Aérospatiale Alouette II

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SA 313 / SA 318 Alouette II
Picto infobox helicopter.png
Alouette II da Polícia Federal Alemã
Descrição
País de origem  França
Fabricante SNCASE/Sud-Aviation
Produção 1956-1975
Quantidade
produzida
1300+ unidade(s)
Primeiro voo 31 de julho de 1952 (SE 3120)
12 de março de 1955 (SE 3130)
Entrada em serviço agosto 1956
Tipo Transporte ligeiro
Tripulação 1 piloto
Passageiros/
Soldados
4 passageiros
Dimensões
Comprimento 9,70 m
Diâmetro do
rotor
10,20 m
Altura 2,75 m
Área (rotor) 81,7
Peso
Tara 895 kg
Peso máximo
de decolagem
1,600 kg
Propulsão
Motores 1 x Turbina Turboméca Artouste IIC6 530 hp (395 kW)
Performance
Velocidade máxima 180 km/h
Alcance 565 km
Autonomia 4.1 hs
Teto/tecto máximo 2300 m
Relação de subida 4.2 m/s
Notas
Não armado, mas pode ser adicionado pods de mísseis anti-tanque e torpedos anti-submarino.[1]

O Alouette II é um helicóptero ligeiro, produzido, sob diversas versões, pelo construtor aeronáutico francês, SNCASE, que em 1957 deu origem à Sud Aviation, em 1970 à Aérospatiale, em 1992 à Eurocopter e que em 2000 passou a integrar a EADS[2] .

Foi o primeiro helicóptero do mundo, motorizado com turbina a gás a ser certificado para voo.

As versões militares eram usadas essencialmente em, fotografia aérea, observação, salvamento marítimo. ligação e treino. Na parte civil era usado essencialmente na evacuação médica principalmente em grande altitude, tirando partido do seu motor de turbina.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

  • 1947: Sud Est SE 3000, modelo de duplo rotor com seis lugares, desenvolvido do capturado Focke-Achgelis Fa 223 modelo Alemão do final da Segunda Gerra Mundial. Usava um motor Bramo Fafnir BMW 323 R2 de 14 cilindros em dupla fileira radial, arrefecido a ar que desenvolvia 1000 hp. A tripulação em número de dois acomodava-se numa cabina (cockpit) totalmente envidraçada, com os passageiros, até quatro logo atrás. Um pequeno e pouco poderoso gancho era montado e tanto podia ser utilizado em salvamentos como em transporte de cargas pequenas e leves.[3]
  • 1947: Sud Ouest SO 1100 Ariel , o primeiro helicóptero da Sud Ouest, todo construído em metal, de dois lugares e dois rotores propulsionados por jactos, em pontas opostas.[3]
  • Junho 1948: Sud Est SE 3101 / 3110 modelos experimentais para teste de um novo, rotor duplo com estabilizador antitorque.[3]
  • 23 de Março 1949: Sud Ouest SO 1110 Ariel II, modelo com cauda modificada e motor de pistões com 190cv.[3]
  • 1951: Sud Ouest SO 1120 Ariel III, o último "Ariel" impulsionado por uma turbina Turbomeca com 275cv.[3]
  • 31 de Julho 1952: Sud Est SE 3120 Alouette, protótipo do Alouette II, apenas uma unidade construída. Bateu o recorde do mundo em circuito fechado ao manter-se em voo durante 13 horas e 56 minutos.[3]
  • 2 de Janeiro 1953: Sud-Ouest SO 1220, protótipo do "Djinn", primeiro voo.[3]
  • 16 de Dezembro 1953: Sud Ouest SO 1221 Djinn, desenvolvimento dos modelos "Ariel", foi um dos sucessos da indústria aeronáutica Francesa, com 178 unidades vendidas para 10 países.[3]
  • 12 de Março 1955: Sud-Est SE 3130 Alouette II, primeiro helicóptero no mundo movido por uma turbina a entrar em produção.[3]

Em 31 de Janeiro de1961 voou o protótipo SA-3180-01 (ex SE 3130 n°2), tinha uma nova turbina Turbomeca Astazou II de 530cv que substituiu o propulsor inicial, dando origem à última versão SA-318C, construída em números consideráveis, aumentou o total de aeronaves produzidas para 1 303.

O segundo protótipo SA-3180-02, que voou pela primeira vez em 24 de janeiro de 1966 serviu de plataforma de ensaio para um novo rotor. Elaborado com o apoio do construtor Alemão Bolkow, este rotor tinha as pás simplificadas em resina estratificada e embraiagens de ligação reforçadas e a sua principal inovação, a utilização de apenas 70 peças de reduzida lubrificação, em lugar das 377 do rotor original, veio a ser mais tarde utilizado no SA 340 Gazelle.

O SA-318C teve o seu certificado de voo atribuído em frança no final de 1964 e uns meses mais tarde nos Estados Unidos, terminou a sua produção em 1975 e é um dos helicópteros com maior longevidade em todo o mundo.[4]

Especificações[editar | editar código-fonte]

Vistas esquemáticas do Alouette II.
Pormenor - Alouette II (75-01) do Exército Alemão
SA 313 SA 318
Diâmetro rotor principal 10,20 m 10,20 m
Comprimento 9,70 m 9,75 m
Largura 2,08 m 2,30 m
Altura 2,75 m 2,75 m
Peso max. descolagem 1600 kg 1650 kg
Velocidade máxima 185Km/h 205Km/h
Velocidade cruzeiro 165Km/h 170Km/h
Tecto voo estacionário c/ efeito solo 1680m 1800m
Tecto voo estacionário s/ efeito solo 1100m 1200m
Tecto máx. prático 3000m 3200m
Combustível (596 litros) JP-1 JP-1
Autonomia ao nível do mar 4 horas 5 horas
Autonomia à altitude óptima 4h30m 6 horas
Alcance ao nível do mar 540Km 720Km
máx. Alcance altitude máx. 630Km 870Km
Motor - TURBOMECA Artouste IIC6 Astazou IIA
Potência máx 530cv 530cv
Potência em contínuo 360cv 480cv

Operação em Portugal[editar | editar código-fonte]

O Alouette II foi o segundo modelo de helicóptero ao serviço da Força Aérea Portuguesa, a seguir ao único Sikorsky UH-19 operado desde 1954. Foram recebidas sete unidades em 1957, começando a ser operadas no ano seguinte, uma das quais seria destruída por acidente.

Com o início da Guerra do Ultramar, os seis helicópteros remanescentes foram enviados para Angola, de onde operaram a partir das bases aéreas do Negaje e de Luanda. Foram utilizados sobretudo para evacuações sanitárias e para ligações. A partir de abril de 1963, começaram a ser substituídos em Angola pelos recém adquiridos Alouette III, sendo enviados para a Guiné Portuguesa onde se tinha aberto uma nova frente. Também neste teatro de operações começaram a ser substiuídos por Alouette III, sendo quatro transportados num DC-6 para a nova frente de Moçambique em 1966. Foram finalmente completamente substituídos operacionalmente pelos Alouette III e pelos Puma, sendo todas as unidades colocadas na Base Aérea de Tancos na função de instrução, onde serviram até 1976.

Em 1984, Portugal voltou a receber um segundo lote de Alouette II (11 unidades) provenientes do Exército Alemão, dos quais apenas quatro foram colocados ao serviço na Guarda Nacional Republicana.

Versões[editar | editar código-fonte]

  • SE-3120 Alouette: protótipo inicial equipado com motor de pistões Salmson 9NH de 200 CV, com o seu primeiro voo em 31 de julho de 1951;
  • SE-3130 Alouette II: modelo baseado no SE-3120 mas motorizado com uma turbina Turbomeca Artouste IIC ou IIC6;
  • SA-313 Alouette II: designação, a partir de 1968, dos SE-3130 com turbina Artouste IIC;
  • SA-313B Alouette II: designação, a partir de 1968, dos SE-3130 com turbina Altouste IIC6;
  • Hkp 2 Alouette II: versão do SE-3130 produzida na Suécia pela Saab;
  • SE-3131 Governeur: protótipo de uma versão de transporte VIP do SE-3130, com a fuselagem totalmente carenada;
  • SE-3140 Alouette II: protótipo equipado com uma turbina livre Turbomeca Turmo II de 400 CV;
  • SE-3150 Alouette Astazou: protótipos remotorizados com uma turbina Turbomeca Astazou IIA, caixa de transmissões do Alouette III, um rotor principal de 11 m e um rotor de cauda de três pás. Deram origem ao SA-315 Lama;
  • SE-3180 Alouette II: evolução do SE-3130, com uma turbina Astazou IIA ou IIA2 com um consumo específico inferior e uma embraiagem centrífuga;
  • SA-318B Alouette II: designação, a partir de 1968, dos SE-3180 com turbina Astazou IIA;
  • SA-318C Alouette II: designação, a partir de 1968, dos SE-3180 com turbina Astazou IIA2;
  • SA-315B Lama: evolução do SE-3150, optimizado para operações a muito grande altitude, com uma turbina Turbomeca Astazou IIIB com 550 CV
  • HAL Cheetah: versão do SA-315 Lama construída sob licença na Índia;
  • HAL Lancer: modernização do HAL Cheetah;
  • HB-315B Gavião: versão do SA-315B, fabricada sob licença no Brasil pela Helibrás.

Utilizadores[editar | editar código-fonte]

SA-315B Lama de um operador civil suíço.
Alouette II do Exército Alemão, equipado com mísseis anticarro SS10.
Alouette II da Força Aérea Portuguesa em exposição no Museu do Ar.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Os Avioes da Cruz de Cristo (75 anos da Aviação Militar em Portugal) Mário Canongia Lopes 1989, Dinalivro, Lisbon,180pp. ISBN 972-576-202-9

Helicopters at War - Blitz Editions, ISBN 1 85605 345 8

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dados técnicos (em inglês). Military Factory.com.
  2. helis.com/helicopter history (em inglês). Helis.com.
  3. a b c d e f g h i helis.com/Alouette 2. Helis.com.
  4. Les helicopteres françaises de la SNCASE á EUROCOPTER par Daniel Liron (PDF) (em francês). Aerostories2.free.fr.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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