Arquidiocese de Maceió
Arquidiocese de Maceió Archidiœcesis Maceiensis | |
|---|---|
Catedral Metropolitana de Maceió | |
| Localização | |
| País | |
| Dioceses sufragâneas | Palmeira dos Índios Penedo |
| Estatísticas | |
| Área | 8.545 km² |
| Informação | |
| Rito | Romano |
| Estabelecida | 2 de julho de 1900 (126 anos) |
| Elevação a arquidiocese | 13 de fevereiro de 1920 (106 anos) |
| Catedral | Catedral Metropolitana Nossa Senhora dos Prazeres |
| Padroeiro(a) | Nossa Senhora dos Prazeres |
| Liderança | |
| Arcebispo | Carlos Alberto Breis Pereira, O.F.M. |
| Vigário-geral | Mons. José Augusto Silva Melo |
| Arcebispo emérito | Edvaldo Gonçalves Amaral, S.D.B. Antônio Muniz Fernandes, O.Carm. |
| Jurisdição | Arquidiocese Metropolitana (Região Nordeste 2) |
| Sítio oficial | |
| https://arqdemaceio.com.br/ | |
| dados em catholic-hierarchy.org | |
A Arquidiocese de Maceió (em latim: Archidioecesis Maceiensis) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil. Sua sede é o município de Maceió, no estado de Alagoas.[1]
Histórico
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A então Diocese das Alagoas foi fundada em 2 de julho de 1900, por meio da bula Postremis Hisce Temporibus, de Leão XIII. A Diocese possuía como jurisdição todo o território do estado, sendo instalada oficialmente em 23 de agosto de 1901 com a posse solene de seu primeiro bispo, Antônio Manuel de Castilho Brandão[2], na Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres. Dom Antônio Brandão era alagoano, da região sertaneja de Mata Grande e fora também bispo do Grão-Pará.[carece de fontes]
Em 25 de agosto de 1917, a Diocese de Alagoas passou a ser denominada Diocese de Maceió, por decreto do papa Bento XV. Em 13 de fevereiro de 1920, o mesmo pontífice elevou-a à dignidade de arcebispado, por meio da constituição Inter varias, atribuindo-lhe como sufragâneos os bispados de Penedo e Aracaju.[3]
Por fim, na década de 1960, a Província Eclesiástica de Maceió alcançou sua atual configuração com a criação da Diocese de Palmeira dos Índios, pelo papa João XXIII.[3]
Ao longo de mais de um século de história, dez prelados foram nomeados para a sé maceioense, sendo nove como arcebispos e um, o primeiro, como bispo.[4]
O primeiro bispo foi Dom Antônio Manuel de Castilho Brandão, que fundou o Seminário de Nossa Senhora da Assunção, em 1902, instalado inicialmente, de forma provisória, no convento franciscano de Marechal Deodoro. Em 1904, foi inaugurado o prédio definitivo no Alto do Jacutinga, na capital, erguido com seus esforços pessoais. Sob sua gestão, chegaram a Maceió as religiosas Sacramentinas, em 1904, e os Irmãos Maristas, em 1905, para se dedicarem à formação educacional da juventude feminina e masculina do estado.[4]
Ações Pastorais
[editar | editar código]No episcopado de Dom Manuel Antônio de Oliveira Lopes, destacaram-se a criação do cabido diocesano, a fundação da Obra das Vocações Sacerdotais e a inauguração do jornal católico O Semeador, em 1913.[4]
Sob Dom Santino Maria da Silva Coutinho, teve início a construção do Palácio Arquiepiscopal, concluída somente na gestão de seu sucessor, Dom Ranulpho. Nesse período, foi também erguida a nova escadaria externa da Catedral, em razão do replanejamento urbanístico do centro da capital. Ainda se destacam, nessa fase, a chegada das Irmãs do Bom Pastor, em 1929, a fundação do Colégio de São José, confiado às Irmãs de Santa Catarina de Sena, em 1934, a criação da Casa do Pobre e a chegada das Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo, em 1931.[4][4]
O governo de Dom Ranulpho da Silva Farias, entre 1939 e 1963, foi marcado pela implantação e desenvolvimento da Ação Católica na arquidiocese, cuja primeira Semana foi realizada em 1943. Em 1945, promoveu o Congresso Eucarístico Provincial de Ação Católica, encerrado solenemente em 15 de novembro daquele ano. Em seu episcopado, foram criadas doze novas paróquias e ordenados trinta e dois padres.[4]
Dom Adelmo Cavalcante Machado assumiu inicialmente como arcebispo coadjutor, em 29 de novembro de 1955, tomando posse como titular em 1963, após o falecimento de Dom Ranulpho. Participou ativamente do Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965, buscando aplicar suas determinações na arquidiocese. Durante sua gestão, criou o Museu de Arte Sacra, fundou a Casa de Nazaré, a Casa das Irmãs da Cruz, o Centro Social Rural da arquidiocese e a Escola de Serviço Social Padre Anchieta, além de construir o edifício Dom Antônio Brandão e instalar a Rádio Educadora Palmares.[4]
No período de Dom Miguel Fenelon Câmara Filho, entre 1976 e 1984, foram criadas a Associação de Proteção e Assistência Carcerária (APAC) e reaberto o Seminário Maior, com os cursos de Filosofia e Teologia, para os quais foi também construído prédio próprio. Em 1983, realizou-se o Ano Missionário.[4]
Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, entre 1986 e 2002, convocou e presidiu o primeiro Sínodo Arquidiocesano, voltado ao fortalecimento da vida pastoral da Igreja local. Dedicou-se de forma intensa à Obra das Vocações Sacerdotais, organizando a Comissão Arquidiocesana de Ministérios e Vocações e assegurando o funcionamento do Seminário nos cursos de Filosofia e Teologia, além de promover ampla reforma no prédio do Seminário Metropolitano e atrair novos sacerdotes e religiosas para a arquidiocese. Em 1991, durante sua gestão, ocorreu a visita do papa João Paulo II a Maceió.[4]
Já no episcopado de Dom Antônio Muniz Fernandes, diante da escalada da violência no estado, foram instituídas as Missas pela Paz, celebradas mensalmente na Catedral com ampla participação das comunidades e presença de autoridades civis e militares. Em resposta ao avanço do narcotráfico e ao aumento do número de dependentes químicos em Alagoas, fundou a Fazenda da Esperança Santa Teresinha, voltada ao acolhimento e recuperação de dependentes. [4]
Território
[editar | editar código]O território da arquidiocese abrange a capital alagoana, Maceió, e os municípios de Atalaia, Barra de Santo Antônio, Branquinha, Cajueiro, Campestre, Capela, Chã Preta, Colônia Leopoldina, Coqueiro Seco, Flexeiras, Ibateguara, Jacuípe, Japaratinga, Joaquim Gomes, Jundiá, Maragogi, Marechal Deodoro, Matriz de Camaragibe, Messias, Murici, Novo Lino, Paripueira, Passo de Camaragibe, Pilar, Pindoba, Porto Calvo, Porto de Pedras, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, Santana do Mundaú, São José da Laje, São Luís do Quitunde, São Miguel dos Milagres, Satuba, União dos Palmares e Viçosa.[carece de fontes]
Bispos e arcebispos
[editar | editar código]| Nome | Período | Notas | |
|---|---|---|---|
| Arcebispos | |||
| 10º | Carlos Alberto Breis Pereira, O.F.M. | 2024— | Atual |
| 9º | Antônio Muniz Fernandes, O.Carm. | 2007—2024 | Arcebispo emérito |
| 8º | José Carlos Melo, C.M. | 2002—2007 | |
| 7º | Edvaldo Gonçalves Amaral, S.D.B. | 1986—2002 | Arcebispo emérito. |
| 6º | José Lamartine Soares | 1985 | Faleceu antes de assumir a arquidiocese. |
| 5º | Miguel Fenelon Câmara Filho | 1976—1984 | Nomeado arcebispo de Teresina. |
| 4º | Adelmo Cavalcante Machado | 1963—1976 | |
| 3º | Ranulfo da Silva Farias | 1939—1963 | |
| 2º | Santino Maria da Silva Coutinho | 1923—1939 | |
| 1º | Manuel Antônio de Oliveira Lopes | 1911—1922 | Primeiro arcebispo |
| Arcebispos coadjutores | |||
| Adelmo Cavalcante Machado | 1955—1963 | Elevado a arcebispo | |
| Miguel Fenelon Câmara Filho | 1974—1976 | Elevado a arcebispo | |
| José Carlos Melo, C.M. | 2000—2002 | Elevado a arcebispo | |
| Carlos Alberto Breis Pereira, O.F.M. | 2023—2024 | Elevado a arcebispo | |
| Bispo auxiliar | |||
| Eliseu Maria Gomes de Oliveira | 1968—1974 | Nomeado bispo de Caetité | |
| Bispos diocesanos | |||
| 2º | Manuel Antônio de Oliveira Lopes | 1911—1922 | |
| 1º | Antônio Manuel de Castilho Brandão | 1901—1910 | |
Referências
- ↑ «Arquidiocese de Maceió». CNBB Nordeste 2. Consultado em 7 de fevereiro de 2026
- ↑ Nunes, Márcio Manuel Machado (2020). A Arquidiocese de Maceió: Uma Análise do Processo de Estruturação da Igreja Católica no Território Alagoano (1892-1920) (PDF). Coimbra: Universidade de Coimbra
- 1 2 «História da Arquidiocese de Maceió – Arquidiocese de Maceió». Consultado em 12 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 «Bispos – Arquidiocese de Maceió». Consultado em 12 de julho de 2026
Ligações externas
[editar | editar código]- «Perfil em Catholic Hierarchy» (em inglês)

