais seis discos, como Xou da Xuxa 2 e 3, além de ter gravado dois LPs com suas músicas traduzidas para o espanhol, que chegaram a vender 2,4 milhões de cópias. Até hoje, Xuxa vendeu mais de 30 milhões de discos, recebeu 214 discos de ouro, 76 de platina, 11 de diamante e 4 de diamante duplo. O disco Xou da Xuxa 3 entrou para o Guiness como o disco infantil mais vendido, com mais de três milhões de cópias. Entre os sucessos estavam Ilariê e Brincar de Índio.
  • Apesar desta 2ª abertura (1988) ser considerada polêmica para alguns, o Vídeo Show exibiu no quadro Aberturas Inesquecíveis em 17 de maio de 2012.
  • O modelo de Microfone da 4ª temporada viria ser marca registrada, até que virou um brinquedo da marca Mimo e que já foi bastante vendido na época. Tanto quanto a bota usada pelas Paquitas.
  • Em 1991, o "Xou da Xuxa" passou a ser transmitido para 17 países da América Latina, onde era chamado de "El show de Xuxa".
  • Foram lançados diversos produtos com a marca de Xuxa, como bonecas, roupas e acessórios, e as crianças de diferentes níveis sociais começaram a se vestir igual à Xuxa. As botas de couro brancas e as “xuxinhas” para prender os cabelos viraram febre entre crianças e adolescentes.
  • O sucesso brasileiro do Xou da Xuxa e da apresentadora estendeu-se às crianças de outras nacionalidades. A partir de 1991, uma versão do programa em língua espanhola – El Show de Xuxa – era transmitida para 17 países da América Latina pela televisão argentina Telefe. O programa, líder de audiência no horário, ficou no ar por volta de dois anos. Cerca de dois milhões de crianças norte-americanas também assistiam ao programa – El Show –, que era exibido aos sábados e domingos pela rede Univisión. Em 1992, Xuxa lançou o Xuxa Park, infantil apresentado pela Tele 5 espanhola. Um programa homônimo, Xuxa Park, seria lançado pela Rede Globo em 1994.
  • Em 1993, com um contrato assinado com a produtora norte-americana MTM Enterprises, Xuxa foi para os Estados Unidos. A versão americana de seu programa – Xuxa, falada em inglês, foi lançada naquele país em setembro do mesmo ano. Com meia hora de duração, o infantil continha brincadeiras, números musicais e quadros educativos. O programa era transmitido diariamente por um pool formado por cerca de 100 emissoras, que cobriam 85% do território norte-americano. Nessa época, a rede Univisión deixou de exibir El Show de Xuxa.
  • A nave branca (parte do último ano do Xou), foi usada na versão argentina em 1993, e três anos depois, foi utilizada no especial de 10 anos em 1996.
  • Durante o período de Xou da Xuxa, ela comandou outras atrações na Rede Globo, como Bobeou Dançou (1989) e Paradão da Xuxa (1992). Após 7 anos com o Xou, somente no Brasil passou a apresentar os diversos programas como Xuxa (1993), Xuxa Park (1994-2001), Xuxa Hits (1995-1998), Planeta Xuxa (1997-2002), Xuxa no Mundo da Imaginação (2002-2004), Conexão Xuxa (2007) e TV Xuxa (2005-2014).
  • Em 2013, a Som Livre lançou uma coletânea com sete álbuns lançados do "Xou da Xuxa" com um álbum de algumas músicas inéditas nas quais foram tocadas nos seus programas.
  • Leon Martins, do canal Coisa de Nerd no YouTube, participou de uma edição de 1989. Segundo ele, a experiência foi traumática.
  • Selton Mello participou do teaser de estréia do programa. Lá, ele iria espiar uma porta que provavelmente algo sobre o programa. Mas a própria Xuxa apareceu naquele instante o impedindo de estragar a surpresa.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Em 1990, Xuxa foi convidada pela Academia de Artes & Ciências Televisivas dos Estados Unidos para entregar o prêmio Emmy na categoria de melhor programa infantil e apresentar uma de suas canções na festa de premiação. [7]

Ganhou em 1987 a 1993, o Troféu Imprensa de Melhor programa infantil.[8]

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Alzer, Luiz André e Claudino, Mariana. Almanaque anos 80. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações, 2004. pp. 32. 296 páginas. ISBN 8500015322.
  2. Raboni, André. "Xou da Xuxa: há 22 anos ludibriando nossas crianças". Acerto de Contas. 30 de junho de 2008. Acesso em 25 de dezembro de 2010.
  3. "O Xou da Xuxa é uma vitrine comercial. Pode funcionar como uma escola de consumidores pervertidos que, aos três anos de idade, já começam a se preocupar com a griffe das roupas que usam". In: Veja. Volume 24. Editora Abril, 1991. Disponível em [1].
  4. Ribeiro, Renato Janine. O afeto autoritário: televisão, ética e democracia. Atelie Editorial, 2005. pp. 24. 221 páginas. ISBN 8574802301.
  5. Jobim e Souza, Solange. Educação @ pós-modernidade: Ficções científicas & Crônicas do cotidiano. 7Letras, 2003. pp. 147. 173 páginas. ISBN 8575770241.
  6. "Ruth Cardoso reservou boa parte do último de seus 37 trabalhos científicos publicados no Exterior para criticar duramente a maneira de Xuxa lidar com o público infantil pela televisão. "O Xou da Xuxa provoca, expressa e incentiva a malícia". In: Istoé. Volumes 1326-1330. Editora Três, 1995. Disponível em [2].
  7. http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,GYN0-5273-253260,00.html
  8. http://chancedegol.uol.com.br/hugo/histcur.htm

Ligações externas[editar | editar código-fonte]