Aliado importante extra-OTAN

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Principal aliado extra-OTAN)
Ir para: navegação, pesquisa
  Estados Unidos
  Importantes aliados extra-OTAN

Aliado importante extra-OTAN,[1][2][3] importante aliado não-OTAN,[4][5] ou simplesmente aliado extra-OTAN[6][7][8][9][10][11] (em inglês: Major non-NATO ally, MNNA) é uma designação dada pelo governo dos Estados Unidos para agrupar aliados estratégicos que possuem relações de trabalho com as Forças Armadas dos Estados Unidos, mas que não são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Tal condição não inclui automaticamente um pacto de defesa mútua com os Estados Unidos, mas confere uma variedade de vantagens militares e financeiras que de outra forma não poderiam ser adquiridos por esses países assim designados.

História[editar | editar código-fonte]

A condição de aliado extra-OTAN foi criada em 1989, na seção 2350a, por meio da Emenda Nunn, adicionada ao Título 10 (que trata das Forças Armadas dos Estados Unidos) do Código dos Estados Unidos pelo Congresso dos Estados Unidos.[12] São estipulados acordos de cooperação em pesquisa e desenvolvimento que poderiam ser aprovados com os aliados extra-OTAN de acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a anuência do chefe da pasta. Os primeiros a receberem a designação foram Austrália, Coreia do Sul, Egito, Israel e Japão.

Em 1996, os grandes aliados da OTAN não receberam benefícios militares e financeiros adicionais, quando a seção 2321k foi adicionada ao Título 22 (Relações Internacionais), do Código dos EUA. Esta seção autorizou ao Presidente dos Estados Unidos 13 dias após o Congresso dos EUA notificar tal feito.[13] Quando esta lei foi promulgada, designava a Austrália, Coreia do Sul, Egito, Israel, Japão, Jordânia e Nova Zelândia como aliados extra-OTAN.

As estratégias de cooperação militar EUA-Nova Zelândia sofreram um revés após o colapso da aliança ANZUS em 1984 devido a questão sobre navios com carregamentos nucleares. A designação da Nova Zelândia como um aliado em tais termos aumentou a colaboração entre os dois países.

Depois que o Paquistão foi nomeado um aliado importante extra-OTAN, os EUA iriam considerar o mesmo status para a Índia, se desejasse.[14]

Em 2014, um projeto de lei foi apresentado no Congresso dos Estados Unidos para conceder o estatuto para a Geórgia, Moldávia e Ucrânia.[15]

Benefícios[editar | editar código-fonte]

Países[editar | editar código-fonte]

Soldados sul-coreanos e um oficial dos EUA monitorando a Zona Desmilitarizada da Coreia.

Os seguintes países foram designados como aliados extra-OTAN dos Estados Unidos (em ordem de nomeação):

Nomeados por George H. W. Bush
Austrália Austrália 1989
Coreia do Sul Coreia do Sul 1989
Egito Egito 1989
Israel Israel 1989
Japão Japão 1989
Nomeados por Bill Clinton
Jordânia Jordânia 1996
Nova Zelândia Nova Zelândia 1997
Argentina Argentina 1998[16]
Nomeados por George W. Bush
Bahrein Bahrein 2002
Filipinas Filipinas 2003
Tailândia Tailândia 2003
Kuwait Kuwait 2004
Marrocos Marrocos 2004
Paquistão Paquistão 2004
Nomeados por Barack Obama
Afeganistão Afeganistão 2012[17]
Tunísia Tunísia 2015[18]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Comissão na Tunísia investiga crimes da ditadura" (em pt-BR). Gazeta do Povo.
  2. «Tunísia cria Comissão da Verdade para investigar crimes da ditadura - 30/05/2015 - Mundo - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 2016-10-12. 
  3. (2016-06-03) "Política: o que os países da Conmebol tem a ver com os Estados Unidos - Trivela" (em pt-BR). Trivela.
  4. (2012-07-07) "EUA concedem privilégios especiais ao Afeganistão como seu aliado fora da Otan". VEJA.com.
  5. «Instituto João Goulart». www.institutojoaogoulart.org.br. Consultado em 2016-10-12. 
  6. «Folha de S.Paulo - Aliada dos EUA: Argentina pede para entrar na Otan - 09/07/99». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 2016-10-12. 
  7. «A INSERÇÃO DA ARGENTINA NA OTAN - RESERVAER». www.reservaer.com.br. Consultado em 2016-10-12. 
  8. Informe MERCOSUL numero 7 : 2000-2001 (Subregional Integration Report Series MERCOSUR = Informes Subregionales de Integración MERCOSUR = Série Informes Subregionais de Integraçao MERCOSUL; 7) BID-INTAL [S.l.] ISBN 9789507381157. 
  9. Bernal-Meza, Raúl. (1998-06-01). "As relações entre Argentina, Brasil, Chile e Estados Unidos: política exterior e Mercosul". Revista Brasileira de Política Internacional 41 (1): 90–108. DOI:10.1590/S0034-73291998000100005. ISSN 0034-7329.
  10. "Adital - Implicações geopolíticas da entrada da Colômbia à Otan".
  11. Braziliense, Correio. . "Otan pretende fazer reunião de emergência sobre crise na Ucrânia" (em pt-BR). Correio Braziliense.
  12. Title 10, section 2350a of U.S. Code
  13. Title 22, section 2321k of U.S. Code
  14. Non-Nato ally: US keen to discuss with India.
  15. S.2277 - Russian Aggression Prevention Act of 2014
  16. «Overview of U.S. Policy Toward South America and the President's Upcoming Trip to the Region». commdocs.house.gov. Consultado em 2016-10-12. 
  17. «Hillary Clinton says Afghanistan 'major non-Nato ally'». BBC News [S.l.: s.n.] 7 de julho de 2012. Consultado em 18-07-12. 
  18. «Designation of Tunisia as a Major Non-NATO Ally». U.S. Department of State. Consultado em 20 May 2016.