Campanha Romena

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde janeiro de 2012). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Campanha Romena
Parte da(o) Campanha Balcânica
Tropas Romenas em Marasesti
Tropas romenas em Marasesti, 1917.
Data Agosto de 1916-dezembro de 1917-novembro de 1918
Local Romênia
Desfecho Vitória das Potências Centrais
Combatentes
Flag of Austria-Hungary (1869-1918).svg Império Austro-Húngaro
Flag of Bulgaria.svg Reino da Bulgária
Flag of the German Empire.svg Império Alemão
Flag of Romania.svg Reino da Romênia
Flag of Russia.svg Império Russo
Principais líderes
Flag of Austria-Hungary (1869-1918).svg Franz Conrad von Hötzendorf
Flag of Bulgaria.svg Georgi Todorov
Flag of Bulgaria.svg Nikola Zhekov
Flag of the German Empire.svg Erich von Falkenhayn
Flag of the German Empire.svg August von Mackensen
Flag of Romania.svg Alexandru Averescu
Flag of Romania.svg Constantin Prezan
Flag of Russia.svg Aleksei Brusilov
Forças
143,049 búlgaros
20,000 otomanos
658,000 romenos
Vítimas
Desconhecido 535,706 mortos

A Campanha da Romênia ocorreu de agosto de 1916 até dezembro de 1917, quando a Romênia se rendeu até a sua libertação pelos Aliados recomeçando a lutar em novembro de 1918.

O dilema de Carlos[editar | editar código-fonte]

O Rei Carlos I da Romênia era membro da Dinastia Hohenzollern, portanto era primo do Kaiser Guilherme II e do Tsar Fernando I da Bulgária, ele aliou-se à Tríplice Entente secretamente em 1883. Quando a Primeira Guerra Mundial começou ele queria ajudar seus primos; apesar de que, as relações entre búlgaros e romenos não eram nada amigáveis; mas a opinião pública e os políticos preferiam aliar-se à Entente, o rei decidiu a neutralidade romena.

Novas amizades[editar | editar código-fonte]

Quando Carlos I morreu em outubro de 1914, seu sobrinho Fernando I assumiu o trono, mas foi sua esposa a Rainha Maria de Saxe-Coburgo-Gota que negociou com à Entente a entrada da Romênia na guerra em troca da Transilvânia, uma região austro-húngara que continha a maioria da população de origem romena, apesar de alguns oficiais britânicos não mostrarem interesse pelo novo aliado, pois já previam que a Romênia seria na verdade um fardo para a Entente, pois o seu exército, apesar de conter mais de 500,000 soldados, era despreparado, seus oficiais e soldados eram mal treinados, suas táticas eram ultrapassadas e seus equipamentos já eram obsoletos, isso obrigaria a Entente a enviar ajuda aos romenos para não serem destruídos pelos austro-húngaros e búlgaros.

Invasão da Transilvânia[editar | editar código-fonte]

Propaganda britânica sobre a entrada da Romênia na Primeira Guerra Mundial
Tropas romenas marchando para os Cárpatos

Mesmo assim, o governo romeno decidiu aliar-se à Entente, declarando guerra à Áustria-Hungria, Bulgária, Alemanha e o Império Otomano, em agosto de 1916, durante a Ofensiva Brusilov, enquanto os russos fornecessem apoio, a Romênia poderia aguentar os Poderes Centrais. Três exércitos romenos foram enviados para conquistarem a Transilvânia, lançados a partir dos montes Cárpatos, o ataque foi inicialmente bem-sucedido conquistando algumas cidades, sendo bem recebidos pelos habitantes, entretanto os austríacos enviam quatro divisões que interrompem a ofensiva romena.

Frente Sul[editar | editar código-fonte]

O General alemão Mackensen, liderando um exército que continha alemães, búlgaros e otomanos, invadiu o Dobruja rumo à cidade de Constanta, a principal base naval da Marinha Romena, os romenos não conseguiram impedir o avanço inimigo até que os russos enviam reforços que destroem forças búlgaras. Em setembro, a ofensiva da Transilvânia é cancelada e as tropas são enviadas para combater o avanço búlgaro no Sul. Para impedir a invasão do Dobruja, os romenos pedem que os Aliados lancem uma ofensiva na Macedônia, porém a ofensiva não conseguiu destruir os exércitos búlgaros e a situação romena não se alterou.

Ofensiva Germânica[editar | editar código-fonte]

Entrada da cavalaria de Falkenhayn em Bucareste, 1916

Em setembro de 1916, o General Falkenhayn assumiu o comando da Campanha Romena, logo após ter sido destituído da chefia do Estado-maior por ter garantido ao Kaiser que seu primo Fernando permaneceria neutro durante a guerra; ele lançou uma grande contra-ofensiva na Transilvânia que obrigou os romenos à baterem em retirada, os austríacos recuperam suas cidades e derrotam as tentativas romenas de contra-atacar. No Sul, o General Mackensen lança sua ofensiva em outubro, derrotando os exércitos romenos e russos que evacuaram para Constanta, com a falta de suprimentos que eram enviados pela Rússia e a desmoralização, Mackensen iniciou a secreta travessia do Danúbio em novembro, promovendo um ataque surpresa que destroçou as forças romenas abrindo caminho para a capital Bucareste, o General Prezan tentou um contra-ataque reunindo todas as forças romenas, mas os russos recusaram a proposta, preferindo enviar alguns reforços para a capital.

O ataque falhou, Mackensen e Falkenhayn destruíram os exércitos romenos em apenas três dias, o governo romeno muda-se para Iaşi. Em 6 de dezembro de 1916, Falkenhayn e sua cavalaria entram em Bucareste. Com os romenos em retirada, a Rússia envia várias divisões para impedir uma invasão no Sul.

Campanha de 1917[editar | editar código-fonte]

Soldados romenos entrincheirados

Em 1917, os romenos se reorganizaram em Iaşi. O Exército Romeno foi reconstruído com o apoio russo, britânico e francês, se fortalecendo na Moldávia e na Ucrânia, os Aliados forneceram 150,000 fuzis, 2,000 metralhadoras, 355 canhões e 1,300,000 granadas, também uma missão militar francesa foi enviada para treinar os romenos, com isso o exército romeno reuniu 400,000 soldados em 15 divisões de infantaria, 2 de cavalaria e 12 esquadrões da Força Aérea e os russos estacionaram mais de 1,000,000 de soldados na Romênia.

Em maio, os exércitos romenos e russos lançaram uma ofensiva contra os austríacos, os russos ficaram surpreendidos com o ótimo desempenho romeno na ofensiva. Quando os bolcheviques tomaram o poder, a Rússia saiu da guerra, e a ofensiva foi cancelada, a Romênia não conseguiria continuar lutando sem o apoio russo, então assinou o armistício em 9 de dezembro de 1917.

Tratado de Bucareste[editar | editar código-fonte]

A Romênia foi forçada à assinar o Tratado de Bucareste em 7 de maio de 1918, os Poderes Centrais repararam os danos que os aliados fizeram nos campos de petróleo onde capturaram mais de um milhão de toneladas de petróleo e mais de dois milhões de toneladas de grãos dos camponeses romenos, com a rendição, a Romênia viu seus desejos territoriais desaparecerem.

Reentrada[editar | editar código-fonte]

Em 10 de novembro de 1918, após a bem sucedida ofensiva aliada em Salônica, onde a Bulgária foi forçada à se render, os romenos aproveitaram a saída da Bulgária e entraram novamente na guerra, no dia seguinte, em 11 de novembro de 1918, a Alemanha e suas aliadas se rendem e a Primeira Guerra Mundial acaba.

Recompensas[editar | editar código-fonte]

Máxima extensão territorial romena. Em verde, turquesa, laranja e azul: o antigo território romeno e seus ganhos territoriais em cinza: Transilvânia; salmão: Bessarábia; marrom: Bucovina.

A Romênia havia reentrado na hora exata para conseguir reivindicar o seu quinhão. Como recompensa pelos serviços prestados à Entente, os Aliados aceitaram os pedidos territoriais romenos e entregaram-lhe a Transilvânia, a Bessarábia e a Bucovina fazendo com que Romênia atingisse sua máxima extensão territorial até perder a Bessarábia e a Bucovina Setentrional para a URSS após a Segunda Guerra Mundial, por ter aliado-se aos alemães até 1944, quando o jovem Rei Miguel I realmente assume o poder e abandona o Eixo para se juntar aos Aliados, mesmo assim os Aliados entregaram aos soviéticos a Bessarábia e a Bucovina, pelo menos a Transilvânia permaneceu em mãos romenas; a Bulgária, que apesar de ter sido aliada dos nazistas, recebeu seu território perdido durante a Segunda Guerra Balcânica localizado na margem esqueda do Danúbio quando este já deságua no Mar Negro, a Romênia então obtém o seu atual limite territorial.

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Campanha Romena