Hanna Reitsch

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Hanna Reitsch
Hanna Reitsch saúda admiradores com o Hitlergruß (saudação de Hitler), numa visita a sua cidade natal
em abril de 1941. Na esquerda, Karl Hanke, Gauleiter
da Baixa Silésia.
Nascimento 29 de março de 1912
Flag of the German Empire.svg Hirschberg
Império Alemão
Morte 24 de agosto de 1979 (67 anos)
Flag of Germany.svg Frankfurt am Main Alemanha Ocidental
Nacionalidade Alemanha Alemã
Ocupação Aviadora

Hanna Reitsch (Hirschberg, Silésia, 29 de março de 1912Frankfurt am Main, 24 de agosto de 1979) foi uma piloto de testes da Alemanha.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Hanna Reitsch era filha de um oftalmologista e estava estudando para se tornar médica, quando em 1932 resolveu se tornar piloto de testes.

Na década de 1930 destacou-se por bater diversos recordes, entre eles o de ser a primeira mulher a cruzar os Alpes em um planador. Muitos destes recordes duram até hoje. Em 1934 esteve no Brasil com pilotos alemães (era a única mulher no grupo), participando de competições e exibições aéreas.

A 17 de fevereiro de 1934, Hanna Reitsch realizou um voo de planador de 2200 metros sobre a cidade do Rio de Janeiro, estabelecendo o recorde mundial feminino de altitude.

Esteve nos EUA, Portugal, Finlândia e numa expedição à Líbia em 1939 com o Professor Walter Georgii (que auxiliou no desenvolvimento do voo esportivo de planadores com seus conhecimentos de meteorologia).

Participou da segunda guerra mundial como pilota testando os aviões mais modernos. Foi ferida três vezes, caindo com aviões. Virou famosa no mundo inteiro quando conseguiu no dia 25 de abril, nos últimos dias da guerra quando já tudo foi perdido para os militares alemães e já não existiam aviões regulares na Alemanha, chegar a Berlim apesar do cerco pelos russos. Ela conseguiu a façanha com um Fieseler Storch (Cegonha de Fiesel, um avião improvisado de madeira e lona), apesar dos milhares de canhões do russos, que atiraram nela. Já que todos os aeroportos já estavam nas mãos dos russos, ela aterrisou na avenida em frente do portão de Brandenburgo no centro de Berlim, e a foto sensacional foi publicada no mundo inteiro. Foi mandada para Berlim para salvar o ditador Hitler, mas este, completamente preso nas fantasias dele, acreditou ainda na vitória e se recusou. Destarte foi uma das últimas visitantes do bunker de Hitler (Führerbunker), durante a invasão de Berlim pelo exército soviético. Em lugar de Hitler o ministro Albert Speer saiu com ela de Berlim.[1]

Retornou ao Brasil em 1952, ocasião em que fez palestras e conheceu o CTA.

Entre as aeronaves pilotadas por Hanna Reitsch, destacam-se:

Hanna Reitsch faleceu de ataque cardíaco em 24 de agosto de 1979 aos 67 anos, na cidade de Frankfurt.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • (em alemão) Fliegen - mein Leben / Hanna Reitsch (em inglês: The Sky is my Kingdom) ISBN 3548345379 Frankfurt/M - Berlin Ullstein 1988
  • Salinas, Juan; De Nápoli, Carlos - Ultramar Sul. A Última operação secreta do III Reich- Editora Civilização Brasileira, 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Hanna Reitsch
  1. Hanna Reitsch: A pilota de teste de Hitler (em inglês)