História da Catalunha

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Catalunha.
Cortes catalãs, séc. XV
A Coroa de Aragão no século XV

A Catalunha é uma província localizada no nordeste da península Ibérica formaram inicialmente a partir de municípios que formaram a março espanhola do Império Carolíngio e da extensão e completando unidade foi durante toda a Idade Média. Após a união dinástica do Condado de Barcelona e do reino de Aragão, no século XII, os territórios catalães fazia parte integrante da Coroa de Aragão, alcançando um marítima notável e domínio comercial no final do período medieval. Atualmente, a palavra é comumente usada para se referir a Catalunha da comunidade autônoma de mesmo nome, localizada na Espanha, enquanto as duas instituições culturais, como o Instituto de Estudos e Catalão da Universidade de Perpignan[1] , Catalão mídia como eles falam catalão[2] Norte para referenciar o Roussillon, região integrada no departamento Pirinéus Orientais de França.

Idade Antiga[editar | editar código-fonte]

O primeiro povoamento da região é datada da época do Paleolítico Médio. Os vestígios mais antigos encontrados correspondem à mandíbula de um pré-Neandertal encontrada em Banyoles, com 25.000 anos.

A colonização na idade antiga deu-se em duas etapas. A primeira etapa deu-se com o início da colonização pelos Gregos e Cartagineses. A segunda etapa corresponde a romanização da Catalunha iniciada em 218 a.C.. O actual território catalão foi primeiro englobado na província chamada Hispânia Citerior, para formar parte desde o ano de 27 a.C. a Tarraconense, cuja capital foi Tarraco (atual Tarragona). Com a crise do século III que afectou o Império Romano, a Catalunha foi afectada gravemente com destruição e abandono das vilas romanas.

Idade Média[editar | editar código-fonte]

No século V com a invasão dos povos germânicos, os Visigodos instalaram-se em Tarraconense e em 475 o rei visigodo Eurico formou o Reino Visigodo de Tolosa. Os Visigodos dominaram a região até ao século VIII. Em 711, os Árabes iniciam a conquista da Península Ibérica, algumas batalhas tomaram conta de região principalmente em Tarragona. No último quarto do século VIII veio a reacção dos carolíngios, que conseguiram o domínio das actuais cidades de Girona e Barcelona. No final do século IX, Carlos II (ou Carlos, "o Calvo") nomeou Vifredo, o Veloso Conde de Barcelona e Gerunda. Somente no século seguinte houve independência em relação ao poder carolíngio. No século XI desenvolveu-se uma Catalunha feudal. Com o casamento do conde Ramón Berenguer IV (do Condado de Barcelona) com Petronila de Aragão (do Reino de Aragão) formou-se a Coroa de Aragão. A expansão da Coroa de Aragão teve início com a conquista das cidades de Lérida, Tortosa, Reino de Maiorca (nas Ilhas Baleares), Reino de Valência (que permaneceu com corte própria), Coroa da Sicília, Minorca (nas Ilhas Baleares), Sardenha (ilha italiana). Até às primeiras décadas do século XIV, a coroa teve o seu apogeu, que começou a mudar com o surgimento de catástrofes naturais, crises demográficas, recessão da economia catalã, o surgimento de tensões sociais e crise sucessora (o Rei Martin I não deixou sucessor nomeado). Em 1443, após a conquista do Reino de Nápoles a crise se agravou. Em 1469, o Rei Fernando II de Aragão casou-se com Isabel I (Rainha de Castela) o que conduziu a uma união dos dois reinos a a formação de uma monarquia espanhola.

Período de decadência[editar | editar código-fonte]

Os catalães envolveram-se num conflito, a Guerra dos Segadores, de 1640 até 1652, contra o domínio hispânico do rei Felipe IV.

Nos séculos XVI e XVII, a Catalunha viveu um período de decadência. Os catalães envolveram-se num conflito, a Guerra dos Segadores, de 1640 até 1652, contra o domínio hispânico do rei Felipe IV.

Durante a Guerra de Sucessão Espanhola, a Catalunha apoiou o pretendente austríaco (tal como Inglaterra e Portugal), e depois da Batalha de Monjuic, a 11 de Setembro de 1714, apesar do heróico combate, teve que se render às tropas do pretendente francês. O novo rei, Filipe V de Espanha (conhecido como Filipe de Anjou, era neto do rei francês Luís XIV), incorporou os territórios da antiga Coroa de Aragão sob o nome de Catalunha. A região deixou de ter um estado próprio (a Generalitat e o Conselho de Cento), perdeu os seus direitos e foi incorporada definitivamente no Reino de Espanha.

Renaixença e Catalanismo[editar | editar código-fonte]

Nos finais do século XIX nasceu o movimento chamado em catalão "Renaixença", que foi o início das reivindicações do catalanismo político.

De acordo com Joan Fuster, Hi ha "catalanistes" perquè hi ha "espanyolistes" e no fato o catalanismo estrutura-se séculos eapós a eliminação dos direitos catalães. Esta perda de direitos ocorre de forma gradual, durante o século XVIII, primeiro no norte da Catalunha, com a proibição do catalão em 1700 nos territórios abrangidos pelo Tratado dos Pirenéus na Catalunha e em seguida aplicando os Decretos de Nueva Planta adotados por Filipe V de Castela (oficialmente "de Espanha e Yndias") em 1716. A repressão da língua, cultura e instituições catalãs também continuaram por muito das ditaduras XIX e XX de Primo de Rivera e Francisco Franco.

Historicamente, o catalanismo estrútura-se como um movimento cultural durante a Raenaixença no momento em que tenta recuperar o prestígio da língua e cultura, depois de séculos de diglossia, com iniciativas como a restauração dos Jogos Florais em 1859.

Mais tarde, o catalanismo também estrutúra-se como um movimento político, isso ocorre em 1892, quando o programa chamado Bases de Manresa defende a restauração das antigas Constituições da Catalunha, as regras aprovadas pelo Parlamento catalão e concedeu um alto grau de soberania na Catalunha até 1714.

Atualmente, os partidos ou indivíduos que afirmam ser catalanistas consideram que Catalunha ou os Países catalães, são uma nação e, portanto, merecem um alto grau de autonomia. As alternativas, no entanto, diferem com respeito ao contexto no qual Catalunha tem de desempenhar os seus direitos históricos. Assim, enquanto alguns optam por soberania própia do povo catalão através da autodeterminação, outros preferem uma extensão de auto governo no âmbito das autonomias existentes ou optam pela criação de um novo estado federal.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Nos finais do século XIX nasceu o movimento chamado em catalão "Renaixença", que foi o início das reivindicações do catalanismo político. Um representante do catalanismo político foi Francesc Cambó.

Em 1914, formou-se a Mancomunitat, primeiro organismo administrativo de Catalunha reconhecido pelo Estado Espanhol desde a Guerra de Sucessão Espanhola. Foi dissolvida pela ditadura de Primo de Rivera no ano de 1923.

Com a proclamação da II República Espanhola, em 1931, reconheceu-se a Comunidade Autónoma da Catalunha, não obstante se ter chegado a proclamar unilateralmente a República da Catalunha. Depois de prolongadas negociações aprovou-se o seu Estatuto no ano de 1932, tendo sido eleito Presidente da Generalidade da Catalunha Francesc Macià.

Depois da derrota dos Republicanos na Guerra Civil (1936-1939), a Catalunha perdeu a sua autonomia e sofreu uma importante e pesada repressão cultural e linguística (com a abolição do uso do catalão), por parte do Estado Nacionalista Espanhol.

Em 1975, com a morte de Franco e o fim da ditadura, recuperou outra vez a sua autonomia e língua.

Referências

  1. Nomenclàtor toponímic de la Catalunya del Nord, Barcelona, 2007
  2. Por ejemplo, la web de noticias en catalán Vilaweb