Força de Lorentz
A força de Lorentz representa a força eletromagnética total que atua em um portador de carga elétrica q quando este se move com velocidade
em uma região do espaço sobre influência simultânea de um campo magnético
e um campo elétrico
.
Matematicamente expressa por:
a força de Lorentz não constitui-se em um novo tipo de força. Esta representa apenas a soma da força elétrica (
) e da força magnética (
) que atuam simultaneamente sobre a partícula durante seu movimento. Percebe-se facilmente que, enquanto a componente elétrica da força de Lorentz mostra-se independente do movimento da partícula, existindo com esta em movimento ou em repouso, a parcela associada à força magnética é explicitamente dependente da velocidade da partícula, sendo nula caso a partícula encontre-se em repouso no referencial em questão. A componente elétrica da força mostra-se sempre paralela ao campo elétrico
ao passo que a componente magnética da força mostra-se sempre simultaneamente perpendicular à velocidade
da partícula e ao campo magnético
(vide regra da mão direita) em virtude do produto vetorial entre estas duas grandezas. A adição das parcelas deve certamente obedecer às regras associadas à soma vetorial visto que não há obrigação alguma de que as parcelas elétrica e magnética mostrem-se paralelas.[1]
A força de Lorentz mostra-se importante no estudo da dinâmica de partículas em tubos de raios catódicos e em ciclotrons.
[editar] Descrição
Quando uma partícula carregada eletricamente viaja em um campo eletromagnético, age nela uma força chamada força de Lorentz. Em física não relativística, a equação abaixo associada as Equações de Maxwell e às leis de Newton, fornece uma descrição exata do movimento dos corpos eletricamente carregados em um campo eletromagnético. Segue a equação da força de Lorentz:
Onde
é a força exercida pelo campo eletromagnético na carga puntiforme
é o vetor Campo elétrico
é o vetor Campo magnético- q é a carga elétrica (valor negativo para cargas negativas)
é a velocidade da carga
Essa equação é na verdade uma sintese das seguintes equações:
Sendo a primeira derivada da definição de campo elétrico (
) e a segunda derivada da definição de campo magnético feita a partir da verificação experimental de como a força magnética depende do vetor velocidade e da carga q da partícula. A segunda equação guarda historicamente íntima relação com a seguinte equação:

Experiências com fios condutores são bem mais simples de serem executadas do que experiências com cargas livres. A equação acima define o campo magnético uniforme que existe na região sobre influência magnética quando um fio retilíneo condutor "infinito" ali colocado mostra-se solicitado por uma força por unidade de comprimento
constante quando neste estabelece-se uma corrente elétrica também constante de intensidade i. O ângulo
representa o ângulo formado entre o fio em sua atual posição e a orientação em que este deveria estar colocado para que não houvesse então força magnética sobre o mesmo - mantidas as demais condições inalteradas. A direção de B é definida como sendo justamente a direção do fio em condições de força magnética nula devido à sua orientação (com o fio paralelo à direção de
a força magnética é nula). Seu sentido é definido de forma que o produto vetorial entre um vetor unitário no sentido de i e
resulte um vetor com direção e sentido análogos aos da força
. A corrente elétrica aqui em consideração é a corrente elétrica convencional, obviamente. Em vista da corrente elétrica ser quantizada pode-se derivar a expressão para a força magnética que age em uma carga puntiforme conforme inicialmente relatada na força de Lorentz (ou vice-versa).
[editar] Ver também
Referências
- ↑ Halliday, David; Resnick, Robert; Krane, Kenneth S. - Física 3 - 4ª edição - Livros Técnicos e Científicos Editora S/A (LTC) - Rio de Janeiro - 1996 - Página 135


