Araçariguama

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Araçariguama
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Araçariguama
Bandeira
Hino
Lema Cidade de Oportunidades
Gentílico araçariguamense
Localização
Localização de Araçariguama em São Paulo
Localização de Araçariguama em São Paulo
Mapa de Araçariguama
Coordenadas 23° 26' 20" S 47° 03' 39" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária[1] Sorocaba
Região imediata[1] Sorocaba
Região metropolitana Sorocaba
Municípios limítrofes Cabreúva, Itu, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e São Roque
Distância até a capital 54 km[2]
História
Fundação 6 de dezembro de 1653 (367 anos)
Aniversário 19 de maio
Administração
Prefeito(a) Rodrigo de Andrade (Republicanos, 2021 – 2024)
Vereadores 11
Características geográficas
Área total [3] 146,331 km²
População total (estimativa IBGE/2019[4]) 27 964 hab.
Densidade 191,1 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 695 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 18147000
Indicadores
IDH (PNUD/2000[5]) 0,77 alto
PIB (IBGE/2008[6]) R$ 1 467 906,650 mil
PIB per capita (IBGE/2008[6]) R$ 112 681,86
Sítio http://www.aracariguama.sp.gov.br (Prefeitura)
http://www.camaraaracariguama.sp.gov.br (Câmara)

Araçariguama é um município do estado de São Paulo, no Brasil, situado na Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista e na Microrregião de Sorocaba. É conhecido como "O Portal do Interior".

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Araçariguama" é um termo tupi que significa "lugar em que os araçaris bebem água", através da junção dos termos arasari (araçari), 'y (água), 'u (beber) e aba (lugar).[7]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1590, o mameluco Affonso Sardinha, conhecido como Capitão-Mor de São Paulo de Piratininga registra ter encontrado ouro de lavagem nas proximidades do Morro do Vuturuna, sendo este o marco histórico da formação de Araçariguama. Em 04 de Dezembro de 1605 Affonso Sardinha ergueu uma capela aos devotos de Santa Bárbara (sendo ela a protetora dos mineiros e dos militares) ao pé do Morro do Vuturuna; nos arredores do local hoje conhecido como Morro do Cantagalo, onde se descobriu um vasto veio aurífero em Araçariguama.

Entre 1625 e 1640, com a dispersão e fixação dos fazendeiros e bandeirantes de Santana de Parnaíba por áreas próximas, principalmente às margens do Rio Tietê, muitos desses bandeirantes paulistas aqui se fixaram, sempre em função da exploração aurífera.

Em 1648 foi edificada a Capela de Nossa Senhora da Penha, onde Gonçalo Bicudo Chassin deu início ao vilarejo que mais tarde se tornaria o povoado de Araçariguama, sendo construída em taipa de pilão.

Em 1653 a capela foi elevada à condição de paróquia e hoje é a matriz do município e foi uma das mais importantes do território, então pertencente à vila de Parnaíba. A igreja localiza-se na área central do município e nas proximidades do Morro do Vuturuna, onde outrora se encontravam os principais veios auríferos de São Paulo, explorado por Affonso Sardinha, já em 1590.

Entre 1650 e 1653 foi construída em parte da Fazenda Araçariguama, adquirida pelo Capitão-mor, Guilherme Pompeu de Almeida, a Capela de Nossa Senhora da Conceição; nas proximidades do Ribeirão do Colégio, onde hoje esta localizada o Bairro do Rio Acima, constituindo-se no decorrer do tempo na mais importante edificação religiosa em território araçariguamense, principalmente pela notoriedade e respeito da família que mandou construí-la, pois detinham posses em toda a região que ia de São Paulo às Minas Gerais.

Em 1688 foi edificada pelo Padre Guilherme Pompeu de Almeida, a capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição tendo sido construída para atender as atividades religiosas dos administradores e escravos das fazendas da família, local hoje conhecido com Sítio dos Barboza.

Em 12 de fevereiro de 1844 através da lei nº. 10 Araçariguama foi desanexada de Santana de Parnaíba e incorporada à Vila de São Roque onde se tornou freguesia, com a mesma denominação. A partir de 16 de Abril de 1874 através da lei nº. 43, foi elevada a categoria de município desmembrando-se de São Roque. Não obtendo autonomia administrativa, como ocorrera em Santana de Parnaíba, sofreu um processo de estagnação Político-administrativa.

Em 1926, a empresa “Saint George Gold Mine”, obteve direito de exploração da Mina do Ouro de Araçariguama, de onde saíram aproximadamente 45 kg de minério em media por mês. Nesta mesma data foi construída a sede da Casa da Fazenda São José, hoje sede da Fundação Antonio Antonieta Cintra Gordinho em Araçariguama.

Em 1934 através de Decreto Presidencial, o Presidente da República Getúlio Vargas decide lacrar a Mina do Ouro de Araçariguama, por desvio de minérios, sendo que neste mesmo ano por decreto Estadual Araçariguama foi reduzida à condição de Distrito de Paz de São Roque.

Em 1962 foi construída a Rodovia Castelo Branco no governo Ademar de Barros. Na época, a rodovia era denominada “Auto-Estrada do Oeste”. Sua função seria abrir um novo caminho em direção a Mato Grosso e Paraná, sendo considerada nesta década a maior rodovia da América Latina, o que trouxe ares de progresso e esperança de desenvolvimento para o então Distrito de Araçariguama.

Em 1991 graças aos emancipadores liderados por Severino Alves Filho (Paraíba), Araçariguama reconquista sua autonomia político-administrativa. Obedecendo ao plebiscito realizado em 19 de maio de 1991, o então governador do estado Luis Antonio Fleury Filho assina a Lei Estadual de nº 7.665/91 que reconduz Araçariguama a condição de município emancipado, marcando-se eleições para 3 de outubro de 1992. Em 1º de janeiro de 1993, toma posse como primeiro prefeito de Araçariguama o Sr. Severino Alves Filho, sendo substituído pelo Sr. Moysés de Andrade que cumpriu seu mandato de janeiro de 1997 a dezembro de 2000.

Em janeiro de 2001 assume a prefeitura o Sr. Carlos Aymar, sendo reeleito para o segundo mandato em outubro de 2004, do qual se afastou em 31 de março de 2008, assumindo o vice-prefeito Sr. Raul Ribas, que administrou até 31 de dezembro de 2008.

Nesse período a cidade passou por várias transformações, como a vinda de indústrias, a implementação de novos comércios, revitalização da área central. A partir de 1º de janeiro de 2009, assume a prefeitura o Sr. Roque Normélio Hoffmann, com mandato até 31 de dezembro de 2016.

Em 2016, Liliana Medeiros de Almeida Aymar foi eleita prefeita, sendo a primeira mulher a sentar na cadeira de chefe do executivo municipal na história da cidade desde a sua emancipação político-administrativa, quando se desligou de São Roque há 24 anos. Lili Aymar recebeu 6.080 votos, o que corresponde a 50,27% dos votos válidos.

Nas eleições de 2020, Rodrigo de Andrade foi eleito prefeito para o quadriênio 2021 a 2024, tendo vencido a corrida eleitoral com 5.124 votos (41,33% dos votos válidos) contra outros cinco concorrentes, entre eles a então prefeita que estava afastada afastada do cargo Lili Aymar que ficou com 2.336 votos (18,84% dos votos válidos).

De acordo com o site oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Araçariguama tem 145,204 km² de extensão territorial. A cidade faz divisa com os municípios de Cabreúva, Itu, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e São Roque. A população estimada da cidade em 2020 é de 22.860 pessoas. Já o número de eleitores aptos a votar é de 16.978 pessoas de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Araçariguama é conhecida como "O Portal do Interior."

Igreja Nossa Senhora da Penha[editar | editar código-fonte]

Igreja matriz de Araçariguama

Edificada em 1648, a Capela Nossa Senhora da Penha foi o local onde Gonçalo Bicudo Chassin deu início ao vilarejo que, mais tarde, se tornaria o povoado de Araçariguama. Construída em taipa de pilão, a Igreja de Nossa Senhora da Penha, que, em 1653, foi elevada à condição de paróquia e que, hoje, é a matriz do município, foi uma das mais importantes do território, então pertencente à Vila de Parnaíba.

A igreja localiza-se na área central do município e nas proximidades do Morro do Voturuna, onde, outrora, se encontravam os principais veios auríferos de São Paulo, tendo sido explorado por Affonso Sardinha já em 1578

Depois de várias reformas em suas bases, principalmente as registradas em 1772 e 1833 e a última entre 1965 e 1967, a Igreja de Nossa Senhora da Penha foi vitimada por algumas transformações em sua estrutura arquitetônica, resguardando, porém, as características básicas do período de sua construção.

No contexto da expansão territorial de São Paulo, guarda, em sua existência, um dos principais referenciais históricos de toda a região.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 23º26'19" sul e a uma longitude 47º03'41" oeste, estando a uma altitude de 695 metros. Possui uma área de 146,3 km² e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 21 854[4] habitantes.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

População total: 17 080

  • Homens: 8 697
  • Mulheres: 8 383

Densidade demográfica (hab./km²): 117,62

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 20,26

Expectativa de vida (anos): 75,5

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,81g

Taxa de alfabetização: 83,69%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,704

  • IDH-M Renda: 0,717
  • IDH-M Longevidade: 0,814
  • IDH-M Educação: 0,597

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Represa de Pirapora, Rio Tiête, Ribeirão do Colégio, Córrego dos Macacos, Ribeirão Icavetá

Rodovias[editar | editar código-fonte]

  • Presidente Castello Branco - SP-280
  • Rodovia Gregório Spina
  • Rodovia Lívio Tagliassachi (Araçariguama-São Roque)
  • Estrada Itapevi-Araçariguama
  • Estrada de Acesso a São Roque (54 km)

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade era atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[8], que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[9], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[10] para suas operações de telefonia fixa.

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 24 de janeiro de 2011 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 26 de novembro de 2018 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 543.
  8. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  9. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  10. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]