Vagabond

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Vagabond
バガボンド
(Bagabondo)
Gênero Ação, Aventura, Drama, Histórico, Chanbara
Mangá
Escrito por Takehiko Inoue
Editora(s) Japão Kodansha
Editora(s)
lusófona(s)
Brasil Conrad (Cancelado)
Brasil Nova Sampa (Cancelado)
Brasil Panini Comics
Revista(s) Weekly Morning
Público-alvo Seinen
Data de publicação 23 de março de 1998 – hiato
Volumes 37 (Lista de capítulos)
Página no Anime News Network (em inglês)
Wikipe-tan face.svg Portal Animangá

Vagabond (バガボンド, Bagabondo?) é uma série de mangá escrita e ilustrada por Takehiko Inoue, baseada no livro "Musashi", de Eiji Yoshikawa, que conta a história do samurai Miyamoto Musashi (宮本武蔵? 15841645).[1]

O mangá começou a ser serializado na revista Weekly Morning em 1998, com os capítulos lançados e copilados em 37 volumes tankōbon pela editora Kodansha até julho de 2014. Vagabond ganhou no ano de 2000 o Prêmio de Mangá Kōdansha e em 2002 o Grande Prêmio no Prêmio Cultural Osamu Tezuka, e já vendeu mais de 82 milhões de cópias em todo o mundo.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Em 1600 d.C., o Japão passa por um dos períodos mais turbulentos de sua história. O jovem Takezo, ao lado de seu amigo Matahachi, deixa a vila Miyamoto para lutar na Batalha de Sekigahara.

Embora sonhem com fama e glória, eles somente encontram a derrota e um caminho repleto de incertezas. Acompanhe a jornada de combates sanguinolentos e desafios espirituais desse destemido espadachim, que ficou conhecido pela posteridade como o grande samurai Miyamoto Musashi! Baseado no romance épico de Eiji Yoshikawa com a sublime arte de Takehiko Inoue, este clássico dos quadrinhos é uma das obras mais premiadas e fiéis à lenda do maior herói do Japão!

Personagens[editar | editar código-fonte]

Personagens principais[editar | editar código-fonte]

(relativo ao mangá: não considerar como biografias históricas oficiais a não ser que o indiquem)

Sasaki Kojiro vs Miyamoto Musashi
  • Miyamoto Musashi: O personagem principal desta saga.
  • Sasaki Kojirō: O lendário arquirrival de Miyamoto Musashi. Se crê que Kojirō tenha estudado o estilo Chujo-ryu de luta de espada, sobre a instrução quer de Toda Seigen ou de Kanemaki Jisai. Kojirō era célebre por sua técnica Tsubame-Gaeshi, o “Corte Andorinha”, inspirada pelo movimento de uma andorinha ao voar. Uma diferença interessante do livro em que se baseia o mangá, é que Kojirō é representado como surdo e mudo.
  • Takuan Sōhō: (1573-1645). Um monge zen-budista, especificamente, representante da seita Rinzai. Em 1610, ele foi designado como abade do templo principal, Daitokuji. Takuan é conhecido por sua brutal honestidade e personalidade meticulosamente perceptiva, que era buscada igualmente por monges, samurais e políticos (como Tokugawa Iemitsu e Go-Mizuno). A correspondência compartilhada entre Takuan com Yagyū Munenori foi compilada em um tratado chamado "A Mente Desinibida". Takuan ajuda a capturar Takezo (antigo nome de Musashi) e logo o renomeia como Miyamoto Musashi, liberando-o para que continue suas viagens e evolua sua personalidade.

Personagens secundários[editar | editar código-fonte]

  • Hon'iden Matahachi: Hedonista e amigo de infância de Musashi. Assume a identidade de Sasaki Kojiro depois de que um moribundo lhe confia o certificado de espadachim de Kojiro. Logo, depois de entrar em contato com o verdadeiro Kojiro, começa a identificar-se a si mesmo como Sasaki Kojiro, um intérprete de Kojiro, dado que o verdadeiro Kojiro é surdo. Logo termina se desentendendo com Musashi depois de uma tensa reunião, em que Matahachi mostra ter intenso ciúmes de Musashi.
  • Tsujikaze Tenma: Um bandido e líder de um bando que visita periodicamente a Okō e toma tudo de valor que ela tinha adquirido. Matou o pai de Akemi (o marido de Okō), sua própria mãe, e depois é assassinado por Takezō, logo após a batalha de Sekigahara.
  • Tsujikaze Kōhei: Nascido em 1580 na vila de Fuwa é irmão mais novo de Tsujikaze Tenma. Sua mãe tentou matá-lo empurrando-o por uma cascata do mesmo modo que ela fez com Tsujikaze Tenma, não obstante Tenma a assassina e leva Kōhei sobre sua proteção. Embora Tenma foi bondoso com ele, Kōhei difícil mente demonstrava algum afeto. Quando o bando de Tsujikaze foi formado e se envolveu em crimes como roubos, violações e extorsões, Kōhei se tornou membro aos 12 anos e era considerado o mais "selvagem" pelos outros membros. Aos 12 anos tentou violentar a esposa de um aldeão que havia assassinado, mas Tenma, não gostando do ato assassinou a mulher para terminar seu sofrimento e esmagou os testículos de Kōhei, deixando-o impotente. Kōhei falha em sua intenção de assassinar a Tenma e como castigo é feito prisioneiro, é durante este tempo quando adota uma perspectiva niilista da vida. O bando Tsujikaze falha em fazer um nome para eles mesmos e honrar ao seu empregador Toyotomi Hideyoshi, na intenção de capturar Tokugawa Ieyasu. No ano 1600 quando tem 20 anos, depois de 7 anos de aprisionamento Kōhei é liberado por soldados sobreviventes da batalha de Sekigahara e escapa com o propósito de encontrar e assassinar seu irmão. Desejando matar Tenma ele mesmo e Takezō havendo-se adiantado, Kōhei confronta a Takezō, mas são interrompidos pelos perseguidores deste último; quando Takezō aparentemente espera a morte suspendido em uma corda ele a corta. Kōhei é conhecido como bandido pelo nome de "Deus da Morte" e assassina o conhecido Shishido Baiken, mestre de kusarigama. Pretendendo ser Baiken, Kōhei vive com uma pequena menina, Rindo, que também usa uma kusarigama. Ele é desafiado a um duelo por Musashi e perde, mas é poupado a vida, embora seriamente ferido. Enquanto se recupera recorda que Sasaki Kojiro esmagou seu orgulho por estar mais adiante no "caminho da morte" que ele. Parece ser que Kojiro foi que fez a Kohei a cicatriz que tem na cara.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O mangá foi publicado pela Conrad Editora entre 2001 e 2006, totalizando 44 edições, que equivale a 22 tankobons e 14 volumes de "Vagabond: A História de Musashi", uma edição de luxo dos tankobons originais publicada entre 2005 e 2007. Ainda em 2006, a editora publicou o O Livro dos Cinco Anéis (五輪書, Gorin no Sho?), escrito pelo próprio Miyamoto Musashi,[2] em 2014 a Nova Sampa assumiu a publicação com o título "Vagabond: A Lenda de Musashi."[3] dando continuidade à edição de luxo da Conrad, a editora publicou apenas quatro edições e a publicação encontra-se em hiato desde de julho de 2014.[4] [5] Em 17 de setembro de 2015, a Nova Sampa anuncia o cancelamento do mangá, afirmando que os direitos já estão com outra editora brasileira.[6] Durante a Comic Con Experience de 2015 foi anunciado que a Panini adquiriu os direitos de publicação.[7]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Em 2000, Vagabond ganhou o Grande Prêmio do Festival de Artes da Mídia do Japão. O seguinte é um extrato do discurso felicitando a Takehiko Inoue: "Desde Toyotomi a Tokugawa. Musashi Miyamoto cresceu em um período de mudança de grandes eras. O senhor Inoue tem tomado o poderoso Musashi que foi chamado às vezes de uma 'besta' e o desenhou como um vagabundo. O artista faz alarde sobre desafiar atrevidamente o trabalho de literatura nacional de Eiji Yoshikawa, incluso, a sensação de velocidade que o cria é impressionante. Eu o envio meus aplausos ao artista por criar uma nova imagem de Musashi."[8] Nesse mesmo ano, Vagabond ganhou o 24º Prêmio Kodansha de Mangá na categoria geral. Em 2002, Vagabond recebe o aclamado Prêmio Cultural Tezuka Osamu. No ano seguinte, Inoue foi nomeado para o Prêmio Eisner de 2003 na categoria de melhor escritor/artista.[9] Vagabond já vendeu 82 milhões de cópias no mundo todo.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Marcelo Naranjo (Dezembro de 2004). Wizard Brasil #15 - No Caminho da Espada. Panini Comics. ISSN 1679-5598
  2. Marcelo Coelho (09/12/2006). «O vazio e a espada». Folha de S.Paulo. 
  3. Leonardo Vicente Di Sessa (26/03/2014). «Vagabond retomado pela Nova Sampa». HQManiacs. 
  4. press release (07/07/2014). «Vagabond: A Lenda de Musashi #18». HQManiacs. 
  5. Informativo Jens: Slam Dunk suspenso por tempo indeterminado.
  6. «Arigatou Gozaimasu». JENS - NOVA SAMPA. 17/09/2015. Consultado em 17/09/2015. 
  7. CCXP 2015: Panini Comics divulga futuros lançamentos
  8. Japan Media Arts Plaza. «2000 Japan Media Arts Festival Manga Division Grand Prize Vagabond». 
  9. Érico Assis (25/04/2004). «Lá fora Especial: Os indicados aos Eisner Awards 2004». Omelete. 
  10. «コンテンツビジネス概論‐12» (PDF) (em japonês). Ritsumeikan University. 13 de fevereiro de 2012. p. 12. Consultado em 15 de maio de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]