Daydream (álbum de Mariah Carey)

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Daydream
Álbum de estúdio de Mariah Carey
Lançamento 3 de Outubro de 1995
Gravação Dezembro de 1994 — Agosto de 1995
Gênero(s) R&B, pop, hip hop
Duração 46:42
Formato(s) CD, vinil
Gravadora(s) Columbia Records
Produção Mariah Carey, Walter Afanasieff, Dave Hall, Jermaine Dupri, Manuel Seal, David Morales, Babyface
Cronologia de Mariah Carey
Último
Último
Merry Christmas
(1994)
Butterfly
(1997)
Próximo
Próximo
Singles de Daydream
  1. "Fantasy"
    Lançamento: 12 de Setembro de 1995
  2. "One Sweet Day"
    Lançamento: 14 de Novembro de 1995
  3. "Open Arms"
    Lançamento: 5 de Dezembro de 1995
  4. "Always Be My Baby"
    Lançamento: 9 de Março de 1996
  5. "Forever"
    Lançamento: 10 de Março de 1996
  6. "Underneath the Stars"
    Lançamento: 5 de Abril de 1996

Daydream é o quinto álbum de estúdio gravado pela cantora e compositora norte-americana Mariah Carey, lançado nos Estados Unidos a 3 de Outubro de 1995 pela distribuidora fonográfica Columbia Records como o acompanhamento de seus sucessos internacionais Music Box (1993) e Merry Christmas (1994). Daydream é ligeiramente diferente dos seus antecessores, visto que a sua sonoridade inclina-se cada vez mais para os géneros R&B e hip hop e possui menos sons puros de música pop. Ao longo do projecto, Carey colaborou com Walter Afanasieff, com quem compôs e produziu a maior parte dos seus dois álbuns anteriores. Com Daydream, a artista levou mais controle sobre a sua direcção musical, bem como a composição do álbum. Carey disse que considerava Daydream o início da sua transformação musical e vocal, uma mudança que se tornou mais evidente em seu lançamento de 1997, Butterfly. Durante a produção do álbum, a cantora sofreu muitas diferenças criativas com sua editora e seu marido, Tommy Mottola.

Neste álbum, Carey colaborou com Jermaine Dupri pela primeira vez, e co-escreveu e produziu uma música com Kenneth "Babyface" Edmonds, com quem já havia colaborado em Music Box. Foi também a primeira vez que trabalhou com o grupo de R&B Boyz II Men. Juntos, eles escreveram o conceito e letra de "One Sweet Day", uma canção que Carey co-produziu com Afanasieff. Com a sua assistência e a adição de alguns produtores contemporâneos, ela foi capaz de fazer uma transição subtil para o mercado de R&B. Daydream foi nomeado para seis Grammy Awards na sua 38ª cerimónia anual, durante a qual, Carey cantou ao vivo. Devido ao sucesso crítico e comercial do álbum, os críticos acreditavam que a cantora seria uma dos grandes vencedores da noite. No entanto, para seu espanto e do público, ela ganhou nenhum dos prémios para os quais foi nomeada, fazendo com que o assunto se tornasse muito público e controverso.

Seis singles foram lançados do álbum. "Fantasy", o primeiro, permaneceu no topo da Billboard Hot 100 durante oito semanas, e foi o segundo single mais vendido de 1995 nos EUA. A canção liderou as paradas da Austrália, Canadá e Nova Zelândia e se tornou um êxito nas cinco melhores posições da Finlândia, França e Reino Unido. "One Sweet Day", o segundo single, estreou no primeiro posto da Hot 100, tendo permanecido no mesmo por 16 semanas consecutivas, estabelecendo assim o recorde de single com mais tempo de permanência no número um na história dos EUA, um recorde que ainda se mantém. Ele também liderou as tabelas de mercados como Canadá e Nova Zelândia, e posicionou-se entre as cinco melhores posições na Austrália, França, Irlanda e Países Baixos. Conjuntamente, os singles de Daydream ocuparam a primeira colocação da Hot 100 por um total de seis meses. A fim de promover Daydream, Carey embarcou na curta mas bem sucedida Daydream World Tour, visitando apenas o Japão e a Europa.

No momento do seu lançamento, Daydream tornou-se no álbum mais aclamado de Carey pela crítica especialista em música contemporânea. Críticos universalmente elogiaram as suas letras e composições amadurecidas, assim como a sua direcção musical. Juntamente com as análises muito favoráveis, o álbum tornou-se num sucesso mundial comercial de grande porte. Daydream estreou no número um em mais de nove paísess, e entre os cinco primeiros em quase todos os principais mercados da música. O álbum tornou-se no segundo de Carey a receber o certificado de disco de platina por dez vezes pela Recording Industry Association of America (RIAA), pelo embarque de mais de 10 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos. Além de seu sucesso interno, o álbum tornou-se no terceiro mais vendido do Japão por uma artista não asiática, com mais de 2.1 milhões de cópias vendidas. Daydream continua sendo um dos álbuns mais vendidos pela cantora, com vendas de mais de 25 milhões em todo o mundo.

Antecedentes e contexto[editar | editar código-fonte]

Além de ser o segundo maior vendedor de Carey até hoje, Daydream serviu como seu álbum mais pessoal e directamente influenciado no momento. Durante a gravação do álbum, Carey cresceu como artista, assim como uma compositora. Pela primeira vez em sua carreira, Carey foi capaz de fazer música com a qual ela se pudesse realmente relacionar, R&B e hip hop. Enquanto a Columbia Records permitiu mais clemência a Carey com a música que ela gravou, eles tornaram-se hesitantes quando ela contou com a participação de Ol' Dirty Bastard no remix de "Fantasy". O medo da mudança repentina foi completamente deixada no outro lado para sua música, e preocupavam se isso comprometeria o sucesso do álbum. Em entrevista à Entertainment Weekly, Carey falou abertamente de seus problemas com Columbia:

Cquote1.svg Todo mundo estava tipo 'O que, você está louco?' Eles estão nervosos sobre quebrar a fórmula. Isso funciona a ter-me a cantar uma balada no palco com um vestido longo com o meu cabelo para cima. Cquote2.svg

Enquanto a nova direcção musical fr Carey causou tensão entre ela e Columbia, ela começou a afectar seriamente os seu relacionamento com seu marido na época, Tommy Mottola. Mottola sempre esteve envolvido na carreira de Carey, porque ele era o chefe da Sony Music, a empresa-mãe de seu selo. Desde a época de estreia de Carey, Mottola havia controlado quase todos os aspectos de sua carreira, mantendo seu som cuidadosamente regulado e insistindo para que ela continuasse gravando música pop, apesar de ela se interessar em hip hop.

"O que eu tentei fazer foi colocar, de alguma forma, uma textura em um monte de músicas, como como parte de fundo que eu fiz as coisas certas, e você sabe que eu só queria ficar um pouco mais criativa com ele.

 — Carey, em entrevista à MTV sobre seu estilo em Daydream.

Carey confessou que ela nunca tentou mudar a situação porque "[ela] costumava ser insegura e cautelosa, e assim [ela] iria ouvir o que as pessoas disserrm." No entanto, o controle exercido de Mottola na sua carreira em breve "derramou a sua vida pessoal", uma vez que eles eram casados, aumentando a quantidade de conflito entre os dois.Logo, era óbvio que o casamento estava em frangalhos, como foi declarado em um artigo da revista Vanity Fair, "o casal começou a discutir na gota de água". Carey esteve muito envolvida no projecto, mais do que ela já tinha sido em um álbum. "Fui para esta fase de gravação, gravação, gravação e fazendo-a muito rápido", disse à Time. "Desta vez, eu tive mais tempo, e eu me concentrei mais no que eu queria fazer." Como a carreira de Carey e o trabalho continuaram a reflectir a sua visão sobre como ele deve soar, seu casamento com Mottola continuou a "deteriorar-se".

Concepção e composição[editar | editar código-fonte]

"Eu tive a ideia de melodia para "Fantasy" e então eu estava ouvindo a rádio e ouvi 'Genius of Love', e eu não tinha ouvido há muito tempo. Lembrou-me de crescer e escutando o rádio e a sensação que a música deu-me parecia ir junto com a melodia e a ideia básica que eu tinha para "Fantasy". Inicialmente eu disse a Eave Hall a ideia e nós fizemos isso."

 — Mariah Carey falando sobre sua ideia e inspiração para "Fantasy", em uma entrevista com Fred Bronson.

Uma das primeiras canções que foi gravada para o álbum foi "Fantasy". Enquanto Carey começou a desenvolver novas ideias para Daydream, pensou na música "Genius of Love" de autoria dos Tom Tom Club. Ela sempre foi fã da música, e apresentou a ideia de fazer uma amostragem do gancho da música a Dave Hall. Hall incorporou um groove que ele sentiu que se adequava a voz de Carey, enquanto ela compôs algumas das outras batidas e escreveu a letra. Carey gravou um remix da música, bem como, com versos de hip-hop de O.D.B dos Wu-Tang Clan, bem como a produção de Puff Daddy. Ela falou muito bem do remix, elogiando Puffy e O.D.B, "Ele é tão conhecido na rua, e ele é uma das melhores pessoas lá fora... nós meio que fizemos o que fazemos e ter O.D.B levou isso para outro nível. Ele era a minha melhor escolha, então eu estava realmente feliz com a maneira como ele saiu." "One Sweet Day" é uma canção que Carey escreveu com o grupo de R&B Boyz II Men. Após o amigo e antigo colaborador de Carey morreu, David Cole, ela começou a escrever e desenvolver uma música que iria prestar uma homenagem a ele e a todos os amigos e familiares que os fãs haviam perdido ao longo da jornada da vida. Carey teve o coro e conceito composto, e depois de reunião com os Boyz II Men, eles perceberam que também tinham uma ideia similar em desenvolvimento. Juntos, usando o refrão e ideia de Carey, assim como a melodia que eles tinham produzido, escreveram e compuseram a música. Foi produzida por Walter Afanasieff, que construiu a melodia da canção e acrescentou vários grooves e batidas. Carey expressa como a música era "destinada a ser" e como todas as peças se encaixaram no lugar:

"Fantasy" faz uma amostra do gancho de "Genius of Love" e incorpora batidas diferentes e grooves.

Uma canção que Carey escreveu sobre pessoas que morreram, e o impacto que têm sobre os outros.

Uma canção que Carey escreveu com Jermaine Dupri e Manuel Seal. Ela desenvolveu o gancho, enquanto cantarolava ao lado do piano.

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Cquote1.svg Eu escrevi a ideia inicial de "One Sweet Day" com Walter, e eu tinha o refrão... e eu parei e disse: "Eu realmente quero fazer isso com os Boyz II Men", porque... obviamente eu sou uma grande fã deles e eu pensei que o trabalho estava gritando para eles, os vocais que eles fazem, portanto eu coloquei-a longe e disse: 'Quem sabe se isso poderia acontecer, mas eu não quero terminar esta canção só porque eu quero que ela seja a nossa canção se alguma vez a fizermos juntos. [A] ideia toda quando você perde as pessoas que estão perto de você, sua vida muda e muda sua perspectiva. Quando chegaram ao estúdio, eu toquei para eles a ideia para a música e quando [ela] terminou, eles se entreolharam, um pouco atordoados, e me disseram que Nathan Morris "tinha escrito uma canção para seu gerente que tinha falecido. Tinha basicamente a mesma letra e se encaixava nos acordes. Foi muito, muito estranho, nós terminamos a canção ali mesmo. Estávamos todos como se tivesse capotado algo sobre isso nós mesmos. O destino tinha muito a ver com isso. Sei que algumas pessoas não vão acreditar, mas nós não faríamos uma história tão maluca." Cquote2.svg

Jermaine, Manuel [Seal] e eu sentamos e Jermaine programou a bateria. Eu disse a ele a sensação que eu queria e Manuel colocou as mãos sobre o teclado e eu comecei a cantar a melodia. Fomos lá e para cá com a ponte e a secção-B. Eu tinha o contorno das letras e comecei a cantar "Always Be My Baby" em minha cabeça.

 — Carey, falando sobre a escrita e desenvolvimento de "Always Be My Baby".

Enquanto o desenvolvimento do álbum estava em andamento, Carey expressou interesse em trabalhar com Jermaine Dupri, com quem ela tinha sido uma fã de desde a sua canção de 1992, "Jump". Logo depois, Carey, Dupri e Seal começaram a compor uma canção para o álbum. Como Seal tocava piano, Carey começou a cantarolar e brincar com certas notas na secção B, até que ela surgiu com o refrão de "Always Be My Baby". Depois o resto da canção foi escrito e composto, Carey gravou a canção ao lado de cantores de fundo de longa data como Kelly Price, Shanrae Price e Melonie Daniels. Juntos, eles construíram "um muro de vozes de fundo", no qual ela cobre com seu belting de notas final. A música apresenta um ritmo downbeat, embora a sua composição foi descrita como "R&B atrevido e macio", que exibiu uma "jam sexy e lenta". "Underneath the Stars" foi a primeira música gravada para Daydream. A música apresenta uma "vibracao de soul dos anos 70", bem como arranhões sintéticos de gravação, para dar à música um autêntico som dos anos 70. Carey sentiu que as adições foram passos simples para continuar a mostrar um groove de R&B contemporâneo. Além disso, ela sentiu que a música prestou homenagem ao estilo de Minnie Riperton, que foi uma das maiores influencias vocais de Carey enquanto crescia. A canção tinha um som suave, e baixo, mostrando um lado mais criativo de Carey.

"[Underneath the Stars] tem uma vibração real dos anos 70, até mesmo colocando os arranhões que você ouve em gravações antigas para dar-lhe esse tipo de sabor. [Ela] foi um bom lugar para começar, porque ela me pôs na cabeça a ideia de fazer um álbum que fosse mais R&B - mais na vibração da era Minnie Riperton, que sempre foi uma inspiração para mim."

 — Carey, falando sobre a escrita e a inspiração por trás de "Underneath the Stars".

Para o álbum, Carey fez um cover da canção de 1982 dos Journey, "Open Arms". A canção foi de escolha pessoal de Carey, bem como sua própria ideia. Junto com Afanasieff, eles atenuaram o arranjo da canção, tornando-a um pouco brilhante, especialmente em comparação com a "crua e poderosa 'One Sweet Day'". Além disso, com a ajuda de cantores de fundo, Carey acrescentou um toque de gospel para a música. Uma das músicas mais gospel que influenciou o álbum foi "I Am Free". A canção foi criada por Carey, Afanasieff e Loris Holland, com quem tinha trabalhado anteriormente em Merry Christmas. Carey começou a cantarolar a melodia com as letras que ela já tinha escrito, enquanto que Holland tocava o órgão e Afanasieff trabalhava na programação da canção. Ter Holland na gravação provou ser uma ideia sábia, dando a música um sentimento genuíno evangelho e não forçado. O refrão era sofisticado e natural, com cada linha "prosseguindo em cascata para a outra", algo que teria sido difícil para uma "vocalista menos qualificada". Carey começou a afastar-se para longe do "padrão de balada de Celine Dion" e indo em direcção a jams R&B. No entanto, ela não ia abandonar completamente o tipo de canções que a tornaram famosa. Por esta razão, Carey escreveu "When I Saw You" com Afanasieff, uma canção que realmente incorpora alguns de seus trabalhos anteriores, como bem como mostra seus vocais poderosos. Voltando ao seu território R&B, Carey gravou "Long Ago", a segunda gravação que ela escreveu ao lado de Dupri e Seal que contém um forte fundo de hip hop. Seus vocais na canção foram descritos como "deslizando sobre a insistente linha de baixo como a seda".

"Melt Away" foi uma canção que Carey produziu por conta própria, e co-escreveu com Babyface. A escrita e produção da música foram "excelentes", com cada verso deslizando em seu refrão. De acordo com Chris Nickson, "Underneath the Stars" foi "tão forte como qualquer música lenta lançada na década de noventa, e que iria encontrar um monte de sabor na tarde da noite com dançarinos" Outra canção que trouxe de trouxe lembranças das décadas mais velhas foi "Forever". O retrocesso foi apresentado através das mudanças de acordes e na forma como a guitarra faz os arpejos, "ficou na vanguarda da música". A música exibia os vocais subtis de Carey, bem como uma riqueza inegável. "Daydream Interlude (Sweet Fantasy Dub Mix)" foi uma das mais animadas faixas do álbum. A canção é um remix de discoteca de "Fantasy", que foi ajustado e remixado pelo famoso produtor de house music, David Morales. A canção foi direcionada para ser uma música dance club, ampliando ainda mais o "horizonte musical" de Carey. A canção incorporou vocais de Carey, e acrescentou-lhes uma batida de house, algo que ele fez para muitos de seus singles sucessores. "Looking In" foi a última música do álbum. Era uma música mais pessoal de Carey no momento, aquela em que ela deixou de aparecer "nua" e "despojada". Segundo o autor Chris Nickson:

Cquote1.svg [A música] reflectiu sobre sua vida agora, as mudanças que ela passou, e a diferença entre a percepção pública de Mariah Carey e a pessoa real. Íntimo e revelador, ele fez um final apropriado para o álbum, e era evidente que Mariah foi crescendo, mudando e se tornando muito mais ela mesma, confiante de quem ela era e no que ela poderia fazer. Cquote2.svg

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
About.com 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg
Allmusic 4.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svg
Entertainment Weekly (B)
Rolling Stone 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg
The New York Times (positivo)
People (positivo)

Criticamente, Daydream foi louvado com aclamação universal pela crítica especialista em música contemporânea. Resenhistas aplaudiram as pequenas mudanças de estilo presentes nos lançamentos anteriores de Carey, tendo alguns acrescentado que este é o seu melhor trabalho.

Bill Lamb, para o portal About.com, atribuiu ao disco quatro estrelas a partir de uma escala de cinco. Lamb elogiou a direcção do álbum e chamou-o de "uma mistura quase-perfeita de R&B/hip hop e baladas exuberantes de ritmo acelerado." Especificamente, Lamb loubou "Fantasy", notando que "a batida forte do clássico 'Genius Of Love' do Tom Tom Club que fundamenta 'Fantasy' é completamente irresistível." Outra canção que foi muito elogiada por Lamb foi "One Sweet Day", na qual ele chamou Carey e Boyz II Men de uma "combinação vocal perfeita" e escreveu: "juntos eles alteraram o que poderia ter sido uma balada melancólica qualquer em uma demonstração esperançosa." Stephen Thomas Erlewine, o editor sénior do Allmusic, avaliou o álbum com quatro estrelas e meia a partir de uma escala de cinco. Erlewine chamou Daydream de "o seu melhor trabalho até o momento" e escreveu: "Mariah Carey certamente sabe como construir um álbum. Posicionando-se directamente entre R&B urbano com faixas como 'Fantasy', e adult contemporary com canções como 'One Sweet Day', um dueto com Boyz II Men, Carey atrai ambos públicos igualmente por causa da enorme quantidade de habilidade e trabalho duro que ela põe nos seus álbuns. Daydream é o seu melhor trabalho até hoje, apresentando uma selecção consistentemente forte de canções e uma performance notavelmente exaltada de Carey. Daydream demonstra que Carey continua a aperfeiçoar a sua habilidade e que mereceu o seu estatuto como uma diva do R&B/pop."

Na sua revisão do disco, Ken Tucker, para a revista electrónica Entertainment Weekly, chamou Daydream de "o seu melhor trabalho desde a sua estreia em 1990", escrevendo: "De facto, é de longe a melhor colecção de músicas que Carey já lançou desde a sua estreia auto-intitulada em 1990. O álbum Daydream, em sua essência, assemelha-se bastante a trabalhos de grooves R&B." Tucker especificamente elogiou "One Sweet Day", "Always Be My Baby", "Forever" e "Daydream Interlude (Fantasy Sweet Dub Mix)", escrevendo: "'One Sweet Day', a sua colaboração com Boyz II Men, irradia uma sensualidade jovial que Carey raramente permite a si própria revelar em sua música. Eu gostei do swing relaxado de 'Always Be My Baby', e o andamento alegre de valsa de 'Forever'. Mas é na música que os fãs de Carey provavelmente irão achar a maisa descartável, 'Daydream Interlude (Fantasy Sweet Dub Mix)', que a cantora realmente define a si própria. No seu melhor, visto que ela está nesta faixa segura e enérgica, Carey é uma diva do disco dos anos 90, uma sucessora merecedora de mulheres desbravadoras como Donna Summer e Vicki Sue Robinson, cantoras de R&B com uma afinidade pelo groove sem fim." Stephen Holden, editor do jornal The New York Times, fez uma análise positiva ao álbum, na qual escreveu: "As composições da Sra. Carey deram um passo para a frente, tornando-se mais relaxadas, mais sensuais e menos dependentes de clichês." Holden elogiou "Fantasy", sobre a qual opinou: "a Sra. Carey entra confiante no território onde pop-soul com sabor de gospel mistura-se com hip hop leve e gravou algumas das músicas corais mais maravilhosamente compostas que poderiam ser encontradas em um álbum contemporâneo." Além disso, ele elogiou "One Sweet Day", "Melt Away", "Always Be My Baby" e "Underneath the Stars", chamando-as de "o melhor do álbum".

A revista People fez também uma análise positiva, chamando o disco de "o seu quarto e melhor álbum", e elogiou o projecto e as suas canções, comentando: "Daydream passa por cima dos seus predecessores pop por causa do material é mais funk amadurecido. Carey também tem melhor controle do seu instrumento — a sua voz demonstra melhor musculação e agilidade. Ela ainda soa um pouco grossa às vezes no que concerne ao fervor, como no [tema de] ritmo acelerado 'Melt Away', que Carey co-escreveu com Babyface. Em maior parte, a sua força vai pairando, desde o belting de bravura em 'One Sweet Day', um dueto com Boyz II men, até à sensação rica de gospel em 'I Am Free', que tem um ânimo tão igrejoso que quase consegue-se ouvir os estalos dos dedos das fãs."

Embora tenha sido positivamente recebido pela crítica em geral, a versão de carey da canção "Open Arms", lançada em 1982 na versão original do grupo Journey, foi universalmente rejeitada. Bill Lamb achou que a música "não teve inspiração" e escreveu que "é simplesmente uma escolha de música não inspirada". Stephen Thomas Erlewine também criticou a escolha da música, chamando-a "de segunda classe", bem como Stephen Holden que limitou-se a descrevê-la como um "remake melancôlico".

Promoção e divulgação[editar | editar código-fonte]

De modo a promover o álbum, Carey embarcou na sua segunda digressão. Originalmente, ela não havia feito planos de fazer a digressão, devido ao longo tempo de viagem e o aborecimento, contudo, após vários pedidos de fãs, a cantora acabou por aceitar fazer a digressão. A digressão abrangeu o Japão e alguns países da Europa, não passando dos Estados Unidos. Isto aconteceu provavelmente por causa da recepção mista que digressão norte-americana Music Box Tour (1993) recebeu três anos antes. Os concertos foram todos bem espaçados, o que deu a Carey tempo suficiente para descansar a sua voz. "É muito esforçado cantar todas as minhas canções, mas eu estou muito ansiosa por isso." Vários músicos juntaram-se a Carey durante a digressão, incluindo Randy Jackson, que foi o director musical e tocou o baixo; Dan Shea no teclado; Vernon Black na guitarra; Gigi Conway na bateria; e Peter Michael e Gary Cirimelli na supervisão da percussão e sequenciamento de música. Todos os músicos e vocalistas de apoio estiveram sob a supervisão de Walter Afanasieff, que tocou o piano e guiou a produção. Antes de ter embarcado na digressão mundial em 1996, Carey fez uma apresentação em um concerto cujos bilhetes estiveram esgotados no Madison Square Garden, Nova Iorque, em 1995. A apresentação foi filmada e lançada em um DVD intitulado Fantasy: Mariah Carey at Madison Square Garden, o quarto lançamento em vídeo da artista.

Quando os bilhetes dos três concertos no Tokyo Dome no Japão estiveram disponíveis para venda, Carey estabeleceu um recorde após todos os 150 mil bilhetes terem esgotado em menos de três horas. Os concertos tornaram-se nos de venda mais rápida da história do estádio, quebrando o recorde anterior estabelecido pelos The Rolling Stones. Os concertos japoneses foram um sucesso tanto comercial como crítico, com alguns críticos e fãs vangloriando o concerto e a voz da cantora. A presença de Carey na Ásia durante a década de 1990 é incomparável a qualquer outro artista internacional. O seu sucesso internacional e antecipação foi comparado com a "Beatlemania" nos anos 1960. Em uma entrevista com a MTV, Carey falou sobre como se sentia por apresentar-se na Ásia:

Cquote1.svg Em primeiro lugar, você está na frente de tantas pessoas que basicamente não falam a sua língua. Levei pouco tempo a acostumar-me, mas acho que no fim do concerto, você sabe, todo o mundo começou a relaxar. Cquote2.svg

Para o concerto, Carey cantou quatorze canções originais, incluindo muitos de seus sucessos até ao momento, bem como algumas canções de Daydream: "Fantasy", "One Sweet Day", "Open Arms", "Always Be My Baby", "Forever", e "Underneath the Stars". Os concertos posteriores da cantora na França, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido também tiveram os seus bilhetes esgotados, sendo recebidos com opiniões universalmente positivas. Durante o curto espaço de tempo das sete apresentações da sua digressão, a artista já havia começado a trabalhar em conceitos para o novo álbum, Butterfly. De acordo com o autor Marc Shapiro, a digressão europeia de Carey foi um verdadeiro sucesso, em vários aspectos:

Cquote1.svg A digressão europeia igualou o sucesso dos seus concertos no Japão. As apresentações de Mariah em países estrangeiros foram experiências animadoras para a cantora. A popularidade — na verdade, mania — dos seus concertos nestes países atingiu proporções massivas. A recepção que os concertos receberam reflectiram o facto de que a música de Mariah atravessa as barreiras raciais e linguísticas e atingiu um núcleo universal e emocional com os seus fãs. A digressão cimentou o facto de que Mariah Carey havia se tornado na peça central no cenário mundial Cquote2.svg

Além de uma digressão ao redor do mundo, Carey fez apresentações em uma variedade de programas de televisão e cerimónias de premiação. Após "Fantasy" ter sido lançada em Setembro na Europa, Carey interpretou a música no programa popular britânico Top of the Pops, que foi transmitido ao vivo via satélite em televisão asiática. Carey cantou "Fantasy" na França e na vigésima terceira cerimónia anual dos American Music Awards, que decorreu durante a noite de 29 de Janeiro de 1996. "One Sweet Day" foi interpretada na trigésima oitava cerimónia anual dos Grammy Awards, no memorial da Princesa Diana em Setembro de 1997, e no especial de natal de Carey emitido pela Black Entertainment Television (BET) em 2001. Durante a sua digressão promocional europeia para o álbum, a artista cantou "Open Arms" em vários programas televisivos, incluindo Wetten, dass..? na Alemanha, Top of the Pops e Des O'Connor no Reino Unido e na televisão sueca.

Singles[editar | editar código-fonte]

No total, seis singles foram lançados a partir de Daydream. "Fantasy" foi lançado como o primeiro single a 12 de Setembro de 1995. Composta por Carey, Dave Hall, Tina Weymouth, Chris Frantz, Steven Stanley e Adrian Belew, a canção foi um sucesso a nível mundial, tendo estreado na primeira posição da Billboard Hot 100 e permanecido por oito semanas, fazendo de Carey a primeira artista feminina e segunda artista no geral a conseguir tal feito. Também foi número um na Austrália, no Canadá e na Nova Zelândia, tendo recebido o certificado de disco de platina no último país. O vídeo musical foi dirigido inteiramente por Carey, tendo sido o seu primeiro a ser dirigido por si. "Fantasy" foi o segundo single mais vendido de 1995, com mais de 1.5 milhões de cópias embarcadas. "One Sweet Day" foi escolhido como o single subsequente, sendo lançado a 14 de Novembro de 1995. É uma colaboração com o grupo Boyz II Men cuja letra fala sobre a perda de um ente querido, e sobre um dia vê-lo no céu mais uma vez. "One Sweet Day" teve um impacto forte nos Estados Unidos, onde também estreou a primeira posição da Hot 100 e permaneceu por dezasseis semanas consecutivas, tornando-se a canção que por mais tempo ocupou o primeiro posto da tabela, um recorde que é mantido até hoje. Lançado em meados de Dezembro de 1995 como o terceiro single em mercados seleccionados da Europa, "Open Arms", uma versão cover da canção original gravada pela banda Journey em 1982, teve sucesso no Reino Unido, Irlanda e Nova Zelândia, no entanto, teve um fraco desempenho nos outros países em que foi lançado, tais como Bélgica, França e Alemanha, onde não conseguiu alcançar as trinta melhores colocações.

"Always Be My Baby" foi lançado em Março de 1996 como o quarto single de Daydream. Composto por Carey, Jermaine Dupri e Manuel Seal, o single foi muito bem recebido pela crítica. Além disso, alcançou a primeira posição nos Estados Unidos, onde permaneceu por duas semanas, e também no Canadá, e ainda se posicionou nas dez melhores colocações em seis países, incluindo a Nova Zelândia. "Forever" foi escolhida para ser divulgada como o quinto single do disco. Devido à sua fraca promoção em território norte-americano, o tema não conseguiu entrar na Hot 100; contudo, teve um sucesso moderado em outras tabelas norte-americanas e também no Canadá. "Underneath the Stars" foi lançada como o sexto e o último single de Daydream. Descrita por Carey como uma das suas canções mais favoritas, teve um desempenho comercial fraco nos EUA, tendo apenas entrado na tabela Hot R&B/Hip-Hop Songs.

Alinhamento de faixas[editar | editar código-fonte]

Edição padrão
N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Fantasy"   Mariah Carey, Chris Frantz, Tina Weymouth, Dave Hall, Adrian Belew, Steven Stanley Mariah Carey, Dave Hall 4:04
2. "Underneath the Stars"   M. Carey, Walter Afanasieff M. Carey, Walter Afanasieff 3:33
3. "One Sweet Day" (com Boyz II Men) M. Carey, Michael McCary, Nathan Morris, Wanya Morris, Shawn Stockman, W. Afanasieff M. Carey, W. Afanasieff 4:42
4. "Open Arms"   Steve Perry, Jonathan Cain M. Carey, W. Afanasieff 3:30
5. "Always Be My Baby"   M. Carey, Jermaine Dupri, Manuel Seal M. Carey, Jermaine Dupri, Manuel Seal 4:18
6. "I Am Free"   M. Carey, W. Afanasieff M. Carey, W. Afanasieff 3:09
7. "When I Saw You"   M. Carey, W. Afanasieff M. Carey, W. Afanasieff 4:24
8. "Long Ago"   M. Carey, J. Dupri M. Carey, J. Dupri, M. Seal 4:34
9. "Melt Away"   M. Carey, Kenneth Brian Edmonds M. Carey, Babyface 3:42
10. "Forever"   M. Carey, W. Afanasieff M. Carey, W. Afanasieff 4:00
11. "Daydream Interlude" (Fantasy Sweet Dub Mix) M. Carey, C. Frantz, T. Weymouth, D. Hall, A. Belew, S. Stanley M. Carey, David Morales 3:04
12. "Looking In"   M. Carey, W. Afanasieff M. Carey, W. Afanasieff 3:35
Duração total:
46:42

Ficha Técnica[editar | editar código-fonte]

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos, onde vendeu 224 mil unidades na sua primeira semana de comercialização, Daydream estreou no primeiro posto da tabela Billboard 200, tendo permanecido no posto na semana seguinte, em que vendeu 216 mil unidades, e por uma terceira semana consecutiva ainda, na qual vendeu 170 mil unidades. As vendas do álbum aumentaram nas semanas seguintes devido às festividades de natal e fim-de-ano, tendo vendido 486 mil e 760 mil exemplares nas duas últimas semanas do ano, respectivamente, garantindo assim a sua posição no topo da tabela. Na semana de natal de 1995, o disco vendeu 760 mil cópias, o maior acumulado de vendas semanal do álbum. Daydream também alcançou a primeira colocação da tabela Top R&B/Hip-Hop Albums e foi o segundo álbum mais vendido de 1996, e o décimo oitavo mais vendido da década de 1990. De acordo com a Nielsen SoundScan, o disco vendeu 7.657 mil exemplares nos EUA, excluíndo clubes de música de BMG. Daydream tornou-se o álbum mais vendido de Carey nos EUA, sendo atribuído o certificado de disco de diamante pela Recording Industry Association of America (RIAA), por ter comercializado mais de dez milhões de unidades.

No Canadá, Daydream atingiu o seu pico na segunda posição, e recebeu o certificado de disco de platina por sete vezes pela Canadian Recording Industry Association (CRIA). Em território europeu o álbum alcançou um sucesso moderado, onde atingiu o primeiro posto das tabelas musicais da Alemanha, Países Baixos, Suíça e Reino Unido. Na França, o disco atingiu um máximo de número dois e recebeu o certificado de disco de platina por duas vezes pela Syndicat National de l'Édition Phonographique (SNEP). Estima-se que as vendas em território francês sejam de 730.4 mil unidades. Daydream foi certificada com o disco de platina por três vezes pela International Federation of the Phonographic Industry (IFPI), o que indica que mais de três milhões de cópias foram comercializadas na Europa. As vendas actuais do álbum por lá são de 3.8 milhões de cópias.

Na Austrália, Daydream recebeu o certificado de disco de platina por cinco vezes pela Australian Recording Industry Association (ARIA), o que indica que mais de 350 mil unidades foram comercializadas no território. O álbum posicionou-se no nono posto da lista dos mais vendidos de 1995 e 1996. No Japão, a obra estreou no número um da Oricon. De acordo com a mesma, Daydream tornou-se no terceiro disco mais vendido por uma artista de origem não-asiática, com cerca de 2 milhões de unidades comercializadas.

Daydream é um dos álbuns mais vendidos do mundo, com mais de 25 milhões de exemplares vendidos.

Certificações[editar | editar código-fonte]

Região — Associação (Vendas) Certificação
(limiares de vendas)
 AlemanhaBVMI (500 mil) Platinum.png Platina[26]
 AustráliaARIA (350 mil) Quintuple Platinum.png 5× Platina[27]
 ÁustriaIFPI (25 mil) Gold.png Ouro[28]
 CanadáMusic Canada (700 mil) Septuple Platinum.png 7× Platina[29]
Flag of Spain.svg EspanhaPROMUSICAE (200 mil) Double Platinum.png 2× Platina[30]
 Estados UnidosRIAA (12.547 mil)[31] Platinum.png 12× Platina[32]
 FrançaSNEP (600 mil) Double Platinum.png 2× Platina[33]
 ItáliaFIMI (200 mil) Double Platinum.png 2× Platina
 JapãoRIAJ (2.2 milhões) Platinum.png Platina[34]
 MéxicoAMPROFON (100 mil) Gold.png Ouro[35]
 Nova ZelândiaRIANZ (75 mil) Quintuple Platinum.png 5× Platina[36]
 NoruegaIFPI (50 mil) Platinum.png Platina[37]
 Países BaixosNVPI (100 mil) Platinum.png Platina[38]
 PolóniaZPAV (50 mil) Gold.png Ouro[39]
SuíçaIFPI (20 mil)[40] Gold.png Ouro[41]
 Reino UnidoBPI (60 mil) Double Platinum.png 2× Platina[42]
União EuropeiaIFPI (3 milhões) Triple Platinum.png 3× Platina[43]

Graficos de sucessão[editar | editar código-fonte]

Precedido por
The Great Escape por Blur
Álbuns número um na Reino Unido UK Album Chart
7 de Outubro de 1995  – 13 de Outubro de 2011
Sucedido por
(What's the Story) Morning Glory? por Oasis
Precedido por
Ballbreaker por AC/DC
Álbuns número um na Austrália ARIA Charts
15 de Outubro de 1995  – 22 de Outubro de 1995
Sucedido por
Dangerous Minds por Vários Artistas
Precedido por
Jagged Little Pill por Alanis Morissette
Álbuns número um na Estados Unidos Billboard 200
21 de Outubro de 1995  – 10 de Novembro de 1995
Sucedido por
Mellon Collie and the Infinite Sadness por The Smashing Pumpkins
Precedido por
Ballbreaker por AC/DC
Álbuns número um na Suíça Schweizer Hitparade
22 de Outubro de 1995  – 28 de Outubro de 1995
Sucedido por
Life por Simply Red
Precedido por
Cracked Rear View por Hootie & The Blowfish
Álbuns número um na Nova Zelândia RIANZ
22 de Outubro de 1995  – 28 de Outubro de 1995
Sucedido por
Design of a Decade 1986/1996 por Janet Jackson
Precedido por
Als Geen Ander por Marco Borsato
Álbuns número um na Países Baixos Hitlisten
28 de Outubro de 1995  – 3 de Novembro de 1995
Sucedido por
'Round the Fire por BZN
Precedido por
Album Dance por Iran Costa
Álbuns número um na Portugal AFP
3 de Outubro de 1995  – 24 de Outubro de 1995
Sucedido por
Life por Simply Red
Precedido por
Anthology 1 por The Beatles
Álbuns número um na Estados Unidos Billboard 200
30 de Dezembro de 1995  – 19 de Janeiro de 1996
Sucedido por
Waiting to Exhale por Vários Artistas

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas de rodapé[editar | editar código-fonte]

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (1995) Créditos do álbum Daydream por Mariah Carey [Compact Disc]. Nova Iorque, Nova Iorque, Estados Unidos: Columbia Records.
  2. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas Booklet
  3. Chartverfolgung / Carey, Mariah / Longplay (em german) musicline.de. Visitado em 2010-04-07.
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  5. a b c d e f g h i j Mariah Carey: Daydream (em german) Ultratop Hung Medien. Visitado em 2010-08-20.
  6. Top Albums/CDs – Volume 62, No. 23, January 22, 1996 RPM (1996-01-22). Visitado em 2010-09-21.
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  12. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas jap
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  25. Mayfield, Geoff (1999-12-25). 1999: The Year In Music Billboard Nielsen Business Media. Visitado em 2010-10-21.
  26. Predefinição:Cite gold platin
  27. Kent, David. Australian Chart Book 1970–1992. [S.l.: s.n.], 2003. ISBN 0-646-11917-6.
  28. IFPI Austria – Gold & Platin (em german) International Federation of the Phonographic Industry. Visitado em 2010-08-19.
  29. CRIA: Certification Results – Mariah Carey Music Canada. Visitado em 2010-08-19.
  30. Salaverri, Fernando. Sólo éxitos: año a año, 1959–2002. 1st. ed. Spain: Fundación Author-SGAE, September-2005. ISBN 8480486392. Visitado em 2010-07-13.
  31. http://www.billboard.com/#/column/chartbeat/ask-billboard-madonna-vs-whitney-vs-mariah-1004005695.story
  32. Gold & Platinum Search Results: Music Box Recording Industry Association of America. Visitado em 2010-08-15.
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  39. Polish certification awards 1995–2010 (em polish) Polish Society of the Phonographic Industry (ZPAV). Visitado em 2010-08-25.
  40. IFPI Switzerland
  41. Awards 1994 (em french) International Federation of the Phonographic Industry. Visitado em 2010-08-19.
  42. Certified Awards Search British Phonographic Industry. Visitado em 2010-08-25.
  43. IFPI Platinum Europe Awards International Federation of the Phonographic Industry. Visitado em 2010-09-13.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]