Voo TAM 402

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Voo TAM 402
O trem de pouso do Fokker 100 na casa do Jornalista Jorge Tadeu da Silva (na foto)
Sumário
Data 31 de outubro de 1996 (18 anos)
Causa Falha no reversor direito
Local Brasil São Paulo, SP, Brasil
Origem Aeroporto de Congonhas, SP
Destino Aeroporto Santos Dumont, RJ
Passageiros 90
Tripulantes 6
Mortos 99 (96 ocupantes da aeronave e 3 em solo)
Feridos 0
Sobreviventes 0
Aeronave
Modelo Fokker 100
Operador Brasil TAM Transportes Aéreos Regionais
Prefixo PT-MRK[1]
Primeiro voo 1993

O voo TAM 402 era uma linha aérea de passageiros entre São Paulo e Rio de Janeiro operada pela TAM Linhas Aéreas. Tornou-se conhecida pelo seu acidente aéreo ocorrido no dia 31 de outubro de 1996. Nesse dia, o Fokker 100, prefixo PT-MRK, com noventa passageiros e seis tripulantes a bordo caiu 24 segundos logo após a decolagem do Aeroporto Internacional de Congonhas, em São Paulo. Três pessoas morreram em solo. Muitos ficaram feridos.

O acidente[editar | editar código-fonte]

O início[editar | editar código-fonte]

No dia 31 de outubro de 1996 o avião Fokker 100 (nome técnico: Fokker 28 MK-0100) de cor azul-escuro pintado com a inscrição "Number 1" da empresa TAM Linhas Aéreas taxiou pela pista 17R do Aeroporto de Congonhas. Decolou às 8h26min com destino ao Rio de Janeiro. A bordo, noventa passageiros e seis tripulantes. Era comandado por José Antônio Moreno, que tinha mais de nove mil horas de voo, das quais três mil em Fokker 100.

O avião procedia do Aeroporto de Caxias do Sul.

Segundo os radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1), o plano de voo consistia em que o avião saísse do aeroporto com cerca de 33 metros de altura e mudasse sua direção, o que não foi possível devido a uma falha no reversor (sistema de freio que deve ser acionado na hora do pouso) do motor direito, o que impediu o recolhimento do trem de pouso e levou a perda da velocidade e sustentação (estol). Entre a saída do aeroporto até a queda passaram-se somente 24 segundos.

Acionado em situações adequadas, o reversor é aberto em forma de guarda-chuva na parte posterior da turbina da aeronave, que desviando o fluxo de ar do motor para frente, causando a frenagem da aeronave. No caso do voo 402, uma pane neste recurso fez com que ele se abrisse e fechasse durante várias vezes no processo da decolagem. As aeronaves Fokker-100, por não possuírem na época os alarmes de aviso de reversor, deixaram o comandante sem ação quanto a "falta de potência" da aeronave. Quando os alarmes de velocidade soaram na cabine, o comandante simplesmente os ignorou pois eles usualmente davam alarmes falsos (vide Auto-Throttle) e aumentou a potência no motor danificado, causando ainda mais desvio de fluxo de ar.

Estragos nas casas[editar | editar código-fonte]

O Fokker 100 colidiu primeiramente com um prédio de dois andares. Em seguida, a aeronave colidiu com um prédio de três andares, arrancou o telhado de um sobrado (matando o pedreiro Tadao Funada) e mergulhou no asfalto.

Na queda, a aeronave destruiu 8 casas na Rua Luís Orsini de Castro, matando duas pessoas: o professor universitário Marcos Antônio Oliveira e seu cunhado, Dirceu Barbosa Geraldo.

O fato de a região ser habitada predominantemente por trabalhadores do comércio e da indústria e o acidente ter ocorrido depois das 8h da manhã fez com que o número de vítimas em solo fosse baixo, já que a maioria das casas estava vazia.

O resgate dos corpos[editar | editar código-fonte]

No momento do resgate, os corpos que os bombeiros retiraram dos escombros fumegantes estavam irreconhecíveis em sua maioria e o IML teve grande dificuldade na identificação, sendo que em quatro corpos foi necessário o uso do exame de DNA[1] .

Quase todos os passageiros apresentavam como causa principal da morte a quebra da coluna vertebral devido ao impacto a 300 km/h no solo e ao desprendimento das poltronas da fuselagem do avião.

Imagens da tragédia[editar | editar código-fonte]

Imagens do local do acidente[2]

Investigação da tragédia[editar | editar código-fonte]

Em simuladores de aeronaves da TAM, 58 dos melhores pilotos fizeram a simulação do voo 402, partindo de Congonhas e detectando a mesma falha do dia 31 de outubro. Incrivelmente todos - sem exceção - derrubaram o avião, pois não confiando no Auto-throttle, aumentaram a potência do motor direito - como fez o piloto José Antônio Moreno.

Relatório Final do Acidente[editar | editar código-fonte]

Síntese do Relatório da Aeronáutica sobre a queda do voo 402[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [http://www1.folha.uol.com.br/fol/geral/tam/index05.htm / IML fará exame de DNA para identificar vítimas]


Ligações externas[editar | editar código-fonte]