Geral do Grêmio

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Geral do Grêmio é a maior barra brava brasileira, pertencente ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Criada em 2001.

Geral do Grêmio

História[editar | editar código-fonte]

Foi a precursora no Brasil dos movimentos barra brava, típicos na América do Sul. No início foi conhecida também pelo nome de "Alma Castelhana". Influenciados por ela, surgiram dezenas de outros movimentos semelhantes de torcedores de grandes clubes do futebol brasileiro. Sua mobilização e apoio no ano de 2005 foi fundamental para o retorno do Grêmio à Série A do Campeonato Brasileiro. É frequentemente considerada a melhor torcida do Brasil e uma das melhores do mundo por diversas revistas e websites.

Ao fundo a Geral do Grêmio

A Geral do Grêmio é uma maiores barra bravas do Brasil no que tange a número de torcedores: são cerca de 4.000 gremistas que ocupam o espaço destinado à mesma todos os jogos. Com o crescimento da torcida, um filme sobre a Geral do Grêmio foi gravado no ano de 2012, com seu lançamento sendo realizado no pátio do Estádio Olímpico Monumental em uma tarde de jogo do Grêmio.

Grêmio 2 -- Sapucaiense 0 Geral do Grêmio

Características[editar | editar código-fonte]

  • A Geral do Grêmio é uma torcida de livre adesão, o que significa que não cobra mensalidade, não possui uniforme, nem controle de quem participa, e conta com as mais variadas faixas (barras), bandeiras e trapos (panos pendurados que exaltam o time e seus ídolos) que são confeccionados e colocados no estádio pelos próprios torcedores.
  • A torcida se posiciona no setor popular da Arena do Grêmio, entre os quatro portões de entrada da região norte da arena.
  • A torcida usa seus instrumentos e suas músicas para incentivar o clube mesmo quando está perdendo, outra característica das torcidas da América do Sul.
  • A cada gol do Grêmio, a Geral do Grêmio corre arquibancada abaixo. Esse tipo de comemoração é chamado de "avalanche". Na Arena do Grêmio, esse movimento foi proibido após um incidente no jogo contra a Liga de Quito no dia 30 de Janeiro na pré-libertadores 2013, onde o alambrado cedeu e torcedores ficaram feridos.

Amizades[editar | editar código-fonte]

Argentina

Brasil

Chile

Colômbia

Uruguai

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Desde os seus primórdios, a torcida da Geral se caracterizou por conflitos tanto com torcidas rivais, seja do Brasil ou da América do Sul, como com a polícia.

No Grenal 366, torcedores incendiaram banheiros químicos no Estádio Beira-Rio (estádio do seu rival Internacional). Muitos episódios extra-campo colaboraram para uma visão de violência da torcida, a maioria deles confrontos com a Guarda Popular do Inter, certamente a maior rival. Hoje, os atos violentos diminuíram consideravelmente, depois que alguns torcedores responderam inquérito policial e se afastaram da organização das atividades, para não prejudicar tanto a torcida como o clube.

Torcida do Grêmio

No Grenal do dia 28 de agosto de 2011, cerca de 30 torcedores da Geral foram até o lado da torcida Velha Escola e entraram em confronto com seus integrantes. Logo em seguida, a briga se estendeu até a Torcida Independente Máfia Tricolor, uma das torcidas organizadas do Grêmio ainda em atividade. Com a chegada de alguns policiais, torcedores da Geral foram presos e levados ao Jecrim.

A justiça determinou novo afastamento de determinados integrantes e puniu a Geral com jogos sem instrumentos, faixas e bandeiras.

Em dezembro de 2012, durante a inauguração da Arena do Grêmio, a barra se envolveu em mais uma confusão, que só foi parada com a intervenção da Brigada Militar. Na ocasião a Geral foi criticada com vaias e palavrões cantados por todos os outros setores do estádio, insultos tão altos que puderam ser ouvidos por todos que acompanhavam a partida pelo rádio ou pela televisão. No dia seguinte a Geral publicou uma nota pedindo desculpas pelo acontecimento.

Gaúchas e Gaúchos Grêmistas

Em 2013, a Geral novamente se envolveu em uma briga com a Guarda Popular do Inter, dessa vez em uma estação de metrô em Sapucaia do Sul, durante o confronto ambos os grupos, tanto de gremistas como de colorados, depredaram grande parte do local. Ninguém foi preso na ocasião.

Atualmente, a Geral tem seus instrumentos limitados pela Brigada Militar, que impede a entrada de barras, trapos, sinais de fumaça e papel picado, entre outros materiais, mesmo com essa proibição ferindo o Estatuto do Torcedor.

Grenal em 2007, onde a geral do Grêmio colocou fogo no Beira-rio.

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

  • 2001 - Surge a Geral do Grêmio, chamada por alguns de Alma Castelhana, influenciada pelas torcidas da Argentina e Uruguai, mas ainda sem nome oficial. Os registros existentes indicam o surgimento da barra brava durante o Campeonato Gaúcho daquele mesmo ano, ainda no primeiro trimestre.
  • 2005 - A Geral do Grêmio se consolida como a principal torcida do Grêmio, após uma longa interdição da CBF. Nessa época, a torcida já posicionava-se atrás da goleira próxima ao portão 10 do Olímpico.
  • 2006 - Ano do incidente no Grenal 366, em que parte da torcida brigou com a polícia e a torcida rival, ateando fogo nos banheiros químicos do Estádio Beira-Rio,invadindo o setor destinado a torcida do Inter e agredindo seus torcedores.
  • 2007 - A torcida aumenta consideravelmente seus materiais (murgas, trapos, bandeiras etc.) para o acompanhamento dos jogos do Grêmio, atingindo seu auge junto a excelente campanha da equipe na Libertadores da América daquele ano.
  • 2008 - O número total de barras (faixas verticais) chega a catorze. A torcida ganha um bandeirão gigante com o seu nome (Geral) e um bandeirão menor da bandeira do Rio Grande do Sul. No final do ano, inicia-se um briga interna entre os líderes da torcida.
  • 2009 - A torcida sofre um racha e grande parte de seus componentes segue um dos seus fundadores e líderes, Paulão, formando uma nova barra brava, a Velha Escola, que localiza-se no portão 18 - na goleira oposta -, criando uma espécie de "Geral Independente". São adicionados trapos (panos pendurados que exaltam o time) também entre as barras (faixas verticais). No final do ano, a torcida se reunifica voltando a ser como era antes, apesar de ainda existirem membros ativos da Velha Escola que se recusam a voltar para a Geral até os dias de hoje.
  • 2011 - É criado, no final do ano, pelos sócios e conselheiros fundadores da Geral do Grêmio, o Movimento Grêmio da Torcida, com o objetivo de dar oportunidade ao torcedor gremista de participar e contribuir com a vida ativa da instituição. Trata-se de uma manobra para que a torcida da Geral permaneça apolítica quando se tratando de questões eleitorais do clube, sendo papel do Movimento tomar esse tipo de posicionamento, sem envolver a torcida da Geral como um todo, cujo único objetivo segue sendo apoiar o time incondicionalmente.
  • 2013 - Logo após migrar para a Arena do Grêmio, a Geral vê o espaço popular criado no estádio com expectativas de 10 mil lugares de capacidade e manutenção do movimento da avalanche ser alvo de novas leis impostas pelo Corpo de Bombeiros, que reduziram sua capacidade para 5,5 mil pessoas, sendo o setor tomado por para-avalanches, além da proibição de todo e qualquer tipo de trapo, papel picado e limitação de instrumentos musicais.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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