Conflito no Líbano (2011–presente)

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Conflito no Líbano
Parte da(o) Guerra Civil Síria
Lebanese insurgency.png
Situação militar atual
  Controlado pelo governo libanês
  Controlado pelo Hezbollah
  Controlado pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL)
  Controlado pela al-Nusra e militantes sunitas
Data Maio de 2012 – presente
(combates esporádicos desde Junho de 2011)
Local Líbano
Desfecho em andamento
Combatentes
Militantes anti-governo sírio:

Frente al-Nusra
Fatah al Islam
Jund al-Sham
Brigada Abdullah Azzam


Estado Islâmico do Iraque e do Levante


Movimento do Futuro

Apoio:
Arábia Saudita
Síria Exército Livre Sírio

Militantes pró-governo sírio:

ADP[5]
PNO
Partido Ba'ath
SSNP[6]
InfoboxHez.PNG Hezbollah[7]
al-Tahwid Apoiados por:
 Síria[8]
 Irã[9]

Governo do Líbano:

Forças Armadas do Líbano
FSI

Apoiados por:
Arábia Saudita Arábia Saudita[1]
Rússia Rússia[2] França França[1]
 Reino Unido[3] [4]
Estados Unidos Estados Unidos[1]

Principais líderes
Ahmed Al-Assir
Islam al-Shahal
Majed al-Majed
Ziad Alloukeh
Rifaat Eid
Osama Saad
Fayez Shukr
Assaad Hardan
Hassan Nasrallah
Hassan al-Laqqis
Jean Kahwaji
Ashraf Rifi
722–747 mortos e ~ 2 670 feridos

O Conflito no Líbano foi renovado na sequência do conflito entre opositores e partidários do governo sírio.

Os combates da guerra civil síria se alastraram ao Líbano uma vez que opositores e partidários libaneses do governo sírio se deslocam para a Síria para lutar e atacar uns aos outros em solo libanês. O conflito sírio tem sido descrito como tendo alimentado um "ressurgimento da violência sectária no Líbano", [10] com muçulmanos sunitas do Líbano apoiando principalmente os rebeldes na Síria, enquanto os xiitas em grande parte apoiando Assad, cuja minoria alauíta é geralmente descrita como um ramificação do islamismo xiita.[11] O conflito resultou no alastramento de distúrbios violentos, assassinatos e sequestros de cidadãos estrangeiros em todo o Líbano.

Os islamistas no norte do Líbano organizaram sit-ins e bloquearam estradas para protestar contra a prisão de um islamita libanês vinculado à revolta síria. O conflito escalou de anteriores confrontos sectários entre alauítas pró-Síria e militantes sunitas anti-sírios em Trípoli em junho de 2011 e fevereiro de 2012. Os sit-ins também foram realizados no sul do Líbano por salafistas anti-Hezbollah, o que acentuou ainda mais as tensões. Em maio de 2012, o conflito se espalhou para Beirute, embora as Forças Armadas Libanesas fossem implantadas no norte do Líbano e Beirute. Desde de maio de 2012, dezenas de pessoas morreram e mais centenas foram feridas em confrontos. Em agosto de 2012 ocorre uma nova escalada do conflito, com um confronto sectário irrompendo em Trípoli, mas também entre os sunitas simpatizantes e opositores ao governo sírio. Os militantes sunitas e xiitas se enfrentam em Sídon em novembro.

Soldados do exército libanês na Rua Síria, guardando a fronteira entre Bab al-Tabbaneh e Jabal Mohsen em 2011

Desde a eclosão da Guerra Civil Síria em março de 2011, um efeito de alastramento foi antecipado no Líbano. O governo é dominado pela Aliança 8 de Março, que é considerada como sendo solidária a Bashar al-Assad.[12]

No ano de 2013, com a intensificação no conflito na Síria, houve um considerável aumento na violência sectária no Líbano entre salafistas e sunitas, que apoiam os rebeldes sírios, e xiitas que apoiam o governo de Bashar al-Assad e o envolvimento do Hezbollah na guerra civil do país vizinho.[13] Em cidades como Trípoli, Saida, Akkar, Arsal e Beirute, foram registrados enfrentamentos entre manifestantes de variadas etnias, com o exército libanês tentando garantir a ordem. Estes confrontos já causaram a morte de dezenas de pessoas, segundo autoridades e ativistas locais.[14] Foi reportado também que rebeldes da oposição síria estariam usando o Líbano como refúgio e rota de contrabando de armas, além de vários voluntários libaneses sunitas também estarem ajudando os rebeldes. Com uma maior participação do Hezbollah no conflito, militantes sírios anti-Assad lançaram algumas incursões e também ataques contra alvos na fronteira libanesa sobre cidades onde a maioria da população fosse notavelmente formada de simpatizantes do governo sírio ou do próprio Hezbollah.[15] O regime Assad retaliou várias vezes e, a fim de enfraquecer os militantes da oposição de seu país na região, conduziu bombardeios contra a fronteira libanesa, utilizando aeronaves, artilharia e foguetes.[16] [17] No dia 19 de novembro de 2013, o grupo ligado a Al Qaeda denominado Brigadas Abdullah Azzam atacou a embaixada iraniana no Líbano, deixando 22 pessoas mortas até o momento.[18] Estima-se que cerca de 20% da população libanesa é de refugiados sírios.[19] Em 30 de dezembro, o exército libanês atirou pela primeira vez em helicópteros sírios.[20]


Referências

  1. a b c Saudis give $1bn to Lebanon amid fighting - Middle East Al Jazeera English.
  2. Machnouk discusses security cooperation in Russia The Daily Star (20 September 2014).
  3. The British watchtowers beating back jihadists The Telegraph (30 November 2014).
  4. Islamic State crisis: UK gives £20m to keep Lebanon safe BBC (1 December 2014).
  5. Tripoli Clashes Intensify as Eid Declares All-Out Battle and Kabbara Demands His Arrest Naharnet.com (21 May 2013).
  6. Clashes resume in Tripoli, several wounded Al Akhbar (16 May 2012). Visitado em 20 de Outubro de 2012.
  7. Hezbollah Increases Support for Syrian Regime, U.S. and Lebanese Officials Say (Beirut)
  8. Syrian air strikes kill three near Lebanese border - reuters
  9. Hezbollah says gets support, not orders, from Iran Reuters (7 February 2012).
  10. Holmes, Oliver. "Bombs kill 42 outside mosques in Lebanon's Tripoli", Reuters, 23 August 2013.
  11. Bassam, Laila. "Car bomb kills 20 in Hezbollah's Beirut stronghold", Reuters, 15 August 2013.
  12. Death toll in Lebanon’s Tripoli rises amid sectarian clashes NOW lebanon, 14 de Maio de 2012
  13. Two Soldiers Killed as Army Seeks to Contain Tripoli Clashes
  14. Army Deploys in Some Tripoli Flashpoints, Fighting Frontiers Leaders Still Reluctant
  15. Hezbollah sends new fighters to bloody Syria battle
  16. Rockets in Lebanon signal Syrian conflict spillover
  17. Lebanon warns Syria over helicopter raid Al Jazira. Visitado em 15 de junho de 2013.
  18. Lebanon blasts hit Iran's embassy in Beirut BBC. Visitado em 19 de setembro de 2013.
  19. UN: Syrian refugees will constitute about 20% of Lebanese population Al Sumaria. Visitado em 19 de dezembro de 2013.
  20. Lebanon says army fired on Syrian helicopters Al Jazeera. Visitado em 31 de dezembro de 2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Portal do Líbano
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Portal Guerra

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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