Tulipa Ruiz

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Tulipa Ruiz
Tulipa em 2013.
Informação geral
Nome completo Tulipa Ruiz Chagas
Nascimento 19 de outubro de 1978 (39 anos)
Local de nascimento Santos, SP
País  Brasil
Nacionalidade Brasileira
Gênero(s) MPB
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 2009–presente
Gravadora(s) YB Music (2010–11)
Natura Musical (2012–presente)
Afiliação(ões)
Página oficial Tulipa Ruiz

Tulipa Ruiz Chagas (Santos, 19 de outubro de 1978) é uma cantora, compositora e ilustradora brasileira.[1] Nascida em Santos, mudou-se com a mãe Graziella e o irmão Gustavo Ruiz, para São Lourenço, em Minas Gerais. Na adolescência, com a influência do ambiente musical da família, trabalhou numa loja de discos da cidade. Saiu de Minas Gerais aos 22 anos para cursar Comunicação e multimeios na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).[2]

Depois que voltou para a capital paulista, trabalhou quase dez anos como jornalista. Nos últimos anos, passou a abraçar os desenhos – outra paixão de criança – e, ao criar seu Myspace, resolveu entrar para a música e colocou algumas canções na página. Foi o suficiente para abraçar a ideia, começar a fazer shows.[3]. Participou de shows como DonaZica, Trash Pour 4, Júnio Barreto, Ortinho, Projeto Cru, Na Roda, Tiê, Nhocuné Soul e Cérebro Eletrônico. Fez desenhos para livros infantis, agendas, capas de discos e cartazes de shows. Interessa-se por gravações em campo, texturas, ruídos, bordados e cantigas de ninar.[4].

Carreira[editar | editar código-fonte]

Quando estudava na PUC, em São Paulo, Tulipa participou de várias bandas e projetos, até que em um show do Pochete Set (banda formada por Tulipa, Luiz Chagas e Gustavo Ruiz), o jornalista Ronaldo Evangelista gostou do que viu e convidou Tulipa para fazer uma apresentação solo. Então vieram as canções que o irmão registrou em seu estúdio caseiro e ela publicou no Myspace. Em dezembro de 2008 decidiu sair da Agência de Comunicação em que trabalhava para ficar três meses compondo com o irmão e ilustrando. Então foi convidada para o Festival da Trama, no Teatro Oficina.[5] Fez seu primeiro show solo em 2009 no Teatro Oficina, depois, Prata da Casa no SESC Pompéia, colecionando elogios da crítica, inclusive do conceituado produtor musical Nelson Motta [6] e gravou seu primeiro disco: Efêmera.

Efêmera saiu no final de maio de 2010 e rapidamente conquistou a crítica e público. Suas canções foram descritas como "sutis e poeticamente diretas, cheias de arranjos simples e melodias doces e circulares embaladas pela voz única de Tulipa" pelo site Vírgula.[7] Regis Tadeu, escrevendo para o Yahoo! chamou a cantora de "um dos grandes destaques da nova geração de cantoras brasileiras, ela vem se tornando um exemplo de como uma grande voz pode propiciar um belo show."[8]

Tulipa ganhou espaço no cenário musical brasileiro. Fez uma temporada com Marcelo Jeneci e já cantou com cantoras como Zélia Duncan. Tem em seu primeiro álbum participações de Tiê, Anelis Assumpção, Donatinho, Kassin, Thalma de Freitas, Juliana Kehl, Céu e Mariana Aydar.

Construiu o que chama de "pop florestal" - metade de São Paulo, metade de Minas Gerais, com composições próprias, do pai e do irmão, o guitarrista Gustavo Ruiz.[9]

Sua canção "Efêmera" faz parte da trilha sonora do jogo FIFA 11, da EA Sports.

Tulipa Ruiz em apresentação na Dancê Tour

Em 2015 Tulipa Ruiz lançou seu terceiro álbum de estúdio intitulado Dancê, no qual se baseia num som pop mais dançante[10]. O álbum foi indicado ao Grammy Latino e saiu vencedor na categoria de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro[11]

Influências[editar | editar código-fonte]

Tulipa contou que foi um concerto da cantora norte-americana Meredith Monk que mudou sua vida:

"Fiquei absolutamente embasbacada quando assisti ao concerto Impermanência, da criadora de óperas contemporâneas Meredith Monk. Como se quarenta mil fichas sobre espiritualidade, canto, respiração e amadurecimento tivessem caído ali na minha frente. Chorei de atrapalhar o colega do banco ao lado. Foi um rito de passagem para mim. O jeito que Meredith explora a voz, rompendo a barreira entre canto e palavra, me comoveu e fortaleceu. Aprendi que o palco é um lugar sagrado, de poder e experimentação. Foi lindo entender isso."[12]

Tulipa conta que aprendeu a cantar ouvindo cantoras/compositoras como Joni Mitchell, Gal Costa, Ná Ozzetti, Zezé Motta, Baby Consuelo e Joyce.[13]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nascida em Santos, morou até os três anos de idade em São Paulo. Após a separação dos pais mudou-se para São Lourenço, MG. Seu pai, Luiz Chagas, é jornalista e músico do Isca de Polícia, banda que acompanhava Itamar Assumpção. Tulipa contou em entrevista à Revista da Gol (edição de junho de 2010) que recebeu esse nome por causa do filme "A Tulipa Negra".[15]

Desenho[editar | editar código-fonte]

Tulipa desenvolve trabalhos com desenhos, tendo feito o design da capa de seu primeiro álbum. No tumblr "Ateliê da Tulipa" expõe vários de seus trabalhos.[16]

No encarte do CD, há tulipas desenhadas por amigos e familiares, entre eles Rômulo Fróes, Karina Buhr e Ná Ozzetti.[17]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Trabalho Resultado
2010 Melhores de 2010 Folha de S.Paulo Melhor Show Tulipa Ruiz Indicado
Melhores Álbuns "Efêmera" Indicado
2011 Prêmio Multishow de Música Brasileira Artista Revelação Tulipa Ruiz Indicado
Melhor Cantora (júri especializado) Tulipa Ruiz Venceu
MTV Video Music Brasil Banda ou Artista Revelação Tulipa Ruiz Indicado
2012 Prêmio Multishow de Música Brasileira Novo Hit (Júri Especializado) "Dois Café" Indicado
Novo Hit (Júri Especializado) "É" Indicado
Música Compartilhada (Júri Especializado) "Tudo Tanto" Indicado
Melhor Disco (Superjúri) "Tudo Tanto" Venceu
Troféu APCA Melhor Álbum "Tudo Tanto" Venceu
2013 Prêmio Contigo! MPB FM de Música Melhor Álbum POP "Tudo Tanto" Venceu
2015 Prêmio Multishow de Música Brasileira[18] Melhor Disco (Superjúri) "Dancê" Indicado
Nova Canção (Superjúri) "Cartão de Visita" (com Criolo) Indicado
"Proporcional" Indicado
Grammy Latino[19][20] Melhor Artista Revelação Tulipa Ruiz Indicado
Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro "Dancê" Venceu
2016 27º Prêmio da Música Brasileira[21] Projeto Visual "Dancê" por Tereza Bettinardi Venceu

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Ateliê da Tulipa
  2. Revista Criativa Julho/2010
  3. [1]
  4. Last FM Tulipa Ruiz
  5. Criativa - Julho/10
  6. Sintonia Fina - Busca - Tulipa Ruiz
  7. Vírgula
  8. Regis Tadeu (31 de março de 2012). «É show ou é fria – Abril». (Na Mira do Regis) Yahoo!. br.noticias.yahoo.com/blogs. Consultado em 13 de fevereiro de 2017 
  9. Estadão - Tulipa Ruiz e seu pop florestal
  10. «Tulipa Ruiz lança terceiro disco em maio». Território da Música. 9 de abril de 2015. Consultado em 26 de setembro de 2016 
  11. «Cantores brasileiros se destacam ao serem premiados no Grammy Latino». O Dia. 21 de novembro de 2015. Consultado em 26 de setembro de 2016 
  12. Revista Trip - Entrevista
  13. Revista Criativa Julho - 2010
  14. Brigatti, Gustavo (24 de novembro de 2016). «Nando Reis retoma antigas parcerias em "Jardim-pomar"». Zero Hora. Grupo RBS. Consultado em 13 de dezembro de 2016 
  15. Revista da Gol
  16. Ateliê
  17. Rolling Stone Maio/2010
  18. «Superjúri do Prêmio Multishow 2015: conheça os artistas finalistas». Multishow.Globo.com. 10 de agosto de 2015. Consultado em 27 de agosto de 2015 
  19. «Brasileiros indicados na categoria artista revelação do Grammy Latino». ZH Notícias. 23 de setembro de 2015. Consultado em 24 de setembro de 2015 
  20. «Cantores brasileiros se destacam ao serem premiados no Grammy Latino». O Dia. 21 de novembro de 2015. Consultado em 23 de novembro de 2015 
  21. «Veja os vencedores do 27º Prêmio da Música Brasileira». G1. 22 de junho de 2016. Consultado em 23 de junho de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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