Holacracia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Holacracia é um sistema organizacional no qual a autoridade e a tomada de decisão é distribuída a uma holarquia de grupos auto-organizados, abrindo mão, assim, da corrente hierarquia vigente.[1] A Holacracia já foi adotada em organizações lucrativas e não lucrativas em Portugal[2], Austrália, Alemanha, Estados Unidos, França, Nova Zelândia, Suíça e Reino Unido[3].

Origem[editar | editar código-fonte]

A holacracia foi primeiramente implantada em 2007 na Ternary Software, em Exton, Pennsylvania, empresa fundada por Brian Robertson que se tornou notória devido à experimentação dessa forma ultrademocrática de governança organizacional.[4] Em 2010, ele desenvolveu a Constituição da Holacracia, a qual estabelece os princípios e práticas do sistema e tem servido de fundamento às empresas que a adotam.

Em Junho de 2015, Robertson lançou o livro Holacracy: The New Management System for a Rapidly Changing World, que detalha e explica as práticas da holacracia.

O termo holacracia é derivado da palavra holarquia, cunhado por  Arthur Koestler em seu livro Fantasma na Máquina. Uma holarquia é composta por holons (do grego:  ὅλον, holon forma neutra de ὅλος, holos "todo"; "holarquia" foi uma forma mais regular) ou unidades que são autônomas e autossuficientes, mas dependentes do todo maior a que participam. Assim, uma holarquia é uma hierarquia de holons autorreguláveis que funcionam tanto como totalidades autônomas quanto partes dependentes.[5]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Business Intelligence Success Factors: Tools for Aligning Your Business in the Global Economy. [S.l.: s.n.] 2009. ISBN 978-0-470-39240-9  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  2. «Hola-what?! Here's what you need to know about our organizational structure – Mercedes-Benz.io» (em inglês). Consultado em 21 de setembro de 2020 
  3. Röll, Martin. «Organisations running on Holacracy». Consultado em 13 de fevereiro de 2016 
  4. Badal, Jaclyne (23 de abril de 2007). «Can a Company Be Run as a Democracy?». The Walls Street Journal. Consultado em 11 de fevereiro de 2016 
  5. Koestler, Arthur (1967). The Ghost in the Machine. [S.l.: s.n.]