Macroeconomia
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Macroeconomia é uma das áreas da ciência econômica dedicada ao estudo de como se determinam as variáveis econômicas agregadas, como elas se comportam e como se relacionam entre si, de maneira geral, ela analisa a economia como um todo.[1] Apesar do estudo macroeconômico já ter sido utilizado desde os primeiros economistas mercantilistas e mesmo depois por economistas fisiocratas, clássicos, marxistas e neoclássicos, é a década de 1930 que é considerada como o marco do surgimento da Teoria Macroeconômica,[1] impulsionada pelas análises das causas da Grande Depressão e tendo como seu fundador o economista britânico John Maynard Keynes através de seu livro Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, dando origem a Revolução Keynesiana[2] fazendo oposição às teorias da Escola Neoclássica de economia.[3]
A análise macroeconômica é feita através do estudo da determinação e comportamento dos grandes agregados macroeconômicos de uma economia, a mensuração destes agregados é feita a partir de instrumentos como a Contabilidade Nacional (ou Social) e Balanço de Pagamentos.[4] Para essa análise é considerado o estudo dos mercados:
• Mercado de Bens e Serviços: corresponde ao nível de produção agregada de todos os bens produzidos por uma sociedade durante um certo período de tempo, determinando o nível do produto;
• Mercado de Trabalho: onde se estabelece a compra e venda de serviços de mão de obra, esta é representada de forma agregada. Nesse mercado é determinado a taxa de salários e o nível de emprego;
• Mercado Monetário: analisa a demanda e oferta da moeda que determina a taxa de juros, tendo impacto no nível dos preços e quantidades produzidas. A demanda por moeda é determinada pelos agentes econômicos e a oferta é dada pelo Banco Central que controla a quantidade de moeda;
• Mercado de Títulos: nas economias existem agentes econômicos superavitários: que possuem um nível de gastos inferior a sua renda, e deficitários: que possuem gastos superiores ao seu nível de renda, nesse mercado os agentes superavitários emprestam para os deficitários por meio de títulos (títulos do governo, ações, debêntures, duplicatas, etc.) e seus preços e quantidades são determinados nesse mercado;
• Mercado de Divisas (ou Mercado Cambial): é o mercado de moeda estrangeira, a oferta de divisas depende das exportações e de entradas de capitais financeiros e a sua demanda é dada pelo volume de importações e saída de capital financeiro, determinando a taxa de câmbio.[5]
A macroeconomia tem papel central na determinação de políticas econômicas:[6] fiscal, monetária, cambial e de renda e de como atingir aos objetivos de crescimento e desenvolvimento econômico, pleno emprego, estabilidade dos preços (controle da inflação) e distribuição de renda. Quando essas políticas econômicas devem ser expansionistas ou contracionistas e seus efeitos na economia.
Políticas fiscais expansionistas buscam estimular a demanda agregada através do aumento de gastos governo e/ou diminuição de impostos. Políticas fiscais contracionistas, ao contrário das expansionistas, buscam reduzir a demanda agregada através da diminuição de gastos governo e/ou aumento de impostos.[7]
A política monetária lida com a taxa de juros e oferta de moeda por meio de operações de Open Market (Mercado Aberto), alteração das exigências de reservas bancárias e estabelecimento da taxa de desconto bancário. Ela é ditada pelo Banco Central.[8]
Operações de Open Market (Mercado Aberto): Mercado de títulos da dívida pública. São colocados em leilão pelo Banco Central e comprado pelos dealers, que são bancos autorizados a operar no mercado primário (emissão de títulos).
As alterações das exigências de Reservas Bancárias se dão por meio de alterações nas exigências de depósitos compulsórios[9] mínimos de bancos em conta do Banco Central, estabelecimento da taxa de desconto bancário. São expansionistas quando reduzem a taxa de juros e aumentam da oferta de moeda, o faz através da compra de obrigações do Tesouro Nacional através do Open Market, pela redução nas exigências de depósito compulsório (redução das Reservas Bancárias) e pela diminuição da taxa de desconto bancário. As políticas monetárias contracionistas se dão por meio da elevação da taxa de juros e redução da oferta de moeda através da venda de obrigações do Tesouro Nacional através de operações de Open Market, pelo aumento nas exigências de depósito compulsório e elevação da taxa de desconto bancário.
Políticas Cambiais lidam com a taxa de câmbio que é o preço de uma unidade de moeda estrangeira medida em moeda nacional e o estabelecimento dela depende do tipo de Regime Cambial e é definido pelo Banco Central. Os regimes cambiais podem ser:[10]
- Flutuante: o valor das moedas é determinado pela oferta e demanda;
- Fixo: o valor das moedas são pré-fixados;
- Misto ou Bandas cambiais: se é estabelecido o teto e piso da taxa de câmbio.
A taxa de câmbio influencia o funcionamento das operações de importação e exportação. Uma taxa de câmbio valorizada estimula as importações porque faz com que o produto estrangeiro esteja relativamente mais barato e uma taxa de câmbio desvalorizada estimula as exportações por aumentar a competitividade do produto nacional pelo preço de mercado estar mais barato e o recebimento dos valores da venda serem pagos em moeda valorizada em relação a moeda nacional. As importações diminuem as reservas de divisas de moeda estrangeira e as exportações aumentam essas reservas.[10]
Principais conceitos
[editar | editar código]- Contabilidade Nacional
- Balanço de pagamentos
- Mercado de Bens e Serviços
- Mercado de Fatores de Produção
- Mercado de Trabalho
- Mercado Monetário
- Mercado de Títulos
- Mercado de Divisas
- Política monetária
- Política fiscal
- Política cambial
- Salários
- Juros
- Aluguéis
- Lucros
- Produto Interno Bruto
- Banco Central
- Moeda
- Inflação
- Taxa de câmbio
- Oferta agregada
- Demanda agregada
- Modelo keynesiano simples
- Consumo
- Investimento
- Gastos do governo
- Exportações
- Importações
- Exportações Líquidas
- Modelo keynesiano simples
- Modelo IS-LM
Contabilidade Nacional
[editar | editar código]A Contabilidade Nacional (ou Contabilidade Social) oferece instrumentos de mensuração da atividade econômica de um país num determinado período de tempo.[11] A contabilização dos agregados macroeconômicos feita por ela nos oferece informações sobre produção, consumo, investimento, exportações e importações de um país, região, bloco econômico, etc. A Contabilidade Nacional tem como identidade fundamental:
Produto ≡ Renda ≡ Dispêndio[12]
Essa identidade é de vital importância para a verificação empírica de proposições da Teoria Macroeconômica produzindo estatísticas sistematizadas sobre variáveis agregadas.[11]
Produto
Valor total de todos os bens e serviços finais produzidos pela sociedade num determinado período de tempo. A sua mensuração do produto nacional pode ser feita Ótica do Produto,[13] através da soma dos valores adicionados, que se dá pela diferença do valor bruto de produção e consumo intermediário.
Valor adicionado = VBP – Consumo intermediário = Produto agregado
Têm-se que excluir o consumo intermediário para evitar a dupla contagem,[14] esse consumo se dá pelo valor da compra do produto intermediário que será usado no processo produtivo, seu valor já estará contado no valor dos produtos finais.
Renda
Valor total das remunerações recebidas pelos proprietários dos fatores de produção (trabalho, terra e capital) pela utilização de seus serviços. Elas são os salários, juros, aluguéis e lucros:
Salários = remuneração aos detentores da força de trabalho;
Juros = remuneração aos donos do capital financeiro;
Aluguéis = remuneração aos proprietários da terra;
Lucros = remuneração aos donos do capital.
Através da Ótica da renda[15] é possível mensurar o produto da economia através do somatório das remunerações, ou seja, da soma dos salários, juros, aluguéis e lucros.
Renda agregada = Salários + Juros + Aluguéis + Lucros = Produto agregado
Dispêndio (Despesa)
Total gasto pelos agentes econômicos para a obtenção de bens e serviços finais. A mensuração do produto numa economia pode ser feita através da Ótica do Dispêndio,[16] que se faz através da soma dos produtos finais (produtos acabados) mais os insumos que não entraram no processo produtivo (produtos inacabados) o que resulta no produto agregado, portanto o produto é medido pelo seu consumo final. Lembrando que a mensuração é feita durante um período específico de tempo.
Consumo agregado = Produto final + Insumos que não entraram no processo produtivo = Produto agregado
O consumo agregado pode ser igualado ao conceito de despesa agregada, ou seja:
Despesa agregada = Consumo agregado
Demonstração da Identidade Produto ≡ Renda ≡ Dispêndio
Para uma demonstração desse modelo da Contabilidade Nacional numa economia qualquer, faremos quatro suposições:
1ª: Que se trata de uma economia fechada e sem governo;
2ª: Consideremos apenas três empresas na economia;
3ª: Tudo que é produzido é vendido;
4ª: Os proprietários de fatores produção consomem toda sua renda em bens de consumo, ou seja, não há poupança.
Para chegar ao produto agregado da economia, observe as tabelas:
| EMPRESA 1 | |||
|---|---|---|---|
| Despesas | Receitas | ||
| Salários | 70 | Vendas para a Empresa 2 | 130 |
| Juros | 20 | ||
| Aluguéis | 5 | ||
| Lucros | 35 | ||
| Toral | 130 | Total | 130 |
| EMPRESA 2 | |||
|---|---|---|---|
| Despesas | Receitas | ||
| Compras na
Empresa 1 |
130 | Vendas para a Empresa 3 | 140 |
| Salários | 85 | Vendas aos
consumidores finais |
160 |
| Juros | 5 | ||
| Aluguéis | 10 | ||
| Lucros | 70 | ||
| Toral | 300 | Total | 300 |
| EMPRESA 3 | |||
|---|---|---|---|
| Despesas | Receitas | ||
| Compras na
Empresa 2 |
140 | Vendas aos
consumidores finais |
345 |
| Salários | 90 | ||
| Juros | 20 | ||
| Aluguéis | 15 | ||
| Lucros | 80 | ||
| Total | 345 | Total | 345 |
Pela Ótica do produto, somamos as receitas dos setores, ou seja, o VPB e subtraímos as compras efetuadas entre as empresas, ou seja, o Consumo intermediário e assim chegamos ao Valor adicionado:[13]
| Unidade Produtora | Valor Bruto de Produção | Consumo intermediário | Valor adicionado |
| Empresa 1 | 130 | 0 | 130 |
| Empresa 2 | 300 | 130 | 170 |
| Empresa 3 | 345 | 140 | 205 |
| Total | 775 | 270 | 505 |
Através da Ótica da renda, somamos os valores das remunerações pagas pelo uso dos serviços dos fatores de produção das empresas:[15]
| Remunerações | Empresa 1 | Empresa 2 | Empresa 3 | Total |
| Salários | 70 | 85 | 90 | 245 |
| Juros | 20 | 5 | 20 | 45 |
| Aluguéis | 5 | 10 | 15 | 30 |
| Lucros | 35 | 70 | 80 | 185 |
| Total | 130 | 170 | 205 | 505 |
Pela Ótica da despesa precisamos somente somar os valores das vendas do produto aos consumidores finais:[16]
| Vendas aos consumidores finais | Total |
| Empresa 1 | 0 |
| Empresa 2 | 160 |
| Empresa 3 | 345 |
| Total | 505 |
E assim verificamos que conseguimos chegar ao valor total de 490 tanto pelo Produto agregado quanto pela Renda agregada ou pela Despesa agregada. Fazendo com que a Identidade Produto ≡ Renda ≡ Dispêndio se mostre verdadeira. É bom ter em mente que, numa economia real, esta demonstração pode conter desvios, então tratamos como identidade e não como uma igualdade, por isso é utilizado o sinal ≡ (idêntico a), no lugar de = (igual a).
Fluxo circular de renda
[editar | editar código]Derivado da Identidade Produto ≡ Renda ≡ Dispêndio surge o Fluxo Circular de Renda. Ele mostra na forma de um fluxograma como os agentes econômicos interagem numa economia, revelando o movimento do lado real e monetário de uma economia.
Economia fechada e sem governo
Para explicar o funcionamento de uma economia através dele, primeiro consideremos dois agentes econômicos: Famílias e empresas. As famílias são as entidades que fornecem os serviços dos fatores de produção (trabalho, terra e capital) que detêm e recebem uma remuneração (renda) pelo seu uso pelas empresas. Empresas são as entidades produtoras de bens e serviços e compram os serviços dos fatores de produção das famílias e obtêm uma receita com a venda dos bens e serviços finais.[17]

O uso dos fatores de produção pelas empresas e o consumo dos bens e serviços finais pelas famílias representam o lado real da economia. O movimento do dinheiro utilizado para a realização das transações econômicas de compra e venda dos serviços dos fatores de produção e a produção e consumo de bens e serviços representam o lado monetário da economia e a determinação da demanda e oferta são intermediadas por meio de dois mercados: Mercado de bens e serviços e mercado de fatores de produção.

Para as famílias poderem adquirir bens e serviços precisam de dinheiro para realizar as transações, por isso ofertam no mercado sua força de trabalho ou o capital que possuem para as empresas em troca de uma renda. As empresas então fazem uso desses fatores de produção para fazer a transformação através do processo produtivo em bens e serviços que serão colocados à venda no mercado, atendendo a demanda das famílias. Esse fluxograma que descreve uma economia hipotética, fechada (não faz comércio com o resto do mundo) e sem governo, também parte da hipótese que tudo que é produzido é vendido:[18]
Produto agregado = Renda agregada e Renda agregada = Despesa agregada
Pode ser escrita dessa forma:
Y = DA
Em que:
Y = Renda Agregada
DA = Despesa Agregada
Nessa hipótese, toda a renda é consumida, então a despesa tem como único componente o consumo de bens e serviços. Essa relação é expressa como:
DA = C
DA = Despesa Agregada
C = Consumo Agregado
Mas se supormos agora que nem toda a renda das famílias é despendida com consumo, parte dela é poupada. Essa Poupança Agregada é parte da Renda Agregada que denota a intenção de consumo futuro. As empresas também não produzem só bens de consumo, produzem também bens de capital visando aumentar a capacidade produtiva da economia com a aquisição de máquinas, equipamentos, edifícios. A aquisição desses bens é o Investimento Agregado.[18] Essas relações podem ser expressas assim:
Y = C + S
DA = C + I
S = Poupança Agregada
I = Investimento Agregado
A Poupança Agregada é parte da Renda Agregada que sai do fluxo circular de renda por não ser gasta com a aquisição de bens e serviços, é tida como um Vazamento nesse fluxo econômico. Quando as empresas tomam empréstimos no sistema financeiro para financiar seus investimentos fazem uma Injeção de recursos.[19]

A ligação entre o vazamento da poupança e a injeção do investimento é feito pelo Mercado Financeiro ou Setor Financeiro. A Poupança das famílias é despendida na aquisição de títulos do sistema financeiro e o Investimento é financiado por empréstimos tomados pelas empresas.[18]

Numa economia em equilíbrio a Renda Agregada é igual a Despesa Agregada, para isso a Poupança Agregada deve ser igual ao Investimento Agregado:
Y = DA
C + S = C + I
S = I
Economia fechada e com governo
O Governo, que é composto por órgãos da administração direta do Estado, traz consigo a oferta de bens e serviços públicos financiados pela arrecadação de impostos, sendo esses diretos quando deduzido da renda das famílias e indiretos quando, ao taxar as empresas, essas repassam para os consumidores finais e acabam incidindo sobre as famílias de maneira indireta através dos preços.
Os Impostos são um vazamento pois tiram do fluxo parte da renda das famílias e os Gasto do Governo uma injeção de recursos no mercado de bens e serviços.

Portanto, agora a Renda Agregada é composta pela soma do Consumo Agregado com a Poupança Agregada e pelo Imposto. E a Despesa Agregada pela soma do Consumo Agregado com o Investimento Agregado e Gastos do Governo:[20]
Y = DA
C + S + T = C + I + G
T = Impostos
G = Gastos do Governo
E a nova condição de equilíbrio ocorre quando a soma da Poupança Agregada com os Impostos é igual à soma do Investimento Agregado com os Gastos do Governo:
S + T = I + G
Se rearranjarmos a equação, temos que:
S - I = G - T
Quando os Gastos do Governo forem maiores que o Impostos, haverá déficit fiscal, quando forem menores que a arrecadação de Impostos, haverá superávit fiscal. O Setor Financeiro tem a função de financiar a dívida pública por meio da poupança privada das famílias ou de gerir a poupança pública.

Economia aberta e com governo
Uma economia aberta lida com o Resto do mundo ou Setor externo, são os agentes econômicos de outros países que praticam atos econômicos com o país em que se está organizando a Contabilidade Nacional. As transações econômicas com esse agentes pode ser dividida nas categorias Importações e Exportações.[21] As Importações são vazamentos na medida em que enviam parte da renda nacional para fora do país e as Exportações injeções poque ampliam a Renda Agregada.
A Renda Agregada passa a ser composta pela soma do Consumo Agregado com a Poupança Agregada, Imposto e Exportações menos as Importações. A Despesa Agregada pela soma do Consumo Agregado com o Investimento Agregado, Gastos do Governo e Exportações menos as Importações:[21]
Y = C + S + T + (X - M)
DA = C + I + G + (X - M)
X = Exportações
I = Importações
Através da Identidade Produto ≡ Renda ≡ Dispêndio podemos chegar a Identidade Macroeconômica:
Y = C + I + G + (X – M)
Em que Y é o Produto e representa a Oferta Agregada e C + I + G + (X – M) é a Demanda Agregada, representa o dispêndio para a obtenção de bens e serviços.

Agregados macroeconômicos
[editar | editar código]A expressão agregados macroeconômicos designa, genericamente, os resultados da mensuração da atividade econômica como um todo. As palavras que estão por trás dessa expressão são conjunto, totalização, agregação. A dimensão total da economia é a referência do cálculo agregativo. Para sistematizá-lo desenvolveram-se diferentes Sistemas de Contabilidade Social.[22]
Investimento Bruto = Formação Bruta de Capital fixo + Variação de Estoque
Ibruto = FBCF + ΔEstoque
Investimento bruto é compra de bens de capital (somente produtos novos). Representam um acréscimo ao estoque de capital da economia. Bens de investimento e bens de capital são sinônimos.
Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) refere-se à ampliação da capacidade produtiva futura de uma economia por meio de investimentos correntes em ativos fixos, ou seja, bens passíveis de utilização repetida e contínua em outros processos produtivos, por tempo superior a um ano, sem serem consumidos ao longo desses processos.[23] Trata-se, portanto, de acréscimos ao estoque de bens duráveis destinados ao uso das unidades produtivas, realizados em cada ano, visando ao aumento da capacidade produtiva do país.[24]
Variações positivas de estoque são bens produzidos e não vendidos no período, para serem vendidos no futuro. Por significarem um acréscimo ao patrimônio da sociedade, tais variações são computadas como investimentos.
Investimento Líquido = Investimento Bruto - Depreciação
Ilíquido = Ibruto - Depreciação
Depreciação: uma parte dos bens de capital em uso na economia poder sofrer desgastes física ou obsolescência. Isso configurará um decréscimo no estoque de capital denominado depreciação.
Keynes x Neoclássicos
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Keynes demonstra que a Lei de Say é equivocada quando esta diz que “a oferta cria sua própria demanda”[25] porque pode haver insuficiência de demanda efetiva.[26] Para os neoclássicos (Keynes refere-se a eles com clássicos), o valor de tudo produzido na economia durante qualquer período tem que ser igual à renda total recebida no mesmo período, então para empresas venderem tudo o que produziram as famílias têm que gastar toda a sua renda. Mas as famílias não gastam toda a sua renda, parte dela é poupada (S), parte dela sai do país (M) ou saem do fluxo circular de renda através de impostos (T), por isso são chamados “vazamentos” do fluxo circular de renda. As saídas têm como contrabalança “injeções”: investimentos (I), exportações (X) e gastos do governo (G). Os desequilíbrios que pudessem ocorrer seriam apenas temporários, a balança comercial tenderia a se equilibrar (X=M) por causa da oferta e demanda internacional, com boas políticas fiscais não haveria desequilíbrio orçamentário (T=G) e a taxa de juro (i) igualaria a poupança ao investimento (I=S).[27]
Para Keynes a taxa de juros não iguala automaticamente a poupança ao investimento. Ele concordava que a poupança era influenciada pela taxa de juro quando essa sofria “variações substanciais”,[28] mas que o nível de renda era muito mais importante sobre o nível de poupança do que a taxa de juro e que poupança e o investimento não determinam a taxa de juro. A taxa de juro era determinada pela oferta e demanda da moeda, ele vai explicar usando a função consumo, que descreve que o nível de consumo (C) e o nível de poupança (S) são determinados pelo nível de renda. Derivada da função consumo, a relação entre a variação na poupança (ΔS) e a variação na renda (ΔY) era definida como propensão marginal a poupar. O nível de poupança é crescente quando o nível de renda é crescente.[29]
Na visão dos neoclássicos, poupança determina o investimento (I=S): altos níveis de poupança causam uma taxa de juros baixa, se essa taxa de juro (Custo Médio Ponderado de Capital) for menor do que a taxa interna retorno (TIR) que possa se obter de tal investimento, se opta por investir, caso contrário não haverá motivação para investir. Keynes explica que a queda da taxa de juros, ocasionada pela poupança excessiva, aumenta a demanda por moeda por motivos de especulação, essa preferência pela liquidez era causada pela expectativa de que essa taxa aumentaria no futuro. E essa taxa de juros não é só equalizadora entre poupança e investimento, ela representa a recompensa pela desistência da liquidez em quantias monetárias. Então, a quantidade da moeda junto com a preferência pela liquidez determina a taxa de juro. Ou seja, para Keynes, ao contrário dos neoclássicos que defendiam a ideia de neutralidade da moeda, a oferta da moeda afeta o nível de produção real no curto prazo devido ao fato de que a quantidade da moeda ter capacidade de influenciar a taxa de juro e, com isso, o nível de investimento na economia.[25]
Keynes concordava com os neoclássicos que os salários eram baseados no valor do produto marginal do seu trabalho (VPM),[25] mas que mesmo essa relação entre os lucros do empresário e os salários pagos aos trabalhadores podia, mesmo em equilíbrio, criar depressões e desemprego generalizado. Poderia ocorrer devido a uma demanda efetiva insuficiente, com a demanda agregada persistindo em estar menor que a oferta agregada, ou seja, nem tudo que é produzido é vendido (chamada de crise de superprodução ou subconsumo), faz com que as empresas gerem grandes estoques, com essa situação, elas diminuem a produção para o período seguinte, com essa queda na produção, a renda cai devido ao aumento dos cortes salariais e demissões feitas para se manter os níveis de lucros dos empresários, o que faz a demanda por bens e serviços diminuir ainda mais, o que gera um loop de contração rápida na economia e sem maneira aparente de se escape se não através a piora nas condições de vida dos trabalhadores, que era a única receita dada pelos neoclássicos na Crise de 1929 (corte salarial ou demissões). Keynes sugerira outra solução para que a economia retomasse o pleno emprego que seria através dos gastos do governo para aumentar a demanda agregada.[27]
Ao contrário dos neoclássicos, para Keynes a economia capitalista não parte de uma situação de pleno emprego e o Livre Mercado não leva uma alocação ótima de recursos. Acreditava que simplesmente as políticas monetárias podem não igualar os níveis de poupança e investimento ou chegar ao pleno emprego, então, contrário a ideia de intervenção mínima do Estado na economia, propôs que o governo poderia interferir se apropriando do excesso de poupança e injetasse esse dinheiro em projetos socialmente úteis, sem que aumentassem a capacidade produtiva, nem diminuíssem as oportunidades de investimento no futuro, levando ao equilíbrio econômico e ao pleno emprego.[27] Para Keynes, o Estado deveria também assumir a função de estabilizador da economia, estimulando a economia para escapar de crises e recessões, garantir o pleno emprego, utilizar-se dos gastos governamentais para gerar demanda efetiva e atuar nas áreas que o mercado não é capaz de atender as necessidades do público, ou é ineficiente ou teria um dispêndio que não compensaria o capital investido como: segurança, saúde, educação, infraestrutura.[30][27]
Modelo Keynesiano Simples
[editar | editar código]Segundo Keynes, os empresários procuram a maximização de seus lucros e para isso baseiam sua decisão de quantos trabalhadores contratar e quanto produzir na expectativa do quanto venderá, então a oferta de emprego aumentará se a renda esperada advinda da contratação de mais trabalhadores (e aumento da produção) superar sua renda necessária. Sendo assim, o volume de emprego é definido pelos empresários e não pelo mercado de trabalho (diferindo do modelo clássico/neoclássico). O volume de emprego é determinado pelo ponto de intersecção das curvas de oferta agregada e demanda agregada, nesse ponto é estabelecido o nível de produção, dessa forma se estabelece a demanda efetiva de trabalho. Portanto, numa situação de desemprego, a redução salarial não acarreta o aumento de contrações se os empresários não acharem que vão conseguir vender a produção adicional. Portanto, segundo Keynes, é o mercado de bens e serviços, baseado nas expectativas dos empresários, que determina o nível de emprego.[31]
A determinação do salário real, para Keynes, é baseada na produtividade marginal do trabalho. A um dado nível de emprego, o salário real se ajusta para igualar-se a produtividade marginal do trabalho, definindo o total da massa salarial. Como a produtividade marginal do trabalho é decrescente, o aumento do emprego ocasiona a queda do salário real, portanto a redução do salário real não leva ao aumento do emprego e do produto, ao contrário, o aumento do emprego e do produto é que leva a uma redução do salário real.
Identidades fundamentais
[editar | editar código]- Identidade da Contabilidade Nacional:
Produto ≡ Renda ≡ Dispêndio
- Identidade Macroeconômica:
Y = C + I + G + X – M
Y = renda = produto
C = consumo
I = investimentos
G = gastos do governo
X = exportações
M = importações
Modelo Keynesiano: Consumo
[editar | editar código]O estudo do modelo inicia-se primeiro analisando uma economia fechada, que não faz comércio com o resto do mundo, sem a presença do Estado. O modelo explica que o produto (renda) é determinado pela demanda agregada quando não há restrição do lado da oferta:[32]
Y = DA
Y = renda (yield em inglês)
DA = demanda agregada = dispêndio (gastos, despesa)
Supondo que o único componente da demanda agregada seja o consumo, temos:
Y = DA ⟹ Y = C
C = consumo (consumption em inglês)

De acordo com este modelo, o consumo aumenta conforme a renda aumenta, mas em menor grau. Pode-se escrever que o consumo é função da renda:
C = f(Y)
A função consumo é:
C = C0 + cY
Em que:
C = consumo
C0 = consumo autônomo (C0 > 0): é o consumo que não depende da renda, ele existe mesmo quando a renda é zero.
c = propensão marginal a consumir (0 < c < 1): é a parcela da renda destinada ao consumo. É a parte do consumo que cresce quando a renda aumenta.
Y = renda
Em equilíbrio, a oferta agregada é igual à demanda agregada:
OA = DA
O produto, também em equilíbrio, é igual à demanda agregada, portanto:
OA = Y
Como havíamos suposto o consumo como sendo o único componente da demanda agregada:
DA = C = C0 + cY
Substituindo a oferta agregada e a demanda agregada na condição de equilíbrio, ou seja, OA = Y e DA = C0 + cY, temos:
Y = C0 + cY
Para achar a renda de equilíbrio, temos que resolver a equação para Y. Primeiro subtraimos cY dos dois lados da equação:
Y - cY = C0
Colocando Y em evidência:
(1 - c)Y = C0
Multiplicando os dois lados da equação por 1÷(1 - c):
Essa é a expressão que nos mostra a renda de equilíbrio:
YE = renda de equilíbrio.
* nota sobre a propensão marginal a consumir: ela é a variação do consumo (ΔC) dividida pela variação da renda (ΔY). Pode-se escrevê-la também dessa forma: PMgC = c.
Função Poupança
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Por definição, a poupança é a parte da renda não consumida. Portanto, a renda pode ser expressa dessa forma:
Y = C + S
S = poupança (saving em inglês)
Ou seja, parte da renda é consumida e parte é poupada.
Resolvendo a equação pelo lado da poupança. Primeiro subtraimos C dos dois lados:
S = Y - C
Sabemos que C = C0 + cY, substituindo na equação:
S = Y - (C0 + cY) ⟹ S = Y - C0 - cY
Colocando Y em evidência:
S = -C0 + (1 – c)Y
Da mesma forma que o consumo aumenta conforme a renda aumenta, acontece o mesmo com a poupança, mas também em menor grau. Dessa forma, (1 – c) representa a propensão marginal a poupar (PmgS), como o c é a propensão marginal a consumir e deve estar entre 0 e 1 (0 < c < 1), o restante será a propensão marginal a poupar e a chamaremos de s. Então com: (1 – c) = s, a função poupança será:
S = -C0 + sY
s = (1 – c) = propensão marginal a poupar
* nota sobre a propensão marginal a poupar: ela é a variação da poupança (ΔS) dividida pela variação da renda (ΔY). Pode-se escrevê-la também dessa forma: PMgS = s.
Concluímos também que a poupança, sendo a parte da renda que não é consumida, faz com que a função poupança seja o complemento da função consumo: Y = C + S
E a soma da propensão marginal a consumir mais a propensão marginal a poupar é igual a 1:
c + (1 – c) = 1
A condição de equilíbrio desse modelo básico tem a poupança é igual a zero, ou seja, tudo que é produzido é consumido, então a renda de equilíbrio é igual ao consumo.
Modelo keynesiano com Consumo e Investimento
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Na formulação keynesiana, o investimento é considerado como fixo, ou seja, ele é autônomo com relação a renda:[33]
I = I0
Colocando o investimento na fórmula da demanda agregada (DA):
DA = C + I0
A condição de equilíbrio é:
Y = C + I ⟹ Y = C0 + cY + I0
Para achar a renda de equilíbrio, temos que resolver a equação para Y:
Subtraindo cY dos dois lados da equação:
Y - cY = C0 + I0
Colocando Y em evidência:
(1 - c)Y = C0 + I0
Multiplicando os dois lados da equação por 1÷(1 - c):
Y = (1÷(1 - c)) • (C0 + I0)
A renda de equilíbrio (YE) ficará:
O nível de renda de equilíbrio depende da propensão marginal a consumir (c) e do nível de gastos autônomos (C0 e I0).
Multiplicador de Gastos
[editar | editar código]Podemos concluir até aqui que a renda depende da propensão marginal a consumir (c) e dos gastos autônomos (C0 e I0). Quanto maiores forem essas variáveis, maior será a renda de equilíbrio.
Uma variação nos gastos autônomos induz uma variação na renda superior à variação inicial nos gastos.[34]
Para exemplificar esse conceito, vamos a um exemplo:
Se consumo autônomo for: C0 = 100
E a propensão a consumir: c = 0,8
Então:
C = 100 + 0,8Y
E a renda de equilíbrio será:
Resultado: YE = 500
Se for introduzido um investimento autônomo (I0) de 200:
Resultado: YE = 1500
Ao ser introduzido um investimento de 200 a renda de equilíbrio ficou 3 vezes maior. Ou seja, o aumento dos gastos autônomos causam um aumento na renda superior à variação inicial nos gastos (a variação inicial dos gastos foi de 200 e a da renda foi de 1000).
A PMgC maior causa ampliação da renda. Se ela fosse menor do que no exemplo anterior, por exemplo, tivesse um valor de 0,5, então:
Resultado: YE = 600
É essa propensão marginal a consumir que vai ditar o quanto será o aumento na renda de equilíbrio. Por isso o termo será chamado de multiplicador de gastos:
Quanto maior for a propensão marginal a consumir, maior será o multiplicador de gastos. Também se nota que uma propensão marginal a poupar maior faz com que o multiplicador de gastos seja menor e com isso uma renda de equilíbrio menor.
⇧ΔPMgC ⟹ ⇧ΔYE
⇧ΔPMgS ⟹ ⇩ΔYE
YE = multiplicador de gastos • gastos autônomos
O paradoxo da parcimônia de Keynes, mostra que quando as famílias tentam poupar mais em períodos de crise, o efeito agregado pode ser uma queda da renda e do consumo, prejudicando a economia.[35]
⇩C⟹ ⇩DA ⟹ ⇩produção e emprego
A renda cai e, paradoxalmente, a poupança agregada pode cair. Para quebrar o paradoxo Keynes sugere que se faça estímulos ao consumo, aumente os investimentos públicos, e sugere políticas fiscais e monetárias expansionistas.
O paradoxo mostra que decisões individuais aparentemente racionais podem gerar resultados coletivos negativos.
Ciclo de estoques
[editar | editar código]Enquanto as decisões acerca da poupança são feitas pelas famílias, a decisão de investir essa poupança é tomada independentemente pelas empresas. Na função keynesiana de investimento, este não depende da poupança e não há garantia de que as empresas investirão o que as famílias poupam. A decisão de investir está associada as expectativas de lucro dos empresários. Por isso ele é considerado fixo (autônomo), ele independe do nível de renda. Como a poupança representa a demanda por consumo futuro, quando a poupança aumenta é sinal de que as famílias querem que as empresas aumentem seu investimento, ajustando a oferta a demanda futura.
Mas esse ajuste não acontece instantaneamente, a mudança de um ponto de equilíbrio para outro pode ser observada na variação dos estoques das empresas. Observe o quadro de ciclos dos estoques:
| Renda | Consumo | Investimento | Poupança | Dispêndio | ΔEstoques | Reação das
empresas |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Y | C | I | S | C + I = DA | Y - DA | |
| 5000 | 4000 | 1600 | 1000 | 5600 | -600 | ⇧produção |
| 6000 | 4700 | 1600 | 1300 | 6300 | -300 | ⇧produção |
| 7000 | 5400 | 1600 | 1600 | 7000 | 0 | não varia |
| 8000 | 6100 | 1600 | 1900 | 7700 | 300 | ⇩produção |
| 9000 | 6800 | 1600 | 2200 | 8400 | 600 | ⇩produção |
Quando a demanda agregada está mais alta do que a renda, há excesso de demanda, ocorre uma diminuição nos estoques das empresas e elas reagem aumentando a sua produção para o ciclo seguinte. Na situação em que a demanda agregada está mais baixa do que a renda, há excesso de oferta e acontece uma acumulação nos estoques das empresas e elas reagem diminuindo a sua produção para o ciclo seguinte para diminuir o excesso de estoques.[36] As empresas no mundo real geralmente sempre operam mantendo um estoque mínimo positivo por segurança.
A demanda agregada (DA) estará em equilíbrio com a oferta agregada (OA = Y) quando o produto (produto = renda = Y) for igual ao dispêndio total (dispêndio = DA = C + I):
Y = C + I
Produto = Renda = Y
Dispêndio = C + I = DA
Δ Estoques = Y - DA
Então o equilíbrio ocorre quando: dispêndio = renda e a poupança = investimento
DA = Y e S = I
Esses momentos em que há excesso ou falta de demanda agregada é chamado de hiato do produto.
É a diferença entre o Produto Interno Bruto (PIB) real, que é observável, e o PIB potencial, que é a capacidade produtiva máxima de uma economia:[34]
Y – Y*
Y = PIB real
Y* = PIB potencial
O PIB real é o valor do que a economia realmente produziu num período, enquanto o potencial é uma estimativa sobre a capacidade produtiva daquela economia baseada em todos os seus recursos disponíveis num período.
O hiato inflacionário ocorre quando a demanda agregada é maior que o produto (renda):
Y < DA
Ele denota que a economia está aquecida, que há alta demanda por bens e serviços e aumento das contratações por parte das empresas, mas também significa que haverá uma pressão inflacionária, ou seja, pelo aumento dos preços por parte das empresas (Lei da Oferta e Demanda). Devido a inflação, a economia não consegue se sustentar operando nesse ritmo acelerado.
O hiato deflacionário ocorre quando a demanda agregada é menor que o produto (renda):
Y > DA
Ele denota que a economia está operando com capacidade ociosa, nem todos os recursos disponíveis estão sendo utilizados na economia, que há baixa demanda por bens e serviços e as empresas tendem a diminuir as contratações e/ou aumentar as demissões, mas também significa que haverá uma pressão deflacionária, ou seja, pela diminuição dos preços por parte das empresas para venderem os estoques excedentes. É indicativo de uma recessão econômica.

Modelo de determinação da renda com o governo
[editar | editar código]Agora trataremos de uma economia fechada e com governo. O governo oferece e adquire bens e serviços, realiza transferências de renda (previdência social, seguro-desemprego, políticas assistencialistas) e faz subsídios ao setor privado. E utiliza como meio para se financiar a arrecadação de impostos. Apesar dos gastos do governo ser somado ao consumo e ao investimento, eles são subtraídos da renda das famílias por meio do pagamento de impostos, enquanto os subsídios se somam a essa renda. Chamaremos essa renda de renda disponível:
Yd = Y - T + R
Yd = renda disponível
Y = renda nacional
T = impostos (taxes em inglês)
R = transferências (subsídios)
Portanto, trataremos o consumo como função da renda disponível:
C = f(Yd)
C = C0 + c(Yd)
O modelo faz a seguinte simplificação: as transferências (R) serão tratadas como “impostos negativos” e já estarão deduzidas dos impostos (T), portanto:[37]
T = tY
O imposto é função da renda e t é a participação do imposto no produto (0 < t < 1)
Os gastos do governo são tratados como autônomos, independem da renda:
G = G0
A função consumo passa a ser agora:
C = C0 + c(Y - T) ⟹ C = C0 + c(Y - tY)
Com a inclusão do governo, a expressão da demanda agregada é agora:
DA = C + I + G
E a nova expressão da renda de equilíbrio passa a ser:
Y = C0 + c(Y – tY) + I0 + G0
Resolvendo para Y:
Y = C0 + cY – ctY + I0 + G0
Y - cY + ctY = C0 + I0 + G0
(1 - c + ct)Y = C0 + I0 + G0
[1 - c(1 - t)]Y = C0 + I0 + G0
A renda de equilíbrio numa economia fechada e com governo é dada pela expressão:
Os gastos do governo estimulam a renda por elevar os gastos autônomos, enquanto os impostos reduzem o produto por diminuir o multiplicador de gastos, que passa a ser assim:
Os gastos do governo (G) sofrem o mesmo efeito do multiplicador que os investimentos, aumentando a renda (produto). Mesmo que o multiplicador diminua por fazer um vazamento no fluxo circular de renda através dos impostos, ele volta por meio dos gastos do governo como uma injeção. Ele tem uma aplicabilidade maior quando a propensão marginal a poupar é alta, pois essa gera um vazamento que os gastos do governo podem injetar novamente no fluxo por meio de políticas anticíclicas.[38]
Setor externo
[editar | editar código]Com a introdução do setor externo no modelo, ele passar a analisar uma economia aberta e com governo e introduz dois componentes: Exportações (X) e importações (M). Apesar das exportações dependerem da renda do resto do mundo e da taxa de câmbio, no modelo as exportações serão consideradas como exógenas:[37]
X = X0
X = exportações
No caso das importações, como elas dependem da renda dos residentes no país, quanto maior a renda interna, maior será a propensão marginal a importar (m):
M = mY
M = importações
m = propensão marginal a importar, (0 < m < 1)
Y = renda
Condição de equilíbrio:
Y = C + I + G + X – M
Y = C0 + c(Y – tY) + I0 + G0 + X0 - mY
Resolvendo para Y:
Y - cY + ctY + mY = C0 + I0 + G0 + X0
(1 - c + ct + m)Y = C0 + I0 + G0
[1 - c(1 - t) + m]Y = C0 + I0 + G0
A renda de equilíbrio numa economia fechada e com governo é dada pela expressão:
E o multiplicador de gastos será:
Modelo keynesiano generalizado ou modelo IS-LM
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A análise IS-LM procura sintetizar, em um só esquema gráfico, muitas situações da política econômica, por meio de duas curvas: As curvas IS e LM. O Modelo IS/LM resume os pontos de equilíbrio conjunto do lado monetário e do lado real da economia, entre a taxa de juros e o nível de renda nacional.
A curva IS é o conjunto de combinações de i (taxa de juros) e y (renda) que equilibram o mercado de bens e serviços.
A curva LM é o conjunto de combinações de i (taxa de juros) e y (renda) que equilibram o mercado monetário (oferta por moeda igual a demanda por moeda) e o mercado de títulos, ou seja, as combinações de taxas de juros e níveis de renda que tornam iguais a demanda por moeda e a oferta de moeda.
Temas de macroeconomia
[editar | editar código]Crescimento e economia do desenvolvimento
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A economia do desenvolvimento estuda fatores que explicam o crescimento econômico – o aumento na produção per capita de um país ao longo de um extenso período de tempo. Os mesmos fatores são usados para explicar diferenças no nível de produção per capita entre países. Fatores muito estudados incluem a taxa de investimento, crescimento populacional, e mudança tecnológica. Que estão representados em formas empíricas e teóricas (como no modelo de crescimento neoclássico) e na contabilidade do crescimento.[39][40] O campo distinto da economia do desenvolvimento examina aspectos econômicos do processo de desenvolvimento em países de baixa renda focando em mudanças estruturais, pobreza, e crescimento econômico. Abordagens em economia do desenvolvimento frequentemente incorporam fatores políticos e sociais.[41][42]
Sistemas econômicos
[editar | editar código]Sistemas econômicos é o ramo da economia que estuda os métodos e instituições pelas quais sociedades determinam a propriedade, direção e alocação dos recursos econômicos e as suas respectivas trajetórias de desenvolvimento econômico. Um sistema econômico de uma sociedade é a unidade de análise. Entre sistemas contemporâneos em diferentes partes do espectro organizacional são os sistemas socialistas e os sistemas capitalistas, nos quais ocorre a maior parte da produção, respectivamente em empresas estatais e privadas. Entre esses extremos estão as economias mistas. Um elemento comum é a interação de influências políticas e econômicas, amplamente descritas como economia política. Sistemas econômicos comparados é a área que estuda a performance e o comportamento relativos de diferentes economias ou sistemas.[43][44]
Desenvolvimento da teoria macroeconômica
[editar | editar código]Origem
[editar | editar código]A macroeconomia descendeu dos campos da teoria do ciclo econômico e da teoria monetária.[45] A teoria quantitativa da moeda foi particularmente influente antes da Segunda Guerra Mundial. Ela tomou muitas formas, incluindo a versão baseada na obra de Irving Fisher:
Na visão típica da teoria quantitativa, a velocidade da moeda (V) e a quantidade de bens produzidos (Q) seriam constantes, assim qualquer aumento na oferta monetária (M) levaria a um aumento direto no nível de preços (P). A teoria quantitativa da moeda era um elemento central da teoria clássica econômica que prevaleceu no começo do século XX.
Keynes e seus seguidores
[editar | editar código]A macroeconomia, pelo menos em sua forma moderna,[46] começou com a publicação de A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, de John Maynard Keynes,[45] Quando a Grande Depressão atacou, os economistas clássicos tiveram dificuldade em explicar como os bens não eram vendidos e os trabalhadores ficavam desempregados. Na teoria clássica, os preços e salários cairiam até o mercado se ajustar e todos os bens e trabalho serem vendidos. Keynes ofereceu uma nova teoria econômica que explicava por que os mercados poderiam não se ajustar. Keynes apresentou uma nova teoria sobre como a economia funcionava. Em sua teoria, a teoria quantitativa não era usada mais pois as pessoas e as empresas tendiam a segurar seu dinheiro em tempos econômicos difíceis, um fenômeno que ele descreveu em termos de preferência pela liquidez. Keynes explicou como o efeito multiplicador ampliaria uma pequena diminuição no consumo ou investimento e causaria quedas por toda a economia. Keynes também destacou o papel que a incerteza e o espírito animal podem exercer na economia.[46]
A geração seguinte a Keynes combinou a macroeconomia da Teoria Geral com a economia neoclássica para criar a síntese neoclássica. Por volta dos anos 50, a maior parte dos economistas tinha aceitado o ponto de vista da síntese sobre a macroeconomia.[46] Economistas como Paul Samuelson, Franco Modigliani, James Tobin, e Robert Solow desenvolveram teorias formais de Keynes e teorias do consumo, investimento, e demanda de dinheiro que escapavam do escopo da obra de Keynes.[47]
Monetarismo
[editar | editar código]Milton Friedman atualizou a teoria quantitativa da moeda para incluir um papel para a demanda por moeda. Friedman amplia a interpretação da TQM proposta pela Universidade de Cambridge, no final do século XIX, argumentando que, a partir do inverso da velocidade da moeda, k =1/V, os agentes optavam por alocar seus recursos em títulos ou moeda, que obedeceria à renda, às preferências e, inclusive, à inflação, que desestimularia a retenção. Ele argumentou que o papel do dinheiro na economia era suficiente para explicar a Grande Depressão, e que as explicações orientadas para a demanda agregada não eram necessárias. Friedman argumentou que a política monetária era mais eficiente que a política fiscal. No entanto, questionou como ajustar a economia com políticas monetárias. Era a favor de uma política de crescimento estacionário na oferta monetária, ao invés de intervenções frequentes.[48] Friedman também desafiou a relação entre inflação e desemprego da curva de Phillips. Friedman e Edmund Phelps (que não era um monetarista) propuseram uma versão "aumentada" da Curva de Phillips que excluía a possibilidade de um trade-off estável de longo prazo entre inflação e desemprego. Quando a crise do petróleo da década de 1970 criou um alta taxa de desemprego e inflação, Friedman e Phelps foram questionados. O monetarismo foi particularmente influente no começo da década de 1980. O monetarismo caiu em desgraça quando os bancos centrais descobriram ser difícil ajustar a oferta monetária ao invés das taxas de juros, como os monetaristas recomendavam. O monetarismo também tornou-se politicamente impopular quando os bancos centrais criaram recessões a fim de diminuir a inflação.
Novos clássicos
[editar | editar código]Outro desafio ao Keynesianismo veio da nova economia clássica. Um desenvolvimento central no novo pensamento clássico veio quando Robert Lucas introduziu as expectativas racionais à macroeconomia. Antes de Lucas, os economistas em geral usavam as expectativas adaptativas quando supunha-se que os agentes viam o passado recente para fazer expectativas sobre o futuro. Sobre expectativas racionais, supunha-se que os agentes eram mais sofisticados. Um consumidor não irá simplesmente assumir uma taxa de inflação de 2% devido ao fato de que esta foi a média dos anos anteriores; ele irá observar a política monetária atual e as condições econômicas para formar uma previsão mais informada. Quando os economistas novos clássicos introduziram as expectativas racionais em seus modelos, eles mostraram que a política monetária poderia ter apenas um impacto limitado.
Lucas também fez uma crítica influente aos modelos empíricos Keynesianos. Ele argumentou que modelos de previsão baseados em relações empíricas seriam instáveis. Ele defendia que os modelos baseados na teoria econômica fundamental seriam, a princípio, mais estáveis em relação às mudanças das economias. Seguindo a crítica de Lucas, os economistas novos clássicos, liderado por Edward Prescott e Finn Kydland, criaram a teoria dos ciclos reais de negócios (teoria RBC). Esses modelos foram baseados na combinação de equações fundamentais com a microeconomia neoclássica. Eles produziram modelos que explicavam recessões e desemprego com mudanças na tecnologia. Os modelos RBC não incluíram um papel para o dinheiro exercer na economia. As críticas aos modelos RBC argumentavam que o dinheiro claramente exerce um papel importante na economia, e que a ideia de que o regresso tecnológico pode explicar recessões recentes é também implausível.[49] Dentro da lógica do RBC, os agentes são extremamente racionais, ao ofertarem mais trabalho quando os salários reais fossem maiores, o que leva à elaboração de modelos que retomam o postulado clássico do trade off entre lazer e trabalho. Apesar das questões acerca da teoria atrás dos modelos RBC, eles claramente foram influentes na metodologia econômica.
Resposta nova keynesiana
[editar | editar código]Os novos economistas keynesianos responderam à escola neoclássica adotando as expectativas racionais e focando no desenvolvimento de modelos baseados na microeconomia que são imunes à crítica de Lucas. Stanley Fischer e John B. Taylor produziram trabalhos iniciais nesta área, mostrando que a política monetária poderia ser efetiva mesmo em modelos com expectativas racionais e salários limitados por contratos. Outros novos economistas keynesianos expandiram esta obra e demonstraram que em outros casos nos quais os preços e salários inflexíveis levaram a uma política monetária e fiscal tiveram efeitos reais. Como os modelos clássicos, os modelos novos clássicos assumiram que os preços seriam capazes de se ajustar perfeitamente e que a política monetária apenas levaria a mudanças de preço. Os modelos novos keynesianos investigaram fontes de preços e salários resistentes (sticky), que não se ajustariam, assim levando a política monetária impactar quantidades ao invés de preços.
No final da década de 1990, os economistas chegaram a um difícil consenso. A rigidez da nova teoria keynesiana foi combinada com as expectativas racionais e a metodologia RBC para produzir os modelos de equilíbrio dinâmico estocástico geral (DSGE). A fusão de elementos de diferentes escolas de pensamento tem sido apelidada a nova síntese neoclássica. Esses modelos agora são usados por muitos bancos centrais e exercem um papel central na macroeconomia moderna.[50] As metas de inflação, a partir da equação proposta por John Taylor, conhecida como Taylor rule (regra de Taylor), passaram a ser utilizada pelos Bancos Centrais ao redor do planeta: enquanto a nova Zelândia foi sua pioneira, em 1990, o Brasil adotaria tal regime em junho de 1999, com o término do Plano Real I e o início do Plano Real II, a partir da lógica do "tripé macroeconômico." A partir dela, as autoridade monetárias controlam a taxa de juros de curto prazo, que detém influência sobre as expectativas dos agentes e, consequentemente, o nível geral de preços.
Ver também
[editar | editar código]Referências
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Bibliografia
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Ligações externas
[editar | editar código]- GORDON, Robert J. Macroeconomia. Porto Alegre: Bookman, 2000.