Panteão da Dinastia de Bragança

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Portões da entrada do Panteão Real da Dinastia de Bragança situado na cidade de Lisboa, em Portugal.

O Panteão da Dinastia de Bragança[1] (também chamado de Panteão Real da Dinastia de Bragança ou Panteão dos Braganças), situado no interior do mosteiro da Igreja de São Vicente de Fora em Lisboa, é o lugar onde se encontram sepultados os restos mortais de muitos dos reis, príncipes reais e infantes da quarta e última dinastia real portuguesa, a Dinastia de Bragança, ainda que a mesma tenha ascendência na Casa de Avis, a segunda dinastia real portuguesa que governou Portugal de 1385 a 1580, e descendência na Casa de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota, a última casa real que governou Portugal de 1836 a 1910.

História[editar | editar código-fonte]

Vista geral do interior do Panteão Real da Dinastia de Bragança.

A soberania da Dinastia de Bragança no reino de Portugal (existente de facto até 1910) e no império colonial português, foi iniciada pelo rei D. João IV de Portugal (1604 — 1656) e tendo como seu último rei D. Manuel II, por via da revolução e proclamação da República Portuguesa, decorrida a 5 de outubro de 1910.

O Panteão Real da Dinastia de Bragança situa-se hoje no antigo refeitório do mosteiro da Igreja de São Vicente de Fora e é composto, na sua maioria, por túmulos sob a forma de gavetões feitos em mármore e situados junto das paredes laterais da grande sala que ocupam: os túmulos dos reis portugueses estão ornados com coroas na parte superior e os nomes e títulos dos seus ocupantes estão gravados em letras douradas na parte frontal.

Destacam-se, todavia, os túmulos de D. João IV, porque fundou a Dinastia de Bragança, e os túmulos de D. Manuel II, de sua mãe a rainha D. Amelia de Orleães, de seu pai o rei D. Carlos I, e de seu irmão, o príncipe real D. Luís Filipe de Bragança, por se tratarem da última família reinante da dinastia.

Pormenor dos túmulos do rei D. Carlos I e do príncipe real D. Luís Filipe de Bragança.

O Panteão Real da Dinastia de Bragança está aberto a visitas, incluídas no roteiro do Mosteiro de São Vicente de Fora. Alguns membros da Dinastia de Bragança que não se encontram nele sepultados são: a rainha D. Maria I, que se encontra sepultada na Basílica da Estrela por si mesma mandada construir; D. Pedro IV, rei de Portugal e imperador do Brasil com o título de D. Pedro I, e que foi trasladado do Panteão da Dinastia de Bragança para o Monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo, no Brasil, e cujo coração se encontra na capela-mor da Igreja da Lapa, na cidade do Porto; a rainha D. Maria Pia de Saboia, que ainda jaz no Panteão dos Saboias, na Basílica de Superga em Turim, na região do Piemonte, em Itália.

Vista geral do interior do Panteão Real da Dinastia de Bragança.

O arranjo actual do Panteão Real da Dinastia de Bragança data de 1933, quando também se ergueu junto aos túmulos de D. Carlos I e de seu filho D. Luís Filipe de Bragança uma estátua de uma mulher simbolizando a pátria a chorar pelos seus mártires, sendo que ambos foram assassinados no atentado republicano (o Regicídio) de 1 de fevereiro de 1908.

Junto aos portões de entrada do Panteão da Dinastia de Bragança, encontram-se ainda outras figuras sepultadas como o Duque de Saldanha, um famoso político e primeiro-ministro português do século XIX.

No decurso de 2015 foram iniciadas duas petições públicas junto dos portugueses para a solicitação formal ao Governo da República Portuguesa da autorização de trasladação de Itália para o Panteão Real da Dinastia de Bragança em Portugal dos restos mortais da rainha D. Maria Pia de Saboia[2] e de D. Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança[3] , a famosa alegada filha natural do rei D. Carlos I e consequente neta da rainha sua homónima, dado que, em vida, as duas manifestaram uma enorme vontade de serem sepultadas junto dos restantes membros da família.

Enterros no Panteão da Dinastia de Bragança[editar | editar código-fonte]

Fotografia do interior do Panteão Real da Dinastia de Bragança tirada no período da implantação da República Portuguesa.

Outros enterros[editar | editar código-fonte]

Túmulo de D. José de Bragança, situado na Igreja de São Vicente de Fora, no exterior do Panteão Real da Dinastia de Bragança.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dias, Paulo; Real Panteão dos Bragança: arte e memória. Porto: Antília Editora, Dezembro de 2006. ISBN 972-99612-9-8.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Lihações externas[editar | editar código-fonte]

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