Erisipela

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Erisipela
O rosto é afetado em 10 a 20% dos pacientes.
Classificação e recursos externos
CID-10 A46.x
CID-9 035
DiseasesDB 4428
MedlinePlus 000618
eMedicine derm/129
MeSH D004886
Star of life caution.svg Aviso médico

Erisipela (do grego ἐρυσίπελας, pele vermelha) ou linfangite estreptocócica é uma infecção bacteriana cutânea (tipo piodermite) causada, principalmente, por Streptococcus β-hemolítico do grupo A. Outras causas menos frequentes são Streptococos β-hemolítico dos grupos C e G e Staphylococcus aureus. [1]

Causa[editar | editar código-fonte]

Cerca de 75% dos casos são nas pernas.

A maioria dos casos de erisipela são por Streptococcus pyogenes (um estreptococo do grupo A, beta-hemolítico), embora estreptococos do grupo C e G também podem ser o agente causador como o Streptococcus agalactiae, um estreptococo do grupo B. Costumava ser mais comum no rosto, mas agora as pernas são afetadas com mais freqüência. A erupção cutânea é causada por exotoxina, e não pela própria bactéria que se encontra em áreas onde não há sintomas. Por exemplo, a infecção pode estar na nariz e garganta, mas a erupção cutânea aparecer na face e nos braços.[2]

É menos comum, mas também pode ser causada por Klebsiella pneumoniae, H. influenzae tipo B, Yersinia enterocolitica e Moraxella.[3]

Lesões na pele como infecção fúngica, picadas de inseto, mordidas e cirurgias podem servir de porta de entrada para as bactérias.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Braço com erispela

É comum ser precedido de febre, náusea e dores musculares, conforme a bactéria infecta nariz ou garganta. A toxina dessa bactéria causa uma placa bem vermelha e inchada de bordas bem delimitadas, quente, sensíveis e que pode doer ao toque. Atinge principalmente as pernas, braços, dedos e rosto. Resulta de uma infecção cutânea ou subcutâneo, similar a celulite, porém mais superficial e afetando vasos linfáticos da derme e formando um edema bem delimitado. É possível encontrar gânglios inchados nessa área durante o exames físico. [4] [5]

Normalmente começa a regredir em 7 a 10 dias, mas em casos severos aparecem vesículas, bolhas, úlceras, abscessos e necrose na área vermelha e inchada (placa eritematosa).[2]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

É mais comum em pessoas com diabetes mellitus, problemas cardiovasculares, imunodeprimidos ou imunossuprimidos, alcoolistas, obesos ou idosos. [2]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento geralmente é feito com penicilina V, em casos severos pode-se usar penicilina G. Outras alternativas incluem doxiciclina (no caso de Staphylococcus), ceftriaxona, cefazolina ou em caso de resistências usar vancomicina. Há uma crescente resistência dos Streptococcus tipo A aosmacrólidos. Bolsas de gelo e analgésicos podem ajudar a reduzir o desconforto.[6]

Após o início da terapêutica, a maioria dos casos resolve sem deixar cicatrizes, mas em cerca de 25% dos casos há reincidência (aparece de novo) e em alguns casos deixa a pele do local descamada por muitos anos.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências