Ataque ao Crocus City Hall

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Ataque ao Crocus City Hall
Ataque ao Crocus City Hall
Interior do Crocus City Hall após o atentado
Local Krasnogorski, Oblast de Moscou/Moscovo
Rússia
Data 22 de março de 2024 – 23 de março de 2024
20:00 – 11:30 (segunda-feira, UTC+3)
Tipo de ataque Tiroteio em massa
bombardeio
incêndio criminoso
massacre
Arma(s)
Mortes 144[3]
Feridos 551[3][4]
Responsável(is) Estado Islâmico de Coraçone (reivindicado)
Participante(s) 4 terroristas[5][6]
Motivo Extremismo islâmico
Mapa
Localização em mapa dinâmico
Coordenadas 55° 49' 33" N 37° 23' 25" E

Ataque ao Crocus City Hall foi um ataque terrorista na sala de concertos Crocus City Hall, parte do complexo comercial Crocus City Mall, localizado em Krasnogorski, no Oblast de Moscou/Moscovo, iniciado a 22 de março de 2024 por volta das 20h00 até as 11:30, terminando no dia seguinte 23 de março de 2024 (horário local, UTC+3). Um tiroteio em massa e múltiplas[7] explosões foram relatadas.[8][9]

Pelo menos 144 pessoas morreram[3][10][11][12][7] e mais de 500 ficaram feridas[13] depois que cinco homens armados e camuflados abriram fogo contra a multidão.[14] tornando-o o ataque terrorista mais mortal na Rússia desde o cerco à escola de Beslan em 2004 e o ataque terrorista mais mortal em Moscou desde os atentados contra apartamentos russos em 1999.[15][16][12]

O Estado Islâmico de Coraçone (EI-C), uma afiliada regional do Estado Islâmico com sede no Ásia Meridional, assumiu a responsabilidade em um comunicado divulgado através do canal Telegram da agência de notícias Amaq logo após o ataque.[17][18][19] Em 23 de março, o EI-C divulgou fotos dos terroristas e um relatório completo sobre o atentado.[1][20] Mais tarde, no mesmo dia, a Amaq divulgou um vídeo mostrando o tiroteio e o corte da garganta das vítimas.[2]

O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o ataque como um "ato terrorista bárbaro" e disse que homens armados foram presos. Posteriormente, foi relatado que dois dos homens armados foram mortos. Ele também declarou o dia 24 de março como dia de luto nacional.[21]

Contexto[editar | editar código-fonte]

O Crocus City Hall antes dos ataques
Hall de entrada do Crocus City Hall antes do atentado

O Crocus City Hall é parte de um bloco de centros comerciais, restaurantes e outras atrações chamado Crocus City. Foi construído em 2009 como um local de concertos com capacidade para 6 mil pessoas.[22] A 7 de Março de 2024, o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia anunciou que tinha neutralizado uma célula terrorista ligada ao Estado Islâmico em Moscovo, que pretendia atacar uma sinagoga na cidade.[23]

Duas semanas antes do ataque, a embaixada do Reino Unido[24] e a embaixada dos Estados Unidos avisaram sobre planos extremistas de atacar grandes aglomerações, incluindo concertos em Moscou.[25] Naquele dia, os Estados Unidos também avisaram privadamente autoridades russas sobre o perigo de um ataque iminente do EI-C com base em informações reunidas no início de março.[26]

Em 19 de março de 2024, o presidente russo Vladimir Putin chamou os avisos sobre possíveis ataques terroristas na Rússia de "chantagem descarada".[27] O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, afirmou que acreditava que os avisos anteriores não tinham relação com o ataque e que os Estados Unidos não tinham conhecimento prévio do ataque.[17]

Ataque[editar | editar código-fonte]

Interior do Crocus City Hall antes (2019)
Exterior do Crocus City Hall em chamas após o atentado
Fachada do Crocus City Hall parcialmente destruída após o incêndio causado pelo atentado

Em 22 de março de 2024, a banda russa Picnic estava programada para fazer um show lotado no Crocus City Hall.[28] Por volta das 20h00, horário local (MSK, UTC+3), antes da banda começar a sua apresentação, pelo menos três homens armados mascarados e em uniforme camuflado abriram fogo contra a multidão usando espingardas automáticas.[29][30] Os atacantes foram descritos por uma testemunha como "barbudos". Os agressores também teriam usado coquetéis molotov, provocando um incêndio no auditório,[29][31] e causando o colapso parcial do telhado.[32] No momento do ataque, havia uma competição de dança de salão onde crianças estavam se apresentando.[16]

Unidades policiais especializadas das unidades SOBR e OMON foram enviadas para o local.[33] Às 21h32, foi relatada uma explosão, seguida por um desabamento parcial do telhado por volta das 22h.[28] Segundo alguns relatos, alguns dos atiradores se barricaram dentro do prédio.[30][9] Imagens verificadas pelo BBC Verify mostraram "um close-up do que parece ser atiradores disparando indiscriminadamente".[16]

Pelo menos 133 pessoas foram mortas[10] e mais de 145 ficaram feridas,[34] com 60 em estado crítico.[35] Centros comerciais e outros espaços públicos foram evacuados após o ataque.[17] A Guarda Nacional Russa foi enviada para procurar os agressores,[16] sendo afirmado que eles possivelmente escaparam usando um carro branco.[36]

A evacuação dos sobreviventes foi realizada por helicópteros médicos,[37] com relatos de 70 equipes de ambulâncias sendo despachadas.[38] Os bombeiros conseguiram evitar que o fogo se espalhasse.[39] Um número desconhecido de pessoas fugiu para a área de estacionamento do palco, enquanto outros fugiram para o telhado. As autoridades conseguiram evacuar aproximadamente 100 pessoas que estavam se escondendo no porão.[16]

Os músicos do Picnic posteriormente postaram no Instagram que eles e sua equipe estavam "vivos e seguros",[16] embora depois tenham dito que não conseguiram entrar em contato com um dos membros da banda.[40]

Vítimas[editar | editar código-fonte]

O prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, visita uma das vítimas do atentado no Hospital Botkin na capital russa

Pelo menos 144 pessoas morreram[3] e mais de 500 ficaram feridas, sendo 107 delas hospitalizadas[3][41] e pelo menos 60 pessoas em estado grave.[42][43] Além dos ferimentos à bala, algumas das mortes foram causadas pela inalação de fumaça.[44] Segundo o ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko, cinco crianças ficaram feridas no ataque.[43]

Os membros da banda russa Picnic postaram posteriormente no Instagram que eles e seus empresários estavam "vivos e seguros",[45] sendo que a agência de notícias russa TASS relatou posteriormente que eles haviam sido evacuados do centro comercial.[46]

Responsabilidade[editar | editar código-fonte]

Dois dos supostos terroristas durante a fuga, capturados por uma câmera de CCTV[47]

Até 23 de março, 11 pessoas foram detidas e os quatro supostos terroristas no carro branco foram capturados[48] no Oblast de Bryansk, perto da fronteira com a Ucrânia e a Bielorrússia.[49][50] No entanto, eles ainda não foram identificados.[51] O Comitê de Investigação da Rússia lançou uma investigação terrorista criminal sobre o ataque.[52]

Estado Islâmico de Coraçone[editar | editar código-fonte]

O Estado Islâmico de Coraçone (EI–C) assumiu a responsabilidade pelo ataque pouco depois em um comunicado divulgado pela agência de notícias Amaq, que pertence ao Estado Islâmico, via Telegram,[17][53] afirmando que os terroristas "retiraram-se para suas bases com segurança".[54] O grupo é uma filial regional do Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Ásia Meridional, principalmente Afeganistão.[55] Autoridades estadunidenses afirmaram ter informações de inteligência indicando que o EI–C estava planejando um ataque à cidade de Moscou.[56] Colin Clarke, da think tank independente Centro Soufan, explicou dizendo que "o EI–C tem uma fixação pela Rússia nos últimos dois anos, criticando frequentemente Putin na sua propaganda".[57]

Alegações russas de envolvimento ucraniano[editar | editar código-fonte]

O jornal russo Kommersant recebeu informações de fontes governamentais de que o grupo anti-Putin Corpo de Voluntários Russos (RDK, sigla em russo), com sede na Ucrânia, seria suspeito e os policiais russos começaram a receber boletins de busca afirmando que os terroristas são "homens jovens, eslavos, de altura acima da média e possivelmente usavam barbas e bigodes falsos".[58] Tanto o RDK como outro grupo militante anti-Kremlin, a Legião da Liberdade da Rússia, negaram envolvimento no ataque.[59] Dmitry Medvedev, vice de Putin no Conselho de Segurança da Rússia, escreveu no aplicativo Telegram que se os responsáveis pelo ataque estiverem ligados à Ucrânia, "todos eles devem ser encontrados e destruídos implacavelmente como terroristas" e "representantes oficiais do Estado da Ucrânia que cometeram tal crime" também seriam punidos.[60]

Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, escreveu que a Ucrânia, que atualmente está em guerra com a Rússia, não esteve envolvida no ataque.[61] A Diretoria Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia acusou as forças especiais russas de organizar o ataque por ordem de Putin.[62] A Casa Branca classificou a situação como “terrível” e disse que não havia indicação de envolvimento ucraniano no ataque.[63] Apesar disso, o Serviço Federal de Segurança da Rússia alegou que os autores do ataque tinham "contatos" na Ucrânia e tentaram fugir para lá após o ataque.[64] O canal de Telegram russo Baza identificou os quatro agressores como cidadãos naturais do Tajiquistão.[65]

Na noite do ataque, o canal de televisão russo pró-Kremlin NTV transmitiu um vídeo deepfake que pretendia mostrar o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, Oleksiy Danilov, confirmando o envolvimento ucraniano no ataque, supostamente dizendo: "Diversão hoje em Moscou, acho muito divertido. Gostaria de acreditar que vamos providenciar essa diversão para eles com mais frequência”. O jornal online russo Meduza, com sede em Riga, na Letônia, desmascarou o vídeo, mostrando que ele foi retirado de notícias antigas do canal 1+1[66] e informou que a mídia pró-Putin financiada pelo Estado na Rússia foi instruída pelo governo russo a destacar possíveis "vestígios" do envolvimento ucraniano no atentado.[67]

Respostas[editar | editar código-fonte]

Doméstica[editar | editar código-fonte]

Bombeiros de Moscou perto do local do incêndio
Serviços de emergência respondendo ao ataque

Num discurso à nação em 23 de março, o presidente russo Vladimir Putin anunciou que 24 de março seria um dia de luto nacional pelas vítimas do ataque e prometeu punir os responsáveis. Putin também afirmou que todos os terroristas foram detidos e alegou que eles estavam tentando entrar na fronteira com a Ucrânia, onde disse que uma "janela" teria sido preparada do lado ucraniano. O prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, cancelou todos os eventos de fim de semana na cidade[68][69] e a segurança foi reforçada nos aeroportos e nas estações de trem e metrô.[29][70][71] Posteriormente, o Ministério da Cultura da Rússia cancelou eventos em todo o país.[72] Em São Petersburgo, os centros comerciais foram fechados e o Oblast de Leningrado foi colocado em alerta máximo.[73][74] Centenas de pessoas reuniram-se em Moscou no dia 23 de março para doar sangue às vítimas.[49]

Discurso de Vladimir Putin após o ataque ao Crocus City Hall
Homenagem em Volgogrado às vítimas do atentando

Putin desejou aos feridos no ataque uma rápida recuperação e elogiou os médicos envolvidos no tratamento das vítimas.[75] Um porta-voz do Patriarca Cirilo da Igreja Ortodoxa Russa disse que ele estava "rezando pela paz para as almas dos mortos". A Embaixada dos Estados Unidos em Moscou expressou "sinceras condolências ao povo russo",[76] enquanto aconselhava seus cidadãos a evitar na área, pois estavam "severamente limitados" na sua capacidade de ajudar os cidadãos estadunidenses devido às limitações impostos pelos russos à capacidade dos funcionários do governo dos Estados Unidos de viajar dentro da Rússia.[76][77][78] A embaixada britânica em Moscou condenou o ataque e expressou as suas “sinceras condolências aos familiares e entes queridos dos feridos e mortos nos acontecimentos de hoje”.[79] A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, pediu à comunidade internacional que condenasse o ataque, que chamou de “um crime monstruoso”.[80][79]

Internacional[editar | editar código-fonte]

O Afeganistão liderado pelo Taleban, onde o EI–C baseia suas operações e que está em guerra com o Taleban desde 2015, chamou o ataque de "uma violação flagrante de todos os padrões humanos" e apelou à cooperação entre eles próprios e os Estados vizinhos.[81] Os governos de vários países, incluindo Estados Unidos,[82] Reino Unido,[83] Paquistão, Polônia,[84] Índia, Arábia Saudita, Turquia, Alemanha, Itália, França, Azerbaijão,[85] Egito, Cazaquistão, [86] Quirguistão, [87] Uzbequistão, [88] Peru,[89] Venezuela, Brasil, México, Taiwan,[90][91] Palestina, China, Cuba, Síria,[92] Japão,[93] Malásia,[94] Singapura,[95], Uruguai,[96] África do Sul,[97] bem como o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, a União Europeia e o Presidente da Comissão da União Africana[98] condenaram o ataque e expressaram as suas condolências ao povo russo e familiares das vítimas.[99][76][100][101][102][103][104]

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia rejeitou as suposições de algumas autoridades russas de que ucranianos estavam envolvido no ataque,[105] afirmando: "Consideramos que tais acusações são uma provocação planeada pelo Kremlin para alimentar ainda mais a histeria anti-ucraniana na sociedade russa, criar condições para uma maior mobilização dos cidadãos russos para participarem na agressão criminosa contra o nosso país e desacreditarem a Ucrânia aos olhos da comunidade internacional."[106]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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