Gaydar

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O Gaydar (uma junção das palavras gay e radar) é um coloquialismo que se refere à capacidade intuitiva de uma pessoa de avaliar a orientação sexual de outros indivíduos como gay, bissexual ou heterossexual. O gaydar conta com pistas verbais e não verbais e estereótipos LGBT. Estes incluem a sensibilidade a comportamentos sociais e maneirismos, por exemplo, reconhecer a linguagem corporal exuberante, o tom de voz usado por uma pessoa quando fala, rejeitando abertamente os papéis sociais de gênero, a ocupação de uma pessoa e os hábitos de higiene.

A detecção da orientação sexual por aparência ou comportamento exterior é frequentemente desafiada por situações em que homens gays másculos não agem de forma estereotipicamente "gay", ou com homens metrossexuais (independentemente da sexualidade) que exibem um estilo de vida, hábitos de consumo e preocupação com a aparência pessoal estereotipada de gays urbanos na moda.[1][2][3][4]

Aparelho eletrônico[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 2000, um dispositivo eletrônico baseado no dispositivo japonês de relacionamento sem fio Lovegety foi comercializado como 'Gaydar' e amplamente divulgado na mídia.[5][6] Era um dispositivo do tamanho de um chaveiro que enviava um sinal sem fio, alertando o usuário por meio de uma vibração, bip ou flash quando um dispositivo semelhante estava dentro de 12 m (40 pés) de distância. Isso permitia que o usuário soubesse que uma pessoa com a mesma opinião estava por perto.

Inteligência artificial[editar | editar código-fonte]

Em 2017, pesquisadores afirmaram que um algoritmo de inteligência artificial (IA) poderia identificar corretamente a orientação sexual em 81% dos casos testados para homens e 74% em mulheres, (91% e 83%, respectivamente, usando cinco imagens de cada sujeito) apenas revendo um punhado de fotos de perfis em websites de namoro online.[7]

No início de 2018, outros pesquisadores, entre os quais dois especialistas em IA trabalhando na Google (um dos dois em reconhecimento facial), divulgaram um estudo contraditório baseado em uma pesquisa com 8.000 americanos usando a plataforma de crowdsourcing Mechanical da Amazon. A pesquisa rendeu muitas características que ajudam a revelar a orientação sexual dos entrevistados como gays ou heterossexuais a partir de uma série de perguntas cujas respostas são sim ou não. Essas características tinham menos a ver com morfologia do que com aparência, apresentação e estilo de vida (maquiagem, pelos faciais, óculos, ângulo de selfie e etc).[8]

Referências

  1. McFedries, Paul (12 de dezembro de 2003). «Metrosexual». Logophilia Limited. Consultado em 17 de dezembro de 2007 
  2. Simpson, Mark (15 de novembro de 1994). «Here Come The Mirror Men». The Independent. Consultado em 17 de dezembro de 2007 
  3. Simpson, Mark (22 de julho de 2002). «Meet The Metrosexual». Salon.com. Consultado em 17 de dezembro de 2007 
  4. Hackbarth, Alexa (17 de novembro de 2003). «Vanity, Thy Name Is Metrosexual». The Washington Post. Consultado em 17 de dezembro de 2007 
  5. Wilson, Craig (25 de fevereiro de 2000). «'Gaydar' device clears up mixed signals». USA Today. Consultado em 13 de janeiro de 2014 
  6. Moret, Jim (29 de fevereiro de 2000). «New Gizmo Could Make Looking For Love Much Easier For Gays». CNN. Consultado em 13 de janeiro de 2014 
  7. Levin, Sam (12 de setembro de 2017). «Face-reading AI will be able to detect your politics and IQ, professor says». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 2 de novembro de 2017 
  8. Agüera y Arcas, Blaise; Todorov, Alexander; Mitchell, Margaret (11 de janeiro de 2018). «Do algorithms reveal sexual orientation or just expose our stereotypes?». Medium. Consultado em 14 de janeiro de 2018 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]