Partido Social Democrático (1945)

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Disambig grey.svg Nota: Para o partido brasileiro derivado do DEM, veja Partido Social Democrático (2011). Para outros significados, veja Partido Social Democrata.
Partido Social Democrático
Presidente Nabi Abi Chedid
Fundação 17 de julho de 1945
Dissolução 27 de outubro de 1965
Sede Rio de Janeiro
Cores      Azul      Branco

Partido Social Democrático (PSD) foi um partido político brasileiro, fundado em 17 de julho de 1945 e extinto pela ditadura militar, pelo Ato Institucional Número Dois (AI-2), em 27 de outubro de 1965.[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

O PSD foi formado sob os auspícios de Getúlio Vargas, de caráter centrista, reunindo antigos interventores do governo federal nos estados, como Benedito Valadares em Minas Gerais, Fernando de Sousa Costa de São Paulo, Almirante Ernâni do Amaral Peixoto do Rio de Janeiro, seu irmão Augusto, no então Distrito Federal, depois Guanabara e Agamenon Magalhães de Pernambuco. Entre 1945 e 1964, junto com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), formava o bloco pró-getulista da política brasileira, em oposição à União Democrática Nacional (UDN), antigetulista. Durante sua existência, foi o partido majoritário na Câmara dos Deputados e no Senado fez Filinto Müller seu líder em 1961, tendo eleito dois presidentes da República: Eurico Gaspar Dutra, em 1945, e Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 1955; na breve experiência parlamentarista, teve dois presidentes do conselho de ministros de sua legenda, Tancredo Neves e Brochado da Rocha

Teve próceres como o maranhense Clodomir Cardoso, o cearense Armando Falcão, o pernambucano Etelvino Lins, o baiano Luiz Vianna Filho, o gaúcho Ildo Meneghetti, o mineiro Carlos Luz, o catarinense Nereu Ramos ou os paulistas Auro de Moura Andrade e Ulysses Guimarães, ou ainda o mineiro Negrão de Lima, que chegou a ser eleito Governador da Guanabara.

Após a extinção do PSD, seus membros se dividiram: uns foram para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), único partido de oposição à ditadura permitido após a instituição do bipartidarismo com o AI-2; e outros ingressaram na Aliança Renovadora Nacional (Arena), o partido que apoiava o regime instalado em 1964; em ambas as legendas, os ex-pessedistas se organizavam como alas à parte, em sublegendas.

Posteriormente, dois outros partidos foram criados com o mesmo nome: o Partido Social Democrático (1987) e o Partido Social Democrático (2011).

Referências

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