Fundão (Portugal)
| Brasão | Bandeira |
Vista panorâmica da cidade do Fundão |
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| Gentílico | Fundanense |
| Área | 700,13 km² |
| População | 29 213 hab. (2011[1]) |
| Densidade populacional | 41,73 hab./km² |
| N.º de freguesias | 31 |
| Presidente da Câmara Municipal |
Não disponível |
| Fundação do município (ou foral) |
1747 |
| Região (NUTS II) | Centro |
| Sub-região (NUTS III) | Cova da Beira |
| Distrito | Castelo Branco |
| Antiga província | Beira Baixa |
| Orago | São Martinho |
| Feriado municipal | 15 de Setembro |
| Código postal | 6230 |
| Endereço dos Paços do Concelho |
Praça do Município 6230-338 Fundão |
| Sítio oficial | www.cm-fundao.pt |
| Endereço de correio electrónico |
municipio-fundao@cm-fundao.pt |
| Municípios de Portugal |
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O Fundão é uma cidade portuguesa no Distrito de Castelo Branco, região Centro e sub-região da Cova da Beira, com cerca de 8 369 habitantes.[2]
Índice |
[editar] História
Na Idade do Ferro, desde o ano 1000 a.C. até à sua destruição pelos Romanos, houve no topo do Monte de São Brás (na Serra da Gardunha) um Castro lusitano. Este foi substituído por uma villa ou núcleo de edifícios agriculturais no tempo do Império Romano (por baixo da Rua dos Quintãs). Julga-se que a villa foi substituída por uma mansão senhorial fortificada na Alta Idade Média. O topónimo do local Fundão foi pela primeira vez referido em documento de 1307, e depois 1314 e 1320 referindo 32 casas. Nessa altura ficava aquém em população e influência, a várias aldeias que hoje fazem parte do seu concelho, como a do Souto da Casa.
A história do Fundão enquanto centro urbano preeminente é condicionada desde o inicio pelos Cristãos-Novos, assim como a dos concelhos vizinhos de Belmonte e da Covilhã. Após a expulsão dos judeus espanhóis (sefarditas) em 1492 pelos Reis Católicos Fernando e Isabela, grande número de refugiados veio a estabelecer-se na Cova da Beira, onde já havia minorias judaicas significativas.
Foram estes imigrantes, fundando bairros dos quais o mais importante situava-se em volta da Rua da Cale (Rua do Encontro ou da Sinagoga em Hebraico) que permitiram ao local Fundão assumir as dimensões de uma verdadeira cidade. O influxo de mercadores e artesãos judeus transfomaria a cidade num centro importante para o comércio e a industria.
Com o estabelecimento da Inquisição, começaram as perseguições aos judeus e cristão-novos, tendo sido numerosas as expropriações, as torturas e as execuções. Ainda hoje são frequentes os nomes dos cristão-novos nos habitantes da região. A cidade perdeu assim nessa altura grande parte do seu dinamismo económico.
Em 1580 os notáveis da cidade deram o seu apoio ao Prior do Crato D. António, contra as pretensões do Rei de Espanha D. Filipe II (Filipe I de Portugal). Nesse ano elevaram unilateralmente eles próprios o Fundão ao estatuto de Vila. O concelho foi fundado em 1747 por ordem de D.João V, emancipando-o da Covilhã.
No período do Iluminismo do fim do Século XVIII, o então Primeiro Ministro do reino, o Marquês de Pombal, após equiparar legalmente os cristão-novos aos cristão-velhos, procurou restaurar a preeminência económica da cidade fundando a Real Fábrica de Laníficios, onde hoje está situada a Câmara Municipal. Nessa altura voltaram a ser exportados em quantidade os tecidos de lã do Fundão. No século XIX o Fundão foi saqueado durante as Invasões Francesas, e voltou a sofrer durante a Guerra Civil entre os Liberais pró-D. Pedro II e os Conservadores pró-D. Miguel.
A 19 de Abril de 1988 o Fundão foi elevado a Cidade.
[editar] Geografia
A cidade está localizada no sopé do Monte de S.Brás, um ramo da Serra da Gardunha, no planalto da Cova da Beira, a uma altitude de cerca de 500 metros. É sede de um município com 700,13 km² de área e 30 867 habitantes (2008[3]), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios da Covilhã, Belmonte e Sabugal, a leste por Penamacor e Idanha-a-Nova, a sul por Castelo Branco, a sudoeste por Oleiros e a oeste por Pampilhosa da Serra.
[editar] Economia
A cidade é um centro local importante de comércio, serviços e indústria. O concelho compreende parte das terras mais férteis da região, o grande vale da Cova da Beira, onde passa o Rio Zêzere e as suas numerosas ribeiras afluentes. São feitas grandes produções de cerejas e ginjas, pêssegos, azeite e vinho.
Existem minas de Volfrâmio, na Panasqueira (pertencentes ao concelho da Covilhã, mas as suas gentes também faziam vida no Fundão (Silvares))[carece de fontes], de entre as mais importantes do seu tipo do mundo, também de chumbo e estanho. Existem quantidades de prata e ouro. A sua água mineral é das mais vendidas em Portugal.
À saída norte para a Covilhã ao longo da EN 18 desenvolveram-se várias industrias e comércios de interesse até a nível nacional como a transformação de madeira, granitos, vidro e piscinas. Nesta zona existem vários hotéis, restaurantes e piscinas com interesse turístico.
[editar] Demografia
O gráfico seguinte apresenta a evolução demográfica do Concelho do Fundão entre 1801 e 2008:

[editar] Freguesias do Concelho
As freguesias do Concelho do Fundão são as seguintes:
[editar] Cidades Geminadas
Vila Real de Santo António Portugal
Marinha Grande Portugal
Montemor-o-Novo Portugal
Haapsalu Estónia
[editar] Imprensa
O jornal local é o Jornal do Fundão. A cidade do Fundão é também sede do único jornal diário a cobrir a Beira Interior, intitulado Diário XXI.
As rádios locais são a Rádio Jornal do Fundão (100.0 MHz) e a Rádio Cova da Beira (92.5 MHz e 107.0 MHz).
[editar] Pessoas Célebres do Concelho do Fundão
- Bruno Pais (1981-), triatleta.
- Eugénio de Andrade (1923-2005), poeta.
- João Franco (1855-1929), político.
- Celeste Rodrigues (1923-), fadista
[editar] Ligações externas
Referências
- ↑ http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0005889&contexto=pi&selTab=tab0
- ↑ UMA POPULAÇÃO QUE SE URBANIZA, Uma avaliação recente - Cidades, 2004. Instituto Geográfico Português. Página visitada em 30 de Março de 2009.
- ↑ Erro de citação Tag
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