Fokker 100

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Fokker 100
OceanAir F100 Curitiba.jpg
Fokker 100 da Oceanair
Tipo Avião comercial
Fabricante Países Baixos Fokker
Primeiro voo 30 de novembro de 1986
Capacidade 122 passageiros
Comprimento 35,53 metros
Envergadura 28,08 metros
Altura 8,50 metros
Velocidade máxima 845 km/h
Altitude máxima 11.000 metros
Pista min. decolagem 1.621 m (MTOW) metros
Motorização Rolls-Royce Tay Mk 650-15
Potência 15.100 lbf (67,2 kN)
Alcance (MTOW) 3.170 km (1.710 nm) km
Nota: Especificações considerando-se maior capacidade da aeronave. Fonte1

O Fokker 100 ou Fokker F-100 é uma aeronave comercial bimotor de grande porte, projetada e construída pela fabricante holandesa Fokker para atender pedidos de companhias aéreas que atuam no mercado de transporte aéreo doméstico e regional.

Índice

Histórico [editar]

Com o desenho baseado no seu antecessor, o Fokker F-28, teve seu lançamento anunciado em novembro de 1983, juntamente com o turboélice Fokker 50. O primeiro voo ocorreu em 1987. Com o nome técnico é Fokker MK-28. Foi a maior aeronave construída por aquele fabricante.

Em relação ao Fokker F-28, as principais mudanças estão na fuselagem bem mais alongada, que acomoda cerca de 108 passageiros com razoável conforto, a aviônica sofisticada e a econômica motorização Rolls-Royce Tay 650, com reduzido nível de ruído, dentro do limite Stage III, e com cerca de 15.000 libras de potência individual para a decolagem.

A boa combinação de asas retas e motores turbofans potentes e econômicos resultou numa aeronave ideal para operar em aeroportos com pistas de médio tamanho, e deu o conforto e a velocidade de um avião a jato aos passageiros da aviação regional. Em função disso, o Fokker 100 é considerado um sucesso de vendas da companhia holandesa.

Design e Desenvolvimento [editar]

O desenho do Fokker 100 foi anunciado em 1983 como uma substituição atualizada de seu antigo e já defasado jato comercial F28 Fellowship. Apesar da maioria das partes entre as duas aeronaves serem diferentes, o Fokker 100 foi certificado pela FAA - Federal Aviation Administration como Fokker 28-0100. A distinção mais notável foi a fuselagem consideravelmente mais longa, que aumentou o número de assentos em 65%, indo de 65 nas séries originais do F28 para cerca de 108 em classe única, com assentos triplos e duplos.

A Fokker também introduziu uma asa redesenhada para o 100, que garantia um ganho em eficiência de até 32% nos voos de cruzeiro. A Fokker optou pelos econômicos e modernos motores turbofans Rolls-Royce Tay, enquanto a cabine foi aperfeiçoada com um pacote de instrumentos EFIS (navegação por instrumentos).

O Fokker 100 apresenta motores montados na fuselagem e cauda em "T", semelhante aos modelos da família DC-9, MD-80 e MD-90 da norte-americana McDonnell Douglas. Diferente de seu antecessor, não possui janelas acima do cockpit, conhecidas como "eyebrow windows".

Dois protótipos foram construídos - o primeiro, PH-MKH, voou sua primeira vez em 30 de novembro de 1986 e o segundo, PH-MKC, em 25 de fevereiro de 1987. O certificado de tipo foi alcançado em novembro de 1987. As primeiras entregas dos motorizados com o TAY620-15 se iniciaram para a Swissair em fevereiro de 1988. A American Airlines utilizou 75 aeronaves encomendadas, a TAM - Transportes Aéreos utilizou cerca de 50 aeronaves e a US Airways outras 40. Essas grandes empresas foram os principais clientes da Fokker na década de 1990, os principais operadores do Fokker 100, estes com motores TAY650-15.

No ano de 1991 foram produzidas 70 unidades, com mais de 230 pedidos. Uma versão ER (Extended Range), com tanques adicionais das asas foi introduzida em 1993, e outra versão de mudança rápida entre passageiros e cargueiro em 1994, denominado 100QC.

Um modelo derivado mais curto do Fokker 100, chamado pela empresa de Fokker F-70, foi apresentado em 1993 como um substituto do seu irmão mais velho, F-28, com a remoção de 4,70 m (15.42 ft), dando-lhe uma capacidade máxima de 80 assentos.

Estudos para um provável Fokker 130, com 130 assentos e o Fokker 100QC (cargueiro) não alcançaram estágios mais avançados de desenvolvimento. Um Fokker 100EJ (Executive Jet) foi introduzido em 2003 como uma conversão de aeronaves Fokker 100 usadas.

Falência da Fokker [editar]

Apesar de o desenho ter sido um sucesso no mercado, a Fokker continuou perdendo dinheiro por má administração, o que fez sua controladora Daimler Benz Aerospace decidir por seu fechamento em 1996, encerrando a produção de aeronaves no final de 1997. Havia alguma discussão sobre a empresa ser comprada pela Bombardier, mas os planos não se concretizaram.

Um grupo baseado em Amsterdam, Rekkof Restart (Rekkof é Fokker ao contrário) negociou para reiniciar a produção dos Fokker 70 e 100 em 1999, mas o acordo nunca se completou, apesar do site da empresa apresentar as aeronaves com modernizações.2

Além disso, a forte concorrência da Bombardier e Embraer no segmento ajudaram a descartar qualquer iniciativa de reativação.

Especificações [editar]

Fokker 100
Tay 620
Fokker 100
Tay 650
Tripulação Técnica Dois
Capacidade de Assentos 122 (1 classe - máximo)
107 (1 classe - típico)
97 (2 classes)
Comprimento 35,53 m
Envergadura 28,08 m
Área de Asa 93.5 m²
Altura 8,50 m
Diâmetro da Fuselagem 3,30 m
Largura da Cabine 3,10 m
Altura da Cabine 2,01 m
Peso Básico Operacional 24 375 quilogramas (53 738 lb) 24 541 quilogramas (54 104 lb)
Peso Máximo de Decolagem 43 090 quilogramas (94 997 lb) 45 810 quilogramas (100 994 lb)
Carga Paga 11 242 quilogramas (24 784 lb) 11 993 quilogramas (26 440 lb)
Velocidade Máxima de Cruzeiro 845 km/h (525 mph, 456 nós), Mach 0.77
Alcance (MTOW) 1.323 nm (2.450 km) 1.710 nm (3.170 km)
Pista Necessária (MTOW) 1.520 m 1.621 m
Capacidade de Combustível 13.365 L
Teto Operacional 35.000 pés (11.000 m)
Motorização (2x) Rolls-Royce Tay Mk 620-15 Rolls-Royce Tay Mk 650-15
Potência 13.850 lbf (61,6 kN) 15.100 lbf (67,2 kN)
  • Notas: Os dados são apenas para referência. Tay 620=Rolls-Royce Tay Mk 62015 e Tay 650=Rolls-Royce Tay Mk 65015
  • Fontes: airliners.net3

Operadores [editar]

Em 2013, 229 aeronaves continuam em uso operacional por empresas mundo afora.4

Ex-Operadores [editar]

Utilização no Brasil [editar]

A primeira companhia aerea a utilizar o Fokker 100 foi a TAM, que soube aproveitar bem a aeronave após a proibição de grandes aviões nos aeroportos centrais do Rio de Janeiro e São Paulo na década de 1980, que fez do modelo o único jato da frota brasileira apto a operar no mais movimentado e lucrativo trecho do país: a ponte-aérea Rio-São Paulo.

Também era a única companhia regional a utilizar jatos em aeroportos pequenos, o que a diferenciava das demais, chegando a contar com 50 aeronaves.

Com a crise nas companhias tradicionais, a TAM logo se transformou na maior empresa brasileira de aviação e, após sua rápida internacionalização, viu-se obrigada a renovar e ampliar a frota, escolhendo para isso a família Airbus, fazendo com que paulatinamente aposentasse os aviões holandeses que a ajudaram a se tornar a gigante de hoje.

Já a Avianca Brasil (antiga Ocean Air) passou a utilizar o modelo, adquiridos de segunda-mão junto à American Airlines, a partir de 2006, denominando-os de MK-28.5

Outra companhia que operou o tipo, dois modelos que acabaram na frota da TAM, foi a extinta TABA.

Incidentes [editar]

De acordo com a Aviation Safety Network há 20 incidentes envolvendo o modelo, de 1987 a 2007, sendo que 6 resultaram na perda total da aeronave. O acidente mais grave foi a queda de um modelo utilizado pela companhia aérea brasileira TAM em 1996 (Vôo TAM 402), com a perda de 99 vidas: todos os ocupantes do avião e 3 em solo.6

Notas e referências

  1. "The Fokker 100." airliners.net. Visualizado em 14 de Agosto de 2012.
  2. pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Fokker_100&oldid=30623567#cite_note-o
  3. The Fokker 100
  4. (2009-08-18) "World Airliner Census". Flight International.
  5. Terra. Aeronaves - Fokker 28MK100 (HTML) (em português). Página visitada em 7 de Maio de 2010.
  6. Aviation Safety Network: Fokker 100.

{Ver também [editar]

Ligações externas [editar]

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