GE 2-C+C-2

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GE 2-C+C-2
Tren.svg
Descrição
Propulsão Elétrica
Fabricante General Electric — Erie ( Estados Unidos)
Modelo GE EP-4
Ano de fabricação 1940 e de 1946-1948
Locomotivas fabricadas 37 (Brasil), 22 (Companhia Paulista) e 15 (E.F. Central do Brasil)
Classificação AAR 2-C+C-2
Tipo de serviço Passageiros, depois carga
Características
Bitola 1.600 mm
Tipo de truques Barras Soldadas
Diâmetro das rodas guias 914mm
Diâmetro das rodas motrizes 1,168mm
Comprimento 23,101m
Largura 3,010m
Altura 4,343m
Peso da locomotiva Aderente: 122.445 kg

Eixo (Motor): 20.408 kg

Total: 165.074 kg - (aprox.165,1 kg)

Tipo de combustível Eletricidade
Método de eletrificação C.C.
Tensão 3.000 V
Tipo de captação de energia Catenária
Tipo de pantógrafo Estrela (EFCB 1ª e 2ª fases e EFSJ-RFFSA 1ª fase, CPEF e FEPASA 1ª fase) , Faivelley (Fepasa 2ª e 3ª fases)
Fabricante do motor General Electric e Westinghouse
Tração múltipla Sim, mas removida pela Fepasa
Performance
Velocidade máxima 145 km/h (164 km/h recorde nacional sobre trilhos)
Velocidade mínima 20 km/h
Potência total 3,870hp
Raio mínimo de inscrição 87,00 m
Freios da locomotiva Ar comprimido e elétrico
Operação
Ferrovias Originais CPEF e EFCB
Ferrovias que operou Fepasa e RFFSA
Apelidos V8 ou Escandalosa
Local de operação São Paulo e Rio de Janeiro
Data de entrega 1940, 1946 e 1948
Ano da entrada em serviço primeiras em 1940
Ano da saída do serviço EFCB: 1981/82 FEPASA: 1998
Ano de aposentadoria 1999
Ano de restauração a partir de 2000
Ano de desmanche 2003 e 2004
Unidades preservadas 10
Proprietário atual ABPF/Museu do Imigrante, DNIT (Inventariança da RFFSA) e Prefeitura de Bauru
Situação 1 não-operacional sob propriedade da ABPF-SP, 1 em aguardo de restauração na Estação de Bauru, 4 reservadas para preservação, outras 2 com possibilidade de resgate. Demais destruídas ou encostadas.

A V8 (paulistas) ou Escandalosa (cariocas) foi um tipo de locomotiva elétrica construída pela General Electric, baseada no modelo EP-4 construídas para a New Haven, embora as suas características na ferrovia americana fossem diferentes quanto a voltagens de operação, pantógrafos e truques. Enquanto os truques americanos eram fundidos os das V8 brasileiras eram do tipo de barras soldadas, mais leves e mais fáceis de serem adaptados a bitola de 1600mm.

Possuíam 3817 HP de potência, peso total de 165 toneladas sendo classificadas no padrão AAR como 2-C+C-2.

Tabela[editar | editar código-fonte]

Modelo Potência (HP) Bitola (m) Fabricante Origem Ano de Fabricação
EP 4 3817 1,600 General Electric Estados Unidos 1940, 1946 a 1948
  • Possuíam 165 toneladas de peso total, permitindo tração múltipla e apresentado maior eficiência na tração. Foram numeradas de 370 a 391 (na CPEF) e de 2101-2115 (na EFCB) quando da sua chegada na ferrovia.

Proprietários Originais[editar | editar código-fonte]


Ferrovia País Bitola Quantidade
Companhia Paulista Brasil 1,600m 22
Estrada de Ferro Central do Brasil Brasil 1,600m 15

Companhia Paulista[editar | editar código-fonte]

As primeiras 4 que vieram para o Brasil foram entregues à Companhia Paulista, (a II Guerra Mundial atrapalhou a entrega) Ao contrário do que ocorreu com a E.F. Sorocabana, as restrições decorrentes do conflito tumultuaram o programa de eletrificação da Companhia Paulista. em fevereiro de 1940. O segundo lote chegou em 1946/1947, com um total de 12 locomotivas numeradas de 374 a 385. O terceiro e último lote destinado a Paulista chegou em 1948, com as 6 maquinas, numeradas de 386 a 391. No total, a Companhia Paulista recebeu 22 locomotivas, sendo a última entregue em abril de 1948. Mesmo tendo vários anos de diferença entre os lotes, todas as maquinas tinham aparência externa igual, sendo com o tempo modernizados os pantógrafos, faróis e engates. Seu apelido vem do formato de seu friso metálico que veio com elas para poder acomodar o logotipo da CP, que alargava-se nas frentes da locomotiva. Essa região do friso lembrava muito um decote feminino muito popular nos anos 40, que levava o nome de V8.

Essas maquinas tiveram ao todo cinco padrões de pintura:

  • O verde oliva com frisos metálicos;
  • O azul-colonial com laterais brancas;
  • O azul colonial com faixas brancas por todo corpo na Fepasa fase I;
  • O vermelho e branco da pintura Fepasa fase II (Coca-Cola);
  • O branco com faixas pretas e vermelhas da última pintura da Fepasa. (Foi apelidada de "Pavan" em homenagem ao presidente da Fepasa na época do lançamento da pintura)

Elas tracionaram o famoso "Trem Azul" (ou Trem R) da Paulista, sempre usado como marketing de qualidade da ferrovia.

Nota: Sob a administração da FEPASA, a locomotiva que na CPEF tinha o número de # 370, foi renumerada para # 6392.


Estrada de Ferro Central do Brasil[editar | editar código-fonte]

A Estrada de Ferro Central do Brasil comprou 15 locomotivas em 1947 e 1948, que foram incorporadas à RFFSA em 1957. A Central eletrificava suas linhas e, originalmente a inglesa Metropolitan-Vickers, fabricaria os equipamentos, locomotivas e TUEs e instalaria os mesmos. Mas a 2ª Guerra Mundial impossibilitou a empresa europeia cumprir o contrato, o que levou o Governo Federal a cancelar o mesmo, e celebrando outro com o consórcio Electrical Export Corporation/COBRAZIL (Companhia de Metalurgia e Mineração Brasil), o que eletrificara a E. F. Sorocabana - formado pela GE e Westinghouse. Foi aí que veio a "o pção" pelas 2-C+C-2, uma substituição das do projeto original por estas - de projeto igualmente idêntico aos das locomotivas da CPEF; mas a EFCB não adquriu o modelo por espontânea e livre vontade, a "compra" das máquinas foi por obrigação por causa do American Board Production War, impedindo o desenvolvimento de novos produtos, mas que fornecesse o equivalente e recém-produzido no mercado para que atendesse os mesmos objetivos. Importante mencionar que do contrário da Paulista (apenas comprou da GE), a Central possuiu unidades iguais General Electric , mas desenvolvida mecanicamente compartilhada em conjunto com a Westinghouse Electric Company (WEC); ou seja, a Westinghouse ficou responsável pela parte elétrica/mecânica de 7 ou 8 das unidades. Ambas produziram as 15 locomotivas.

O apelido "Escandalosa" vem dos fatos:

- o barulho intenso dos seus compressores;

- o forte barulho do acentuado balanço que estas locos faziam quando se moviam.

Possuíram três padrões de pintura:

- O azul-escuro com uma enorme faixa amarela dando a volta no corpo da locva. e começando em seu nariz, com o nome "Central" nas laterais da mesma que foi denominado de "Papo Amarelo". Este padrão veio de fábrica e foi o principal da EFCB.

- O vermelho com o amarelo predominante também com o nome "Central", já sob tutela da RFFSA.

- O vermelho-e-amarelo padrão Rede com a legenda "E. F. Santos a Jundiaí" embaixo do nome 'RFFSA'.

A EFCB as utilizou primeiramente para tracionar cargueiros de Carvão para a CSN em Volta Redonda. Mas por conta do trecho de subida e descida da Serra (Serra do Mar), entre Paracambi e Humerto Antunes (distrito da atual Mendes) e do seu baixo peso aderente - primordial para tal serviço -, as "Escandalosas" não se deram bem neste caso. O enorme esforço de tração nas acelerações e frenagens sobreaquecia as rodas das Escandalosas, descolando-lhes os aros, e tirando a mesma de serviço. Isto só resolveu-se quando a EFCB substituiu-as pelas ALCo RS-3. Destinaram-se então aos Trens de passageiros Expressos. Tracionaram os famosos Trens Santa Cruz e Vera Cruz dos anos 50 aos 70, nos quais se saíram melhor e foram mais vistas e registradas.

Durante a década de 70, 14 unidades foram transferidas para a Estrada de Ferro Santos a Jundiaí. Em 1982, 10 locomotivas das 14 existentes na RFFSA/EFSJ foram transferidas para a Fepasa. Das 4 restantes, 2 delas (2105/2111) ainda foram mantidas junto às oficinas da Lapa para serviço de apoio operacional aos trens de subúrbio, embora na prática quase nunca tenham sido utilizadas, e as outras 2 (2102/2108) foram encostadas em Jundiaí nos anos 80, em péssimo estado de conservação, sendo finalmente demolidas em 1991/1992.

Preservação[editar | editar código-fonte]

Há um modelo da locomotiva que foi restaurado e já está sendo usado em demonstrações de exposições ferroviárias, no estado de São Paulo. Foi repintado nas cores da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, pintura Azul, e foi reenumerada com seu número original da CPEF (371). Canais de televisão como Rede Globo e SBT costumam usar esta maquina algumas vezes em suas telenovelas.

Futuramente a locomotiva pode ser usada pela CPTM na expansão das linhas do Expresso Turístico da companhia, tracionando o Trem Expresso Paranapiacaba, mas com data ainda indefinida.

Outra unidade brevemente passará por restauro, esta parada na Gare da Estação de Bauru, de número # 6387 ainda da FEPASA. Apenas espera suas "companheiras" ganharem nova vida, a Russa (de nº 6455) e a Vandeca (6351).

Outras 6 unidades estão abandonadas, ABPF pode futuramente resgatá-las (6374, 6378, 6381, 6383, mais as ex-EFCB 6101 e 6152).


Situação[editar | editar código-fonte]

Todas foram desativadas a partir de Janeiro de 1999 com o processo de privatização da Fepasa, pela Ferroban. Quase todas foram tombadas e vandalizadas em Bauru (Triagem Paulista), tendo suas instalações elétricas furtadas. Atualmente temos cinco unidades em estado de conservação regular:

  • #6371 — Pertence à ABPF — Regional São Paulo e está nas oficinas da mesma;
  • #6372 — Desmantelada em Jundiaí em 2003(?);
  • #6373 — Tombada em Bauru (Triagem Pta.);
  • #6374 — Guardada dentro do Museu de Jundiaí, relativamente conservada, porém faltam 4 dos 6 eixos de tração;
  • #6375 — Abandonada no Museu de Jundiaí, porém falta um dos truques, e o truque que sobrou possui somente 1 eixo motriz;
  • #6376 — Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;
  • #6377 — Abandonada na entrada sul do pátio ferroviário de Araraquara, relativamente conservada, mas coberta pelo mato em péssimo estado;
  • #6378 — Estacionada no Pátio da Luz;
  • #6379 — Abandonada em Jundiaí sem truques. Essa locomotiva serviu de mula para o 3º padrão de pintura da Fepasa, em 1995/1996;
  • #6380 Francisco de Monlevade — Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 03/2004;
  • #6381 — Estacionada no Pátio da Luz;
  • #6382 — Tombada em Bauru (Triagem Pta);
  • #6383 — Estacionada no Pátio da Luz;
  • #6384 — Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;
  • #6385 — Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 03/2004;
  • #6386 — Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;

[Em teste para um não concretizado trem de Alta Velocidade, esta locomotiva foi a mais rápida do Brasil. Atingiu após profundos ajustes na mesma e na via permanente a velocidade de 164 km/h. Até hoje este recorde não foi superado.]

  • #6387 — Guardada na Estação de Bauru, agora externamente restaurada e em agradável estado de conservação;
  • #6388 — Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;
  • #6389 — Abandonada em Jundiaí, sem truques;
  • #6390 — Desmantelada em Jundiaí em 2003(?);
  • #6391 — Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;
  • #6392 Conselheiro Antônio Prado — Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004.

Situação das V8 "Escandalosas" da Fepasa Ex-EFCB (GE/Westinghouse):

  • #6101 — (Ex-2101) Tombada em Bauru (Triagem Pta.);
  • #6102 — (Ex-2107) Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;
  • #6103 — (Ex-2103) Desmantelada em Jundiaí em 2003;
  • #6104 — (Ex-2104) Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;
  • #6105 — (Ex-2109) Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;
  • #6151 — (Ex-2114) Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;
  • #6152 — (Ex-2110) Tombada em Bauru (Triagem Pta.);
  • #6153 — (Ex-2115) Desmantelada em Bauru (Triagem Pta.) em 02/2004;
  • #6154 — (Ex-2112) Canibalizada pela Fepasa nos anos 90;
  • #6155 — (Ex-2113) Canibalizada pela Fepasa nos anos 90.

Referências[editar | editar código-fonte]