Pilões (Rio Grande do Norte)

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Município de Pilões
Açude público de Pilões, considerado patrimônio do município.

Açude público de Pilões, considerado patrimônio do município.
Bandeira de Pilões
Brasão de Pilões
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 19 de agosto de 1963 (50 anos)
Gentílico pilonense
Prefeito(a) Francisco das Chagas de Oliveira Silva (PR)
(2009–2012)
Localização
Localização de Pilões
Localização de Pilões no Rio Grande do Norte
Pilões está localizado em: Brasil
Pilões
Localização de Pilões no Brasil
06° 16' 08" S 38° 02' 34" O06° 16' 08" S 38° 02' 34" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Pau dos Ferros IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Antônio Martins, Alexandria e Marcelino Vieira
Distância até a capital 380 km[2]
Características geográficas
Área 82,69 km² [3]
População 3 488 hab. (RN: 143º) –  estimativa IBGE/2011[4]
Densidade 42,18 hab./km²
Altitude 265 m (RN: 37º)[5]
Clima Tropical As[6]
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,614 médio PNUD/2010[7]
PIB R$ 15 580,319 mil IBGE/2008[8]
PIB per capita R$ 4 466,83 IBGE/2008[8]
Página oficial

Pilões é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte, na Região Nordeste do país. Situa-se na microrregião de Pau dos Ferros e mesorregião do Oeste Potiguar, localizando-se a uma distância de 380 quilômetros a oeste da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de 82,69 km², e sua população foi estimada no ano de 2011 em 3 488 habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o 143º mais populoso do estado e décimo terceiro de sua microrregião.

A sede tem uma temperatura média anual de 26,3 °C e na vegetação do município predomina a caatinga hiperxerófila. Com uma taxa de urbanização de 73,36 % (2010), o município contava, em 2009, com quatorze estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,643, considerando como médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Emancipado de Alexandria em 1963, o município possui como principal atração turística o Açude Público de Pilões, considerado patrimônio municipal, além da Cachoeira de Pilões, que se localiza próximo à zona urbana, com pedras em forma de um pilão. Pilões também organiza diversos eventos todos anos, como a festa da padroeira e a festa de emancipação política do município.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Pilões, município localizado na zona serrana do estado do Rio Grande do Norte, na chamada tromba do elefante, começa em outubro de 1745, quando Inácio da Rocha e Francisco Barreto Maciel citavam numa petição a Fazenda dos Piloense pertencente ao Capitão Leitão, na Ribeira do Apodi, designação que abrangia toda imensa região, que ia sendo desbravada e ocupada pelos currais de gado. O nome todo do fazendeiro era Joan Leitan Arnoso, que, em 30 de novembro de 1755, afirmava ser o senhor de um sítio de terras de criar gado na Ribeira do Apodi, chamado piloense. O mesmo pedia mais terras para acomodação e refrigério do rebanho. Assim formou-se a fazenda que pouco a pouco foi atraindo moradores.[9]

No século XX, em 1926, outros habitantes foram chegando e povoando a fazenda. Era apenas um povoado, quando recebeu nome de Vasto Horizonte. Alguns anos depois passou a ser chamado de Pilões, cuja origem vinha de uma bela cachoeira, nas proximidades da cidade, no Sítio Tamarindo, com pedras em forma de um pilão.[9]

A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi construída, atendendo a uma solicitação através de uma promessa feita pela senhora Joana Dantas de Moura, quando seu esposo queria ir embora devido a uma seca que ocorreu nos anos de 1932 e 1933. A construção dessa capela contou com a participação de muitas pessoas, tendo vários coordenadores de trabalhos e mestres da construção. Algum tempo depois, começou a ser realizada a festa tradicional da padroeira, no mês de setembro.[9]

O povoado de Pilões foi elevado à categoria de vila em 1962 e, posteriormente, à de distrito, subordinado ao município de Alexandria. Um ano mais tarde, por força da lei estadual n° 2 905, foi emancipado, tornando-se novo município do estado do Rio Grande do Norte. Seu primeiro prefeito provisório foi o senhor Francisco José Ribeiro e o primeiro prefeito constitucional eleito pelo voto foi o Sr. Elias Altos de Moura, em 31 de Janeiro de 1965.[9] Desde a emancipação, o município de Pilões é formado apenas pelo distrito sede.[10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pilões e municípios limítrofes

O município de Pilões está localizado no Alto Oeste do estado do Rio Grande do Norte, na mesorregião do Oeste Potiguar e microrregião de Pau dos Ferros,[1] distante 380 quilômetros de Natal, capital estadual,[2] e 1 866 quilômetros de Brasília, capital federal.[11] Ocupa uma área de 82,69 quilômetros quadrados,[3] e se limita com os municípios de Marcelino Vieira a oeste, Antônio Martins a norte e Alexandria a sul e a leste.[12]

O relevo de Pilões, com altitudes variando entre duzentos e quatrocentos metros, é constituído pela Depressão Sertaneja-São Francisco, que abrange uma série de terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi. O município está situado em área de abrangência das rochas metamórficas que compõem o embasamento cristalino, provenientes da idade Pré-Cambriana média, cuja idade varia entre 1 e 2,5 bilhões de anos, com predominância de gnaisses e migmatitos variados, além de granitos, xistos e anfibolitos, às vezes cortados por veios de quartzo e pegmatitos. O tipo de solo predominante é o podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico, cujas características principais são a alta fertilidade, a média textura, com drenagem acentuada, relevo suave e ondulado.[12] [12]

O município se encontra com todo o seu território inserido na bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró. Os principais rios são Pilões e Joamirim, e o principal riacho é o do Comissário. O principal reservatório é o Açude Pilões, que está situado a 22 quilômetros da zona urbana de Pilões e foi construído em 1977 pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), contando com capacidade para 5 901 875 metros cúbicos de água, e sua bacia hidrográfica possui 180 quilômetros quadrados de área.[12] [13] Também se destaca o Açude Poço de Pedra, com capacidade para 500 000 m³. Por sua vez, a cobertura vegetal de Pilões é formada pela caatinga hiperxerófila, um tipo de vegetação com a abundância de cactáceas e plantas de pequeno porte, além da floresta caducifólia, cujas espécies possuem folhas pequenas e caducas, que caem durante a estação seca.[12]

O clima de Pilões é considerado tropical com estação seca (do tipo As na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperatura média anual de 26,3 ºC. A temperatura média do mês mais quente, dezembro, é de 27,5 ºC, e a do mais frio, julho, de 24,9 ºC. A pluviosidade média é de 824 milímetros por ano, sendo agosto e setembro os meses mais secos (4 mm) e março o mais chuvoso (220 mm).[6] O principal período chuvoso ocorre entre fevereiro e maio. A umidade relativa do ar é de 66% e o tempo de insolação chega a 2 700 horas anuais.[12] Segundo dados da prefeitura de Pilões, divulgados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), o maior acumulado de chuva registrado no município foi de 102 milímetros em 19 de fevereiro de 2012,[14] enquanto o maior volume registrado em um mês foi de 484,5 milímetros em janeiro de 2004.[15]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Pilões Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 32,6 31,7 30,7 30,2 29,9 29,9 30,2 31,3 32,4 33 33,1 33 31,5
Temperatura média (°C) 27,4 26,9 26,3 25,9 25,5 25 24,9 25,5 26,5 27,1 27,4 27,5 26,3
Temperatura mínima média (°C) 22,2 22,1 22 21,7 21,2 20,2 19,7 19,8 20,6 21,2 21,7 22,1 21,2
Chuva (mm) 71 124 220 199 98 40 25 4 4 5 8 26 824
Fonte: Climate Data.[6]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 1 868
1980 1 917 2,6%
1991 2 161 12,7%
2000 3 002 38,9%
2010 3 453 15,0%
Censos demográficos
do IBGE (1970-2010)[16] [17]

A população de Pilões estimada pelo IBGE em 2011 foi de 3 488 habitantes, sendo o 143º mais populoso do estado e com uma densidade demográfica aproximada de 42,18 habitantes por quilômetro quadrado.[4] Em 2010, a população do município segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 3 453 habitantes, sendo que 1 729 habitantes eram homens e 1 724 habitantes eram mulheres. Ainda de acordo o mesmo censo, 2 533 habitantes viviam na zona urbana (73,36%) e 920 na zona rural (26,64%). O grau da população faz que Pilões seja classificado como o município com a 54ª maior taxa de urbanização do Rio Grande do Norte. A densidade demográfica, que é uma divisão entre a população e sua área, era de 41,76 habitantes por quilômetro quadrado.[17] [18]

Em relação ao censo de 2000, a população era de 3 002 habitantes, dos quais apenas 72,55% viviam em áreas urbanas (2 178 habitantes), enquanto 27,45% dos habitantes viviam nas zonas rurais (824 pessoas), além de 1 506 habitantes serem do sexo masculino e 1 496 do sexo feminino.[16] [19] [20]

O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2000, seu valor era de 0,643, sendo o 59º maior do estado. Considerando apenas a educação o índice é de 0,718, o índice da longevidade é de 0,706 e o de renda é de 0,505.[21] [22]

O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,37, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 61,85%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 52,21%, o superior é 71,45% e a subjetiva é 65,24%.[23]

Religião e etnias[editar | editar código-fonte]

Tal como a variedade cultural em Pilões, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes.[24] O município se localiza no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[25] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[26] De acordo com dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Pilões é composta por: Católicos (93,12%), evangélicos (4,86%), pessoas sem religião (1,58%).[24]

Conforme o censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população pilonense é formada por pardos (50,13%), brancos (40,25%), pretos (7,12%), amarelos (2,49%).[27]

Política[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de Pilões é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[28] Em vários mandatos, diversas pessoas já passaram pela prefeitura, sendo o mais recente deles Francisco das Chagas de Oliveira Silva, do Partido Progressista (PP), eleito em 2008 com mais de 52% dos votos válidos, contra mais de 47% da adversária, Jeane Aquino, do Democratas (PMN).[29]

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por nove vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[30] ) e está composta da seguinte forma: duas do Partido Socialista Brasileiro (PTB), duas do Democratas (DEM), duas do Partido Progressista (PP), uma do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), uma do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e uma do Partido da Social Democracia Brasileira (PMDB).[31] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica. Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo. O Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, por sua vez é responsável por interpretar a Constituição Federal. O município de Pilões, não possui assim, constituição própria, em vez disso possui lei orgânica.[32] O município pertence à Comarca de Alexandria.[33]

Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho de Assistência Social, Conselho do Direito da Criança e do Adolescente, Conselho do FUNDEB, Conselho do Idoso e Conselho da Saúde.[12]

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Pilões possuía, em novembro de 2011, 2 958 eleitores, o que representa 0,132% dos eleitores do Rio Grande do Norte.[34] Esse número, por ser inferior a duzentos mil, faz com que não haja segundo turno no município.[35]

Economia[editar | editar código-fonte]

Cultivo de melancia na zona rural de Pilões

O Produto Interno Bruto (PIB) de Pilões é o décimo terceiro maior de sua microrregião e o 140º do estado. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2008, o PIB do município era de R$ 15 580,319 mil. e o PIB per capita era de R$ 4 466,83.[8]

O setor primário é o segundo mais relevante da economia de Pilões. De todo o valor do PIB municipal, 1 895 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária. Segundo o IBGE, em 2010 o município possuía um rebanho de 2 508 bovinos, 205 equinos, 455 suínos, 365 caprinos, 155 asininos, 59 muares, 1 283 ovinos, 445 galinhas e 1 635 galos, frangos e pintinhos. Ainda no mesmo ano, o município produziu 394 mil de litros de leite, três mil dúzias de ovos de galinha e 650 quilos de mel-de-abelha. Na lavoura temporária são produzidos principalmente o feijão, fumo, milho e tomate. Já na lavoura permanente produzem-se castanha de caju, coco-da-baía, mamão e manga.[23]

O setor secundário é o menos relevante para a economia do município. 967 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[23] Já o setor terciário é o mais relevante para a economia municipal. A prestação de serviços rende 11 750 mil reais ao PIB pilonense. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2009, 46 unidades locais, sendo 45 atuantes e 348 trabalhadores, sendo 192 do tipo "pessoal ocupado total" e 156 do tipo "ocupado assalariado". Salários juntamente com outras remunerações somavam 1 205 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,3 salários mínimos.[23]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Pilões possuía, em 2009, cinco estabelecimentos de saúde, sendo todos eles públicos. Neles a cidade possuía dez leitos para internação.[23] No ano de 2008, foram registrados 49 nascidos vivos, sendo que 79,6% foram de partos cesáreos e 26,5% foram de mães entre dez e dezenove anos. A taxa bruta de natalidade era de 14,0. No mesmo ano, a taxa de óbitos era de 3,7 por mil habitantes. Em 2005, a taxa de mortalidade infantil era de 46,2 por mil nascidos vivos.[36] Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da longevidade em Pilões era de 0,706 (o brasileiro era de 0,638).[21]

O município pertence à VI Regional de Saúde do estado do Rio Grande do Norte, com sede no município de Pau dos Ferros. Essa regional reúne 36 municípios oestanos do estado do Rio Grande do Norte.[37] Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Pilões, possuía em 2008, um total de trinta profissionais de saúde, sendo 23 residentes no próprio município e sete residentes em cidades vizinhas. Entre os profissionais residentes no próprio município, existiam nove agentes de saúde, um assistentes sociais, nove auxiliares de enfermagem, dois bioquímicos e dois enfermeiros. Dentre os residentes fora de Pilões, existia um assistente social, um clínico geral, dois dentistas, um nutricionista e um psicólogo, além de uma pessoa estar exercendo uma outra profissão de saúde.[12]

Educação[editar | editar código-fonte]

Educação de Pilões em números[23]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 118 7 4
Ensino fundamental 564 26 4
Ensino médio 153 7 1

O município de Pilões possuía, em 2009, 835 matrículas e nove escolas nas redes públicas e particulares entre os ensinos pré-escolar, fundamental e médio.[23]

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo em 200 era mais frequente entre pessoas de 18 a 24 anos dcom faixa etária acima de 25 anos (42,66%), enquanto que o menor índice se concentrava em pessoas entre quinze e dezessete anos (7,78%).[38] A taxa bruta de frequência à escola passou de 62,03% em 1991 para 84,09% em 2000.[39] 350 habitantes possuíam menos de um ano de estudo ou não contava com instrução alguma.[40]

Serviços, transportes e comunicações[editar | editar código-fonte]

O serviço de abastecimento de água de toda o município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN),[41] enquanto a responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Pilões é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), que fornece energia em todos os municípios do estado do Rio Grande do Norte.[42] No ano de 2007 existiam 1 024 consumidores e foram consumidos 1 586 KWh de energia.[12] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. O código de área (DDD) de Pilões é 084[43] [44] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é de 59960-000.[45] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[46]

A frota municipal no ano de 2010 era 358 de veículos, sendo 216 motocicletas, 96 automóveis, treze motonetas, dezoito caminhonetes, seis caminhões, três camionetas, quatro micro-ônibus e um ônibus. Outros tipos de veículos incluíam apenas uma unidade.[23] Por não possuir rios em abundância, o município não possui muita tradição no transporte hidroviário. Pilões é cortada uma ferrovia, localizada na divisa entre Pilões e Alexandria:[47] a Estrada de Ferro Mossoró-Sousa, que começa em Mossoró e se estende até Sousa, na Paraíba. Essa rodovia se encontra desativada atualmente.[48] O município é cortado por uma rodovia em seu território, ambas estaduais: a RN-075, que começa Umarizal, passa por Pilões e se estende até a zona rural de Alexandria, ao se cruzar com a RN-078.[47] Está a ser construída pelo Governo do Rio Grande do Norte uma rodovia que ligará Pilões a Serrinha dos Pintos, que terá doze quilômetros de extensão. Os recursos para a construção dessa rodovia, segundo a governadora do estado, Rosalba Ciarlini, já estão assegurados juntamente com o Governo Federal.[49] [50]

Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). Em 2008, o município possuía três jornais de circulação e o sinal de recepção de TV era feito por meio de antenas parabólicas. Pilões possuía uma unidade da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios).[12]

Habitação e infraestrutura básica[editar | editar código-fonte]

De acordo com o censo demográfico de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pilões possuía, em geral, 960 domicílios, sendo 959 casas (99,9%) e apenas um apartamentos (0,1%).[51] Já em relação à condição de ocupação do domicílio, 663 eram imóveis próprios (69,06%), 135 eram alugados (14,06%) e 162 cedidos (16,88%). Em relação ao abastecimento de água realizado nas residências, 817 recebiam água tratada a partir de uma rede geral de distribuição (85,1%), 34 imóveis eram abastecidos por um poço ou nascente na propriedade (3,54%) e 109 unidades possuíam abastecimento de água vindo de outras fontes (11,35%). Quanto à energia elétrica, 953 imóveis eram abastecidos (99,27%), sendo 951 a partir de uma companhia distribuidora de energia (99,06%) e apenas dois com energia vinda de outra fonte (0,21%); outros sete domicílios não tinham ou não eram abastecidos pela rede elétrica (0,73%).[52]

Em relação ao destino do lixo, 797 domicílios possuíam coleta (83,02%), dos quais 772 eram coletados por serviço de limpeza (80,42%) e 25 possuíam a coleta feita a partir de uma caçamba de serviço de limpeza (2,6%); outros 163 imóveis jogavam o lixo em outros destinos (16,98%).[52] Quanto ao esgotamento sanitário, 48 domicílios não possuíam banheiros nem sanitários (5%); já entre os 912 domicílios que a possuíam (95%), quarenta tinham esgotamento sanitário feito a partir da rede geral de esgotos ou pluvial (4,17%), 171 a partir de uma fossa séptica (17,18%) e 701 com esgotamento sanitário feito de uma outra maneira (73,02%).[53]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A Secretaria de Educação e Cultura é o órgão da prefeitura responsável pela atuação do setor cultural em Pilões. É ela que organiza atividades e projetos culturais, além do setor educacional do município.[12]

Artesanato e atrações turísticas[editar | editar código-fonte]

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural pilonense. Em várias partes do município, assim como do estado, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato.[54] [55]

O principal atrativo turístico do município é o açude público de Pilões, localizado na zona rural e que é considerado patrimônio municipal.[56] Outro importante ponto turístico é a Cachoeira de Pilões, que também se localiza na zona rural do município.[57]

Principais festas, eventos e lazer[editar | editar código-fonte]

O município realiza uma diversa quantidade de eventos todos anos. Entre eles, os principais são a festa de emancipação política de Pilões (comemorada no dia 19 de agosto) e festa da padroeira, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (que ocorre entre os dias 20 e 30 de setembro).[12] Além destes, também destacam-se a Vaquejada no Parque Horizonte (realizada em data móvel, na primeira semana do mês de maio), a Festa do Sinal (que ocorre no mês de julho) e a Vaquejada do Parque Oliveira Júnior (que acontece na última semana de setembro).[58]

Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), Pilões contava, em 2008, com uma biblioteca, um campo de futebol e uma quadra de esporte.[12]

Referências

  1. a b c Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. a b Distância entre Natal/RN e Pilões/RN. Google Maps. Página visitada em 24 de maio de 2014.
  3. a b Área Territorial Oficial - Consulta Por Município. Resolução da Presidência do IBGE de n° 1 de 15 de janeiro de 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (15 de janeiro de 2013). Página visitada em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014.
  4. a b ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2011 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (30 de agosto de 2011). Página visitada em 31 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2011.
  5. Rio Grande do Norte. Embrapa (2000). Página visitada em 29 de dezembro de 2011. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2011.
  6. a b c Clima: Pilões. Climate Data. Página visitada em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014.
  7. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 04 de setembro de 2013.
  8. a b c Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  9. a b c d História. Confederação Nacional de Municípios. Página visitada em 28 de dezembro de 2011. Cópia arquivada em 28 de dezembro de 2011.
  10. Histórico. IBGE. Página visitada em 28 de dezembro de 2011. Cópia arquivada em 28 de dezembro de 2011.
  11. Distância entre Brasília/DF Pilões/RN. Google Maps. Página visitada em 24 de maio de 2014.
  12. a b c d e f g h i j k l m PILÕES. IDEMA/RN (2008). Página visitada em 28 de dezembro de 2011. Cópia arquivada em 28 de dezembro de 2011.
  13. Ficha Técnica do Reservatório Pilões. Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte. Página visitada em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014.
  14. Ocorrência de Chuvas (mm) - 2012 - Posto: PILÕES (PREFEITURA). Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2012). Página visitada em 24 de maio de 2014.
  15. Análise de precipitação acumulada por mês - Ano: 2004. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2004). Página visitada em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014.
  16. a b Demografia - População Total. Confederação Nacional de Municípios. Página visitada em 29 de dezembro de 2011. Cópia arquivada em 29 de dezembro de 2011.
  17. a b Tabela 2.1 - População residente, total, urbana total e urbana na sede municipal, em números absolutos e relativos, com indicação da área total e densidade demográfica, segundo as Unidades da Federação e os municípios – 2010. IBGE (2010). Página visitada em 29 de dezembro de 2011.
  18. Tabela 2.7 - População residente, por situação do domicílio e sexo, segundo os municípios – 2010. IBGE (2010). Página visitada em 29 de dezembro de 2011.
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