GE C-C (RFFSA)

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GE C-C
Tren.svg
Descrição
Propulsão Elétrica
Fabricante GE Erie ( Estados Unidos)
Número de série 34359-34364
Ano de fabricação 1962
Locomotivas fabricadas 06
Classificação AAR C-C
Tipo de serviço Carga
Características
Bitola 1600 mm
Diâmetro das rodas 46”
Distância entre eixos 2.082 mm
Comprimento 15.847 mm
Largura 3.047 mm
Altura 4.380 mm
Peso da locomotiva 123.000 kg
Peso por eixo 20.500 kg
Peso aderente 123.000 kg
Tipo de combustível Eletricidade
Eletrificação 3000V, C.C.
Limite de RPM 859
Motores de tração G.E. 729
Tração múltipla Sim
Performance
Velocidade máxima 117 km/h
Potência disponível para tração 4.400 hp
Raio mínimo de inscrição 100 m
Freios da locomotiva Ar comprimido
Sistema de freio 26L
Operação
Ferrovias Originais RFFSA-EFCB
Ferrovias que operou RFFSA
Numeração SIGO 2151-2156 / 9080-9085
Apelidos Charutão ou Carioquinha
Local de operação São Paulo e Rio de Janeiro
Data de entrega 1962
Ano da entrada em serviço 1962
Ano da saída do serviço Anos 80
Ano de desmanche Anos 90
Situação Nenhuma Preservada


A GE C-C foi um tipo de Locomotiva Elétrica construída pela General Electric comprada pela RFFSA (Central do Brasil) em 1962. [1]

História[editar | editar código-fonte]

Locomotiva GE E44, fabricada para a Pennsylvania Railroad.

Com o crescimento do transporte de cargas na Serra do Mar, principalmente em Volta Redonda, a EFCB adquiriu 15 locomotivas elétricas GE 2-C+C-2 de 3817 hp de potência. Apelidadas de “Escandalosas”, as locomotivas tinham muita potência, mas um baixo peso aderente. Isso fazia com que os pesados trens (de até 1800 ton.) patinassem no transporte de cargas na Serra do Mar. Com a incorporação da Central pela RFFSA, em 1959 a nova empresa resolveu realizar uma aquisição emergencial de 7 locomotivas elétricas B+B da Siemens, com 3000 hp de potência. Com seu bom desempenho, as locomotivas Siemens se viram sobrecarregadas e obrigaram a RFFSA a adquirir mais 6 locomotivas elétricas, fabricadas pela GE. [2]

A GE baseou o projeto da nova locomotiva da RFFSA em dois projetos existentes. Mecânica similar do modelo E44, recém-fabricadas para a Pennsylvania Railroad e carenagem baseada na de locomotivas para exportação “Universal” (já utilizada pela RFFSA).[3][4] A primeira locomotiva ficou pronta em setembro de 1962, sendo entregue para a RFFSA. Até dezembro daquele ano todas as 6 foram entregues.[5] [6]

Essas locomotivas, foram apelidadas de Charutão em função de sua caixa longa e estreita, sendo usadas principalmente em trens de carvão para a Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda, normalmente em tração dupla ou, mais raramente, tripla.[2]

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Proprietários Originais[editar | editar código-fonte]

Ferrovia

País

Bitola

Quantidade

Rede Ferroviária Federal S.A. Brasil 1,600m 06

Ferrovia

País

Bitola

Quantidade

Rede Ferroviária Federal S.A. Brasil 1,600m 06

Tabela[editar | editar código-fonte]

Modelo Potência (HP) Bitola (m) Fabricante Origem Ano de Fabricação
GE 4400 4400 1,600 General Electric Brasil 1962
Numeração (SIGO) Entrada em serviço Destino Observações
9080 1962 Baixada e vendida como sucata Ex 2151
9081 1962 Baixada e vendida como sucata no Rio de Janeiro Ex 2152.
9082 1962 Baixada e vendida como sucata em São Paulo 2153
9083 1962 Baixada e vendida como sucata 2154
9084 1962 Baixada e vendida como sucata 2155
9085 1962 Baixada e vendida como sucata 2156
  • Seu design espartano, similar ao adotado nas locomotivas diesel-elétricas (U18C ou U9B) da época, contrastava com de outras locomotivas elétricas, mas implicava menores custos de fabricação e mais facilidade de acesso aos equipamentos quando de sua manutenção.
  • Possuíam 123 toneladas de peso total, permitindo tração múltipla e apresentado maior eficiência na tração que as Escandalosas. Foram numeradas de 2151-2156 (nº de fabricação 34359-34364) quando da sua chegada na ferrovia.
  • Na RFFSA-EFSJ receberam a numeração padrão SIGO: 9080-9085.


Referências

  1. Flavio R.Cavalcanti (25 de março de 2017). «Elétrica "Charutão" ou "Carioquinha"». Centro Oeste. Consultado em 22 de março de 2019 
  2. a b Antonio Augusto Gorni (11 de março de 2003). «Estrada de Ferro Central do Brasil - 1946-1984: As Linhas de Longo Percurso». A Eletrificação nas Ferrovias Brasileiras. Consultado em 22 de março de 2019 
  3. Antonio Augusto Gorni (2001). «The first unit of the Charutão/Carioca G.E. 4,400 HP». Photo Album of the Brazilian Railroads. Consultado em 22 de março de 2019 
  4. Antonio Augusto Gorni (7 de dezembro de 2001). «Brazilian Trains in Other Parallel Universes- E44». Photo Album of the Brazilian Railroads. Consultado em 22 de março de 2019 
  5. Augusto Cesar L. Carvalho (30 de dezembro de 1962). «Deficit dos transportes ferroviário e marítimo será de 95 bilhões em 62». Jornal do Brasil, Ano LXXII, edição 301, Caderno 3-Especial-Economia, página 3/republicado pela Biblioteca Nacional/Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 22 de março de 2019 
  6. «Flashes econômicos - Equipamentos». Correio da manhã, Ano LXII, edição 21333, 1º Caderno, página 10/republicado pela Biblioteca Nacional/Hemeroteca Digital Brasileira. 13 de outubro de 1962. Consultado em 22 de março de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]