Protestos contra o governo Michel Temer

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Protestos contra o governo Michel Temer
Manifestação Fora Temer na Avenida Paulista 1040908-29.08.2016 rrs-7418.jpg
Manifestação contra Michel Temer na Avenida Paulista.
Período Desde junho de 2016[1]
Local  Brasil[2]
Objetivos
Participantes do protesto
Governo Michel Temer
Manifestantes
  • Desde junho de 2016[1]
  • 48 000 (segundo as polícias militares)
  • 746 000 (segundo os organizadores)

Os protestos contra o governo Michel Temer são manifestações populares, com início em 2016 após o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Acontecem atualmente em todas regiões do Brasil e são marcados pelo bordão "Fora Temer".

Contexto[editar | editar código-fonte]

Após o impeachment de Dilma Rousseff uma parcela da população viu-se insatisfeita com o governo Michel Temer, dentre as principais razões:

Objetivos[editar | editar código-fonte]

Entre os que pedem a saída de Michel Temer há favoráveis e contrários ao impeachment de Dilma Rousseff. Em caso de impeachment de Temer, a Constituição prevê ao Congresso eleger um novo presidente por meio de eleições indiretas para finalizar o mandato até 31 de dezembro de 2018.[20]

Manifestações notáveis[editar | editar código-fonte]

Protestos contra a extinção do Ministério da Cultura[editar | editar código-fonte]

Após o afastamento provisório de Dilma Rousseff em 12 de maio de 2016, Michel Temer assumiu a presidência e em uma das suas primeiras medidas acabou com vários ministérios, dentre eles o Ministério da Cultura. Como resposta a isto, as sedes do recém-extinto ministério foram ocupadas por manifestantes e artistas, e o bordão Fora Temer foi entoado ao som da cantata Carmina Burana.[21] Em maio de 2016, Temer volta atrás e recria o Ministério da Cultura.[22]

Reações contrárias nos Jogos Olímpicos[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2016, Temer foi vaiado aos gritos de "Fora, Temer" no início e fim dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, bem como na abertura dos Jogos Paralímpicos, em 7 de setembro de 2016.[23] Neste mesmo dia, Temer já havia sido vaiado de modo semelhante no desfile cívico de comemoração da independência do Brasil em Brasília.[24]

Protestos no dia da independência brasileira[editar | editar código-fonte]

No dia 7 de setembro de 2016, ocorreram protestos contra o governo Temer em 25 estados e no Distrito Federal. A maior manifestação ocorreu na cidade de Salvador.[25]

Protestos contra a PEC dos Teto dos Gastos Públicos[editar | editar código-fonte]

Ocorreram protestos contra a PEC do Teto dos Gastos em diversos estados e no Distrito Federal nos dias 24 de outubro,[26] 11 de novembro[27] e 25 de novembro de 2016,[28] na Avenida Paulista no dia 27 de novembro de 2016[29] e na Esplanada dos Ministérios no dia 29 de novembro, quando estava prevista a votação em primeiro turno no Senado.[30] Inicialmente Temer e sua equipe minimizaram os protestos, tratando-os como algo inexpressivo realizado por grupos pequenos. Posteriormente mudaram a postura, visando evitar maior agitação de seus críticos, e começaram a referir-se aos protestos como algo natural da democracia, adotando o discurso de que deve-se respeitar o direito de manifestação.[31]

Protestos contra a reforma da previdência[editar | editar código-fonte]

Em 15 de março de 2017, houve uma paralisação geral contra a reforma da previdência, anunciada pelo então presidente da República, Michel Temer em 2016.[32] Nela teve um grande envolvimento de funcionários públicos, bancários e estudantes, sendo a paralisação organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).[33]

O motivo da paralisação, iniciou-se após ser assinado uma Emenda Constitucional, número 287/2016. Essa emenda tem como funcionalidade exigir, que os trabalhadores tenham no mínimo 25 anos de contribuição dentro da Previdência Social, tanto no setor público quanto no privado, além de exigir idade mínima da 65 anos para a aposentadoria. Tais mudanças, entre outras, seriam válidas tanto para homens quanto pra mulheres.[34]

A reforma em questão foi assinada pelo então ministro da fazenda, Henrique Meirelles, por causa de um rombo bilionário na previdência social. Este rombo, segundo o INSS, chegou a 316,5 bilhões de reais em 2016, tendo um crescimento expressivo em relação aos anos anteriores.[35]

Devido à reforma da previdência e também à reforma trabalhista, sindicatos e movimentos sociais organizaram uma greve geral em 28 de abril de 2017.[36]

Reações do governo[editar | editar código-fonte]

Em 2016, inicialmente o presidente Michel Temer e sua equipe minimizaram os protestos, tratando-os como algo inexpressivo realizado por grupos pequenos. Posteriormente mudaram a postura, visando evitar maior agitação de seus críticos, e começaram a referir-se aos protestos como algo natural da democracia, adotando o discurso de que deve-se respeitar o direito de manifestação.[37]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Mapa das manifestações contra Temer». G1. 7 de setembro de 2016. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  2. «'Grito dos Excluídos' é marcado por protestos contra o governo Michel Temer». Uol. 7 de setembro de 2016. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  3. Camila Boehm (17 de maio de 2016). «Na Avenida Paulista, manifestantes pedem a saída de Temer da Presidência». Agência Brasil. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  4. Guilherme Azevedo (11 de junho de 2016). «Em SP, manifestantes se dividem entre volta de Dilma e novas eleições». Uol. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  5. Felipe Betim (12 de setembro de 2016). «Milhares voltam a ocupar as ruas de São Paulo pelo "Fora, Temer" e PM detém três pessoas». El País. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  6. Flávio Costa (11 de setembro de 2016). «Protesto anti-Temer tem clima eleitoral e confusão em SP». Uol. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  7. «Ato Fora, Temer em Fortaleza pede novas eleições». O Povo. 31 de agosto de 2016. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  8. «Protesto "Fora todos" pede eleições diretas já em São Paulo». Época Negócios. 1º de abril de 2016. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  9. Letícia Casado (2 de setembro de 2016). «PT, Psol e movimentos sociais vão protestar contra Temer no feriado». Valor. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  10. Pitombo, João Pedro (19 de maio de 2016). «Ministros do governo Temer são alvo de investigações além da Lava Jato». Folha de S.Paulo 
  11. «Equipe de Michel Temer tem investigado e citado na Lava Jato». Folha de S.Paulo. 14 de maio de 2016 
  12. Martins, Victor; Brito, Ricardo (22 de agosto de 2015). «Citado na Lava Jato, Temer diz não conhecer delatores». Estadão 
  13. Beatriz Bulla e Fábio Serapião, Janot diz que Lava Jato tem ritmo mais lento no STF e critica foro privilegiado, O Estado de S. Paulo, 6 de setembro de 2016
  14. «Ministro do Turismo, Henrique Alves entrega pedido de demissão». G1. Globo.com. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  15. «Citado em delação, ministro Henrique Eduardo Alves pede demissão». Uol. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  16. Flávia Furlan, Como Dilma, governadores também praticaram pedaladas
  17. Chico Marés, Plano de governo do PMDB propõe medidas amargas para a população, Gazeta do Povo, 29 de março de 2016
  18. «Movimento por Verdade e Justiça denuncia desmonte da Comissão de Anistia». 3 de setembro de 2016 
  19. «Temer nomeia apoiador da ditadura como membro da Comissão de Anistia». 6 de setembro de 2016 
  20. Ângela Bastos, Diferentes vozes pedem a saída de Temer e novas eleições diretas, Diário Catarinense, 6 de setembro de 2016
  21. Rio: Carmina Burana vira 'Fora Temer' em 'Concerto pela Democracia', Sputnik News Brasil, 18 de maio de 2016
  22. «Michel Temer volta atrás e anuncia a recriação do Ministério da Cultura». G1. Globo.com. 21 de maio de 2016. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  23. Temer é vaiado no início, meio e fim da abertura dos Jogos, Revista VEJA Online, 7 de setembro de 2016
  24. Temer e primeira-dama deixam desfile de 7 Setembro aos gritos de 'golpista', O Dia, 7 de setembro de 2016
  25. 25 estados e DF têm protestos contra Michel Temer no 7 de Setembro, acesso em 08 de setembro de 2016.
  26. Grupos protestam contra a PEC 241 em ao menos 15 estados e no DF, acesso em 24 de outubro, de 2016.
  27. Grupos protestam em 18 estados e no DF contra a PEC que limita gastos, acesso em 24 de outubro, de 2016.
  28. Manifestantes fazem protestos contra a PEC dos gastos pelo país, acesso em 25 de novembro de 2016.
  29. Ato protesta contra PEC do teto e anistia ao caixa 2 na Av. Paulista, acesso em 27 de novembro de 2016
  30. Ato contra a PEC do teto de gastos reúne 10 mil em frente ao Congresso, acesso em 29 de novembro de 2016.
  31. Junia Gama/Eduardo Barrreto (09/09/2016). O Globo. «Após minimizar manifestações, governo muda reação a protestos».oglobo.globo.com. Consultado em 24/01/2017.
  32. «Greve geral: o mapa das paralisações e protestos desta quarta». Exame. Abril. Consultado em 16 de março de 2017 
  33. «Protestos contra a reforma da Previdência tomam as ruas de 17 estados do Brasil». Folha PE. 15 de março de 2017. Consultado em 23 de março de 2017 
  34. «Conheça na íntegra a PEC da Reforma da Previdência de Temer». Uol. Consultado em 23 de março de 2017 
  35. «Rombo na previdência da União e dos Estados chegou a R$ 316,5 bi em 2016». Estadão 
  36. Costa, Camilla (28 de abril de 2017). «1ª greve geral do país, há 100 anos, foi iniciada por mulheres e durou 30 dias». BBC Brasil (em inglês) 
  37. «Após minimizar manifestações, governo muda reação a protestos». O Globo. 9 de setembro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]