Síndrome do choque tóxico

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Síndrome do choque tóxico
Cultivo de Staphylococcus aureus, a causa mais comum de SCT.
Classificação e recursos externos
CID-10 A48.3
CID-9 040.82
DiseasesDB 13187
eMedicine med/2292 emerg/600 derm/425 ped/2269
MeSH D012772
Star of life caution.svg Aviso médico

Síndrome do choque tóxico (SCT) é uma emergência médica rara causada por uma toxina bacteriana produzidas pelas bactérias Gram-positivas Staphylococcus aureus (mais freqüente) ou Streptococcus pyogenes.

Causas[editar | editar código-fonte]

A síndrome é causada pela resposta dos linfócitos T às toxinas produzidas pelas bactérias Gram-positivas Staphylococcus aureus ou Streptococcus de grupo A.

Nos primeiros casos identificados, a causa foi o acúmulo de sangue menstrual em absorventes internos por mais de um dia que utilizavam fibras sintéticas e produtos químicos que ampliavam sua absorção, facilitando a replicação do S. aureus. Atualmente os fabricantes voltaram a utilizar fibras de algodão e cessaram com o acréscimo desses produtos químicos. Atualmente o maior risco está em feridas de pele não esterilizadas adequadamente ou após cirurgia geral.[1]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas incluem[2] :

  • Febre alta (mais de 39oC)
  • Pressão sanguínea baixa (sistólica <90 mmHg)
  • Vermelhidão, erupção difusa, branqueamento com descamação subseqüente, especialmente das palmas e solas dos pés
  • Envolvimento de três ou mais sistemas:

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

A incidência é de 15 a 52 casos em cada milhão de habitantes, na maior parte das vezes associado ao pós-cirúrgico. A mortalidade varia entre 30 e 70% dos casos. Desde de 1996 são raros os casos associados ao uso de tampões.[3]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Após imediata hospitalização deve ser feita[4] :

O CDC americano aprova o uso de oritavancina, dalbavancina e tedizolid nesses casos.

Referências